"Há aqueles que lutam um dia e por isso são bons;
Há aqueles que lutam muitos dias e por isso são muito bons;
Há aqueles que lutam anos e são melhores ainda;
Porém há aqueles que lutam toda a vida, esses são os imprescindíveis." Bertolt Brecht
O Alecrim é um poderoso estimulante, e funciona muito bem contra o stress físico e mental, depressão, reumatismo e digestão. O chá de Alecrim tem várias finalidades : ajuda a controlar o colesterol, a enxaqueca e até mesmo auxilia a diminuição da celulite! Outros benefícios do Alecrim: é digestivo, é útil contra queda de cabelo e caspa (nesse caso passar o chá no cabelo), é ótimo contra anemia, dores musculares, estafa mental, perda de memória e ainda estimula o metabolismo.
O chá de alecrim é delicioso... e você pode prepará-lo misturando com outras ervas à sua escolha...
Alecrim e aromaterapia:
O óleo essencial de Alecrim, estimula todo o plano mental e elimina a letargia e depressão.Ele transmite autoconfiança, organização e planejamento.Reanima e estimula os bons pensamentos.
Contra Indicações: A essência de alecrim pode ser irritante para a pele. Não é indicado em altas doses por via oral para hipertensos e gestantes.
Convidado oficialmente, tive a oportunidade de fazer um pronunciamento durante a 63ª sessão da Assembléia Geral da ONU no dia 22 de abril de 2009 para fundamentar o projeto a ser votado de transformar o Dia Internacional da Terra em Dia Internacional da Mãe Terra. O projeto foi acolhido por unanimidadade pelos 192 representantes dos povos. Eis o texto pronunciado na ocasião.
Senhoras e Senhores, representantes dos povos da Terra.
Desejo começar recordando a séria advetência feita pela Carta da Terra ainda no ano 2000: “Estamos num momento crítico da história da Terra, no qual a humanidade deve escolher o seu futuro…A nossa escolha é essa: ou formamos uma aliança global para cuidar da Terra e uns dos outros ou então arriscamos a nossa própria destruição e a da diversidade da vida”(Preâmbulo).
Se atual crise econômico-financeira é preocupante, a crise da não-sustentabilidade da Terra, revelada no dia 23 de setembro de 2008, se apresenta ameaçadora. Os cientistas que estudam a pegada ecológica da Terra chegaram a usar a expressão The Earth Overshoot Day, quer dizer, o Dia da Ultrapassagem da Terra. Exatamente, neste dia 23 de setembro, foi constatado que a Terra ultrapassou em 30% sua capacidade de reposição dos recursos que necessitamos para viver. Agora precisamos mais de uma Terra para podermos atender as demandas dos seres humanos e aqueles da comunidade de vida. Mas até quando?
Cumpre garantir previamente a sustentabilidade da Terra, se quiseros fazer face aos aos problemas mundiais que nos afligem como a crise social mundial, a alimentária, a energética e a climática. Agora não dispomos de uma Arca de Noé que pode salvar alguns e deixa perecer a todos os demais. Ou nos salvamos todos ou pereceremos todos.
Neste contexto, recordemos as prudentes palavras do atual Secretário Geral da ONU, Ban-Ki Moon, num artigo, mundialmente difundido, escrito em parceria com Al Gore: “não podemos deixar que o urgente comprometa o essencial”. O urgente é resolver o caos econômico e oessencial é garantir a continuidade das condições ecológicas da Terra para que ela possa nos oferecer tudo o que precisamos para viver.
Para reforçar esta nova centralidade que visa a salvar o essencial e a mostrar nosso amor a todos os humanos e à própria Terra é que se propõe à esta Assembléia Geral da ONU a resolução de celebrar o dia 22 de abril não mais simplesmente como o Dia Internacional da Terra, mas como o Dia Internacional da Mãe Terra (International Mother Earth Day).
Se esta resolução for acolhida, como espero, aumentará em toda a Humanidade o cuidado, o respeito, a cooperação, a compaixão e a responsabilidade face ao nosso Planeta e ao futuro do sistema-vida.
Não dispomos de muito tempo nem possuímos suficiente sabedoria acumulada. Por isso, temos que, juntos e rápidos, elaborar estratégias de sobrevivência coletiva.
Em nome da Terra, nossa Mãe, de seus filhos e filhas sofredores e de todos os demais membros da comunidade de vida ameaçados de extinção, vos suplico veementemente: aprovem esta resolução.
Para fundmentar esta aprovação me tomo a liberdade de apresentar-lhes, senhores e senhoras, representantes dos povos, algumas razões que nos concedem chamar a Terra de verdadeiramente nossa Mãe.
Antes de mais nada, falam os testemunhos mais ancestrais de todos os povos, do Oriente e do Ocidente e das principais religiões. Todos testemunham que a Terra sempre foi venerada como Grande Mãe, Terra Mater, Inana, Tonantzin e Pacha Mama.
Para os povos originários de ontem e de hoje, é constante a convicção de que a Terra é geradora de vida e por isso comparece como Mãe generosa e fecunda. Somente um ser vivo pode gerar vida em sua imensa diversidade, desde a miríade de seres microcópicos até os mais complexos. A Terra surge efetivamente como a Eva universal.
Durante muitos séculos predominou esta visão, da Terra como Mãe, base de uma relação de respeito e de veneração para com ela. Mas irromperam os tempos modernos com os mestres fundadores do saber científico, Newton, Descartes e Francis Bacon, entre outros. Estes inauguraram uma outra leitura da Terra. Ela não é mais vista como uma entidade viva, mas apenas um realidade extensa (res extensa), sem vida e sem propósito. Por isso, ela vem entregue à exploração de seus bens e serviços por parte dos seres humanos em busca de riqueza e de bem estar. Ousadamente afirmou alguém: para conhecer suas leis devemos submetê-la a torturas como o inquisidor faz com o seu inquirido até que nos entregue todos os seus segredos.
A Terra-mãe que devia ser respeitada, se transformou em Terra selvagem a ser dominada. Ela não passa, segundo eles, de um baú de recursos infinitos a serem utilizados para o consumo humano.
Neste paradigma não se colocava ainda a questão dos limites de suportabilidade do sistema-Terra nem da escassez de seus bens e serviços não renováveis. Pressupunha-se que eles seriam ilimitados e poderíamos infinitamente progredir em direção do futuro.
Hoje tomamos consciência de que a Terra é finita e seus bens e serviços são limitados. Já encostamos nos limites físicos da Terra. Um planeta finito não pode suportar um projeto infinito. Os dois infinitos, dos recursos e do futuro, imaginados pela modernidade se revelaram ilusórios. Os bens e serviços não são infinitos nem o progresso poderá ser infinito porque não é universalizável para todos. Se quiséssemos generalizar para toda a humanidade o bem estar que os países opulentos desfrutam – já se fizeram os cálculos para isso – precisaríamos dispor de pelo menos de três Terra iguais a nossa.
A preocupação que sempre orientou a relação dos modernos para com a Terra foi esta: como posso ganhar mais, no menor tempo possível e com o mínimo de investimento? O resultado desta voracidade gerou um arquipélago de riqueza rodeado por um oceano de miséria.
O PNUD de 2008 o confirma: os 20% mais ricos consomem 82,4% de todas as riquezas mundiais, enquanto os 20% mais pobres tem que contentar-se com apenas 1,6%. É uma injustiça clamorosa e criminosa que uma ínfima minoria monopolise o consumo e controle os processos produtivos de praticamente todos os países. Estes implicam a devastação da natureza, a criação de escandalosas desigualdades e a falta de solidariedade para com as gerações presentes e futuras. E por fim, a condenação à miséria e à morte prematura das grandes maiorias da humanidade. Nenhuma sociedade poderá revindicar ser humana, justa e pacífica quando assentada sobre tanta iniquidade social e perversa inumanidade.
Não é sem razão que o aquecimento global e os desequilíbrios do sistema-Terra sejam atribuidos principalmente a esse tipo de organização social e econômica montada pelos seres humanos.
Se queremos conviver humanamente precisamos de um outro estilo de habitar o planeta Terra que tenha como centro a vida, a Humanidade e a Mãe Terra. Para este modelo, a preocupação central é: como viver e produzir em harmonia com a Terra, com os ecossistemas e com os outros seres vivos, buscando o “bem viver” das atuais e das futuras gerações. Como viver mais com menos?
Somente esse novo paradigma civilizacional respeita a Mãe Terra e garante sua integridade e vitalidade.
É neste contexto que se resgatou a visão da Terra como Mãe. Já não se trata da percepção ancestral dos povos originários mas de uma constatação científica. Foi mérito de James Lovelock e de Lynn Margulis nos anos 70 do século passado e antes deles, do russo Wladimir Vernadski ainda nos idos de 1920, terem comprovado que a Terra é um superorganismo vivo que permanentemente articula todos os elementos necessários para a vida de forma que ela sempre se mostra apta a produzir e a reproduzir vida.
Durante milhões e milhões de anos o nível de oxigênio na atmosfera, essencial para a vida, se manteve em 21%; o nitrogênio, responsável pelo crescimento, em 79%; e o nível de salinização dos aceanos em 3,4% e assim todos os demais componentes que garantem a subsistência do sistema-vida.
Não somente há vida sobre a Terra. Ela mesma é viva, um superorganismo que se autoregula para manter um equilíbrio favorável à existência e à persistência da vida. Foi denominada de Gaia, deusa grega, responsável pela fecundidade da Mãe Terra.
Para mostrar como a Terra é realmente viva, aduzamos um exemplo do conhecido biólogo Edward Wilson: “num só grama de solo, ou seja em menos de um punhado de terra, vivem cerca de 10 bilhões de bactérias, pertencentes a seis mil espécies diferentes”(A criação, 2008, 26). Efetivamente, a Terra é Mãe e é Gaia, geradora de toda a biodiversidade.
O ser humano representa aquela porção da própria Terra que, num momento avançado de sua evolução e de sua complexidade, começou a sentir, a pensar e a amar. Com razão, para as linguas neolatinas, homem vem de humus que significa terra fecunda e Adão, na tradição hebraico-cristã se deriva de adamah que em hebraico quer dizer terra fértil. Por isso o ser humano é a Terra que anda, que ri, que chora, que canta, que pensa, que ama e que hoje clama por cuidado e proteção.
A visão dos astronautas comprova esta simbiose entre Terra e Humanidade. De suas naves espaciais, exclamavam: “daqui de cima, olhando este resplandecente planeta azul-branco, não há diferença entre Terra e Humanidade; formam uma única entidade; e nós, mais que como povos, nações e raças, devemos nos entender como criaturas da Terra, como filhos e filhas da Terra”. Somos a própria Terra consciente e inteligente.
Entretanto, olhando a Terra não de fora e de longe, mas de perto e de dentro nos damos conta de que nossa Mãe está crucificada. Possui o rosto do terceiro e quarto mundo, porque vem sistematicamente agredida e violada. Quase a metade de seus filhos e filhas padecem fome, estão doentes e são condenados a morrer antes do tempo.
Por isso, significa um sinal de amor concreto para com a Mãe Terra as políticas sociais que muitos paises estão realizando em favor dos mais necessitados. Podemos referir como exemplar o projeto Fome Zero e a Bolsa Família do governo do Presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva. Em menos de 8 anos devolveu dignidade a 50 milhões de pessoas que agora podem comer três vezes ao dia e sentir-se cidadãos incluídos.
É nossa obrigação baixar a Terra da cruz, tratá-la, curá-la e ressuscitá-la. Está em nossas mãos um documento precioso, um dos mais belos e inspiradores dos iníncios do século XXI, a Carta da Terra. Ela nasceu da consulta de milhares e milhares de pessoas de 46 paises e de sugestões surgidas de todos os grupos, desde indígenas, comunidades pobres, igrejas, universidades e centros de pesquisa e outros. Concluída no ano 2000 foi assumida em 2003 pela UNESCO como “instrumento educativo e uma referência ética para o desenvolvimento sustentável”
A Carta da Terra compreende a Terra como viva e como nosso Lar Comum. Apresenta pautas concretas, valores e princípios que podem garantir-lhe um futuro de esperança desde que a cuidemos com compreensão, com compaixão e com amor, como cabe à nossa Grande Mãe.
Oxalá, esta Carta possa um dia, não muito distante, ser apresentada, discutida, enriquecida por esta Assembléia Geral e ser incorporada à Carta dos Direitos Humanos. Assim teríamos um documento único sobre a dignidade da Terra com seus ecosistemas e a dignidade de cada ser humano.
Para que tudo isso se torne realidade não nos basta a razão funcional e instrumental da tecnociência. É urgente enriquecê-la com a razão emocional e cordial. É a partir deste tipo de razão que se elaboram os valores, o cuidado essencial, a compaixão, o amor, os grandes sonhos e as utopias que movem a humanidade para inventar soluções salvadoras.
Esta razão emocional nos fará sentir a Terra como Mãe e nos levará a amá-la, a respeitá-la e a protegê-la contra violências e exterminações. Nossa missão no conjunto dos seres é a de sermos os guardiães e os cuidadores desta herança sagrada que o universo nos confiou.
Para terminar, me permito, Senhor Presidente, uma sugerência. Aprovada esta resolução de celebrar todo o dia 22 de abril como o Dia Internacional da Mãe Terra, sugiro que se ponha na cúpula vazia no alto da sala desta Assembleia, um globo terrestre, uma destas imagens belíssimas da Terra, feitas a partir de fora da Terra. Esta imagem nos suscita sempre um sentimento profundo de comoção, de sacralidade e de reverência. Ao olhá-la, recordamos que ai está nossa única Casa Comum, a nossa generosa Mãe Terra. Ela continuamente nos olha, nos acompanha e nos ilumina para buscar os melhores caminhos para ela, para nós, para toda a comunidade de vida e para todos os seres que nela habitam.
Minha sugestão vai ainda mais longe: que no dia 22 de abril de cada ano, em todos os lugares, nas escolas, nas fábricas, nos escritórios, nos laboratórios, nas empresas, nos parlamentos, se parasse e se fizesse um minuto de silêncio para pensarmos em nossa Mãe Terra e renovarmos nosso agradecimento por tudo aquilo que ela nos propicia e renovarmos nossa propósito de cuidá-la, de respeitá-la e de amá-la como amamos, respeitamos e cuidamos de nossas mães.
Estou convencido de que assim como está a Terra não pode continuar. Ela continuará seu curso evolucionáro mas sem nós.
A solução para a Terra não cairá do céu. Ela será resultado de uma coalizão de forças ao redor de valores e princípios éticos e humanitários que poderão devolver-lhe o equilíbrio perdido e sua vitalidade original.
Podemos e devemos transformar a eventual tragédia coletiva numa crise que nos acrisola e purifica. Esta crise nos tornará mais maduros e sábios para vivermos dignamente nesse pequeno e belo planeta pelo curto tempo que nos for concedido. Assim nos sentiríamos como filhos e filhas da alegria, no seio da Grande Mãe que nos acolhe e nos dá vida.
Muito obrigado pela atenção.
Leonardo Boff
Representante do Brasil e da Iniciativa Carta da Terra.
Edifício das Nações Unidas em Manhattan, 22 de abril de 2009.
Dr. José Arguelles, Phd, foi o idealizador da Convergência Harmônica em 1987. É o autor de vários livros entre eles o Best-seller O Fator Maia, Um Caminho Além da Tecnologia, editado no Brasil em 1987, pela editora Cultrix.
José Arguelles ressuscitou o Pacto de Paz de Nicolas Roerich (1935) e a Bandeira da Paz, também a visão da Noosfera de Teilard de Chardin e Vladimir Vernadeski. Decodificou os códices maias e descobriu a lei do tempo. Ao perceber que a humanidade vive dentro de uma freqüência artificial de tempo, criou o Movimento Mundial de Paz e Mudança para o Calendário das 13 luas e a Fundação pela Lei do Tempo. Desde os anos 70 Arguelles vem sendo um visionário da paz, da arte e da cultura. Foi reconhecido pelos anciões maias como Valun Votan, o mensageiro que encerra o ciclo.Decodificou as profecias dos Maias Galácticos, hoje tem uma aprendiz que encarna o tesouro vivente da Rainha Vermelha, uma emanação profética para o fechamento do ciclo 2012. Entrevistado pelo Kin 93, Dr. Arguelles nos fala sobre o 2012, sua visão sobre o destino da humanidade, profecias e a solução dos conflitos humanos.
A Lei do Tempo, (Freqüência de tempo Natural) descoberta por você a partir dos códigos Maias, tem um grande significado para o passo evolutivo da espécie humana, Porque os científicos ainda ignoram este descobrimento?
Quando chega uma nova verdade que poderá revolucionar o sistema total do conhecimento atual, seus guardiões são mais fortes que a nova verdade e se opõem a ela. Porém pouco a pouco, quando o povo começa a aceitar a nova verdade e quando começa a manifestar-se como um sistema de crença e começa a ganhar espaço e aceitação no foro público por qualquer meio, chega o momento quando as autoridades dizem: “Veja o que é a Lei do Tempo? Possui um valor significativo e mostra uma nova verdade e método de perceber, vamos considerar esta verdade...”
Estamos a 3 anos e meio do solstício de verão de 2012, o fim do calendário maia. Em que direção a humanidade deve apontar seu rumo?
A humanidade necessita parar todas as suas atividades contra o meio ambiente (a biosfera). Isto deve ser feito desde uma perspectiva integral, um sistema total ou holístico, por que todos os problemas que experimentamos hoje em dia são um problema: O problema do ser humano estar vivendo em um tempo louco; 12:60 ( Freqüência de tempo artificial gerada pela utilização do calendário gregoriano e do relógio mecânico). Portanto a melhor ação para a humanidade, para a biosfera e para o futuro, além de 2012, seria mudar sua freqüência de tempo através da adoção do calendário das 13 luas-28 dias. Se fosse possível alcançar esta mudança antes de 2012, seria a ultima revolução da historia, a revolução que colocaria um fim na historia.
Há muitos anúncios sobre fim do mundo relacionados com a cultura maia, existe realmente profecias maias?
Sim, existem profecias Maias, de vários tipos. Algumas se encontram no livro profético de Chilam Balaam, especialmente as profecias do katun 13 Ahau, que é o ultimo katun (ciclo de 20 anos) do ciclo de 13 baktuns (ciclo de 13 x 400 anos) e que dura entre 4 de Abril 1993 e 21 dezembro de 2012. Também o fato de que o ciclo 13 baktuns termina exatamente no solstício de 21 dezembro, é profético em si mesmo. Como poderia ser que os Mayas antigos tinham uma contagem de dias que começou no ano3113 AC e termina 5125 anos mais tarde em 2012, um ciclo que abrange toda a historia da civilização como já sabemos. Ninguém poderá negar que agora temos problemas quase sem solução e que temos uma grande possibilidade de auto destruição, estamos mais perto de um fim do mundo agora do que em toda a história. E tudo isto coincide com a data profética dos Maias 2012! Por isso mais e mais pessoas pensam que sim, esta data tem grande valor, precisamos dar importância a ela.
Se existem profecias maias deveria haver manuscritos, onde estão? Estas profecias foram transmitidas por tradição oral? Poderá ser que estas profecias do fim do mundo seja um invento do jornalismo sensacionalista?
Supostamente os jornalistas devoram noticias sensacionalistas, entendem que estas profecias não se referem ao fim de um ciclo, porém pensam, sem razão, que é o fim do Calendário Maia e por isso dizem que é o fim do mundo. Este fascínio pela escuridão é parte da mente coletiva da civilização histórica que tem suas fontesem Babilonia. Como falei anteriormente, existe profecias Maias, algumas em livros um pouco escuros, outras surgem em tradições orais como a dos Maias Quiches. Especificamente existe a tumba de Pacal Votan. Esta profecia é a profecia do tempo. A dedicação a esta tumba foi no ano 692 DC e quando foi descoberta era o ano 1952 – exatamente 1260 anos depois. Desde a dedicação em692DC até o fim do ciclo, 2012 passará precisamente 1320 anos. Estes números são os números da Lei do Tempo – 1260 é igual a 12:60 freqüência de tempo artificial da civilização atual, e 1320 éigual a 13:20 freqüência do tempo natural e cósmica, freqüência da sincronização universal. A profecia de Pacal Votan (que se chama Telektonon) diz que : Quando for descoberta minha tumba, toda a humanidade estará escrava do tempo artificial 12:60. Quando terminar o ciclo, a humanidade regressará a viver no tempo universal 13:20. É a profecia da renovação do tempo em 2012.
Sabemos que você é Valun Votan o mensageiro que encerra o ciclo, e sabemos que Valun Votan decodificou a Tumba de Palenque do Grande Rei Pacal Votan, como foi que aconteceu? Existem códices? Matemáticas? Interpretação de ideogramas, hieróglifos? Como surgiu Valun Votan?
Eu sabia por um longo período que a missão dos Maias Galácticos, onde Pacal Votan foi o chefe, deveria ter outro navegador como ele no final do ciclo para verificar se toda a missão foi cumprida em ordem ou não e para preparar o fim do experimento Maia. Desde a minha juventude tive uma suspeita que a minha vida tinha uma missão conectada aos antigos maias, esta suspeita surgiu após uma experiência muito forte encima da pirâmide do sol em Teotihuacan, esta experiência estabeleceu uma conexão com os antigos maias. Em 1987 tive muitas comunicações com Pacal Votan, e comecei a perguntar-me se seria possível que eu fosse a pessoa prevista para cumprir a missão galáctica na terra. Nos anos 90 comecei a encontrar o nome de Valun Votan em velhos manuscritos da biblioteca nacional de Guatemala, e em outros livros. No meio do ano fui a Palenque e num lugar próximo a Los Banos de La Reina,tive uma forte sensação que ali havia um portal interdimensional e tinha um nome, Valun Votan. Meio ano depois no processo de decodificar as 20 tábuas da lei do tempo, este foi um tempo intenso psiquicamente, experimentei algo como uma fragrância ou perfume ao redor do meu corpo. O que é isso? Perguntei-me e uma voz me disse, “é o cheiro de Valun Votan. Agora Valun Votan está em ti”. Este foi um dia próximo ao meu aniversário, estava por cumprir 58 anos, kin 121 Dragão Auto Existente Vermelho, veja que o número 121 é igual a 11 x 11, números da minha assinatura galáctica, Macaco (11) Espectral (11) desde então comecei a viver a emanação de Valun Votan.
Você foi o idealizador da Convergência Harmônica em 1987, que convergia numa a profecia. O que significou este evento para a humanidade?
Este evento, uma meditação global sincronizada para que a paz regressasse aos lugares sagrados da terra – foi a culminação da profecia de Quetzalcoatl dos 13 céus e 9 infernos. Dizem que estas datas 16 e 17 de agosto de 1987, são as datas que iniciam a época profética que prepara a humanidade para o fim do ciclo. A convergência harmônica em 1987 foi a porta para a humanidade entrar em uma época intensa e caótica pelo qual terá a possibilidade de escolher viver nos ciclos naturais ou seguir na rota auto destrutiva do tempo artificial, mecânico, contra a biosfera, esta escolha deve dar-se antes do 2012. Na realidade a convergência harmônica não termina em 2012, há uma convergência harmônica em 2012 também.
O Fator Maia é um livro inspirador, real e vibrante, surgiu depois dos teus 33 anos de investigação e estudo sobre a cultura Maia, após 22 anos do lançamento deste livro, o que você agregaria a esta obra?
Este livro tem uma importância e significado muito forte, porque este livro colocou a data 2012 na mente coletiva da humanidade. Ao observar todo o interesse e fascínio entorno do ano 2012, Filmes, Livros, Web sites, etc... é fantástico observar que todo este culto ao 2012 surgiu do Fator Maia, que foi o primeiro livro a popularizar e falar extensivamente desta data. Portanto o Fator Maia possui uma grande verdade e por isso sigo estudando esta obra.
Entraremos no Ciclo da Semente Auto Existente. Qual é o significado deste ciclo?
Este ciclo é ótimo para começar coisas novas. A Semente Auto Existente Amarela é o kin 4 – de todas as assinaturas galácticas que nominam os 52 anos de um ciclo solar galáctico o kin 4 é o primeiro. Também começa um ciclo de quatro anos Semente-Tormenta que ocorrerá desde a Semente 4 até a Tormenta 7, desde 26/07/2009 até 25 de julho de 2013, portanto este é o ciclo que contém o fim do ciclo dos 13 baktuns. (5.125 anos do Calendário Maia). Será um ciclo estupendo, imemorável, incomparável. Necessitamos nos preparar para uma grande mudança evolucionária.
Por que a mudança de calendário é tão importante para os seres humanos e para o planeta?
Um calendário é um instrumento para programar a sociedade que o utiliza. Também, um calendário deve ser uma ferramenta de medida. O calendário civil, atual de todo o mundo, é um programa medieval (Gregoriano), irracional e não é um regulador de medida, as semanas de 7 dias são unidades de medida e não conformam com os meses que são irregulares, etc... Este programa cria una mente de irracionalidade e confusão por isso a humanidade está sofrendo com problemas de ordem psíquica e encontrando dificuldades para tomar decisões racionais na administração dos seus problemas. Mudar o calendário para um sistema regular e harmônico é a primeira etapa para recuperar a saúde mental da humanidade e corrigir o seu curso auto destrutivo. Sem realizar esta mudança, não resolveremos os problemas que supostamente surgem na mente não examinada.
Haverá uma saída para a humanidade antes que a vida se torne mais densa? As profecias da reconstrução começaram a cumprir-se?
Sim, a saída começa pela mudança de calendário como já falei. Também com o vegetarianismo. A matança industrial de grandes quantidades de animais domesticados somente para o propósito de comer-los sem consciência contribui para a violência da sociedade e também para destruição da selva amazônica. Parar de matar os animais para comer é um sinal da reconstrução. Já podemos ver um grande movimento mundial de não violência e vegetarianismo que sempre está combinado com formas de espiritualidade e meditação. Vamos a um mundo telepático e existe sinais que começamos o regresso a uma vida mais paranormal e espiritual.
Sabemos que você tem uma aprendiz e com ela esta escrevendo canalizações e conhecimentos vindo do futuro, é correto? Como foi que surgiu a aprendiz? Esta relacionada com alguma profecia?
A aprendiz se chama profeticamente Rainha Vermelha. Este nome é derivado da tumba da Rainha Vermelha que foi descoberto no templo XIII, próximo ao templo das inscrições de Pacal Votan no dia Mago Cristal Branco ( Calendário Maia) do primeiro ano da profecia que corresponde ao primeiro selo das 7 gerações perdidas. A descoberta desta tumba foi a maior desde a descoberta da tumba de Pacal Votan 42 anos antes. A data precisa da Primeira Geração Perdida, foi uma indicação da profecia. O esqueleto da Rainha Vermelha tinha uma máscara de jade muito parecida com a de Pacal Votan. O significado foi que a Rainha Vermelha também havia sido uma sábia, porém sem nome e sem inscrições.
Como existe uma emanação de Pacal Votan para cumprir o ciclo, deve existir uma emanação da Rainha Vermelha correspondente. Necessita ser uma pessoa sem inscrições, quer dizer, uma aprendiz. No ano 1998 época em que eu começava a buscar uma aprendiz,casualmente me apresentaram Stephanie South, ela foi apresentada por um amigo Mago Cristal Branco, mesmo selo do descobrimento da tumba da Rainha Vermelha. Comecei a ter uma sensação rara e pouco a pouco comecei a provar-la, para saber se ela era esta pessoa. Ela demonstrava ter sonhos de encontrar um viajante do tempo que a ensinasse esta arte. No ano 2002 ficou claro que Stefhanie havia sido a não inscrita Rainha Vermelha, por isso ela é a aprendiz. Logo começamos uma série de 260 ensinamentos e deles surgiu As 7 Crônicas da História Cósmica, os primeiros cinco volumes já estão publicados. Recentemente Stefhanie escreveu também a minha biografia que está publicada em inglês e espanhol e tem como titulo - 2012, A Biografia de um viajante do tempo.
As crônicas da historia cósmica são uma recopilação de práticas para a reformulação da mente rumo a consciência cósmica? Este é o tesouro da Rainha vermelha a aprendiz?
Sim, há praticas, meditações e também muita informação necessária para começar a época da consciência cósmica com uma mente reformulada pela lei do tempo. Esta informação inclui, por exemplo, toda a ciência cósmica, a história oculta da nossa idade e do futuro, a história dos planetas perdidos e a cultura do presente e do futuro, etc...
É correto que este é tesouro da Rainha Vermelha. Quando fui apresentado a Stefhanie, a Rainha Vermelha por intermédio do seu amigo Mago Cristal Branco, este homem sentiu que deveria me reconhecer como um Terton. Esta palavra é tibetana e quer dizer;aquele que descobre os tesouros ( o conhecimento escondido) . Tesouro em tibetano é terma. Eu estava claro que o terma, o tesouro vivo estava encarnado na Rainha Vermelha e foi ela que me perguntou três vezes em um dia, muito cedo na sua vocação de aprendiz,”Por Favor mestre, diga-me – o que é a história cósmica? Quando ela perguntou a última vez, tive um sinal muito profundo na minha memória – “aja! Aqui esta a chave para abrir o que necessitamos fazer juntos!” E começou o processo.
As Crônicas da Historia Cósmica ainda não estão editadas em português, há uma previsão de que este conhecimento esteja disponível no nosso idioma?
Penso que já está disponível em português. É muito importante que formem grupos de tradução para realizar-lo também.
Quais são os propósitos da Fundação para a Lei do Tempo e como a Fundação se mantém?
Difundir a mudança para ao calendário das 13 luas, e difundir um grande programa de educação sobre a lei do tempo, estes são os propósitos da Fundação pela Lei do Tempo. Apesar de viver num mundo que não compreende muito bem as nossas metas, pouco a pouco sem contar com muita ajuda financeira, seguimos publicando calendários ( sincronários), e As Crônicas da Historia Cósmica. Este ano também vamos publicar o Almanaque da Sincronicidade, 13 luas dos Viajantes das Estrelas, é uma obra da Rainha Vermelha também.
Para aprofundar as investigações temos o Instituto de InvestigaçãoGaláctica, e incluímos nele o experimento Rinri da Ponte Arco íris e estudos sobre a Noosfera, Noosfera II, um experimento para ver quais são os estados da consciência que conduzem melhorias na Noosfera, etc. Agora temos um novo web sitewww.noosphereforum.org , um maravilhoso portal para todos participarem na criação da noosfera.
Estamos na hora, agora, deixa-nos uma mensagem:
Estamos a três anos e meio do momento profético. Necessitamos nos esforçar supermentalmente para superar o ego. Paremos de pensar no eu e começamos a pensar em nós. Esta é a rota noosférica. Somos seres individuais, porém a nossa individualidade é só uma molécula da consciência. A consciência pertence ao todo, não é uma propriedade privada de nenhuma pessoa ( molécula). Existe um plano de unificação universal. Somente poderemos manejar este plano quando todos de todos os grupos que pretendem apoiar a paz, a não violência, o ambiente, os direitos humanos, se unam em uma grande aliança para uma só meta, A noosfera – Aliança para a Noosfera.
“Eu sou um com a terra, a terra e eu somos uma mente. Não sou eu, senão que nós, que esta mente seja realizada! Que a minha vida seja um desempenho da arte sagrada da unificação universal! Que a terra seja realizada como uma obra de arte!”
Obrigado pela oportunidade,
Com amor para sempre,
Valum Votan.*Trechos da entrevista foram publicados no Jornal Bem Estar, edição de Setembro.
O equilíbrio financeiro dos municípios brasileiros, em sua maioria, está longe de ser alcançado, apesar das amplas discussões e estudos sobre a problemática em todos os níveis e setores. A gestão municipal ainda com a maioria dos municípios baseada nos modelos arcaicos da administração, enfrenta problemas sérios de ajuste de receita e contas, tal como nos demais países latino-americanos. Sistemática e programaticamente ainda fora dos padrões da modernidade onde a informática permite eficácia e controle precisos, a administração pública municipal carece de inovação, metodologia e capacitação de pessoal em gestão pública.
A postura da maioria dos chefes de executivo, geralmente direcionada às praticas controladoras para manutenção do poder, implica em distorções no uso dos escassos recursos oriundos da esfera federal. Há prevalência da motivação política sobre quaisquer decisões que necessariamente deveriam ser acima de tudo administrativas e baseadas em sério planejamento estratégico. Há que se considerar também que, a cada dia, o nível de informação da população propicia a participação da sociedade organizada nos destinos da cidade – sua casa, e esse conhecimento habilitam a participação da comunidade na tomada de decisões. O não acesso a essas decisões e falta de transparência na administração pública leva à descrença nos poderes estabelecidos e conseqüente dúvida e receio no momento da contribuição fiscal. È nesse momento que a fonte de financiamento das municipalidades, que deveria ser um grande recurso no desenvolvimento auto-sustentável, se demonstra pobre e pouco eficiente.
No Estado do Piauí, municípios com mais de 20.000 habitantes, obrigados pelo Estatuto da Cidade a elaborar seus planos diretores de forma essencialmente participativa, após vencido o prazo limite estipulado pela lei ( 10 de outubro de 2006) ,continuam com imensa dificuldade em realizar a tarefa tão simples e necessária de planejar seu desenvolvimento. Devido à total ineficiência com relação ao ato de planejar de forma consciente, sequer mapeamentos adequados estão disponíveis para que o território urbano e rural sejam definidos, ordenados e dimensionados.
Nossa experiência enquanto planejadores têm mostrado que a principal chave para que se alcancem resultados positivos na concepção da cidade como entidade organizada, equilibrada e sustentável é a participação social na tomada de decisões. Desde o conhecimento da realidade geográfica, ambiental, histórica e sócio-econômica até a administração dos recursos destinados a investimentos, pagamentos de contas e principalmente consenso quanto à forma de financiamento da municipalidade. Muitas vezes, a população de uma comunidade não tem consciência da hierarquização estrutural do abastecimento de água, esgoto, energia elétrica, telefonia, arruamento, áreas de risco, áreas de criminalização etc. As informações espaciais representadas em mapas, mostrando a realidade físico-espacial para a comunidade, facilitam a compreensão e o apoio das lideranças até do morador mais simples para cobrar solicitações políticas de mudanças que levariam a cidade a situações de risco no futuro. È elemento convincente o suficiente para inclusive justificar a cobrança de contribuições e capaz de viabilizar importante fonte de financiamento da cidade. *4
A receita municipal em municípios não industrializados ou dedicados à produção no setor primário praticamente se mantém graças aos fundos de participação dos municípios que, por sua vez, atende apenas ao pagamento de salários, em sua maioria pago de forma improdutiva e ineficiente. A pequena remuneração a cargos e funções não produtivas inviabiliza a contratação e manutenção de equipes permanentes, capazes de dar suporte ao poder executivo na elaboração de propostas organizacionais e desenvolvimentistas.
As municipalidades, como principais fontes empregadoras, em geral gerenciam seus recursos como forma de manutenção do poder, pagando salários abaixo do nível mínimo estabelecido por lei. Dessa forma mantém parte da população sob controle e impedem a conscientização para a participação no processo gestor e planejador. Os recursos humanos existentes, apesar de toda capacidade criativa inerente ao povo sertanejo pela busca da sobrevivência em condições tão árduas têm pouca possibilidade de aperfeiçoamento e profissionalização através de cursos específicos.
Reportes recentemente divulgados nos sites da ONU (UM-HABITAT) no Brasil *¹ informam sobre a tendência dos países desenvolvidos e o apoio da comunidade científica ao sistema de governo participativo, pela erradicação da pobreza urbana, melhoria da gestão do ambiente urbano e contribuir para a divisão equânime da mais-valia. Municípios interessados em compartilhar experiências têm sido considerados parceiros em que se tem articulado grupos de trabalho, intercâmbio de experiências, processos de capacitação além de diversas atividades em âmbito nacional ou regional. Através desses programas reúnem-se entidades não governamentais, associações de moradores, a iniciativa privada e a administração pública municipal no desenvolvimento de propostas e sistemáticas de ação de acordo com cada municipalidade, a exemplo da ASMOCOM em Fortaleza-Ceará. São constatados como positivos os exemplos desse tipo de postura em muitos outros municípios brasileiros que trabalham de forma participativa desde o planejamento até à administração do orçamento. Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife e alguns municípios de pequeno porte têm utilizando os princípios da economia solidária (Singer, Paul. )em práticas modernas de administração participativa. Comunidades organizadas em setores específicos, fazem uso da consciência cidadã a serviço do poder público, contribuindo de forma sábia, propondo soluções eficazes para muitos dos problemas que, enquanto discutidos apenas em nível acadêmico ou técnico deixariam de lado as saídas mais simples.
O planejamento de um conjunto de metas e objetivos consolidados através de pactuação viabilizarão, em médio prazo, a implementação progressiva da interação entre os diversos agentes de desenvolvimento da cidade: comunidade, poder executivo, legislativo e setor produtivo. *² A participação do empresariado como agente de desenvolvimento, na medida em que assume seu papel como contribuinte consciente, torna-se um agente educador, gerador de recursos financeiros e estimulador da capacitação dos recursos humanos e do potencial produtivo da cidade. No sentido de estimular essa conscientização, agentes internacionais (BID e Instituto Ethos)*³ lançaram programa de mobilização e capacitação de Pequenas e Médias Empresas em responsabilidade social. O objetivo é disseminar, o conhecimento sobre responsabilidade social e ampliar as oportunidades de mercado de Pequenas e Médias Empresas dentro do compromisso de trabalhar para a incorporação e ampliação da gestão socialmente responsável.
Conclui-se, portanto, que a tendência mundial quanto à administração da cidade é a busca da participação social como forma de se atingir de maneira mais eficaz e responsável os objetivos comuns, definidos pelos agentes em conjunto, de forma que a pactuação quanto às necessidades, prioridades, projetos e formas de investimento agreguem a todos também para se obter recursos financeiros para financiamento dos municípios.
A Arrecadação fiscal, no que tange ao pagamento de tributos municipais (imposto predial e territorial, imposto sobre a transferência da propriedade, contribuições sobre investimentos) será mais eficiente a partir do momento em que todos tomem parte do processo. A compreensão da realidade socioeconômica através da administração participativa, transparência nas prestações de contas e investimentos, enfim, a pactuação social é que viabilizará o crescimento auto-sustentável e a gestão da cidade moderna.
A implementação dos Planos Diretores Participativos e a obrigatoriedade do Planejamento Urbano prevista no Estatuto das Cidades representam o passo mais importante no desenvolvimento urbano da maioria dos municípios brasileiros: o instrumento de articulação, mobilização e planejamento pactuados.
*Josevita Tapety reside em Oeiras. É arquiteta, urbanista e consultora
O IPTU é o segundo tributo próprio mais importante na formação de receita dos governos municipais brasileiros.
Oeiras, município com mais de 37.000 habitantes, 17.000 dos quais vivendo na zona urbana, é administrada atualmente com base em legislação datada de 1990. A Lei orgânica do Município de Oeiras foi aprovada pela Câmara Municipal em 05 de abril de 1990. O Código de postura, instituído em dezembro de 1990, juntamente com o Código Tributário, que estabelece regras para cobrança do ISS (imposto sobre serviços), Taxa de Serviços Públicos , Taxa de Licença e o IPTU ( Imposto Predial e Territorial Urbano).
Apesar de bastante simples, dentro da sistemática e vida de uma cidade do interior do Brasil, o Código tributário já introduziu o conceito de Contribuição de Melhoria. Isso é certamente um avanço em relação a boa parte dos municípios da região. Contraditoriamente, o capítulo único, do Título III do Código Tributário, elaborado e aprovado há quase 16 anos, jamais chegou a ser implementado. Talvez melhor expresse a situação dizer que a Lei jamais foi cumprida.
Certamente este é o grande problema dos municípios brasileiros. . A influência política e os interesses de grupos dominantes sempre se sobrepõe à legislação e ao interesse comum.
É imprescindível a atuação municipal de modo a divulgar os direitos à população, prestando, inclusive, esclarecimentos técnicos, sobretudo se relacionados ao alcance dos direitos sociais. Tamanho é o hiato entre o plano desejado e as condições materiais hoje presentes, que a prática de medidas compensatórias e parciais se torna aceitável, desde que a atuação estatal claramente caminhe rumo à transformação do quadro, progressivamente. Um perigo a se evitar é a chamada "expulsão branca", onde as intervenções de melhorias e/ou de regularização urbanísticas ou ainda de construção de moradias em pouco tempo ensejam a retirada dos beneficiados, tornando ineficaz todo o esforço público. Normalmente isso se dá exatamente porque às melhorias materiais do espaço urbano não são acompanhadas de políticas que permitam às famílias se integrarem na sociedade em um novo patamar. É preciso melhorar a capacidade delas quanto à produção de renda. Neste caso específico, o número de construções sociais em zonas periféricas chega a 1500 nos últimos 4 anos. A geração de emprego e renda é zero. O investimento em infra-estrutura básica e regularizaçao fundiária também é zero. As novas construções foram edificadas em terreno irregular ou ocupação. Tudo isso leva à compreensão de que a política habitacional não deve ser apenas pensada como a concessão de casa a cada família necessitada, mas precisa estar associada a uma nova forma de inclusão social daquele núcleo familiar. Do contrário, não só os objetivos fundamentais não serão alcançados, mas haverá clara violação do princípio da eficiência. A legislação local seja adequada para ensejar a produção de habitação a preço acessível, pelo menos, para grande parte da população. A incessante busca dos técnicos em tentar melhorar a arrecadação municipal, viabilizar recursos para financiamento e melhorias na infra-esttutura urbana esbarra no entrave político. Elemento complicador é a sistemática empregada pelas municipalidades para recorrer aos financiamentos do governo federal através de emendas parlamentares, sem projetos técnicos.
O resultado da amostra do censo de 2001 aponta a existência de 8320 domicílios particulares permanentes nos seus 2720 km2.
Dos R$ 361.185,00 de receita tributária em 2001, apenas R$ 16.364,68, ou seja, 4,5% foram arrecados com cobrança de IPTU. A estimativa levantada de acordo com o exercício de investigação das possibilidades de financiamento da cidade demonstra que o solo urbano está sub-avaliado em registro ao equivalente a 31% do valor venal. O déficit cadastral é de 46%. A avaliação final do exercício mostra que o potencial de financiamento do solo urbano poderá ser incrementado em 119,8 vezes, mediante a mobilização de mais valias através das rendas do solo.
O valor de alíquotas é extremamente baixo e, diante do crescimento da cidade nos últimos 15 anos.Também ante as disparidades entre os bairros perífericos, centro histórico, novos bairros de classe média e alta, é perfeitamente justificável e aceitável a implantação de imposto progressivo, setorização, zoneamento, definição de ZEIS, áreas de uso industrial, comercial e definição de novas tabelas para com novas alíquotas. Talvez o valor mínimo passasse a ser 0.5% e o máximo poderá chegar a 3%. Os valores precisam ser melhor avaliados.
A Lei, em geral, precisa ser revisada e melhor detalhada, diante das novas situações quie se configuram na malha urbana, crescimento populacional e nova demandas. Tais alterações deverão tomar forma com a elaboração do Plano Diretor Participativo. A política municipal de habitação precisa, portanto, ser elaborada com a seguinte perspectiva: sempre que for viável, a regularização urbanística é a medida a ser adotada pelo Município diante da ocupação irregular; em outras palavras, exceto em caso de absoluta incompatibilidade com outro dever estatal que esteja manifestamente comprometido com a ocupação, como a proteção à saúde pública, a regularização é a única medida aceitável.
Seguramente podemos afirmar que, uma vez institucionalizada a participação popular no processo de planejamento e gestão da cidade, os entraves políticos serão minimizados mediante o prévio acordão entre população, poderes legislativo e executivo. Os interesses individuais e de pequenos grupos serão analisados e negociados de maneira transparente, aceitos ou rejeitados pela maioria.
Em termos gerais, o cumprimento do proposto na legislação, apoiado por algumas modernizações deverão ser suficientes para aumentar a arrecadação, em primeiro momento, em 119,8 vezes. Isso significa que a reavaliação dos imóveis, atualização cadastral e aprovação de aliquotas mais adequadas poderá tornar o munípio capaz de, ao menos, autofinanciar contrapartidas para os programas do governo federal através do Ministério das Cidades e demais fontes de financiamento internacionais para melhoria da infra-estrutura urbana.
A complexidade para o Município aumenta porque as questões macroeconômicas, que influenciam brutalmente o acesso à moradia não são definidas no âmbito local e só em raras ocasiões seus efeitos nocivos (desemprego, baixa renda etc.) podem ser significativamente minimizados pelos agentes municipais. Isso não exime o Município de suas responsabilidades constitucionais: cumpre-lhe, inequivocamente, atuar na medida de suas capacidades, e até mesmo buscar ampliá-las, para efetivar o direito constitucional à moradia, servindo de modo orgânico e sistemático aos propósitos e fundamentos da República Federativa do Brasil. Em outras palavras, seu compromisso, sempre e da melhor forma possível, é fazer progredir a realização do homem e da vida social, digna como tem que ser.
*Josevita Tapety é arquiteta, urbanista e consultora