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sábado, 7 de setembro de 2013

O Gayatri mantra. Para compreender o significado.





O Gayatri mantra é, junto com o OM, o mantra mais conhecido e cantado na Índia.
Ele representa a essência do conhecimento védico e foi percebido e
depois ensinado pelo sábio Vishwamitra.
Certo dia, o rei Viswamitra estava caçando nas florestas do Himalaia e chegou nas proximidades do eremitério do sábio Vasishtha. As tropas do rei estavam cansadas e famintas.
Vasishtha saldou o rei e pediu a Kamadhenu, sua vaca que podia conceder todos os desejos, que provesse alimento para o rei e suas tropas.
Vishwamitra ficou impressionado com a vaca mágica e pensou que essa  vaca poderia das conta de todas as necessidades dele, de suas tropas e de seu reino.
Se aproximando de Vasishtha ele pediu a vaca como presente mas o sábio respondeu negativamente, dizendo que somente aqueles que eram realizados na verdade de Brahman poderiam ter a vaca.

Vishwamitra ficou muito ofendido e se enfureceu, ordenando que suas 
tropas tomassem a vaca a força.
Vasishtha então ordenou à vaca que produzisse milhares de guerreiros
celestiais, que deram uma lição nas tropas de Vishwamitra, as
espantando do eremitério.
Percebendo o que ocorreu, Vishwamitra realizou que toda a sua
opulência, armas e exércitos não valia de nada perto da realização
yogue de um Brahmarishi (título concedido aos mais altos sábios
realizados em Brahman, como Vasishtha). Vishwamitra resolveu ele
próprio se tornar um Brahmarishi, abandonando seu reino e adentrando as florestas do Himalaia para praticar meditação profunda em Brahman.

Por muitos anos ele praticou exercícios espirituais e meditação,
conseguindo grande poderes yogues.
Vendo o avanço de Vishwamitra, Indra, o deus celestial, se assustou e
temeu que Vishwamitra pudesse o suceder no comando dos céus. Assim, enviou uma bela ninfa para distrair a meditação de Vishwamitra.
O rei se viu vítima da paixão e se enamorou da ninfa, que engravidou
e deu a luz a uma linda menina. Quando se deu conta de que a luxúria
havia consumido todos os anos de esforço e meditação, Vishwamitra
renunciou sua esposa e filha e mais uma vez entrou em meditação
profunda.

Desta feita, Vishwamitra conseguiu poderes ainda maiores e Indra,
mais uma vez mandou uma ninfa, que tentou atrapalhar a meditação de
Vishwamitra. Tendo sucesso em sua empreitada a ninfa se aproximou do rei, que por sua vez se lembrou da experiência passada e ficou cheio de raiva contra a ninfa por ela ter quebrado sua meditação profunda.Vishwamitra, então, transformou a ninfa numa pedra.
Foi só então que Vishwamitra percebeu que a raiva e ira haviam consumido todos os anos de sua intensa prática espiritual.Mas com perseverança inquebrantável, Vishwamitra subiu mais alto no Himalaia e entrou mais uma vez em meditação profunda.

Durante esse período, um outro rei se aproximou do sábio Vasishtha e pediu a ele para realizar um grande sacrifício do fogo para que o ajudasse a atingir o paraíso com seu corpo carnal e com sua consciência atual, o que Vasishtha recusou prontamente.
Ofendido e revoltado o rei, chamado Trishunku, se aproximou de Vishwamitra.

Vishwamitra viu nesse encontro uma oportunidade de ser vingar de Vasishtha, mostrando seus poderes yogues.
Feito o sacrifício do fogo, Vishwamitra mandou o rei ao plano de Indra, com corpo e consciência terrena.
Sabendo ser impossível manter o rei no plano de Indra com o corpo e consciência terrena, Vishwamitra o trouxe de volta, mas enquanto descia das alturas celestiais o rei Trishnku chorou e orou para que Vishwamitra o salvasse.
Vishwamitra concedeu a salvação ao rei, criando um sistema estelar apenas para o rei. Ou seja, o seu poder era tão grande que ele criou umcéu/paraíso apenas para o rei.Mas ao fazer isso, Vishwamitra percebeu que todo o esforço de sua
meditação e exercícios espirituais intensos foram em vão.

Mais uma vez ele se viu decepcionado e vez o voto de não sair mais de
sua meditação profunda.
Quando Vishwamitra se deu por satisfeito com sua prática, Brahma em pessoa apareceu ante ele e disse que estava muito satisfeito com a intensidade da prática de Vishwamitra, concedendo-lhe o título de Maharishi (Grande Sábio). Entretanto, Brahma lhe avisou que para se tornar um Brahmarishi ele deveria ser abençoado pelo Sábio Vasishtha. Ao dizer isso, Brahma desapareceu.Mesmo atingido o estado de Maharishi, Vishwamitra se frustrou ao pensar que depois de tudo ainda teria que recorrer ao sábio Vasishtha para ser abençoado.

Com ciúme da posição de Vasishtha ele pensou que se o matasse ele não
precisaria das bênçãos para se tornar um brahmarishi. Espreitando a casa de Vasishtha ele pegou uma grande pedra para atirar na cabeça de Vasishtha.
Mas quando estava próximo ele escutou a esposa de Vasishtha, Arundhati, dizendo que já que Vishwamitra havia se tornado um grande homem, ele deveria abençoá-lo e assim elevá-lo ao estado de Brahmarishi. Vasishtha concordou e disse que assim que Vishwamitra o procurasse ele concederia sua benção.

Ao ouvir isso, Vishwamitra se sentiu profundamente envergonhado, lançou a pedra longe e correu para se curvar diante do grande sábio.
Assim, Vasishtha disse a Vishwamitra: "Você mostrou ao mundo que o espírito humano é invencível e não aceita derrota. Você conquistou a
luxúria, os desejos, o apego e arrogância, um por um, através de suas
intensas práticas espirituais e meditação. A última barreira era o ciúme. Agora você o conquistou também. Salve Brahmarishi Vishwamitra! "
Assim que Vasishtha tocou o ponto entre as sobrancelhas de Vishwamitra, seu chakra frontal se expandiu e ele viu os sete ritmos pelos quais o Cosmo foi criado.

Nesse exato momento, o Gayatri Mantra junto com os sete Vyahritis
(lit. ritmos, mas são os sete planos de manifestação consciencial) foi revelado a ele.
Vishwamitra tem como tradução possível "amigo (mitra) do Universo
(vishwa)".


                                                          Saraswati

TEXTO RETIRADO DO BLOG: http://www.anjodeluz.com.br/gayatri2.htm e parte do site da Humaniversity.

Gayatri é um dos aspectos da deusa Saraswati, esposa de Brahma e que 
representa o seu poder criativo ou shakti. Saraswati é mitologicamente representada como a protetora e inspiradora das artes, música, literatura e ciência. No entanto, esotericamente ela representa o potencial de expressão da mente humana.

A palavra Gayatri é composta de duas palavras:
Gaya= Florescer, abundar, energizar (vitalizar), energia vital.
Trâyate =o que protege; o que concede a liberação.

Vamos estudar esse mantra, que junto com o OM é o mais importante das tradições hinduístas.






A estrutura do mantra é de 3 linhas com 8 sílabas em cada uma, fazendo um total de 24 sílabas.Cada sílaba estimula os impulsos de criação dentro do Ser.
Assim, por mais que numa análise superficial o entendimento do mantra
fique de certa forma bem claro, é importante dizer que a tradução pura e simples do mantra abrange apenas a superfície de sua real significância.

Que fique bem claro que o mantra não se trata apenas de uma oração ou
um pedido solene.
Essa métrica de 3 linhas com 8 sílabas em cada uma, fazendo um total de 24 sílabas, é específica do Gayatri e por isso outros mantras que contém essa estrutura são chamados de gayatri também. Temos o gayatri do Ganesha, ou da Lakshmi, por exemplo.

O mantra aparece no Rig Veda da seguinte maneira:

TAT SAVITUR VARENYAM
BHARGO DEVASYA DHEEMAH
DHIYO YO NAHA PRACHODAYAT


Notem que não há a adição dos Vyahritis (Bhuh, Bhuvah, Swaha[svah]) ,
pois a métrica do Gayatri deve respeitar as 24 sílabas no total.
Mais adiante falaremos sobre os Vyahritis.

Voltemos à métrica do Gayatri:
Como já foi dito, cada sílaba gera impulsos de criação em todo o Ser.
Vamos as 24 sílabas e seu significado esotérico:

1)Tat: Sabedoria Profunda (Brahma Jñana)
2)Sa: Bom uso da energia
3)Vi: Bom uso da riqueza
4)Tu: Coragem durante períodos ruins / acidentes
5)Va:A grandiosidade do convívio amigável com as mulheres
6)Re:A grandiosidade da esposa, que concede toda a fortuna à família
7)Nyam: Adoração e respeito à Natureza
8)Bhar: Controle Mental constante e firme
9)Go: Cooperação e Paciência
10)De: Todos os sentidos sob controle
11)Va: Vida Pura
12)Sya: Unidade do homem com Deus
13)Dhee: Sucesso em todas as esferas
14)Ma: Justiça Divina e Disciplina
15)Hi: Conhecimento
16)Dhi: Vida e morte
17)Yo: Seguir o caminho da retidão
18)Yo: Manutenção da Vida
19)Nah: Cautela e Segurança
20)Pra: Conhecimento das coisas que estão por vir e Doação para o bem
21)Cho: Leitura das escrituras sagradas e Associação com os sábios
22)Da: Auto Realização e Bem Aventurança
23)Ya: Boa Progênie
24)At: Disciplinas da vida e cooperação

Assim, volto a afirmar que o mantra não é uma simples oração ou ode a
uma deidade específica, mas sim todo um conjunto de conhecimentos
profundos e sutis.


Não é a toa que o gayatri mantra é considerado a essência dos vedas.




Mas para não ser muito analítico e para dar uma utilidade mais
prática ao mantra, vou me ater a explicar o mantra em suas três
linhas com oito sílabas cada. Mas nem por isso o estudo será
superficial, como poderão comprovar.



De maneira geral, o Gayatri Mantra é cantado ou pensado da seguinte
maneira:

OM
BHUR BHUVAH SVAH
TAT SAVITUR VARENYAM
BHARGO DEVASYA DHEEMAH
DHIYO YO NAHA PRACHODAYAT


Vamos a uma tradução aproximada:

OM: de forma simplista podemos dizer que ele é o som primordial, a
fonte de toda a criação. Um dos outros nomes pelo qual é conhecido é
PRANAVA ou "substrato da vida, princípio vital".
O OM é a base de onde toda a criação tem existência. Ele é o
substrato de todo o Conhecimento, é o "pano de fundo" onde o potencial criativo se manifesta.
Não podemos aprofundar o assunto aqui, mas o OM é produto da Shakti,
ou Poder Criativo da Consciência [Brahman].
Somente a explicação desse mantra daria um livro, mas para o nosso
estudo a definição acima basta.

BHUR BHUVAH SVAH: são 3 das 7 Vyahritis (lit. "palavras, dizeres")
percebidas pelo sábio Vishwamitra. Representam 3 dos 7 planos de
manifestação da Consciência.

As vyahritis mais o OM são usadas como uma introdução ao mantra.

BHUR é tradicionalmente associada ao plano físico. Esotericamente é
a "espiritosfera" (neologia usada para descrever a amplitude
da "atmosfera espiritual" pertinente ao planeta, corpo celeste ou
parte/ambiente sideral) do planeta Terra.

BHUVAH é lit. "atmosfera". Esotericamente é a espiritosfera
imediatamente superior à nossa. Segundo a tradição seria o espaço
entre o Sol e a Terra e entre a Terra e os outros planetas. Para o
pensamento hindu, todos os planetas são habitados e ao mesmo tempo
são consciências distintas, sendo Júpiter o mais avançado
(espiritualmente) de todos (em nosso sistema solar).
Lê-se "buvarrá". Em alguns casos, onde o `h' final não é
pronunciado, é "buvá".

SVAH: é o Paraíso, o plano mais alto em nosso sistema. Esotericamente é associado ao Sol, que segundo os sábios é o "limite da onisciência" (Ishwara) de nosso sistema. É ele o portador de todos os referenciais de conhecimento que possuímos. Para um aprofundamento recomendo ler com atenção o Yoga Sutras de Patanjali. Infelizmente não poderemos aprofundar esse tema aqui, pois ele é extenso e tem correlação com a manifestação consciencial desde Brahman até o mundo físico.Lê-se "suvarrá". Em alguns casos pode ser lido como "isvárra".

As vyahrits são interpretadas de várias maneiras, dependendo do ponto de vista filosófico.

Elas também podem ser interpretadas da seguinte maneira:
Bhur: Rig Veda
Bhuva: Sama Veda
Svah: Yajur Veda

Ou ainda como sendo relacionados aos cinco pranas que fluem no corpo
humano:
Bhur: Prana (região peitoral)
Bhuva: Apana (região sacra)
Svah: Vyana (permeando o corpo todo)

Essa abordagem é bem fundamentada nas disciplinas Tântricas do Hatha-Yoga e do Kriya Yoga.
É outra abordagem que requer uma explicação mais detalhada, mas infelizmente não é possível nesse momento, visto que todo o
conhecimento de bioenergia fundamentada no Kundalini Yoga, Laya Yoga,
enfim, no Tantra teria que ser explicado.

As outras 4 Vyahrits são: Mahaha, Janah, Tapah, Satyam.

TAT: Lit. Aquele, aquela (aqui refere-se à Savitri). Lê-se "Tat" (com
t mudo).

SAVITUR: De Savitri, o esplendor do Sol, o brilho solar, os raios
solares, a força solar. Em muitos casos Savitri é associado ao deus
do Sol (Surya). Ela seria a shakti (poder) de Surya.
De forma esotérica representa o Criador, Sustentador, o todo
penetrante.

VARENYAM: Desejável, excelente, o melhor entre

BHARGO: efulgência, esplendor, luminosidade (que destrói os pecados), brilho, glória.

DEVASYA: Divino, relativo à divindade. Lê-se "devássia".

DHEEMAH: Meditar sobre; relativo à meditação. Lê-se "dimarri".

DHIYO: pensamentos elevados ou nobres, intuição profunda, iluminar
(revelar a Realidade Última). Lê-se com o i duplo, "diio".

YO: o que, o qual.

NAH: nosso, de nós, unir, junto, nó. Lê-se "narrá", com o "á" curto, como em água.

PRACHODAYAT: de prach (pedir, demandar) + codate[chodayate] (animar,
inspirar, colocar em movimento), portanto a tradução seria algo como
possa inspirar, possa animar. Lê-se "prachodaiáte" .

Uma tradução aproximada do mantra seria "Eu Saúdo aquele Ser, possuidor da efulgência divina e que é a causa e sustentação de todos os planos da existência.Que minha mente esteja sempre fixa e absorvida Nele e que Ele possa iluminar, purificar e inspirar meu intelecto." 

O Mantra está todo relacionado ao aspecto iluminador e todo abrangente de Brahman.Em verdade, o mantra nos mostra a natureza essencial de toda a existência.

Gayatri é uma das formas da Shakti de Brahma, de Vishnu e Shiva.Ela representa a base, o substrato de toda a existência. Ela é a "expansão" do OM ou a energia que o movimenta.

Num estudo mais aprofundado o mantra se revela como sendo a representação do Sol Espiritual ou a Luz da Consciência.Sem essa Luz, o próprio Brahma (criador na trindade hindu) perderia seu sentido de ser. Sem essa Luz não haveria o que ser sustentado ou preservado.
Ela seria a ponte ou a ligação inquebrantável de Brahman com tudo. Seria a Presença invisível e subjacente a tudo.

O Mantra foi ensinado ao avatar Rama por Vishwamitra durante a
batalha contra o demônio Ravana, onde todas as possibilidades de
vitória de Rama diminuíram consideravelmente.Com o uso do mantra Rama teve o controle de todas as armas divinas e assim conseguiu derrotar o demônio.

Assim, o mantra tem sua aplicação no sentido de manifestação, de realizar o potencial de "vir a ser".É energia pura.

Segundo os Vedas, "O Gayatri protege quem o recita".
Ele deve ser cantado todos os dias, de preferência de Manhã, de Tarde
e de Noite.

Ele pode ser dividido em três partes para maior entendimento.
A primeira parte é de louvor, a segunda de meditação e a terceira de
prece.Primeiro saudamos a Realidade Suprema, depois fixamos a mente e
coração Nela e por último apelamos para a purificação e iluminação.





O iluminado Krishna diz no Bhagavad Gita

     “Entre todos os sons e versos sagrados, eu sou o Gayatri”.
     
Significado

     Bhúr, bhuva e swáhá são os três planos da existência. Na teoria védica das equivalências (bandhu), essa divisão tripartida do universo tem muitos níveis de significados. Refere-se aos três mundos: o infinitamente grande, o humano e o infinitamente pequeno; aos três gunas, ou às três qualidades da natureza: inércia, ação e equilíbrio (tamas, rajas e sattwa); ou ainda ao paralelo que existe entre as estruturas da consciência e da natureza. Ou seja, assim como é em cima, é também embaixo, o macrocosmo reflete o microcosmo. Savitur, o Sol, é o símbolo da consciência e ao mesmo tempo da kundalini. Faz-se o Gayatri Mantra para celebrar a existência e harmonizar-nos com o poder de transformação presente na natureza. Este mantra é um convite à contemplação da força que move o macrocosmo, o microcosmo e o homem.
     Em uma viagem de peregrinação à Índia, tive acesso a este quadro, que será utilíssimo aos já iniciados nos mistérios e nas práticas mântricas.

Mantra (sílaba)
Cor
(das sílabas)
Shakti (deusa
do mantra)
Princípio cósmico (micro/macrocosmo)
Tat
Amarelo
Prahlãdini
Terra
Sa
Rosa
Pradhã
Água
Vi
Vermelho
Nityã
Fogo
Tuh
Azul
Visvabhadra
Ar
Va
Transparente
Vilãsini
Éter
Re
Branco
Prabhãvati
Olfato
Ni
Branco
Jayã
Paladar
Yam
Branco
Sãntã
Visão
Bha
Preto
Kãntã
Toque
Rgo
Vermelho
Durgã
Som
De
Lótus-vermelho
Saraswati
Fala
Va
Branco
Visvamãyã
Mãos
Sya
Dourado/ amarelo
Visãlesa
Genitália
Dhi
Branco
Vyãpini
Ânus
Ma
Rosa
Vimalã
Pés
Hi
Concha branca
Tamopahãrini
Orelhas
Dhi
Creme
Suksma
Boca
Yo
Vermelho
Visvayoni
Olhos
Yo
Vermelho
Jayãvahã
Língua
Nah
Cor-de- nascer-do-sol
Padmãlayã
Nariz
Pra
Lótus-azul
Parã
Mente
Cho
Amarelo
Sobhã
Ego/senso
Da
Branco
Bhadrarupã
Princípio criador
Yat
Branco, vermelho, preto
Trimurti
Três qualidades da natureza: Ação, inércia e equilíbrio

     Uma prática adiantada de meditação é a união do mantra com o yantra do Gayatri.



     Yantra é um símbolo ou mandala que representa algo, no caso, o Gayatri Yantra refere-se à iluminação.
     Para praticar o Gayatri, sente-se com a coluna ereta e com o yantra colocado à altura de seu rosto, iluminado pela chama de uma vela. Visualize o centro do símbolo, evitando piscar enquanto mentaliza ou vocaliza esse mantra mantra.

     Os efeitos dessa prática se fazem sentir principalmente à noite.

     Kalu Rinpoche, em seu livro The Dharma, diz: “Recitamos e meditamos sobre o mantra, que é o som iluminado, a fala da divindade, a união do som com a vacuidade. (...)Ele não possui uma realidade intrínseca, é simplesmente a manifestação do som puro, experienciado simultaneamente com sua vacuidade. Através do mantra, não nos apegamos mais à realidade da fala e do som encontrados no cotidiano, mas os experienciamos como sendo vazios. Então, a confusão do aspecto da fala de nosso ser é transformada na consciência iluminada”.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Do Kybalion à Quântica - a sabedoria que vem do Universo.

O  Kybalion












O  Kybalion, uma das fontes inexauríveis  do saber, no Egito Antigo, é realmente um arquivo, uma coletânea dos princípios básicos  da  Ciência  Hermética. 
Nele está condensada a totalidade dos conhecimentos que os atlantes legaram aos ameríndios  e estes aos indianos que os transmitiram, mais tarde, aos egípcios, mestres dos Gregos, por sua vez, mestres dos Romanos. Nessa Enciclopédia Religiosa,Filosófica e Científica, fala-se  das leis do Absoluto, isto é, das sete leis do Kybalion.  E destes sete princípios fundamentais da velha SABEDORIA INTEGRAL, levados à Índia pelos  Maia-Quichés,  que  me  vou  ocupar,  rápida e sumariamente, no presente artigo.  


“Tudo é pensamento.  Tudo é espírito.  O espírito é tudo.”

É a primeira lei do Kybalion.  A lei do mentalismo, como dizem os livros contemporâneos.  
De  fato, no Universo, em toda a natureza e em todos os seres, só o ESPÍRITO  é evidentemente imutável, porquanto, a mutabilidade da matéria  (MAYA) é um fenômeno cósmico e biológico, ao inteiro alcance dos nossos sentidos físicos. 
Esta é a lei primordial e dela, com efeito, derivam todas as outras. 

“O que está em cima é análogo ao que está em baixo”.

Assim estabelece a segunda lei, uma das mais conhecidas da Ciência Hermética.  É a lei de analogia, de relatividade, a lei universal dos semelhantes, que permitiu aos sábios desse remotíssimo passado partir, com  segurança, do conhecido para o desconhecido e do visível para o invisível.
Foi esta lei que facultou, ao entendimento humano, a concepção nítida de muitas verdades que, ainda hoje, escapam à percepção vulgar da humanidade.  Foi esta lei que deixou entrever as equivalências  existentes entre o infinitamente pequeno e o infinitamente grande e conduziu esses sábios, que não dispunham da complicada aparelhagem dos laboratórios hodiernos, a afirmarem que os sistemas atômicos são  análogos  aos sistemas  astronômicos. 
Foi esta lei que fez Pitágoras dizer aos seus discípulos “conhece-te a ti  e conhecereis  os  Deuses   e  o  Universo”  
Foi esta lei, ainda, que revelou o conhecimento exato da constituição do homem e dos respectivos planos do universo, porque, como ensina a velha sabedoria integral, “o Visível é a condensação do Invisível “.
Esta verdade é, absolutamente incontestável.

“Tudo vibra, postula a terceira lei “.

A própria Ciência Oficial, através dos seus clássicos processos positivos, concluiu que Matéria, Energia, Vida, Luz Pensamento e todos os fenômenos psíquicos e para-psíquicos, como denomina as manifestações do Espírito, resultam da propagação de ondas ou movimentos rítmicos e cíclicos  do éter (tatwas), como os indianos cognominam as vibrações do  AKASHA , o éter  amorfo,  a  matéria  pré-cósmica . 
Não  há  nada  imutável nas amplidões do infinito manifestado.  Os átomos, como os astros, o infinitamente pequeno, como o infinitamente grande, não  escapam ao dinamismo  cósmico,  ao  transformismo  universal. 
Desta grande lei procedem as forças de atração e repulsão, que, conforme o meio em agem, é  coesão  ou  expansão,  amor  ou  ódio. 
Do estudo minucioso desta lei apuraram os Mestres da Sabedoria Integral que “As vibrações harmônicas associam-se mutuamente e que a repetição dessas vibrações aumentam-lhes,  de modo incalculável,   o grau  de  potencialidade  e  de  expansão “.
A  música  reafirma o acerto desta proposição.  A música  e a vocalização perfeita  de  certas  sílabas  ou  palavras. 
De fato, as vibrações orais, os mantras, não atuam, somente no mundo objetivo.  Agem, também, no mundo subjetivo.  Vão do plano físico aos planos mais sutis do universo.
A  palavra sagrada – AUM – emitida, conforme os ensinamentos ocultos, é a maneira mais energética de projetar e propagar as  nossas mais íntimas vibrações.

“Tudo é duplo.  Em tudo há dois pólos contrários”. 

É a  quarta lei    do Kybalion, designada pela Ciência Oficial sob a denominação de POLARIDADE. 
Analisando esta lei, verificaram os antigos que entre o pólo positivo e o pólo negativo existe um ponto neutro.   Entre a atração e a repulsão, por exemplo, surge o equilíbrio.  Entre dois termos opostos, o meio termo.  Entre  a  luz  e a  treva, a penumbra.
Daí a conclusão de que, no mundo da terceira dimensão, no mundo da relatividade, a Terra, toda a doutrina ou principio absoluto, radical, extremista não corresponde às condições características dos respectivos seres.  A anarquia, a desordem, a babel em que, sob todos os pontos de vista, a humanidade, presentemente, se debate, não tem  outra  origem  lógica  e  racional.  
Submetendo o homem ao critério desta lei magna, verificaram que o pólo positivo está no seu  SUPERCONSCIENTE,  o negativo, no INCONSCIENTE  e o ponto neutro, o equilíbrio, o meio termo, no CONSCIENTE. 
Diz a sabedoria integral que realmente, só existe o pólo positivo, porquanto, o negativo é, apenas, uma sombra do positivo.
A soma dos positivos representa o TODO  e a dos negativos o NADA. 

“Tudo  no  Universo  é  cadência  e  periodicidade”.
 

“É  a   quinta lei  ou  melhor  a  lei  do  ritmo  universal. 
Em artigo que tive ensejo de publicar, tratando do biorritmo , afirmei que todo fenômeno cósmico ou biológico, universal ou individual é regido pela grande lei do ritmo e do ciclo.  Do cristal ao éter, da matéria mais coesa à mais expansiva, do infinitamente pequeno ao infinitamente grande, do elemental ao homem, nada se exime á lei inevitável e onipotente, que é a conseqüência contínua de duas forças opostas ou contrárias, de uma ação que produz uma reação equivalente. 
Todos os fenômenos físicos ou psíquicos, em última analise, são manifestações rítmicas e cíclicas, tempos de atividade e de inatividade (mavántara  e  pralaya)  série de compassos,  ondas de vibrações.
“Toda  a  causa  tem  um  efeito  e  todo o efeito, uma causa”.  

É a sexta lei que os santos gurus indianos designam   sob o nome de CARMA.
O presente é fruto do passado e semente do futuro. Deste aforismo podemos concluir que não existe acaso e que todo o homem goza da faculdade de traçar  o seu próprio destino.
A lei da causalidade, como é também conhecida, é o alicerce da EXPERIÊNCIA  e, portanto, de toda a sabedoria integral.  Dela com efeito, resultam as teorias, da reencarnação e da evolução, finalidade da vida.

“Em tudo existe um princípio masculino e um princípio feminino”.

É a sétima lei do Kybalion.  É a lei dos sexos.  Não no sentido material de instinto de procriação, mas  na  acepção metafísica que exprime essa dualidade de elementos  opostos,  porém análogos ou semelhantes, que se atraem, giram em torno uns dos outros, unem-se e como que se completam, em todos os planos de universo manifestado.
É esta suprema lei que nos conduz a concepção do  GRANDE ANDRÓGINO , isto é, a união da SUPERCONSCIÊNCIA  com a INCONSCIÊNCIA,  da RAZÃO  com o INSTINTO ,  do ESPÍRITO  com  a  MATÉRIA,  produzindo a CONSCIÊNCIA,  o EGO,  o verdadeiro HOMEM. 
São estas as sete leis do Kybalion,  síntese esotérica dos conhecimentos religiosos, filosóficos, científicos, os três caminhos que levam o INICIADO ao templo da VERDADE, sabedoria integral, transmitida pelos atlantes aos ameríndios e por estes aos povos do Oriente Asiático.
Foram tratados, rápida e sumariamente, porém, com a mais escrupulosa  fidelidade. 
Domingos Magarinos (Gnose  julho 1936)