om shree dhanvantre namaha
"Há aqueles que lutam um dia e por isso são bons; Há aqueles que lutam muitos dias e por isso são muito bons; Há aqueles que lutam anos e são melhores ainda; Porém há aqueles que lutam toda a vida, esses são os imprescindíveis." Bertolt Brecht
domingo, 16 de janeiro de 2011
sábado, 15 de janeiro de 2011
MAIS UM CRIME CONTRA O FUTURO DA HUMANIDADE
O GOVERNO BRASILEIRO CONTINUA COMENTENDO CRIMES CONTRA O FUTURO DA HUMJANIDADE E A SOBERANIA NACIONAL
A CRY FOR THE HEART OF AMAZONIA
O Presidente do IBAMA se demitiu ontem sob forte pressão para permitir a construção do desastroso Complexo Hidrelétrico de Belo Monte, que iria devastar uma área imensa da Amazônia e expulsar milhares de pessoas.
Proteja a Amazônia seus povos e suas espécies: Assine a petição para Presidente Dilma contra a barragem e pedindo eficiência energética.
OS PARECERES TÉCNICOS DO IBAMA INFORMAM QUE - COMO SEMPRE _ a população não foi devidamente consultada. TODAS AS AUDIENCIAS PUBLICAS DO IBAMA SÂO FORJADAS , conforme depoimento das populações interessadas.
Assine a petição
O Presidente do IBAMA se demitiu ontem devido à pressão para autorizar a licença ambiental de um projeto que especialistas consideram um completo desastre ecológico: o Complexo Hidrelétrico de Belo Monte.
A mega usina de Belo Monte iria cavar um buraco maior que o Canal do Panamá no coração da Amazônia, alagando uma área imensa de floresta e expulsando milhares de indígenas da região. As empresas que irão lucrar com a barragem estão tentando atropelar as leis ambientais para começar as obras em poucas semanas.
A mudança de Presidência do IBAMA poderá abrir caminho para a concessão da licença – ou, se nós nos manifestarmos urgentemente, poderá marcar uma virada nesta história. Vamos aproveitar a oportunidade para dar uma escolha para a Presidente Dilma no seu pouco tempo de Presidência: chegou a hora de colocar as pessoas e o planeta em primeiro lugar. Assine a petição de emergência para Dilma parar Belo Monte – ela será entregue em Brasília, quando conseguirmos 150.000 assinaturas:
https://secure.avaaz.org/po/pare_belo_monte/?vl
Abelardo Bayama Azevedo, que renunciou à Presidência do IBAMA, não é a primeira renúncia causada pela pressão para construir Belo Monte. Seu antecessor, Roberto Messias, também renunciou pelo mesmo motivo ano passado, e a própria Marina Silva também renunciou ao Ministério do Meio Ambiente por desafiar Belo Monte.
A Eletronorte, empresa que mais irá lucrar com Belo Monte, está demandando que o IBAMA libere a licença ambiental para começar as obras mesmo com o projeto apresentando graves irregularidades. Porém, em uma democracia, os interesses financeiros não podem passar por cima das proteções ambientais legais – ao menos não sem comprarem uma briga.
A hidrelétrica iria inundar 100.000 hectares da floresta, impactar centenas de quilômetros do Rio Xingu e expulsar mais de 40.000 pessoas, incluindo comunidades indígenas de várias etnias que dependem do Xingu para sua sobrevivência. O projeto de R$30 bilhões é tão economicamente arriscado que o governo precisou usar fundos de pensão e financiamento público para pagar a maior parte do investimento. Apesar de ser a terceira maior hidrelétrica do mundo, ela seria a menos produtiva, gerando apenas 10% da sua capacidade no período da seca, de julho a outubro.
O CRIME!!!
TUDO JUSTIFICADO E SSSINADO POR TÈCNICOS NOTADAMENTE IRRESPONSÁVEIS E ALIENADOS
Os defensores da barragem justificam o projeto dizendo que ele irá suprir as demandas de energia do Brasil. Porém, uma fonte de energia muito maior, mais ecológica e barata está disponível: a eficiência energética. Um estudo do WWF demonstra que somente a eficiência poderia economizar o equivalente a 14 Belo Montes até 2020. Todos se beneficiariam de um planejamento genuinamente verde, ao invés de poucas empresas e empreiteiras. Porém, são as empreiteiras que contratam lobistas e tem força política – a não ser claro, que um número suficiente de nós da sociedade, nos dispormos a erguer nossas vozes e nos mobilizar.
A construção de Belo Monte pode começar ainda em fevereiro.O Ministro das Minas e Energia, Edson Lobão, diz que a próxima licença será aprovada em breve, portanto temos pouco tempo para parar Belo Monte antes que as escavadeiras comecem a trabalhar. Vamos desafiar a Dilma no seu primeiro mês na presidência, com um chamado ensurdecedor para ela fazer a coisa certa:
parar Belo Monte, assine agora:
https://secure.avaaz.org/po/pare_belo_monte/?vl
Acreditamos em um Brasil do futuro, que trará progresso nas negociações climáticas e que irá unir países do norte e do sul, se tornando um mediador de bom senso e esperança na política global. Agora, esta esperança será depositada na Presidente Dilma. Vamos desafiá-la a rejeitar Belo Monte e buscar um caminho melhor. Nós a convidamos a honrar esta oportunidade, criando um futuro para todos nos, desde as tribos do Xingu às crianças dos centros urbanos, o qual todos nós podemos ter orgulho.
O QUE DEFENDE O POVO INDÍGENA
S.O.S. XINGU
Fontes:
Belo Monte derruba presidente do Ibama:
http://colunas.epoca.globo.com/politico/2011/01/12/belo-monte-derruba-presidente-do-ibama/
Belo Monte será hidrelétrica menos produtiva e mais cara, dizem técnicos:
http://g1.globo.com/economia-e-negocios/noticia/2010/04/belo-monte-sera-hidreletrica-menos-produtiva-e-mais-cara-dizem-tecnicos.html
Vídeo sobre impacto de Belo Monte:
http://www.youtube.com/watch?v=4k0X1bHjf3E
Uma discussão para nos iluminar:
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101224/not_imp657702,0.php
Questão de tempo:
http://oglobo.globo.com/economia/miriam/posts/2011/01/13/questao-de-tempo-356318.asp
Dilma: desenvolvimento com preservação do meio ambiente é "missão sagrada":
http://www.pernambuco.com/ultimas/nota.asp?materia=20110101161250&assunto=27&onde=Politica
Em nota, 56 entidades chamam concessão de Belo Monte de 'sentença de morte do Xingu':
http://oglobo.globo.com/economia/mat/2010/08/26/em-nota-56-entidades-chamam-concessao-de-belo-monte-de-sentenca-de-morte-do-xingu-917481377..asp
Marina Silva considera 'graves' as pressões sobre o Ibama:
http://www.estadao.com.br/noticias/economia,marina-silva-considera-graves-as-pressoes-sobre-o-ibama,475782,0.htm
Segurança energética, alternativas e visão do WWF-Brasil:
http://assets.wwfbr.panda.org/downloads/posicao_barragens_wwf_brasil.pdf
A CRY FOR THE HEART OF AMAZONIA
O Presidente do IBAMA se demitiu ontem sob forte pressão para permitir a construção do desastroso Complexo Hidrelétrico de Belo Monte, que iria devastar uma área imensa da Amazônia e expulsar milhares de pessoas.
Proteja a Amazônia seus povos e suas espécies: Assine a petição para Presidente Dilma contra a barragem e pedindo eficiência energética.
OS PARECERES TÉCNICOS DO IBAMA INFORMAM QUE - COMO SEMPRE _ a população não foi devidamente consultada. TODAS AS AUDIENCIAS PUBLICAS DO IBAMA SÂO FORJADAS , conforme depoimento das populações interessadas.
Assine a petição
O Presidente do IBAMA se demitiu ontem devido à pressão para autorizar a licença ambiental de um projeto que especialistas consideram um completo desastre ecológico: o Complexo Hidrelétrico de Belo Monte.
A mega usina de Belo Monte iria cavar um buraco maior que o Canal do Panamá no coração da Amazônia, alagando uma área imensa de floresta e expulsando milhares de indígenas da região. As empresas que irão lucrar com a barragem estão tentando atropelar as leis ambientais para começar as obras em poucas semanas.
A mudança de Presidência do IBAMA poderá abrir caminho para a concessão da licença – ou, se nós nos manifestarmos urgentemente, poderá marcar uma virada nesta história. Vamos aproveitar a oportunidade para dar uma escolha para a Presidente Dilma no seu pouco tempo de Presidência: chegou a hora de colocar as pessoas e o planeta em primeiro lugar. Assine a petição de emergência para Dilma parar Belo Monte – ela será entregue em Brasília, quando conseguirmos 150.000 assinaturas:
https://secure.avaaz.org/po/pare_belo_monte/?vl
Abelardo Bayama Azevedo, que renunciou à Presidência do IBAMA, não é a primeira renúncia causada pela pressão para construir Belo Monte. Seu antecessor, Roberto Messias, também renunciou pelo mesmo motivo ano passado, e a própria Marina Silva também renunciou ao Ministério do Meio Ambiente por desafiar Belo Monte.
A Eletronorte, empresa que mais irá lucrar com Belo Monte, está demandando que o IBAMA libere a licença ambiental para começar as obras mesmo com o projeto apresentando graves irregularidades. Porém, em uma democracia, os interesses financeiros não podem passar por cima das proteções ambientais legais – ao menos não sem comprarem uma briga.
A hidrelétrica iria inundar 100.000 hectares da floresta, impactar centenas de quilômetros do Rio Xingu e expulsar mais de 40.000 pessoas, incluindo comunidades indígenas de várias etnias que dependem do Xingu para sua sobrevivência. O projeto de R$30 bilhões é tão economicamente arriscado que o governo precisou usar fundos de pensão e financiamento público para pagar a maior parte do investimento. Apesar de ser a terceira maior hidrelétrica do mundo, ela seria a menos produtiva, gerando apenas 10% da sua capacidade no período da seca, de julho a outubro.
O CRIME!!!
TUDO JUSTIFICADO E SSSINADO POR TÈCNICOS NOTADAMENTE IRRESPONSÁVEIS E ALIENADOS
Os defensores da barragem justificam o projeto dizendo que ele irá suprir as demandas de energia do Brasil. Porém, uma fonte de energia muito maior, mais ecológica e barata está disponível: a eficiência energética. Um estudo do WWF demonstra que somente a eficiência poderia economizar o equivalente a 14 Belo Montes até 2020. Todos se beneficiariam de um planejamento genuinamente verde, ao invés de poucas empresas e empreiteiras. Porém, são as empreiteiras que contratam lobistas e tem força política – a não ser claro, que um número suficiente de nós da sociedade, nos dispormos a erguer nossas vozes e nos mobilizar.
A construção de Belo Monte pode começar ainda em fevereiro.O Ministro das Minas e Energia, Edson Lobão, diz que a próxima licença será aprovada em breve, portanto temos pouco tempo para parar Belo Monte antes que as escavadeiras comecem a trabalhar. Vamos desafiar a Dilma no seu primeiro mês na presidência, com um chamado ensurdecedor para ela fazer a coisa certa:
parar Belo Monte, assine agora:
https://secure.avaaz.org/po/pare_belo_monte/?vl
Acreditamos em um Brasil do futuro, que trará progresso nas negociações climáticas e que irá unir países do norte e do sul, se tornando um mediador de bom senso e esperança na política global. Agora, esta esperança será depositada na Presidente Dilma. Vamos desafiá-la a rejeitar Belo Monte e buscar um caminho melhor. Nós a convidamos a honrar esta oportunidade, criando um futuro para todos nos, desde as tribos do Xingu às crianças dos centros urbanos, o qual todos nós podemos ter orgulho.
O QUE DEFENDE O POVO INDÍGENA
S.O.S. XINGU
Fontes:
Belo Monte derruba presidente do Ibama:
http://colunas.epoca.globo.com/politico/2011/01/12/belo-monte-derruba-presidente-do-ibama/
Belo Monte será hidrelétrica menos produtiva e mais cara, dizem técnicos:
http://g1.globo.com/economia-e-negocios/noticia/2010/04/belo-monte-sera-hidreletrica-menos-produtiva-e-mais-cara-dizem-tecnicos.html
Vídeo sobre impacto de Belo Monte:
http://www.youtube.com/watch?v=4k0X1bHjf3E
Uma discussão para nos iluminar:
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101224/not_imp657702,0.php
Questão de tempo:
http://oglobo.globo.com/economia/miriam/posts/2011/01/13/questao-de-tempo-356318.asp
Dilma: desenvolvimento com preservação do meio ambiente é "missão sagrada":
http://www.pernambuco.com/ultimas/nota.asp?materia=20110101161250&assunto=27&onde=Politica
Em nota, 56 entidades chamam concessão de Belo Monte de 'sentença de morte do Xingu':
http://oglobo.globo.com/economia/mat/2010/08/26/em-nota-56-entidades-chamam-concessao-de-belo-monte-de-sentenca-de-morte-do-xingu-917481377..asp
Marina Silva considera 'graves' as pressões sobre o Ibama:
http://www.estadao.com.br/noticias/economia,marina-silva-considera-graves-as-pressoes-sobre-o-ibama,475782,0.htm
Segurança energética, alternativas e visão do WWF-Brasil:
http://assets.wwfbr.panda.org/downloads/posicao_barragens_wwf_brasil.pdf
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
domingo, 9 de janeiro de 2011
Memória
Amar o perdido
deixa confundido
este coração.
...
Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.
As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão
Mas as coisas findas
muito mais que lindas,
essas ficarão.
Carlos Drummond de Andrade
Resíduos
Drummond
Postagem de João Gilberto em 8.1.2011 no FB.
De tudo ficou um pouco
Do meu medo. Do teu asco.
Dos gritos gagos. Da rosa
ficou um pouco
Ficou um pouco de luz
captada no chapéu.
Nos olhos do rufião
de ternura ficou um pouco
(muito pouco).
Pouco ficou deste pó
de que teu branco sapato
se cobriu. Ficaram poucas
roupas, poucos véus rotos
pouco, pouco, muito pouco.
Mas de tudo fica um pouco.
Da ponte bombardeada,
de duas folhas de grama,
do maço
- vazio - de cigarros, ficou um pouco.
Pois de tudo fica um pouco.
Fica um pouco de teu queixo
no queixo de tua filha.
De teu áspero silêncio
um pouco ficou, um pouco
nos muros zangados,
nas folhas, mudas, que sobem.
Ficou um pouco de tudo
no pires de porcelana,
dragão partido, flor branca,
ficou um pouco
de ruga na vossa testa,
retrato.
Se de tudo fica um pouco,
mas por que não ficaria
um pouco de mim? no trem
que leva ao norte, no barco,
nos anúncios de jornal,
um pouco de mim em Londres,
um pouco de mim algures?
na consoante?
no poço?
Um pouco fica oscilando
na embocadura dos rios
e os peixes não o evitam,
um pouco: não está nos livros.
De tudo fica um pouco.
Não muito: de uma torneira
pinga esta gota absurda,
meio sal e meio álcool,
salta esta perna de rã,
este vidro de relógio
partido em mil esperanças,
este pescoço de cisne,
este segredo infantil...
De tudo ficou um pouco:
de mim; de ti; de Abelardo.
Cabelo na minha manga,
de tudo ficou um pouco;
vento nas orelhas minhas,
simplório arroto, gemido
de víscera inconformada,
e minúsculos artefatos:
campânula, alvéolo, cápsula
de revólver... de aspirina.
De tudo ficou um pouco.
E de tudo fica um pouco.
Oh abre os vidros de loção
e abafa
o insuportável mau cheiro da memória.
Mas de tudo, terrível, fica um pouco,
e sob as ondas ritmadas
e sob as nuvens e os ventos
e sob as pontes e sob os túneis
e sob as labaredas e sob o sarcasmo
e sob a gosma e sob o vômito
e sob o soluço, o cárcere, o esquecido
e sob os espetáculos e sob a morte escarlate
e sob as bibliotecas, os asilos, as igrejas triunfantes
e sob tu mesmo e sob teus pés já duros
e sob os gonzos da família e da classe,
fica sempre um pouco de tudo.
Às vezes um botão. Às vezes um rato
sábado, 1 de janeiro de 2011
De quem?
01 Janeiro 2011
A prosa poética de um jovem cronista Matheus Landim
Fisgada do Blog de Luciano Siqueira...
O garoto tinha um quê de problemático. Não sabia quem era. Disse que sonhara uma vez que era um homem sem rosto, "mas com chapéu", que se olhava em um espelho segurando outro espelho, e o espelho refletia o reflexo, muitas e muitas vezes, um de volta para o outro, vai e vem, vai e volta, uma infinidade de mundos dentro de mundos, dois dentro de um, quatro dentro de dois, mundos mudos, internos, refletidos, virtuais, muitos homens sem rosto dentro de si próprios, cada vez menores, interiores, inferiores, todos um homem só, um espelho só, profundo sem fim, limitados pelas molduras. Ele contou esse sonho a um amigo, que se riu. Má escolha, a do amigo. Ele também tinha um quê de problemático. Era um desses matadores de sonhos profissionais, seres ranzinzas facilmente encontrados em todos os lugares, simplórios, pessimistas que se dizem realistas. Mandou-o fazer poesia, talvez uma crônica, visitar um psicólogo. Falou que ele, definitivamente, deveria escrever sobre isso, senão falar. O garotou passou dias sentado em um barquinho de lembranças, tremulando ao vento das memórias, em um imenso, plácido rio de pensamentos. Às vezes ele ficava exausto de tentar pescar uma ideia, e molhava as mãos no rio calmo, só para se distrair com as ondulações de conceitos que se formavam. Um dia, até choveu lógica. Mas nada vinha. Não conseguia nada. Até tentou escrever uma crônica e um poema, mas não era criativo. Ou pensava que não era. Ou não pensava que era. Sentado em um barquinho, ordenado, condenado a escrever crônicas, talvez poemas, como ele iria saber, se só era um homem sem rosto, "mas com chapéu", segurando um espelho na frente de outro espelho? Ficou preocupado. Não era criativo. Agora ele era um homem sem rosto e sem criatividade, nada menos, nada mais, nada nada, nem crônica, nem poema, nem cronista, nem poeta, nada ninguém.
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Cordel do Ano Novo
Queridos amigos e visitantes. Este espaço tem sido nosso melhor meio de expressão.
Agradeço a todos pela companhia carinhosa.
Que sejamos MAIS no novo ano!
Compartilho com vocês esta mensagem que acabo de receber do Sam.
Meu carinho a cada um!
Cordel do Ano Novo
Festival do Ano-Novo
Desde a antiguidade...
Na velha Mesopotâmia:
Foi grande festividade...
Nos meus tempos de criança:
Festejei a novidade...
2.000 a.C:
Começou o Festival...
Na antiga Babilônia:
Foi festa primordial...
Equinócio da primavera:
Lua Nova magistral...
Festejava-se em março:
Era festa de primeira...
O povo aproveitava:
Sacudia a pasmaceira...
Saudava o Sol nacente:
Depois da noite festeira...
A 23 de setembro:
Ano-Novo celebrado...
Pérsia, Assíria, Fenícia:
No Egito... Sol adorado...
Na Grécia em dezembro:
Era bem comemorado...
Na Roma antiga o festejo:
No mês de março era dado...
Depois passou a janeiro:
Por ser Jano cultuado...
Há muito tempo o Ano-Novo:
Pelo povo é celebrado...
Em 153 a.C:
O ano-novo romano...
A festa consolidou-se:
No calendário juliano...
Dia 1º de janeiro:
Calendar gregoriano...
Em 25 de Março:
Era o ano festejado...
Chegava a primavera:
No mundo do outro lado
Até 1º de Abril:
Novo ano cultuado...
Gregório XIII instituiu:
O 1º de Janeiro...
Hoje é comemorado:
No Ocidente inteiro...
Até mesmo no Oriente:
Já é ato costumeiro...
Mudou-se o calendário:
O povo festeja a mil...
Resquício da tradição:
O 1º de Abril...
É o Dia da Mentira:
Na Europa e no Brasil...
Na noite de São Silvestre:
O povo fica acordado...
Para a virada do ano;
É preciso estar ligado...
Nessa noite não se dorme:
É costume consagrado...
O Ano Novo chinês:
É móvel no calendário...
Em janeiro ou fevereiro:
Li no Perpétuo Lunário...
Luzes...Pirotecnia:
Fluem do vocabulário...
A 19 de março:
Do calendário atual...
Ano-Novo esotérico:
De cunho espiritual...
Resgata a tradição:
Do tempo imemorial...
Hégira... Rosh Hashaná:
Buda...Moisés...Maomé...
Cristo Jesus em Belém:
Menino de Nazaré...
Harmonia para Gaza:
Menos bomba, mais café...
Pé de porco e lentilha:
Gritar, correr e dançar...
Bombons, balas e doces:
Festejos a beira mar...
Oferendas para os santos:
Fogos explodem no ar...
Pra você tudo de bom:
Saúde...Felicidade...
Novo ano de harmonia:
Luz...Solidariedade...
Paz...Amor e Alegria:
Sucesso...Fraternidade...
Espantem os maus espíritos:
Chega de insanidade...
Viva-se a comunhão:
Basta à barbaridade...
É hora de união:
Paz, amor e liberdade...
Fogos e oferendas:
E gritos de alegria...
Chega de guerra e terror:
Fome, ódio, hipocrisia...
Paz e amor para todos:
Saúde e sabedoria...
Belos fogos de artifício,
Abraços e buzinada...
Sonhos e esperança:
Nossa alma renovada...
Pelo fim da violência:
Paz e amor na jornada...
Abraçe, beije, comemore:
Faça a renovação...
Troque a roupa, os lençois:
Alivie a tensão...
Sorria e se ilumine:
Faça uma boa ação...
10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1:
A contagem regressiva...
Um adeus ao ano velho:
Viva a vida progressiva...
Sem guerras e atormentos:
Consciência reflexiva...
Um Ano-Novo de luz:
O novo sol vai brilhar...
Que tudo se concretize:
Possa tudo melhorar
Multiverse o dia-a-dia:
O novo ano vai raiar...
Feliz Ano-Novo...
Gustavo Dourado
www.gustavodourado.com.br
sábado, 25 de dezembro de 2010
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
era a palavra, portanto
era para dizer
apenas a palavra
mais simples, a palavra
...pura, a palavra seca,
dizer como se diz
que está com fome,
dizer do jeito
quando se quer
pedir licença,
dizer apenas o que
era pra ser dito e pronto:
a palavra-pólvora,
a palavra-prisma,
a palavra-pérola,
palavra pronta,
prestes a dizer
por si o que quer
ser dito, a dizer
tudo como deve,
tal faz o silêncio.
era para dizer
que o amor vem
descendo as ribanceiras, que vem
sôfrego
por entre as mil e umas trincheiras, que vem
trôpego
rolando pelass cáries das ladeiras, que vem
em transe
suspirando,
surpreendendo-nos e
superando-nos,
supondo-nos invencíveis
em um só ponto. era a palavra
por dizer
a fala dos sem alicerces,
dos que provêm
de preces e
pressas e,
às vezes, cala.
porque
era a palavra cara
à face, à coragem
de dizê-la, a palavra
dos arrependidos,
dos que estão dentro
do círculo dos sentidos,
a palavra
sem exatidão,
a da feira,
a da folga,
a da fuga,
a da festa,
a palavra
que se culpa,
a palavra
que se cospe,
a palavra
que se digere como coração.
ou não.
a palavra-pedra.
a palavra-ponte.
a palavra-pranto.
a palavra-pênsil...
depois
não seria preciso dizer
coisa alguma.
como criar a palavra
inaudita? como forjá-la
sem que alma se sinta
ferida? como forçá-la
pela raiz
a sair do vernáculo
para expressar o
que sinto, sem tanto embaraço?
dizer então o
que era pra ser
ao primeiro impulso primitivo?
e por isso fixar e
fincar o possível
dentro
de qualquer vínculo
previsível? era
pra dizer a palavra- espaço...
aquela dada
feito abraço: portanto,
sem dizê-la,
beijo o seu abraço-semântico e
abraço o seu
beijo-sintático. curto-
colapso.
lápis sem voo
Adriano Nunes
apenas a palavra
mais simples, a palavra
...pura, a palavra seca,
dizer como se diz
que está com fome,
dizer do jeito
quando se quer
pedir licença,
dizer apenas o que
era pra ser dito e pronto:
a palavra-pólvora,
a palavra-prisma,
a palavra-pérola,
palavra pronta,
prestes a dizer
por si o que quer
ser dito, a dizer
tudo como deve,
tal faz o silêncio.
era para dizer
que o amor vem
descendo as ribanceiras, que vem
sôfrego
por entre as mil e umas trincheiras, que vem
trôpego
rolando pelass cáries das ladeiras, que vem
em transe
suspirando,
surpreendendo-nos e
superando-nos,
supondo-nos invencíveis
em um só ponto. era a palavra
por dizer
a fala dos sem alicerces,
dos que provêm
de preces e
pressas e,
às vezes, cala.
porque
era a palavra cara
à face, à coragem
de dizê-la, a palavra
dos arrependidos,
dos que estão dentro
do círculo dos sentidos,
a palavra
sem exatidão,
a da feira,
a da folga,
a da fuga,
a da festa,
a palavra
que se culpa,
a palavra
que se cospe,
a palavra
que se digere como coração.
ou não.
a palavra-pedra.
a palavra-ponte.
a palavra-pranto.
a palavra-pênsil...
depois
não seria preciso dizer
coisa alguma.
como criar a palavra
inaudita? como forjá-la
sem que alma se sinta
ferida? como forçá-la
pela raiz
a sair do vernáculo
para expressar o
que sinto, sem tanto embaraço?
dizer então o
que era pra ser
ao primeiro impulso primitivo?
e por isso fixar e
fincar o possível
dentro
de qualquer vínculo
previsível? era
pra dizer a palavra- espaço...
aquela dada
feito abraço: portanto,
sem dizê-la,
beijo o seu abraço-semântico e
abraço o seu
beijo-sintático. curto-
colapso.
lápis sem voo
Adriano Nunes
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
controvérsias, contonos e conchavos
Oru am Sudá
Adriano Nunes
meio-dia.
telefone desligado.
trânsito entrando sobrando
no cérebro,
calor,
vontade
de
sair correndo, dizer
o que
era pra ser dito,
esquecer
o quanto já tinha ouvido,
querer mesmo um
fim
de semana, um dia
pra rever-
ter tudo em
bel-prazer...
mas por que esse pensamento
perigoso,
cisma clínica sexto sentido
intuição,
ciúme, ridículo
arquétipo de
distração
resolveu dar as cartas,
feito diabinho
soprando, na orelha,
o conselho,
a controvérsia,
a centelha
pentelha... a regra
afinal?
e o momento
suspenso-suspense supreende-me
de tal forma
que a vida deforma,
que o real
desbota-se...
enquanto calculo
a margem de erro
do engano:
o amor
é amor e
sem cláusulas,
contrato (esqueçamos
as fissuras,
as loucuras,
as brigas mais duras,
os vexames!)
o amor é
(um desacordo?)
exato.
Adriano Nunes
Adriano Nunes
meio-dia.
telefone desligado.
trânsito entrando sobrando
no cérebro,
calor,
vontade
de
sair correndo, dizer
o que
era pra ser dito,
esquecer
o quanto já tinha ouvido,
querer mesmo um
fim
de semana, um dia
pra rever-
ter tudo em
bel-prazer...
mas por que esse pensamento
perigoso,
cisma clínica sexto sentido
intuição,
ciúme, ridículo
arquétipo de
distração
resolveu dar as cartas,
feito diabinho
soprando, na orelha,
o conselho,
a controvérsia,
a centelha
pentelha... a regra
afinal?
e o momento
suspenso-suspense supreende-me
de tal forma
que a vida deforma,
que o real
desbota-se...
enquanto calculo
a margem de erro
do engano:
o amor
é amor e
sem cláusulas,
contrato (esqueçamos
as fissuras,
as loucuras,
as brigas mais duras,
os vexames!)
o amor é
(um desacordo?)
exato.
Adriano Nunes
O ódio do Bobo da Corte
Última Hora
06-12-10
O ódio do Bobo da Corte
Arnaldo Jabor não chega a ter o brilho de um Nelson Rodrigues ou de um Carlos Lacerda, mas defende bem o script da Direita Brasileira, fazendo-se de bobo da Corte Global o que lhe permite dizer qualquer coisa, por conta da irreverência.
Não é que o pobre Jabor e a acanalhada Direita Brasileira odeiem o Lula pelo que ele é. O ódio é pelo que Lula representa E ele representa o Brasil que finalmente deu certo. O mulato que não acha importante falar inglês (já houve tempo que parecia que não poderíamos respirar se não falássemos francês) e não vive animalescamente, apenas para um dia levar seus pobres rebentos à Disney Word, fazendo, de passagem, suas comprinhas em Miami.
Um mulato boêmio, malemolente, que não acha tanta graça assim nesses Beatles, e não sabe o que é é Pop. E o que é Pop? Mulato empreendedor e indomável que construiu uma das maiores, mais generosas e respeitadas potências do Planeta. Um mestiço sem raça, graças a Deus, e que troca esse tal de Sting (o que é Sting?) pela Calcinha Preta devidamente misturada com o Luar do Sertão.
Há noventa anos, Lima Barreto, um dos maiores escritores brasileiros, internou-se num hospital para tratamento de doenças mentais que existe até hoje no Engenho de Dentro (Rio). O médico que o atendeu uma anta preconceituosa de classe média, igualzinha à que existe até hoje e que poderia chamar-se Jabor, escreveu na ficha: “Mulato, alcoólatra, aparentes quarenta anos. Diz que é escritor”.
E Jabor, aquele médico preconceituoso atualizado, descreve Lula: mulato, cachaceiro, malemolente, pensa que é estadista e que vai continuar influindo. E vaticina: “Nada disso, Lula. Vá para casa e tome sua pinguinha serena, ao lado de dona Marisa”.
O coitado do Jabor, como o médico idiota que examinou Lima Barreto, não consegue ver que Lula é estadista sim e não vai para casa, não. Vai continuar influindo e viajado pelo País, pelo Mundo e, principalmente, pela América Sul, onde consolidará aquilo que transformou-se no verdadeiro projeto de sua vida: a construção da União Sul-Americana, a Pátria Grande.
Jabor, Lacerda e Nelson Rodrigues não entendem isso. Não entendem que o Brasil e esse mulato sem curso superior podem dar certo. Eles e nossa ridícula classe média alienada carregam a herança cultural dos senhores de engenho e dos fazendeirões do café.
Seu raciocínio síntese é o do “complexo de vira lata”. Mas eles se colocam fora disso. Acham que o complexo é só da negrada e dos mestiços sem rumo e sem prumo na vida. Eles não, eles se consideram iguais aos europeus e americanos: vestem a mesma roupa, comem a mesma comida e curtem a mesma música. Entretanto, no fundo, eles são vassalos e, como diz o Chico Buarque, falam grosso com os bolivianos e fino com os americanos. Gentinha da pior qualidade.
domingo, 5 de dezembro de 2010
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
O Analfabeto Político...
"O pior analfabeto é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão,
do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio
dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia
a política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta,
o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista,
pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo."
Nada é impossível de Mudar
"Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo.
E examinai, sobretudo, o que parece habitual.
Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de
hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem
sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente,
de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural
nada deve parecer impossível de mudar."
Privatizado
"Privatizaram sua vida, seu trabalho, sua hora de amar e seu direito de pensar.
É da empresa privada o seu passo em frente,
seu pão e seu salário. E agora não contente querem
privatizar o conhecimento, a sabedoria,
o pensamento, que só à humanidade pertence."
...
Bertolt Brecht
sábado, 20 de novembro de 2010
NEGRO
Viajantes....
Aqui encontraram vida
Aqui encontraram flores
Aqui encontraram ouro
E ...com batismo de sangue
Aqui implantaram crença
Em louvor ao Deus Clemente
Nos pelourinhos da morte
Tanto sangue derramado
Pra mão-de-obra barata
Índio e negro escravizados.
Caçados como animais
Filhos arrancados dos pais
Se o negro não tinha alma
negro não era gente
Se negro não era gente
Era então mercadoria
Mas foi no pranto do desencanto
Que o negro aprendeu cantar;
Mas foi na penumbra da senzala
Que o negro aprendeu sambar;
Mas foi na raça da negritude
Que o negro aprendeu lutar.
São três histórias
Neste grande continente
Uma bem antes de chegarem
E a segunda cinco séculos de invasão
E a resistência índia, negra, popular.
E a terceira é que vamos construindo
Pra destruirmos a raiz de todo mal.
O grito negro de ZUMBI
Vem Lá dos Palmares
Em novos tempos
Pra romper a tempestade
Já com trezentos anos que se passaram
Ainda se ouve o eco necessário a ecoar
Liberdade, liberdade, liberdade!!! (autoriaJP)Ver mais
Aqui encontraram vida
Aqui encontraram flores
Aqui encontraram ouro
E ...com batismo de sangue
Aqui implantaram crença
Em louvor ao Deus Clemente
Nos pelourinhos da morte
Tanto sangue derramado
Pra mão-de-obra barata
Índio e negro escravizados.
Caçados como animais
Filhos arrancados dos pais
Se o negro não tinha alma
negro não era gente
Se negro não era gente
Era então mercadoria
Mas foi no pranto do desencanto
Que o negro aprendeu cantar;
Mas foi na penumbra da senzala
Que o negro aprendeu sambar;
Mas foi na raça da negritude
Que o negro aprendeu lutar.
São três histórias
Neste grande continente
Uma bem antes de chegarem
E a segunda cinco séculos de invasão
E a resistência índia, negra, popular.
E a terceira é que vamos construindo
Pra destruirmos a raiz de todo mal.
O grito negro de ZUMBI
Vem Lá dos Palmares
Em novos tempos
Pra romper a tempestade
Já com trezentos anos que se passaram
Ainda se ouve o eco necessário a ecoar
Liberdade, liberdade, liberdade!!! (autoriaJP)Ver mais
De: Juçara Morça
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