"Há aqueles que lutam um dia e por isso são bons; Há aqueles que lutam muitos dias e por isso são muito bons; Há aqueles que lutam anos e são melhores ainda; Porém há aqueles que lutam toda a vida, esses são os imprescindíveis." Bertolt Brecht
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Vida é dança, celebração, amor e carinho
Tudo o mais é menos.
22 de fevereiro
Em 1788, nascia Arthur Schopenhauer, filósofo alemão que introduziu o Budismo e o pensamento indiano na metafísica alemã.
Em 1900 Isadora Duncan, bailarina norte-americana se apresentou pela primeira vez na Europa. Causou uma verdadeira revolução no mundo da dança se negando a seguir padrões e regras pré-estabelecidas.
Em 1989 foi criado o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama)
22 de fevereiro de 2011...
Dançar, celebrar, compartilhar, deixar fluir o amor e ser feliz.
O que mais é preciso?
Cantar...
Cantar...
O senhor é o pastor que me conduz, não me falta coisa alguma.
Senhor é meu pastor, nada me faltará. Em verdes prados ele me faz repousar. Conduz-me junto às águas refrescantes, restaura as forças de minha alma. Pelos
Restaura as forças de minha alma. Pelos caminhos retos ele me leva, por amor do seu nome. Ainda que eu atravesse o vale escuro, nada temerei, pois estais comigo. Vosso bordão e vosso báculo são o meu amparo.
Preparais para mim a mesa à vista de meus inimigos. Derramais o perfume sobre minha cabeça, e transborda minha taça.
A vossa bondade e misericórdia hão de seguir-me por todos os dias de minha vida. E habitarei na casa do Senhor por longos dias.
O senhor é o pastor que me conduz, não me falta coisa alguma.
O silêncio, a grandeza e a genialidade do artista
...e me pergunto: que qualidade de vida teremos, um dia, quando não for mais possível fazer arte, promover cultura, criar, inovar, conferir beleza aos momentos de dor?
...e me pergunto: o que mais que a beleza - sintese e reflexo de tudo o que é puro, positivo, divino?
.. e onde fica, entre nós da humanidade latina, o respeito e a reverência aos nossos grandes talentos?
..e de onde vem essa chama que faz do brasileiro o povo mais criativo do mundo?
Matéria transcrita do portal Vermelho.
João Gilberto faz 80 anos sem ter discos clássicos no mercado
Em junho de 2011, João Gilberto completará 80 anos, mas a briga com a gravadora EMI pode esvaziar a festa: os três primeiros discos do artista estão fora do mercado, à espera de decisão do STJ.
Por Claudio Leal, na Terra Magazine
Um impasse judicial promete tornar incompleta a celebração dos 80 anos de um dos maiores criadores brasileiros, João Gilberto. Os álbuns "Chega de Saudade" (1959), "O Amor, o Sorriso e a Flor" (1960) e "João Gilberto" (1961), marcos da Bossa Nova, continuam oficialmente fora do mercado fonográfico e sem a certeza de que sairão do limbo com o atestado de qualidade do músico.Em 1992, a gravadora britânica EMI, a detentora do catálogo da Odeon, reuniu os três bolachões e o EP "Orfeu da Conceição" num único CD, "O Mito", à revelia de João Gilberto, que se indignou com o fim da "sequência harmônica" das faixas. No centro da briga, os defeitos da remasterização; na mudança para o formato digital, as gravações originais teriam sido deformadas.
O músico abriu um processo contra a EMI, em 1997, e até o início de 2011 não entrou em acordo com a multinacional. Defendido pelo advogado Marcos Meira, João Gilberto busca a "abstenção definitiva" da EMI e da Gramophone de produzir e comercializar sua obra no Brasil e no exterior, a retirada de "O Mito" do mercado, a indenização por danos morais e o pagamento de royalties.
"Sensibilidade extremada"
Na 28º Vara Cível do Rio de Janeiro, a EMI foi condenada a pagar os royalties (de 18%) pela comercialização dos discos e uma indenização pelo uso da música "Coisa mais linda" num comercial da Rede Boticário. Mas a juíza Maria Helena Pinto Machado Martins não atendeu ao pedido de danos morais e rejeitou o fim da comercialização.
"Em que pese o teor da prova acima e, em especial, da prova técnica, entende este Juízo que situação apontada nos autos escapa a esfera do homem comum, tratando-se de sensibilidade extremada e, por isto, não restariam configurados de forma patente os danos de cunho moral", arguiu a juíza.
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro manteve a decisão de primeira instância e a defesa de João Gilberto entrou com um recurso especial no Superior Tribunal de Justiça (STJ), para reformar o acórdão. Ainda não houve o julgamento. A justiça fluminense reconheceu que "foram promovidas alterações com relação à obra originária do artista".
Músico não reconhece másteres
Houve alguns esboços de diálogo com a EMI no cinquentenário da Bossa Nova, em 2008. No ano passado, a gravadora trouxe um técnico dos Estados Unidos para acompanhar o músico na audição dos másteres (as matrizes dos discos). Segundo apurou Terra Magazine, João Gilberto apontou falhas e pediu para ouvi-los em casa. Outra vez, não identificou as gravações originais.
"Numa primeira conversa que nós tivemos com a Cláudia Faissol, que o está empresariando, ela teria externado o desejo, inclusive, de transferir-se a titularidade dos produtos pra ele, pra que ele então, como titular, fizesse o uso que quisesse", conta a advogada e diretora brasileira de Business Affairs da EMI, Ana Tranjan (leia aqui). A produtora Cláudia Faissol, mãe de uma das filhas de João Gilberto, confirma a reunião, mas diz que não teve um retorno sobre a proposta.
Ana Tranjan garante que as matrizes se encontram no Brasil e nada foi alterado. "Como é que os másteres, que são objetos de uma demanda, podem sofrer alteração? Não podem sofrer alteração. Esse é o ponto", contesta a advogada.
MinC acionado
Em fevereiro, Cláudia Faissol voltou a pedir uma audiência à nova ministra da Cultura, Ana de Holanda, para que haja uma posição do governo sobre a querela com a EMI. No final de 2010, o ex-ministro Juca Ferreira havia iniciado as conversas sobre o acervo do músico baiano, mas, no período de transição, o assunto murchou. De acordo com a assessoria do ministério, "ainda não há data marcada, pois a ministra está com muitos compromissos".
Para comemorar os 80 anos do artista, em 10 de junho, a gravadora não pretende retomar as negociações? "Existe uma tendência, especialmente da parte dele, de aguardar a decisão final da Justiça, em razão da proximidade da conclusão judicial", responde Ana Tranjan. As duas partes esperam o julgamento do STJ para 2011. Na internet, são vendidas cópias dos discos consideradas ilegais.
João Gilberto não abandonou o desejo de executar um novo trabalho de remasterização, com um técnico de sua confiança. O músico reside num apartamento do Leblon - alvo de recente ação de despejo - e não concede entrevistas à imprensa. Nem autoriza terceiros a falar em seu nome. A briga com a gravadora teria provocado o isolamento mais radical do mestre da Bossa Nova. O silêncio, dizem os amigos, é seu permanente grito.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Amor
A voz do coração...
sempre certa
precisa
exata.
Ah se a mente
...não perturbase
e sabotasse tanto
e tudo
e sempre...
Ah se a mente
não aprisionasse tão forte
e sempre
e tudo...
Ah se a escolha
fosse
sempre
do coração...
Se...
se...
se...
Ah se
não houvessem tantos ses.
sós
sempre.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
URGENTE! Código Florestal - PERRIGO À VISTA
Considerações sobre a Mata Atlântica no Piauí e outros temas
Por Marcelo Coelho
As discussões que vêm sendo travadas entre as diversas instituições governamentais e organizações não governamentais sobre a existência do bioma Mata Atlântica na região da Serra Vermelha, no sul do Piauí, não podem tirar o foco da principal e verdadeira questão que é o processo brutal de desmatamento para produção de carvão vegetal de uma enorme extensão de terra numa região de biodiversidade riquíssima e formações rochosas de rara beleza, tão bem demonstradas nas fotografias e imagens feitas por André Pessoa e pelo Globo Repórter.
A questão veio à tona durante a realização do evento “I Semana da Mata Atlântica no Piauí”, de 26 a 30 de janeiro último quando foram realizadas palestras, exposições e mostra de vídeos na Praça Pedro II, centro de Teresina. Neste evento, vários temas importantes foram debatidos como a defesa da Serra Vermelha, os grandes projetos de monocultura no entorno de Teresina e no sul do Estado, e sobretudo o projeto que altera o Código Florestal, ora em tramitação no Congresso Nacional.
As chuvas que causaram uma tragédia em larga escala na região serrana do Rio de Janeiro evidenciaram o problema da ocupação desordenada do solo e o desrespeito à legislação vigente, tornando temerária a flexibilização do Código Florestal.
É urgente a necessidade de um zoneamento ecológico-econômico no Estado do Piauí, priorizando aquelas áreas onde as transformações ocorram de maneira mais imediata, e que a ocupação da terra aconteça de uma forma equilibrada e sustentável, diminuindo os impactos negativos que possam incidir.
Marcelo Coelho é Procurador Federal
Foi Secretário do Meio Ambiente e Deputado Estadual
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Revisão do Código Florestal pode levar a perdas irreversíveis na biodiversidade
Cientistas fazem alerta em carta publicada na atual edição da revista americana Science.
14 de setembro de 2010 | 21h 30
Agência Fapesp
SÃO PAULO - Se for aprovada em sua forma atual, a revisão do Código Florestal brasileiro, em votação no Congresso Nacional, poderá levar a perdas irreversíveis na biodiversidade tropical, alertam cientistas em carta publicada na atual edição da revista Science.
Intitulada "Perda de biodiversidade sem volta", o documento tem autoria de Fernanda Michalski, professora do Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade Tropical da Universidade Federal do Amapá (Unifap); Darren Norris, do Departamento de Ecologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp); e Carlos Peres, da Universidade de East Anglia, no Reino Unido.
No texto, os pesquisadores apontam que as propriedades privadas correspondem a 39% do território brasileiro e representam um componente essencial para a conservação da biodiversidade florestal, à parte das áreas protegidas formalmente.
Mas os “interesses de curto prazo de poderosos grupos econômicos, influentes proprietários de terra e políticos, ao diluir o Código Florestal, ignoram o valor das florestas privadas para a conservação”, segundo eles.
De acordo com Fernanda, a manifestação é um complemento à carta publicada na Science em 16 de julho por pesquisadores ligados ao Programa Biota-Fapesp, com o título "Legislação brasileira: retrocesso em velocidade máxima?". Segundo ela, o objetivo foi colocar em evidência a modificação do código relacionada à redução das Áreas de Proteção Permanente (APP).
“A Science abre espaço para que possamos reforçar comentários de edições anteriores. Quisemos fazer isso para enfatizar um pouco mais o problema diretamente ligado à redução das APPs, que está sendo levantado na proposta de reforma do Código Florestal”, afirma a docente da Unifap.
Professora do Departamento de Ecologia da Unesp até o fim do primeiro semestre de 2010, Fernanda concluiu seu doutorado em 2007, na Universidade de East Anglia, sob orientação de Peres, e realizou pós-doutorado na Universidade de São Paulo (USP), com Bolsa da Fapesp.
“Parte do meu pós-doutorado correspondeu exatamente à avaliação do uso de APPs por vertebrados de médio e grande portes. A partir dos dados obtidos nessa pesquisa, achamos relevante destacar esse tópico no contexto da reforma do Código Florestal”, destaca.
A carta enviada em julho pelos pesquisadores do Biota-Fapesp apontava que as novas regras do Código Florestal reduziriam a restauração obrigatória de vegetação nativa ilegalmente desmatada desde 1965. Com isso, as emissões de dióxido de carbono poderão aumentar substancialmente e, a partir de simples análises da relação espécies-área, “é possível prever a extinção de mais de 100 mil espécies, uma perda massiva que invalidará qualquer comprometimento com a conservação da biodiversidade”.
O texto também foi assinado por Jean Paul Metzger, do Instituto de Biociências da USP; Thomas Lewinsohn, do Departamento de Biologia Animal da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp); Luciano Verdade e Luiz Antonio Martinelli, do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da USP; Ricardo Ribeiro Rodrigues, do Departamento de Ciências Biológicas da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP; e Carlos Alfredo Joly, do Instituto de Biologia da Unicamp.
Efeito de borda
O documento publicado na atual edição da revista científica americana afirma que a reforma da legislação brasileira vai “efetivamente condenar remanescentes florestais e a rebrota em terras privadas no maior país tropical da Terra”.
Segundo Fernanda, a carta reforça uma questão levantada na manifestação anterior, relacionada a um possível aumento do “efeito de borda” - uma alteração na estrutura, na composição ou na abundância de espécies na parte marginal de um fragmento florestal que acaba tendo impactos sobre a fauna e flora de toda a região.
“O efeito de borda se manifesta à medida que a permeabilidade da matriz aumenta, e cria uma série de efeitos adversos para a flora e para a fauna. Mas, além disso, nossas pesquisas revelaram um outro dado importante que merecia ser destacado: quando a área de proteção é reduzida a menos de 50 metros de cada lado da APP, o resultado é um aumento considerável na mortalidade das árvores”, afirma.
Os cientistas brasileiros alertam que, com as modificações propostas na legislação, a redução das áreas de proteção deverá provocar mudanças nas características da paisagem que reduzirão a capacidade da floresta para reter e conectar espécies, ou para manter a qualidade dos corpos d’água.
Segundo o texto, os proprietários rurais que cumprirem a nova legislação vão ampliar a fragmentação da paisagem e reduzir o valor de suas propriedades, por conta da erosão do solo e pela má regulação de captação de água nas bacias hidrográficas.
Mas ainda é possível ter esperança: “A comunidade científica e ambiental, as organizações não governamentais e o Ministério do Meio Ambiente ainda podem se conciliar com os defensores da reforma do Código Florestal”, ressaltam os autores.
“Para isso, será preciso melhorar a comunicação entre os segmentos da sociedade, desenvolvendo alternativas de gestão inteligente do uso do solo na matriz agropecuária existente e evitando, com isso, a expansão de novas fronteiras de desmatamento”, completam.
Intitulada "Perda de biodiversidade sem volta", o documento tem autoria de Fernanda Michalski, professora do Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade Tropical da Universidade Federal do Amapá (Unifap); Darren Norris, do Departamento de Ecologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp); e Carlos Peres, da Universidade de East Anglia, no Reino Unido.
No texto, os pesquisadores apontam que as propriedades privadas correspondem a 39% do território brasileiro e representam um componente essencial para a conservação da biodiversidade florestal, à parte das áreas protegidas formalmente.
Mas os “interesses de curto prazo de poderosos grupos econômicos, influentes proprietários de terra e políticos, ao diluir o Código Florestal, ignoram o valor das florestas privadas para a conservação”, segundo eles.
De acordo com Fernanda, a manifestação é um complemento à carta publicada na Science em 16 de julho por pesquisadores ligados ao Programa Biota-Fapesp, com o título "Legislação brasileira: retrocesso em velocidade máxima?". Segundo ela, o objetivo foi colocar em evidência a modificação do código relacionada à redução das Áreas de Proteção Permanente (APP).
“A Science abre espaço para que possamos reforçar comentários de edições anteriores. Quisemos fazer isso para enfatizar um pouco mais o problema diretamente ligado à redução das APPs, que está sendo levantado na proposta de reforma do Código Florestal”, afirma a docente da Unifap.
Professora do Departamento de Ecologia da Unesp até o fim do primeiro semestre de 2010, Fernanda concluiu seu doutorado em 2007, na Universidade de East Anglia, sob orientação de Peres, e realizou pós-doutorado na Universidade de São Paulo (USP), com Bolsa da Fapesp.
“Parte do meu pós-doutorado correspondeu exatamente à avaliação do uso de APPs por vertebrados de médio e grande portes. A partir dos dados obtidos nessa pesquisa, achamos relevante destacar esse tópico no contexto da reforma do Código Florestal”, destaca.
A carta enviada em julho pelos pesquisadores do Biota-Fapesp apontava que as novas regras do Código Florestal reduziriam a restauração obrigatória de vegetação nativa ilegalmente desmatada desde 1965. Com isso, as emissões de dióxido de carbono poderão aumentar substancialmente e, a partir de simples análises da relação espécies-área, “é possível prever a extinção de mais de 100 mil espécies, uma perda massiva que invalidará qualquer comprometimento com a conservação da biodiversidade”.
O texto também foi assinado por Jean Paul Metzger, do Instituto de Biociências da USP; Thomas Lewinsohn, do Departamento de Biologia Animal da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp); Luciano Verdade e Luiz Antonio Martinelli, do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da USP; Ricardo Ribeiro Rodrigues, do Departamento de Ciências Biológicas da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP; e Carlos Alfredo Joly, do Instituto de Biologia da Unicamp.
Efeito de borda
O documento publicado na atual edição da revista científica americana afirma que a reforma da legislação brasileira vai “efetivamente condenar remanescentes florestais e a rebrota em terras privadas no maior país tropical da Terra”.
Segundo Fernanda, a carta reforça uma questão levantada na manifestação anterior, relacionada a um possível aumento do “efeito de borda” - uma alteração na estrutura, na composição ou na abundância de espécies na parte marginal de um fragmento florestal que acaba tendo impactos sobre a fauna e flora de toda a região.
“O efeito de borda se manifesta à medida que a permeabilidade da matriz aumenta, e cria uma série de efeitos adversos para a flora e para a fauna. Mas, além disso, nossas pesquisas revelaram um outro dado importante que merecia ser destacado: quando a área de proteção é reduzida a menos de 50 metros de cada lado da APP, o resultado é um aumento considerável na mortalidade das árvores”, afirma.
Os cientistas brasileiros alertam que, com as modificações propostas na legislação, a redução das áreas de proteção deverá provocar mudanças nas características da paisagem que reduzirão a capacidade da floresta para reter e conectar espécies, ou para manter a qualidade dos corpos d’água.
Segundo o texto, os proprietários rurais que cumprirem a nova legislação vão ampliar a fragmentação da paisagem e reduzir o valor de suas propriedades, por conta da erosão do solo e pela má regulação de captação de água nas bacias hidrográficas.
Mas ainda é possível ter esperança: “A comunidade científica e ambiental, as organizações não governamentais e o Ministério do Meio Ambiente ainda podem se conciliar com os defensores da reforma do Código Florestal”, ressaltam os autores.
“Para isso, será preciso melhorar a comunicação entre os segmentos da sociedade, desenvolvendo alternativas de gestão inteligente do uso do solo na matriz agropecuária existente e evitando, com isso, a expansão de novas fronteiras de desmatamento”, completam.
domingo, 13 de fevereiro de 2011
“Independência ou Morte!”
E fomos declarados independentes...
desde 7 de setembro de 1822
O Grito do Ipiranga. 1888 – Pedro Américo (Brasil 1843- 1905) -óleo sobre tela, 7, 60 m x 4, 15 m - Salão Nobre, Museu Paulista, Universidade de São Paulo
Brava gente brasileira! Longe vá… temor servil:
Hino da Independência do Brasil
Letra. Evaristo da Veiga
Música . D. Pedro I
Já podeis, da Pátria filhos,Ver contente a mãe gentil;Já raiou a liberdadeNo horizonte do Brasil. Brava gente brasileira!Longe vá… temor servil:Ou ficar a pátria livreOu morrer pelo Brasil. Os grilhões que nos forjavaDa perfídia astuto ardil…Houve mão mais poderosa:Zombou deles o Brasil. Brava gente brasileira!Longe vá… temor servil:Ou ficar a pátria livreOu morrer pelo Brasil. Não temais ímpias falanges,Que apresentam face hostil;Vossos peitos, vossos braçosSão muralhas do Brasil. Brava gente brasileira!Longe vá… temor servil:Ou ficar a pátria livreOu morrer pelo Brasil. Parabéns, ó brasileiro,Já, com garbo varonil,Do universo entre as naçõesResplandece a do Brasil. Brava gente brasileira!Longe vá… temor servil:Ou ficar a pátria livreOu morrer pelo Brasil.
Encruzilhada
Entre a cruz e a corda
Entre a espada e o nada
Entre a verdade e a concessão
Entre a esperança e a toalha
Entre a força e o medo
Entre a luta e a estrada
Vida é encruzilhada,
Diria Clarice, isto ou aquilo.
Nova encruzilhada, pergunto a você:
Seguir com a cruz, a espada, a verdade, a esperança, a força e a luta?
Ceder à corda, ao nada, conceder ao medo, jogar a toalha, seguir a estrada?
Perguntaram-me: e ai? Vai continuar insistindo? - Perda de tempo!
Afinal, há 2000 a escolha é Barrabás.
Acredito firmemente que a opção pela preservação das nossas riquezas é a única forma de promover as mudanças de que a sociedade precisa para a libertação.
Acredito e insisto que ética, moral, respeito, caráter e amor não podem ser relativos.
Todas as experiências bem sucedidas de desenvolvimento social foram possíveis apenas com respeito ao potencial humano e criativo, com respeito às desigualdades e todo tipo de crença.
Insisti e reafirmo a necessidade de mudar. O mundo precisa mudar. Mudar em essência, em espírito, em alma e, principalmente, em posicionamento diante da vida. Saúde, educação, cultura, casa e comida têm que ser bom para todos. Champanhe e caviar aos nobres ( ou enobrecidos) e craque, cachaça e carniça aos pobres ( ou empobrecidos) é sinal claro de espoliação.
Para alcançar mudança real, nenhum vínculo com os vícios e amarras ao erro podem ser mantidos. Refiro-me ao posicionamento eticamente inadequado de que – tal como em Tróia - para vencer o inimigo, é preciso aliar – se a ele, infiltrar-se maquiavelicamente em suas entranhas e envenená-lo, trucidá-lo, extorqui-lo para, enfim, conceder o golpe final.
Há ainda os que aproveitam o discurso e pegam carona, para – mais uma vez – vender a confiança dos amigos mais adiante, por qualquer tostão, espelho ou trocados sujos, dourados.
Busquei os amigos e convidei a formarmos uma comunidade ambientalista no lugar onde estão as minhas raízes. Um novo ideal, independente e livre, com direito à voz.
Era consenso: ou você se junta a um deles ou jamais será ouvida.
Discordei.
Discordo.
Desconsidero a hipótese de concordar por conveniência, corromper – me ou me prostituir ideologicamente, filosoficamente, muito menos fisicamente para atingir objetivos vazios e egocêntricos.
Argumentam algumas hienas: se você não se juntar a eles, vão lhe destruir. O povo gosta é disso.
Muitos me fizeram crer que o povo quer ser escravo. Tem mesmo pavor a quebrar as correntes. Prefere o pelourinho.
Talvez realmente o peso dos 300 anos a chicote e tronco, a café, cuscuz e goma, trocados por cerveja, carne e arroz sejam o suficiente.
Talvez não seja mesmo necessário ainda expor minha integridade física, ética e moral em nome do crescimento e libertação de todos.
Mais uma vez pergunto ao Divino, como em toda decisão importante e Ele me diz: pergunte a eles.
Pergunto então: o que me diz a consciência do todo?
A cruz ou a corda?
A espada ou o nada?
A verdade ou a concessão?
A esperança ou a toalha?
A força ou o medo?
A luta ou a estrada?
...
Encruzilhada.
sábado, 12 de fevereiro de 2011
essa rua sem céu, sem horizontes foi um rio de águas cristalinas
Composição: (Alceu Valença - Refrão do Folclore Alagoano)
serra verde molhada de neblina
olho d'agua sangrava numa fonte
meu anel cravejado de brilhantes
são os olhos do capitão corisco
e é a luz que incendeia meu ofício
nessa selva de aço e de antenas
beija-flor estou chorando suas penas
derretidas na insensatez do asfalto
mas eu tenho meu espelho cristalino
que uma baiana me mandou de maceió
ele tem uma luz que alumia
ao meio-dia clareia a luz do sol
que me dá o veneno da coragem
pra girar nesse imenso carrossel
flutuar e ser gás paralisante
e saber que a cidade é de papel
ter a luz do passado e do presente
viajar pelas veredas do céu
pra colher três estrelas cintilantes
e pregar nas abas do meu chapéu
vou clarear o negror do horizonte
é tão brilhante a pedra do meu anel
olho d'agua sangrava numa fonte
meu anel cravejado de brilhantes
são os olhos do capitão corisco
e é a luz que incendeia meu ofício
nessa selva de aço e de antenas
beija-flor estou chorando suas penas
derretidas na insensatez do asfalto
mas eu tenho meu espelho cristalino
que uma baiana me mandou de maceió
ele tem uma luz que alumia
ao meio-dia clareia a luz do sol
que me dá o veneno da coragem
pra girar nesse imenso carrossel
flutuar e ser gás paralisante
e saber que a cidade é de papel
ter a luz do passado e do presente
viajar pelas veredas do céu
pra colher três estrelas cintilantes
e pregar nas abas do meu chapéu
vou clarear o negror do horizonte
é tão brilhante a pedra do meu anel
ESPELHO CRISTALINO
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
O terceiro setor na educação
Texto de
José Gayoso
IQE – Instituto Qualidade no Ensino
11.02.2011
Na coluna de hoje gostaria de compartilhar com o leitor alguns conceitos, que, acredito, são essenciais no entendimento da atuação do “terceiro setor” (o primeiro setor refere-se à atuação pública e o segundo setor diz respeito à esfera privada) junto à educação pública brasileira.
Primeiramente vamos definir sucintamente o significado da expressão “terceiro setor”: conjunto de entidades da sociedade civil com fins públicos e não lucrativas. Essas entidades, hoje largamente conhecidas como “ONGs” (organizações não governamentais), subdividem-se basicamente em dois tipos: Associações sem fins lucrativos e Fundações.
As associações sem fins lucrativos são organizações resultantes da reunião legal entre duas ou mais pessoas, com ou sem personalidade jurídica, para a realização de um objetivo comum. Na sua grande maioria, são intituladas “Institutos”. Podem receber doações do setor privado e firmar convênios com redes públicas de ensino (esferas administrativas federal, estaduais e municipais).
Em relação às fundações, podemos defini-las como uma pessoa jurídica composta por um patrimônio juridicamente personalizado, destacado pelo seu instituidor, para uma ou mais finalidades específicas, sem fins lucrativos. Não possuem proprietário, nem titular, nem sócios ou acionistas, apenas num patrimônio destinado a um fim econômico determinado pela lei, dirigido por administradores ou curadores, na conformidade de seus estatutos.
A presença marcante dessas organizações, atuando sempre em parceria com as redes públicas de ensino, tem contribuído para a melhoria da qualidade do ensino oferecido na educação básica (especialmente no ensino fundamental), vis-à-vis os IDEBs (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) ultimamente registrados.
A educação brasileira vivencia atualmente um cenário de transição. A universalização do ensino fundamental (faixa etária dos 6 aos 14 anos), oferecendo a 31 milhões de crianças e adolescentes a oportunidade de acesso à uma escola, alçou a gestão pública a desafios ainda maiores – definição clara de responsabilidades entre as respectivas esferas administrativas, integração das redes de ensino (envolvendo a harmonização dos processos pedagógicos e administrativos), novas políticas de remuneração do corpo docente e gestores escolares, além do contínuo aperfeiçoamento e qualificação do magistério. A multiplicidade de desafios é tamanha que as redes de ensino públicas (compreendendo aproximadamente 90% de todos os alunos brasileiros da educação básica) encontram cada vez mais nas organizações não governamentais um aliado. Dessa forma, certamente, Estado (aqui entendido em seu sentido amplo) e Sociedade civil caminharão juntos rumo à oferta de uma educação básica universal de qualidade.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
MINISTRO DECLARA MORTE AO XINGÚ
COMUNIDADE INDIGINA SE DEFENDE
O TODO PODEROSO DIZ QUE NADA IRÀ PARAR BELO MONTENAO FOMOS CONSULTADOS.
TAL COMO TODOS OS PROCESSO PSEUDO PARTICIPATIVOS DO IMA, INCRA E TUDO O Q UE TEM ENVOLVIDO AS OBRAS MONUMENTAIS DO PAC FORJARAM PARTICIPAÇÃO POPULAR.
DEUNUNCIAS EM AMARANTE , NO PIAUI: OS CAMPONESES FORAM COAGIDOS A ASSINAR A ATA DE PRESENÇA E C OCORDÃNCIA COM AS HIDRELÉTRICAS NO POTI SOB AMEAÇA DE NÃO RECEBER O LANCHE NEM ÁGUA. FORAMA LEVADOS EM CARROS FRETADOS PARA FAZER NÚMERO NA ASSEMBLÉIA E AUDIENCIA PÚBLICA, MAS NINGUEM SABIA QUE ESTAVA ASSINANDO A CONCORDÃNCIA COM A HIDRELÉTRICA.
POUCOS AASINARAM CONSCIENTES, PAGOS PELOS ORGANIZADORES PARA VOTAR A FAVOR E DECLARAR O VOTO.
CORRUPÇAO ATIVA EM TODOS OS NÍVEIS.
E O MINISTRO AFIRMA QUE NADA IRÁ PARAR BELO MONTE...
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
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