terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

PERDAS EMOCIONAIS E O INCONSCIENTE COLETIVO EM OEIRAS


Josevita Tapety
Arquiteta e Urbanista

Século e meio após a transferência da capital de Oeiras para Teresina (1852 - Conselheiro Saraiva) nos parece até aceitável o estado de conformismo e depressão social da Velha Capital, onde o sentimento do “já teve e já foi” impera sobre todas as potencialidades humanas, históricas, culturais, físicas e geográficas da cidade. Afinal, foram tantas as perdas emocionais que se apresentaram uma após outra, que ficou realmente difícil voltar a crer num futuro promissor e enxergar todo seu potencial criativo.
Agir! Reagir! Realizar!
Transformar nosso espaço, abrir espaço ao novo, redefinir conceitos e adequar os antigos à realidade do presente. tudo isso vem naturalmente, para fazer da cidade um local de convívio harmônico, na medida em que o velho e o novo se unem através de elos contínuos e contíguos.
Gente pode tudo! Levantar e realizar, ou permitir-se parar e deixar-se conter no marasmo. Há tantos valores guardados, escondidos em cada recanto dessa velha-nova cidade... O potencial humano, criativo, capaz de construir desenvolvimento social e econômico tem sido castrado ao longo da história no Piauí e, em Oeiras, de forma ainda mais contundente. Passamos nós mesmos a crer que somos menos, menores. Empobrecidos, certamente. Menos capazes,  de forma alguma! Pelo tanto já perdido ou deixado levar, pelo muito esquecido no fundo dos baús empoeirados, é hora de retomar nas mãos o tesouro que a todos nós pertence. Não há mais tempo a perder!
Percebe-se, em cada esquina de Oeiras, enorme efervescência cultural, emocional. No entanto, contida! Talvez pelos mais de três séculos de competição entre faces do poder (e o poder emana do povo...) Toda força dessa gente tem-se contido, como em caldeirão no fogo - o vale entre as “doces colinas”- , igreja ao centro, a praça...vazia.
Sintomático o poder controlador da igreja, no centro de tanta energia produtiva adormecida: por um lado a manter fervorosas tradições, por outro, a conter a força de tantos vivos e idos. Nesse torpor deixa-se de ser todo o seu     potencial      para     se      permitir fechar e cozer entre as minguantes águas  doMocha e do Canindé.
Sintomático é permitir sabotar a força vital, tal qual o sucumbir das águas do Mocha, concretadas as nascentes  criminosamente  sob  toneladas de cimento; assassinar o verde e o frescor da malva, a cor da jitirana.
Tanto a fazer, realizar...
Até que ponto é inconsciente esse permitir-se sabotar pelo ego de uns contra tantos eus?
Toda herança e memórias de nossas vidas constituem o inconsciente coletivo que alimenta a força motriz e o potencial criativo da cidade. Este potencial, uma vez liberto e estimulado, promove as mudanças (de comportamento, visão, direção), gera riquezas e constitui novos valores, gera consciência crítica, independente de tempo e espaço.
“Apesar de termos feito tudo, tudo o que fizemos, ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais...” Válido!  quando a tradição é de honra, orgulho e glória. Muito pouco, entretanto, se o resultado é pura estagnação.
Dividir, para somar depois!
Multiplicar, para ter o que dividir!
Somos muitos. Sabemos voar. Podemos!
A altivez da postura cristã na vida do oeirense é forte, fervilhante, e acompanha seus filhos por onde eles vão. Como um chamado dos que são memória, pelo muito que fizeram, doando de si no exemplo, transformando suas terras em ruas e avenidas para permitir acolhida aos novos filhos, aos que “beberam da água do Mocha”, permanecendo aqui, chegando ou retornando ao “berço sagrado” na Velha Capital, por ver nela o futuro: Invicta! Coberta de louros... Sempre!

publicado por oeiras_brasil às 18:06

REVITALIZAÇÃO DA CASA DA PÓLVORA


 Apreasentação do Projeto para Revitalização da Casa da Pólvora e criação de pólo turistico no entorno  - encaminhado à FUNDAC em setembro de 2007, maio de 2008,  julho de 2009
Josevita Tapety.
Setembro de 2007

O projeto de revitalização da casa da Pólvora em Oeiras no Piauí propõe a criação de um museu e mostra permanente de material informativo e institucional a respeito da história da cidade e sua participação no movimento de emancipação do Piauí quando da Independência do Brasil.

A Casa da Pólvora é uma construção de uma única sala, de pedras toscas e ajuntadas com argamassa de barro e representa o grande momento militar do Piauí. Construção datada do início do século XIX para abrigar a fábrica de pólvora, edificada sobre uma único lajedo, às margens do riacho Pouca Vergonha é o marco da emancipação do Piauí, durante as lutas pela  independência.” Foi na festa de Sana Luzia, 13 de dezembro de 1822, ao meio dia.Um grupo de patriotas mascarados assaltou de chibatas a guarda da casa, bastião militar do governo legal. O assalto serviu para mostrar à junta de governo a debilidade defensiva da capital, sem a presença do comandante das armas de então, Fidié, que se encontrava em Parnaíba para sufocar manifestações emancipacionistas e inscrever nas páginas de nossa história como  “Episódio das Chibatadas”.(Dagoberto de Carvalho Jr. em Passeio a Oeiras)

Em 1978, por iniciativa do Instituto Histórico de Oeiras, a Casa da Pólvora serviu do incipiente “Museu da Independência”, com um acervo de peças pertencentes a particulares. O referido memorial foi em pouco tempo extinto por falta de estruturação.

O entorno, hoje em dia em boa parte ocupado por casas de moradia, engloba dois outros importantes pontos de visitação que deverão ser anexados ao projeto paisagístico pela proximidade e possibilidade de engajamento da população para o desenvolvimento sustentável do projeto. O Pé-de-Deus e Pé-do-cão, além da casa da pólvora, povoam o imaginário coletivo da cidade, despertando ao longo do tempo, lendas, traduções literárias em prosa e em versos, a exemplo do primeiro capítulo do clássico da literatura brasileira “Ulisses entre o amor e a morte” de O.G. Rego de Carvalho.

A participação da comunidade no projeto e a sustentabilidade deste empreendimento compreenderão a viabilização de pequenos pontos de comércio voltados ao turismo: lembranças, pontos de vendas de refrigerantes e comidas típicas, cartões postais e outros produtos que poderão ser comercializados pela população carente do entorno. A exposição permanente a ser criada no interior da casa da pólvora irá disponibilizar para a população elementos da história local e do Piauí e ocupará o espaço atualmente em deterioração por total falta de uso e manutenção. O tema da exposição será voltado para um relato suscinto sobre a história da cidade e, em particular, o engajamento do Piauí nas lutas pela independência do Brasil. Serão painéis, banners, peças de artilharia e depoimentos de artífices que protagonizaram referido movimento cívico e de pesquisadores que pautaram este tema ainda desconhecido pela historiografia brasileira em grande escala.

Além da exposição, também serão feitas publicações explicativas e também será desenvolvido um projeto educativo junto aos estudantes do ensino fundamental e médio.

MANIFESTO DE OEIRAS

Terça-feira, 10 de Julho de 2007
http://associacaoculturaldeoeiras.blogs.sapo.pt/
MANIFESTO PELA REVITALIZAÇÃO DO PATRIMÔNIO ARQUITETÔNICO, AMBIENTAL E ETNOLÓGICO DE OEIRAS
Somos:
. a primeira capital
. centro do  Estado do Piauí,               
. só em Oeiras, quase 36.000 pessoas capazes de construir, fazer, acontecer, fazer acontecer.

Temos:
.três monumentos nacionais tombados pelo IPHAN: a primeira catedral do Piauí, a Ponte Zacarias de Góis( Ponte Grande), o Palácio João Nepomuceno( Museu de Arte Sacra);
.belíssimo conjunto arquitetônico tombado pelo IPHAN em nível estadual, como os casarões, os passos , o belíssimo largo das Vitórias e a casa da pólvora;
.tradição religiosa que congrega mais de 60.000 fieis a cada Semana Santa, festejo do Espírito Santo, N.S. da Vitória, N.S. da Conceição;
.manifestações religiosas herdadas da cultura afro-descendente;            
.manifestações tradicionais da cultura popular, ricas nos traços da cultura afro-descendente, miscigenada aos costumes indígenas e da colonização portuguesa;
.potencial para desenvolver importante pólo turístico no centro-sul do Piauí;
.cidades vizinhas ricas em potencial oferta para o eco-turismo, turismo rural;
.gente que faz excelente artesanato em crochê, palha, cerâmica, madeira, ferro, bordados e muitos outros trabalhos manuais;
.grandes músicos e poetas;
.contos, histórias e lendas que povoam o imaginário de nossa gente;
e:
. rios e riachos a revitalizar;
. casas, palácios, monumentos a restaurar, revitalizar, preservar;
. verde a plantar e replantar;       
. espaços de lazer e contemplação a reivindicar, construir, cuidar;
. cultura e tradições  a resgatar...

NÃO HÁ MAIS TEMPO A PERDER!
JUNTOS :
.    PELA REVITALIZAÇÃO DOS RIACHOS MOCHA E DA POUCA VERGONHA E DO RIO CANINDÉ,
.  PELA RESTAURAÇÃO E REVITALIZAÇÃO DO PATRIMÔNIO ARQUITETÔNICO E CULTURAL,
.    PELA PRESERVAÇÃO  E  PROTEÇÃO  DO  NOSSO MEIO AMBIENTE

OEIRAS JÁ!

Não importa!!! Já está decidido...

Índios entregam à Presidência abaixo-assinado contra Belo Monte

Cerca de 300 manifestantes fizeram ato em frente ao Congresso.
Encontro na UnB discutiu realização de obra da usina hidrelétrica.

Do G1, em Brasília
 
Dez representantes de um grupo formado por cerca de 300 índios e ribeirinhos da região do Rio Xingu, do Pará e Mato Grosso, além de estudantes, ambientalistas e artistas, entregaram à Presidência da República um abaixo-assinado contra a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte.
Segundo os manifestantes, o documento tem cerca de 500 mil assinaturas, e foi entregue ao secretário-executivo da Presidência,  Rogério Sottili, e ao secretário de Articulação Social, Paulo Maldos.
Ministro-chefe em exercício (Gilberto Carvalho participa do Fórum Social Mundial, no Senegal), Sottili se comprometeu a levar o relato do encontro e o documento à presidente Dilma Rousseff, segundo informe divulgado pela assessoria do ministério.
Segundo ele, o governo manterá o diálogo com os movimentos sociais. "Quero que vocês vejam o governo como um parceiro. Podemos não chegar a um consenso, mas vamos construir as políticas por meio do diálogo", disse.
Os manifestantes se reuniram na manhã desta terça (8) em frente ao espelho d’água, no Congresso Nacional, para exigir também que o governo federal avalie uma carta assinada por aproximadamente 30 especialistas de universidades brasileiras, como Federal do Rio, Federal do Pará e Universidade de São Paulo, com argumentos científicos que desaconselham a obra.
“O barramento do Xingu seria a morte do ecossistema e da agricultura familiar de todo povo tradicional de lá. Assim, além de perdermos nossa cultura, estaríamos levando nossos filhos para serem bandidos e assassinos, já que é isso que a periferia de Altamira representa”, afirmou a ribeirinha e representante do movimento "Xingu vivo para sempre", Ana Alice Plens.
As pretensões do governo são de investir cerca de R$ 19 bilhões  no empreendimento, que terá dois reservatórios de água de 516 quilômetros quadrados cada um.
Se construída, Belo Monte terá a primeira unidade geradora entrando em operação comercial a partir de fevereiro de 2015 comuma capacidade instalada de 11,2 mil megawatts, o que a tornaria a terceira maior hidrelétrica do mundo, atrás apenas de Itaipu (na fronteira entre Brasil e Paraguai) e Três Gargantas (China).
Índios do Xingu protestam contra a construção de Belo Monte (Foto: G1)Índios, ribeirinhos, estudantes, ambientalistas e artistas protestam contra a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, em frente ao Congresso Nacional, em Brasília (Foto: G1)
A questão voltou a ser debatida após o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) conceder, no fim de janeiro, licença que autoriza a instalação dos canteiros de obra, acampamentos de operários e até a implementação de estradas necessárias para dar início às obras.
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Cacique Raoini durante protesto em Brasília contra a construção da usina de Belo Monte (Foto: AP) 

Índio durante protesto em Brasília contra a
construção da usina de Belo Monte (Foto: AP)

Líderes indígenas da etnia Kayapó, que participaram da manisfetação, estiveram nesta segunda-feira (7) em um seminário organizado pela Universidade de Brasília (UnB), que propunha o debate sobre os impactos da hidrelétrica na vida dos moradores da região e aproveitaram a oportunidade para pressionar o governo a cancelar a realização da obra.
"Nós fomos enganados. Sou contra a usina e vou defender nossas florestas e nosso povo até o fim", disse o líder Kayapó Raoni Metyktire.
Também líder dos Kayapós, Yabuti Metyktire, enfatizou que não pretende "ceder" e abrir mão do que chamou de "nossa terra". "Eles defendem aquele PAC, mas nem que encham esse auditório de dinheiro vou abrir mão de nossas terras", completou, se referindo ao auditório do Memorial Darcy Ribeiro, na UnB, onde o evento aconteceu.
O seminário ouviu opiniões de indígenas, representantes de movimentos sociais e especialistas sobre os danos que a usina poderia causar à região e aos seus habitantes caso seja construída e debateu eventuais alternativas para o projeto, como a utilização de energia eólica (produzida através de hélices que giram quando em contato com o vento) e a solar.
A carta
Veja abaixo trechos da carta encaminhada à presidente Dilma Rousseff, assinada por líderes Kayapó das aldeias indígenas Gorotire, Kokraimoro, Metyktire, Kriny, Moikarako, Käkamkube, Las Casas, Apeinhti, Piaraçu, Kawatire, Pykararankre, Kromare, Turedjam, Kapôt e Pykatamkwyr.
"(...) A Funai, apesar de ser o órgão indigenista, deveria estar defendendo as comunidades indígenas e o papel que está fazendo é o contrário. As lideranças tradicionais não estão sendo ouvidas nem respeitadas suas decisões. A Funai toma decisões como se fossem as lideranças do povo. Por que o presidente da Funai não recebe as lideranças quando estas vem resolver seus problemas? Se ele não quiser trabalhar para nós, ele explique para nós o porquê."
"(...) Para a preservação de várias espécies de animais e plantas que usamos para o nosso tratamento tradicional, é por isso que não queremos a barragem. Por nós sermos os brasileiros legítimos, o governo deveria respeitar, sobretudo os nossos direitos."
"(...) Sabemos que isso é uma política falsa, pelo que aconteceu e pelo que está acontecendo com a gente hoje. No passado prometeram melhorar a qualidade de vida, a saúde das nossas comunidades. Na verdade não aconteceu. Muitos povos se enfraqueceram com essa política e foram extintos e não queremos isso. Queremos que sejamos respeitados, cumprindo as leis que estão na Constituição Federal."

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

A verdade por trás da " verdade"




Apesar de tudo
as transformações virão
no profundo processo de mudanças no universo.
A existência continua a trabalhar a grande mudança.
Apesar de todos
de qualquer um
o novo virá.
Os  limites das instituições capitalistas, estreitos, mesquinhos, pequenos, tolhem o verdadeiro debate. O foco fica fixo nos temas definidos pelos donos do poder e sua rede, ruína social, estrutura rota.

Enquanto alguns experimentam consciência,
as guerrilhas abrem brechas nas disputas eleitorais para acessar a consciência dos trabalhadores, erguem barricadas de resistência contra o ataque permanente e incisivo do capital.
A  Terra padece.
O mundo empobrece.
A massa insiste
a  crer
que ”o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel,do sapato e do remédio
não dependem das decisões políticas,
de analfabetos , trôpegos, e dementes.

A massa permanece
inebriada,
anestesiada
no carnaval,
na festa,
na cachaça e no vinho,
no pão e no circo.

Palhaços...fantoches, bonecos, mamulengos...
Gente.
Miséria da condição humana
Somos detidos, dominados, castrados.

No mesmo circo – mundo – cidade,  atuamos nossas vidas mesquinhas, mediocres, pobres.

O filho do poderoso , do demente, do alienado pelo consumo e a mídia vendida e controlada, será, cedo ou tarde, morto pela vida do gueto.

No mesmo lixo em que são jogados os excluídos, a prostituta, o gay,o menor abandonado, ou velho largado num canto, num leito, jaziremos todos, um dia.
 ... Cegos e imundos, a imaginar e crer nas imagens projetadas no espelho da novela, no mundo das alturas em que os poderosos brincam, brindam e se divertem em seus voos  confortáveis e fartos.
A verdade
por tras da ver.da.de é que 
no alto do seu condomínio, a observar a vida, como se a sua estivesse noutro plano, jaz  o pior vigarista, pilantra, corrupto e lacaio da ordem mundial.

Sobre Elfos e Heróis ou sua antítese.




  Árvores sem vento 
gritam
por dentro 
sem poder ao menos mexer os braços sedentos.

Há heróis 
que nunca surpreendem 
enquanto os anti-heróis 
se defendem como podem.

Ela dança páginas trágicas 
de um mundo sem máscaras 
no lúmem das cascas. 

Assistindo 
a vida viver 
em torno das folhas 
que se jogam ao chão, 
nascem flores 
que vem do pulmão. 

Árvores ao vento 
dão frutos
suculentos 
ela dança metáforas acri-doces 
de um mundo sem poses, 
enquanto a vida 
assiste a criação exótica de sabores. 

Ela, 
ainda pinta asas de borboletas 
para enfeitar 
o horizonte misterioso do amante, 
onde
todas as noites 
o céu se deita 
sobre seu colo, 
quase 
antes.

Shala Andirá

domingo, 6 de fevereiro de 2011

fundo de mar ...

Fotos de Sylvia Abaurre

"No mar o tempo não morre.
As anêmonas estão sempre em flor 
e a espuma é sempre branca. ..." 
"No fundo do mar



















há brancos pavores,



















Onde as plantas são animais


















E os animais são flores." 
( Sophia )

sábado, 5 de fevereiro de 2011

A NUVEM QUE JÀ SE ADENSA NAS ALTURAS...



COMO ERA PREVISTO ...

os i.responsáveis passam a justificar o novo crime ambiental como forma de evitar o colapso energético.

Os especialistas e defendem formas sustentáveis de produção de energia.limpa.

Os predadores continuam investindo em lobbies ,ilionários e corrupção ativa no nosso país e no terceiro mundo.

A  mídia colabora com o sistema de corrupção ativa e se vende baratinho. A conversa bonita de que tem compromisso com a informação manipula os dados.

Informações técnicas fidedígnas são apresentadas  e anunciadas apenas em programas de menor audiência. Informações sensacionalistas e midáticas de apoio às imposições governamentais e lobistas são colocadas em grande ênfase no Jornal ( dito) Nacional.

A Hora do Brasil continua um programa chato e escondido do público. Quer saber das tramóias? Ouça a voz do Brasil e assista aos debates de baixaria do Senado e da Câmara Federal. Nas entrelinhas é possivel perceber as falcatruas e conchavos.

Para bons entendedores.. não é necessário a mídia global para perceber
A NUVEM QUE JÀ SE ADENSA NAS ALTURAS...


A título de ilustração:

BRASÍLIA - O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, garantiu que o sistema brasileiro de energia é o mais moderno do mundo, chamou o apagão que ocorreu durante a noite de quinta-feira e a madrugada de sexta-feira no Nordeste de 'interrupção' e negou que isso possa se repetir na Copa do Mundo de 2014. Ele explicou que foi criada uma comissão para trabalhar em todas as regiões e cidades onde o evento vai acontecer.
- Não houve um apagão, houve uma interrupção temporária de energia.
Leia também: Dilma cobra providências sobre apagão

  Segundo ele, a comissão vai trabalhar permanentemente durante este período, a partir de agora até a conclusão da Copa do Mundo, com absoluta atenção nos estados e cidades onde a Copa se dará.
- Não temos esta preocupação de que possa haver um acidente. Então para que essa comissão? É uma precaução a mais, estamos tomando todas as providências, não queremos ser surpreendidos - completou Lobão.
'Sistema robusto'O ministro afirmou que não houve sobrecarga de energia e que o sistema brasileiro é o que existe de mais moderno no mundo. Segundo ele, o que ocorreu no Nordeste e mesmo nos outros blecautes "no passado ora recentes ora distantes é o que acontece em todos os países do mundo". Ele entende que no Brasil não está sendo diferente para pior:
- Ao contrário, é diferente para melhor, o nosso sistema funciona muito bem. O sistema é robusto, é bom e é moderno. Não há no mundo nada mais moderno que o sistema brasileiro. Tem falhas? Tem falhas, isso acontece em todos os países do mundo.
Lobão reforçou que a causa provável do apagão é que um dos dois circuitos da subestação da usina hidrelétrica de Luiz Gonzaga (Itaparica), no município de Jatobá, interior de Pernambuco, falhou. Na tentativa de reativá-lo, então, por autoproteção, houve o desligamento dos dois circuitos, o que gerou contaminação do sistema.
- Todas as providências necessárias nesse setor (de energia elétrica) foram ou estão sendo tomadas - completou.
Lobão também garantiu que as linhas de transmissão que vão atender à futura usina hidrelétrica de Belo Monte vão funcionar dentro do padrão de modernidade do país.
Relatório completoLobão espera ter na próxima segunda-feira um quadro completo sobre os motivos do apagão no Nordeste. Segundo o ministro, haverá uma reunião na segunda-feira no Rio de Janeiro com representantes de Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf), Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e distribuidoras de energia.
Os estados de Bahia, Sergipe, Alagoas, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Paraíba, Piauí e Ceará ficaram sem energia no final da noite de quinta-feira. O abastecimento começou a ser retomado no início da madrugada. Apenas o Maranhão não foi afetado.
Saiba mais: Especialistas apontam térmicas a gás como solução contra apagão
blecaute

Lobão chama apagão de 'interrupção' e descarta problema na Copa de 2014

Publicada em 04/02/2011 às 12h30m
Mônica Tavares

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Ele..quem é ele? ...esse tal de rock enrow.



APAGÃO...Momento coveniente, horario conveniente... uma bomba do colo dos eleitores da Fome Zero, do Bolsa Familia e Luz para todos.

Nuvens negras já se adensam nas alturas.


Infográfico com projeto de barragem e reservatório da usina, na região conhecida por Volta Grande, no rio Xingu. Imagem publicada no blog de Alexandre Porto, com fonte original no Jornal O Liberal de 03/02/2010.

Qualquer agressão ao equilibrio ambiental ,de tamanha proporção, no meu perceber,    significa desastre na certa. 

Certamente  as demais formas de energia alternativa. Eólica, Solar.. outras menos lucrativas de imediato mas, COM TODA CONVICÇÃO, menos desastrosas. 

Por  que os governos SEMPRE optam pelo mais rapido, mais fácil, gerador de maiores obrass e licitações trilhardárias?

Meu sexto sentido,
minha intuição, 

...
minha raiz com a mãe terra clama
por cuidado e precaução!!!



Apagão...
???

Apagão no Nordeste: apenas o Maranhão não registrou corte no fornecimento

Plantão | Publicada em 04/02/2011 às 06h54m
pe360graus
( Este Texto só pode ser usado para fins não comerciais nem profissionais...)

RECIFE - O blecaute da noite desta quinta-feira atingiu praticamente todo o Nordeste. Na Região Metropolitana do Recife, o apagão começou por volta das 23h30m e a energia só retornou poucos minutos depois das 2h. O problema afetou oito estados. Apenas o Maranhão não registrou corte no fornecimento de energia.
De acordo com o presidente da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), Dilton da Conti, ainda é precipitado apontar o que teria provocado o blecaute. Para ele, o que se pode afirmar é que um problema, que ainda não se sabe qual, provocou o desligamento do sistema.
Dilton da Conti revelou que a causa mais provável é que tenha ocorrido um problema numa linha de transmissão, que teria provocado o desligamento de, pelo menos, três usinas: Paulo Afonso, Xingo e Itaparica. A suspeita é que o problema pode ter ocorrido numa linha de transmissão da Chesf entre as cidades de Petrolândia, em Pernambuco, e Sobradinho, na Bahia.
Entretanto, ele reforça que ainda não se sabe exatamente o que teria provocado esse desligamento. O presidente da Chesf explicou que o desligamento das usinas é um procedimento automático e de proteção do sistema.
Quando há o corte, o próprio sistema tenta o religamento, segundo Dilton da Conti. Quando o sistema não autoriza, significa que o problema persiste. Mas como a energia foi restabelecida, ele acredita que o defeito já tenha sido solucionado.
Ainda de acordo com ele, a demora em relação ao retorno do fornecimento em relação a algumas localidades se deve ao tempo que cada uma das concessionárias, empresa responsável pela distribuição da energia, também normalizarem seus sistemas.
Ele explicou que a Chesf não envia energia diretamente ao consumidor, mas sim para estas companhias, como a Celpe em Pernambuco. E, a partir daí, elas fazem a distribuição para os consumidores....

Quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010 - 20h28      

Apagão atinge Nordeste por 30 minutos

 
Foto: Evelson de Freitas/AE Zoom Em novembro, um apagão semelhante deixou 18 estados brasileiros sem luz 
Em novembro, um apagão semelhante deixou 18 estados brasileiros sem luz

Da Agência Brasil

cidades@eband.com.br

Um problema nas linhas de transmissão de energia elétrica que interligam as regiões Sudeste e Norte deixou todo o Nordeste sem luz por até 30 minutos.

De acordo com o superintendente de Operações da Chesf (Companhia Hidro Elétrica do São Francisco), João Henrique Franklin, ainda não é possível apontar nem as causas do problema, nem o local exato onde ele se originou, mas o ONS (Operador Nacional do Sistema) irá apurar o episódio.

Franklin disse que, embora o defeito não tenha surgido no Nordeste, os nove estados da região (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe) foram afetados, devido ao fato de o sistema brasileiro ser todo interligado.

“Um desequilíbrio entre a produção e o consumo na região exigiu que o sistema de desligamento de cargas fosse acionado. As linhas de transmissão logo foram restabelecidas e, no máximo, em 30 minutos o problema estava solucionado em todas as localidades”, afirmou Franklin.

Quando questionado se o problema de hoje foi semelhante ao ocorrido em novembro de 2009, quando uma falha em três linhas de transmissão acabou provocando um blecaute que atingiu quase todo o país, Franklin disse que, por enquanto, só se pode afirmar que em ambos os casos houve o desligamento das linhas de transmissão. “Só que ainda não sabemos o que provocou o desligamento de hoje”, concluiu o superintendente.

 

SINTOMÁTICO, meu caro Watson!!

Repercussões da usina de Belo Monte

( http://pt.globalvoicesonline.org/2011/01/21/brasil-hidreletrica-de-belo-monte-retorna-ao-foco-das-atencoes/print/  )

Ressaltando exatamente o impacto da obra nas populações indígenas e ribeirinhas que vivem às margens do rio Xingu, Elisa Thiago escreveu [11] em outubro de 2010 sobre a usina de Belo Monte para o Global Voices em Português. Elisa ressalta que a resistência dessas populações não é de agora:
Por trás desse discurso oficial de “normalidade” criado pelo governo, pessoas organizadas em movimentos sociais e ambientais vêm construindo, desde a década de 1970, sua própria história de resistência à construção de Belo Monte. São elas índios e ribeirinhos, cujos modos de vida e meios de sobrevivência atuais sofrerão um impacto desastroso com a construção da usina.
Ao longo de 2010, Belo Monte recebeu atenção repetidamente. Em 20 de abril de 2010, o Greenpeace Brasil realizou um incisivo ato [12] de oposição ao projeto, quando ativistas despejaram 3 toneladas de esterco na entrada da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), em Brasília, com a mensagem “Belo Monte de… problemas [13]“.
Em setembro de 2010, o Movimento Xingu Vivo Para Sempre (MXVPS) lançou [14] um abaixo-assinado contrário à usina, que até o momento tem mais de 5,000 assinaturas. Lançou, também, um vídeo [15], que desde então tem circulado na blogosfera. O vídeo mostra a simulação de como a barragem e o reservatório de água no rio Xingu afetariam a dinâmica natural da região.
Telma Monteiro, em seu blog TelmadMonteiro, divulgou [16], no fim de dezembro de 2010, o resultado de uma pesquisa [17] da qual participou para as organizações Amigos da Terra - Amazônia Brasileira e International Rivers. A pesquisa analisou os riscos para investidores, e o resultado que apontam se pode apreender pelo título do relatório:
O relatório “Mega-projeto, Mega-riscos” vem em bom momento, como um alerta inequívoco de que Belo Monte é ainda um mega-projeto que pode se transformar em mega-obra com mega-riscos para a sociedade.
O relatório aponta dados que atestam o prejuízo de bilhões de reais da construção usina, mesmo com a venda da energia num período de dez anos. Também aponta para a taxa reduzida de produção de energia, pois a previsão de 4,420 MW corresponde a 39% da capacidade instalada de 11,233 MW. Para se ter uma dimensão do projeto, a Belo Monte, se for construída, será a 3ª maior usina hidrelétrica do mundo em capacidade instalada, atrás de Três Gargantas [18], na China, e da Itaipu Binacional [19], compartilhada por Brasil e Paraguai.
Vale recordar que Abelardo Bayma não é o primeiro a sair em meio a pressões pela usina. O impasse sobre a viabilidade sócio-ambiental de Belo Monte é tido como o motivo da saída da ex-ministra do Meio Ambiente (e adversária de Dilma nas eleições presidenciais de 2010), Marina Silva [20], em 2008, e de Roberto Messias [21], ex-presidente do Ibama, em abril de 2010. Assim como Bayma, Messias também havia atrelado a concessão da licença de construção ao cumprimento de exigências sobre a viabilidade ambiental.
Cogitado desde 1975, o projeto da hidrelétrica foi retomado durante o governo do ex-presidente Lula [22] e é apoiado pela presidente Dilma desde quando fazia parte da gestão anterior. Enquanto o governo se preocupa com autonomia energética, brasileiros em blogs e no Twitter atentam para os impactos sócio-ambientais da fonte de energia escolhida - Belo Monte tem se mostrado uma poderosa queda-de-braço.


. . .

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Vida em Suspenso

Caixa de Guardados
Contas, botões e borboletas que ficam na memória….
By Mariu Gondim in Crônicas, Para aquecer o Coração


Flor Amarela. Oru am suda

Deixei de escrever nos meus blogs.
Deixei de expressar o que sinto, o que penso, o que vivo.
Vida em suspenso.
Limbo.
E, no entanto, são tantos sentimentos que se comprimem em meu peito, que eu poderia encher centenas de terabytes. Mas optei por sentir, perceber, acarinhar as emoções que me chegam aos borbotões antes de exprimi-las. É um novo olhar sobre mim mesma, o que sinto, o que vejo. É uma nova abordagem dessa vida que, se por um lado tem estado caseira demais, por outro nunca deixou de ser plena e rica.
A cada dia mais tenho certeza que a gente recebe tudo o que precisa para construir a missão a que nos propusemos. Culpar a vida porque resolvemos pintar com um martelo ou bater prego com o cabo do pincel, é pura perda de tempo. Mais vale olhar direitinho na caixa de ferramentas…
E a vida me deu a oportunidade de conhecer os mundos! Vivi eternamente com o pé sobre dois barcos, me equilibrando entre culturas, modos de pensar e de ser diferentes. E foi isso o que me permitiu ser o que sou, viver o que vivo, sentir o que sinto! Hoje eu transito entre todas as tribos, qual um Chico Mendes urbano, sem me sentir desconfortável, apesar de não pertencer realmente a nenhuma delas. Eu sou do mundo.
Penei pra entender que não, eu não era volúvel. Apesar de começar com V, o certo é que sempre fui Versátil. O que mais me motiva na vida é gente! Não existe bicho mais fascinante, complexo, difícil, interessante e belo do que o ser humano. Mesmo que tantos ainda nem saibam o que é ser humano… Eu sou discípula de Clarice, eterna observadora do cotidiano. “Viver ultrapassa qualquer entendimento”. E mesmo assim, eu insisto em tentar entender os mecanismos que nos movem. E, sobretudo, entender o que me move.
A maturidade me trouxe uma serenidade insuspeitada. Aprendi o desapego. Aprendi o silêncio. Uma amiga fez um “manifesto pela palavra dita”. Lindo! E tinha mais é que fazê-lo: não se pode compactuar com a tirania, a opressão e supressão da palavra como expressão do sentimento e da vida. Mas o silêncio não é a falta de palavra. É a palavra que transcende. Aprendi a calar para ouvir. E assim descobri novas linguagens: o gesto, o sorriso, a energia pulsante da vida. Entendi que um dos meus maiores focos de desarmonia foi o desconhecimento dessa ferramenta fundamental: o silêncio. Já dizia Lulu Santos que a vida é feita de “silêncio e sons”. E alguns desses sons só no silêncio podem ser sentidos… Que palavra descreve o bater de um coração amado? Ou o canto de um filhote de pássaro na janela? Ou o estalar de um beijo babado de uma criança? Ou a energia que jorra de um olhar carinhoso?…
Só no silêncio se pode sentir.essas coisas…
E só no ecletismo que sempre foi minha vida eu pude construir essa aprendizagem do ser humano. Carreguei o mundo nas costas durante toda a minha infância e adolescência. Combati moinhos de ventos. Vivi de espada em punho, en garde qual mosqueteiro de prontidão. Meti a cara no muro das paixões sem sentido, fugi das raias do sucesso, emburreci… Tudo em nome de “ser normal”, aceita, igual a todos aqueles que me chamavam de volúvel por não entender minha versatilidade. E me perdi nos labirintos de mim mesma, desci aos meus porões e engoli o medo e os espirros face a tanta coisa empoeirada, encaixotada, entulhada… Conheci o frio das masmorras da solidão. Cheguei à beira do precipício… E encontrei mãos que se estenderam pra me puxar de volta à luz, à relva, ao sol…
Foi nas tribos mais rejeitadas que aprendi lições fantásticas de respeito e consideração… Foi em lugares mais inusitados que encontrei pessoas lindas e sábias… Foi em alguns dos mais tradicionais que constatei hipocrisia maldade… Foi buscando me curar da volubilidade que descobri o tamanho da minha versatilidade. E foi então, que fiz as pazes com meus fantasmas e deixei fluir a serenidade.
Entendi que sou um ser único, como único é cada ser que existe. E que meu jeito de ser não é melhor ou pior que nenhum outro: é apenas isso: o meu jeito de ser. Sim, tenho o dom da palavra: dita, escrita ou calada. Sou boa ouvinte, pois que não sou juíza do viver alheio. Entendo que estou à frente de alguns e muito atrás de tantos outros. Mas o que importa é que estamos todos no caminho, em busca do mesmo objetivo: SER FELIZ. Por aceitar que vejo o que outros não vêem, que muitas vezes nem querem mostrar, aprendi a calar. E a usar esse dom em prol do outro, para esclarecer, desmistificar, unir. Só me descobri mediadora quando uma amiga-irmã assim me definiu.
Acho que o mais importante é que descobri o sentido das dimensões, das parábolas, das fábulas, das alegorias. Ao me descobrir grande, pude me saber pequena. Sou apenas uma pequena peça na engrenagem perfeita de um Universo infinito. Onde cada um tem uma função definida e uma missão a cumprir. Talvez eu ainda precise descobrir a parte que me cabe neste latifúndio. Talvez seja apenas isso: ajudar alguns a enxergar melhor o próprio caminho. Ou desmitificar caminhos e tribos… Talvez seja apenas um teste de resistência: até onde sou capaz de ir sem perder o fôlego, o riso, a crença no ser humano…
Não importa.
O caminho se faz ao caminhar. E as respostas estão soprando com o vento. Há que calar pra poder ouvi-lo.
Enquanto escrevo, me vejo qual druida celta, com manto, cajado e foice curva na cintura, me embrenhando na floresta. Vou em busca das ervas da sabedoria, plantadas ao longo dos milênios pelos sábios de todas as crenças. Vou em busca das raízes atlantes, nórdicas, vedas, judaicas, indígenas, xamânicas, africanas, budistas, hindus, islâmicas…. Vou atrás da luz que se filtra entre as folhas e mostra as belezas naturais, esculpidas, pintadas, produzidas por gregos, troianos e romanos (entre tantos outros)… Vou seguindo a flauta de pan, a gaita de foles, o violão cigano, o piano mais doce…
Me perdoem a ausência de textos.
Me perdoem a vida em suspenso.
Na verdade, é o oposto disso: hoje eu vivo tão intensamente cada segundo. que fica difícil registrar apenas alguns deles. Coleciono afetos, lustro memórias, edito ofensas e frustrações. Tiro de cada coisa e de cada momento o que de melhor posso ter. E aceito que talvez ainda não seja a hora de receber alguns dos meus anseios. Por isso, continuo seguindo, em busca de me preparar para o momento certo…
E só posso encerrar deixando a benção celta:
E até que eu de novo te veja, que os deuses te guardem na palma das mãos….
31/01/2011

MANIFESTO PELA PALAVRA DITA




PELA EXPRESSÃO DO AMOR,
PELA EXPRESSÃO DA ALEGRIA,
DE TODOS OS BONS SENTIMENTOS QUE FAZEM
A VIDA MAIS LEVE E MELHOR DE SER VIVIDA.




ELOGIOS DITOS,
AMORES DECLARADOS,
PERDÕES CONFESSADOS,
AMIZADES COMPARTILHADAS.

O SILÊNCIO É UMA FORMA DE CONSTRUIR A PALAVRA A SER DITA.

PELA PALAVRA, PELO SOM DA MÚSICA, DO VENTO, DO BARULHO DAS ONDAS DO
MAR, PELO CANTO DOS PÁSSAROS.

A PALAVRA ENCONTRA O QUE O SILÊNCIO PERDE,
O SILÊNCIO AFASTA, A PALAVRA APROXIMA.
O SILÊNCIO DEIXA DÚVIDA, A PALAVRA ESCLARECE.

AO SILÊNCIO:
AS DORES, OS AMORES PERDIDOS, A FALTA DE ESPERANÇA, AS PALAVRAS QUE
MACHUCAM, A ETERNIDADE, O DESCANSO, O PENSAMENTO QUE EDIFICA E QUE
LOGO SE TORNA PALAVRA.


Dulce Dias
Advogando em causa própria.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Renascença

Shala Andirá

Como se ouvir, pesando a flor
recém desabrochada, no vazio.

A voz terna das raízes, sustentando o
...caule, e a incitação das pétalas ao
desconhecido do vôo até
habitar esse corpo de nuvem molhada
que pesa na leveza do salto,
no auge que nos une e precipita.

Nosso corpo de chuva pesando sobre a
terra fresca, flanando as pálpebras
até o sopro tenro do repouso
realimentando os frutos
de novas eras.

Onde seremos
um no corpo do outro,
renascidos, terra.

O SÉCULO X X X VENCERÁ!




O Amor
Em Paz.
Gal Costa
Composição: Caetano Veloso (baseado em poema de Vladimir Maiakovski)

Talvez
Quem sabe
Um dia
Por uma alameda
Do zoológico
Ela também chegará
Ela que também
Amava os animais
Entrará sorridente
Assim como está
Na foto sobre a mesa

Ela é tão bonita
Ela é tão bonita
Que na certa
Eles a ressuscitarão
O século trinta vencerá
O coração destroçado já
Pelas mesquinharias

Agora vamos alcançar
Tudo o que não
Podemos amar na vida
Com o estrelar
Das noites inumeráveis

Ressuscita-me
Ainda
Que mais não seja
Porque sou poeta
E ansiava o futuro

Ressuscita-me
Lutando
Contra as misérias
Do cotidiano
Ressuscita-me por isso

Ressuscita-me
Quero acabar de viver
O que me cabe
Minha vida
Para que não mais
Existam amores servis

Ressuscita-me
Para que ninguém mais
Tenha de sacrificar-se
Por uma casa
Um buraco

Ressuscita-me
Para que a partir de hoje
A partir de hoje
A família se transforme

E o pai
Seja pelo menos
O Universo
E a mãe
Seja no mínimo
A Terra
A Terra
A Terra


Obrigada, Jorge Dersu

om kriya babaji nama aum

sábado, 29 de janeiro de 2011

Além do Horizonte ...

... deve ter
Algum lugar bonito
Prá viver em paz
Onde eu possa encontrar
A natureza
Alegria e felicidade
Com certeza...

Foto acervo particular. Alvorecer em Peroba de Maragogi.

Lá nesse lugar
O amanhecer é lindo
Com flores festejando
Mais um dia que vem vindo...

Onde a gente pode
Se deitar no campo
Se amar na relva
Escutando o canto
Dos pássaros...

Aproveitar a tarde
Sem pensar na vida
Andar despreocupado
Sem saber a hora
De voltar...

Bronzear o corpo
Todo sem censura
Gozar a liberdade de uma vida
Sem frescura...

Se você não vem comigo
tudo isso vai ficar
no horizonte esperando
por nós dois

Se você não vem comigo
nada disso tem valor
de que vale o paraíso
sem amor

Além do Horizonte
Existe um lugar
Bonito e tranqüilo
Prá gente se amar...

Roberto e Erasmo