quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Carnaval como instrumento de inclusão e participação social

Depois de 5 anos ininterruptos, de cuia na mão em busca de apoio a inúmeros projetos para proporcionar inclusão social, melhoria na qualidade de vida com participação social real, venho  tornar públicas as nossas propostas para minha querida Oeiras. 

O projeto revitalização do Bloco Foliões no Samba propõe envolver toda a comunidade Oeirense a participar e contribuir efetivamente para a realização deste propósito.
Não se trata aqui da reinvenção da roda. Todos os exemplos de trabalho comunitário e participativo no Brasil e no mundo, tem obtido sucesso, quando recebem apoio social. No caso de Oeiras, temos verificado um caso atípico de autosabotagem institucionalizada aceita e incorporada por toda a sociedade.
Recebemos criticas de alguns amigos e amigas acadêmicos, quando externamos esse pensamento. Concluo que não se trata de negatividade nossa. Ao contrário, pretendo continuar a cultivar meu inconformismo e meu propósito de contribuir para transformações sociais neste meu tempo de existência física.

Neste projeto, a proposta é convidar - de forma ampla, geral e irrestrita - toda a sociedade civil organizada, a se aliar como voluntários na organização e eventos e busca de novas parcerias para dar continuidade ao Foliões no Samba . 

Passo a publicar este projeto em nível nacional e internacional, como em carta aberta, que tanto critiquei do amigo Joca, ainda de cuia na mão, como um clamor de OEIRAS pela nossa gente, pela minha gente querida.

De imediato, propomos a participação, convidamos e nomeamosdas seguintes  entidades:

ROTARY CLUB de OEIRAS,
MAÇONARIA ,
ASCOMI e CDL,
ASSOCIAÇAO CULTURAL DE OEIRAS,
ASSOCIAÇÃO LEVANTE CULTURAL MÃOS DE OEIRAS,
ASSOCIAÇÂO MANOEL ROGRIGUES  e
Espaço Arte Produções.       
Escoals da Rede Particular de Ensino 


REVITALIZAÇÂO DO FOLIÕES NO SAMBA. 
APOIE ESTE PROJETO.

Plano de ação social para diminuição das diferenças e pela inclusão social, através do importante agente agregador da comunidade, o mais antigo e tradicional Bloco de Carnaval de Oeiras – Foliões no Samba.

Projeto e produção intelectual de Josevita Tapety , encaminhado ao BNB, ( 2006, 2007, 2008, 2009, 2010) Petrobrás ( 2010) , Correios, ( 2010) , Senador JVC,( 2008 e 2010), Governo do Estado do Piaui ( 2007, 2008, 2009, 2010), FNT ( 2009), MCULTURA ( 2009),  FUNDAÇÃO PALMARES ( 2009, 2010)
          
            A Revitalização da Associação Carnavalesca Foliões no Samba para retomada do carnaval da década de 60, será importante elemento gerador de trabalho e renda, além de elemento fundamental de inserção de Oeiras no roteiro Turístico do Piauí. O projeto se baseia no resgate da Escola de Samba surgida no final da década de 60 do século passado como reação negra aos blocos carnavalescos e carnaval de clube da elite burguesa oeirense.

METAS:
1. Implantação da sede do bloco no Bairro do Rosário com aquisição da área, construção de infra-estrutura para atividades permanentes em galpão temático, restauro da casa sede e construção de salas de apoio;
2. Reforma da Bateria da Escola, aquisição de instrumentos musicais e reforma de instrumentos existentes;
3. Confecção de figurino para a bateria e integrantes da escola;
4. Confecção de estandarte do  Bloco;
5. Impressão de cartazes promocionais e institucionais;
6. Confecção de camisetas promocionais do bloco, camisetas das oficinas de arte e ação cultural;
7. Instituição de oficina permanente de percussão para crianças e jovens;
8. Instituição de biblioteca afro e sala de pesquisa com telecento;
9. Realização de oficinas permanentes de dança afro;
10. Realização de Oficinas de capacitação e curso permanente de Arte Popular e Artesanato;
11. Promoção de eventos mensais;
12. Promoção de desfile anual no sábado e terça-feira de carnaval em 2011 e 2012;
13. Confecção de carro alegórico e de som.


PRODUTO PARA A COMUNIDADE:

1. Galpão e ponto de encontro, ponto de cultura e biblioteca afro Foliões no Samba;
2. Carro alegórico/carro de som e transporte;
...
6. Oficina permanente de dança afro e percussão;
7. Escola de arte popular.

JUSTIFICATIVA
                                           
            Pobre não sai do miserê ... este tem sido o refrão do canto dos negros do Rosário. Vamos mudar essa sina.

            Os Foliões no Samba é um Bloco de carnaval afro, fundado em 1967 no Bairro do Rosário. 

Foliões no Samba 1979

Sua primeira apresentação tinha 40 componentes. Seu primeiro presidente, Luiz de Ana, até hoje com aquela cara de menino sapeca diz que sua memória ainda pega na chave quando se diz que ele não lembra do momento de fundação dos Foliões. Luis fala das primeiras festas, bingos e tertúlias promovidas no salão do Círculo Operário para angariar algumas migalhas,” para que o bloco não viesse a depender de política e poder brincar com liberdade”.

Foliões 1979.

Sua primeira apresentação tinha como destaque José Cícero como porta bandeira, José Querré no clarinete e Chico de Bizoga no tamborim. Budinha da Feira fazia do chocalho de boi um instrumento musical nessa orquestra de artistas de rua, regida pelo maestro José Cìcero com sua batuta de vara de pau, ao som de instrumentos fabricados  por eles mesmos. Sua baliza, Carmelídia, com seu shortinho de barriga de fora, jogava sua sombrinha colorida para todos os lados. Parecia uma pimenta freventa.  O comunista Chico (o Chico Frigideira), com suas duas frigideiras, parecia uma metralhadora quando começava a bater. Logo entrava o som da cuíca de Inácio Bruno e de Luiz de Ana, que parecia falar quando o breu deslizava nas suas mãos calejadas.
Às duas horas descem os foliões. Seu Irineu Romão abre as portas da Furna da Onça, bar localizado no inicio da ladeira do Rosário. Esse senhor, orgulhoso de ver seu filho Hipólito Romão bater o surdão.  O Galego da Tipografia, com seu surdo de comando, avisa que a negrada vem vindo com seus instrumentos: cuíca de madeira  e couro de lapicho, tamborins de couro de cobra e camaleão, e  surdo de couro de boi. 

Encontro dos Blocos. Carnaval 1974

O sol brilhava. Era uma beleza. José Hipólito (Zé de Helena) pintava os foliões com lápis e batons rouge cor de urucum que, misturado com a beleza dos negros suados  e o vermelho do briho do sol desciam o beco de Zé Epifánio. Os guris corriam atrás do bloco com jornais e latinhas de breu para não deixar as cuícas pararem de gritar  e os surdos não ficarem roucos. Às 6 horas da tarde o bloco dava seu recado em frente ao cine teatro e, com seu batuque, cantava: “pobre não sai do miserê, pobre não tem o que cumê, pobre não tem dineiro pra gastá, pobre não tem casa pra morá. Ai seu doutô, tem compaixão, dê ao pobre ao menos um pedaço de pão.”
Jadson Santos

Aproximadamente 6.000 dos 37.000 habitantes de Oeiras residem no Bairro do
Rosário, a Doce Colina do Hino de Oeiras, onde, no período colonial, estabeleceu-se a população praticamente 100% negra. Nossa comunidade negra, em sua quase totalidade, é formada por remanescentes de escravos que serviram às Fazendas do Fisco (Nacionais) e/ou aos particulares.

A estagnação sócio-econômica da Primeira Capital do Piauí é exemplo vivo, no século XXI, do resultado da espoliação cultural de mais de 300 anos por grupos dominantes dos atuais 93% de afro-descendentes em prol da institucionalização do poder, para que os currais eleitorais se mantenham sob dominação oligárquica e segregadora. Branco e negro, poder e miséria são faces da dominação pelo esmagamento sistemático da auto-estima da população. Em Oeiras, o processo histórico é evidente desde o momento da colonização. Os números constatados no senso de 2001 (71% de negros) e a situação da sociedade como um todo evidenciam uma sociedade potencialmente capaz de se tornar economicamente sustentável através dos muitos recursos humanos de que dispõe.
Todo o potencial criativo e produtivo continua sufocado e sem possibilidade de reação pela total falta de investimentos e apoio às comunidades que, apenas de alguns anos para cá, está se organizando formalmente.
Os fatores que levam a, de um lado, acomodação e aceitação da dominação e, por outro, o nível de consciência na determinação do poder dominante em institucionalizar-se através da condição de estagnação, miséria e subserviência poderão ser dirimidos com o desenvolvimento do turismo na cidade, aproveitamento das potencialidades e, para tanto, faz-se necessário o aumento do fluxo turístico, ingresso de dinheiro novo e reanimação da economia através de pequenos negócios e participação efetivos das comunidades ora excluídos como elementos produtivos.
O Bairro do Rosário, rico em tradições culturais, religiosas e história, tem profundas raízes na cultura afro. Festejos populares tais como a Leseira, Roda de São Gonçalo, Macumba, Festejo de São Benedito, o Reisado e o Congado; doceiras, oleiros, marceneiros, serralheiros e outros artífices que trabalham  dentro das antigas tradições, rendeiras, bordadeiras, fuxiqueiras, crochezeiras existem no Bairro desde o período colonial. Tais tradições se mantém e precisam ser estimuladas, para que  os cidadãos  adquiram sua independência econômica a partir das próprias potencialidades.
De cara, ao por os pés no Rosário, depara-se com a Igreja de N. Sra do Rosário e  Resquícios das Fundações do Hospital de Caridade ( herança do período Jesuíta – 1711 a 1749, em que  os escravos e a população  passaram por eminente  crescimento  cultural e respeitabilidade), a Casa da Pólvora.  Passando pela Casa da Pólvora, descendo rumo ao riacho da Pouca Vergonha, os pés de Deus e do Diabo encavados sobre o lajedo representam alguns dos mitos e lendas desse povo.
Atividades que existem há muitos anos no bairro, tais como produção de cerâmica, marcenaria, trabalhos manuais e serralheria deverão ser estimuladas e retomadas. Esses artesãos são todos vinculados ao Bloco. Os familiares se integram à produção.  É exatamente esse público que se beneficiará diretamente das atividades desenvolvidas na sede do bloco. Durante as Kizombas, acontecerão, simultaneamente feirinhas e mostras de  arte popular e artesanato, para o que serão confeccionados stands expositores  desmontáveis, de maneira a transportar a feirinha e mostra para outros bairros.
 
Kizomba - festa de resgate da tradição africana, baseada em percussão, dança afro e batuques. Os eventos servirão para agrupar a comunidade em prol da causa resgate cultural, inclusão social e cidadania, ao tempo em que serão apresentados os produtos do bairro para venda. Esses eventos serão anunciados através de carro de som alegórico a fim de convidar pessoas de outros bairros a visitar e participar da festa. A organização desse tipo de evento visa unir e agregar os cidadãos em torno de uma causa comum com a qual se identifiquem. 
Em fase posterior, produtos serão selecionados para participar de mostras regionais e interestaduais. Dessa forma, pretende-se elevar a renda da população local e valorizar todo o potencial produtivo hoje adormecido.

Sede Bloco Foliões no Samba. Rosário – Oeiras –PI

Área  para ampliação da Sede Foliões no Samba.

A sonorização dos eventos, kizombas e feiras se fará através do carro alegórico que, por sua vez, viabilizará recursos como carro de propaganda e divulgação durante todo o ano. 
Ao mesmo tempo, é necessário retirar os jovens das ruas, oferecer oportunidades que estimulem a auto-estima e o desenvolvimento pessoal.  É neste sentido que os Foliões no Samba pretendem transformar o Bloco de Carnaval num ponto de cultura e resgate, oferecendo oficinas, espaço de lazer e ao mesmo tempo  formação de um ponto de encontro da comunidade.
 Já se percebem em Oeiras elementos de marginalização, segregação social e racial, e todos os problemas inerentes à sociedade que se urbaniza sem preparo, sem infra-estrutura e sem educação coerentes à modernidade, informada e, consequentemente, desejada. Tudo o contexto se sedimenta ainda na questão da exclusão e acomodação da população afro-descendente da região de Oeiras e Vale do Canindé e a não resistência quilombola face o contexto sócio-econômico e político, uma vez que, historicamente, a resistência sempre houve e há, mas a pressão é tanta e tão poderosa, que a sufoca há séculos.
            O fortalecimento das organizações do terceiro setor, através de investimentos como este projeto de valorização da população afrodescendente através do resgate de importante momento de reação popular ao poder econômico, político e socialmente instituídos. O apoio ao projeto da Escola de Arte Popular Foliões no Samba representa a retomada da reação da comunidade do Bairro do Rosário em busca de inclusão social, estimulo à arte, cultura e cidadania em cada criança, jovem e adolescente que será convidada a participar das atividades lúdicas e culturais do Foliões.

OBJETIVOS


            Revitalização do Bloco de Carnaval Foliões no Samba como importante centro de organização social e manutenção da cultura afro descendente na cidade de Oeiras e microrregião.  

A instituição de grupo de ação contra a segregação racial e social, inclusão social e resgate de crianças, jovens e adolescentes através de atividades lúdicas e culturais se transformará, com o apoio das Instituições apoiadoras deste projeto, num centro de preservação das expressões culturais e do patrimônio material e imaterial afro-brasileiro. Este projeto de ação sociocultural respeitará as características culturais, ideológicas, filosóficas e históricas de uma comunidade tipicamente afro-brasileira.

O FOLIÕES TRABALHARÁ INCLUSÃO COM PARTICIPAÇÃO  SOCIAL

A instituição de ponto encontro, de cultura, biblioteca e sede do bloco, com objetivo de inclusão social, aumento da auto-estima e cultivo da cidadania. Criação da escola de percussão, dança afro, capacitação para aprimoramento da produção artesanal existente.- Escola de Arte Popular.

  QUEM SE BENEFICIARÁ COM O PROJETO

             Serão beneficiados com o projeto, 60 integrantes do Bloco, que voltarão a assumir uma posição de destaque em importante momento cultural da cidade; aproximadamente 400 crianças que participarão das oficinas de música e dança com o objetivo de formar alas para o desfile da escola; mais de 2000 pessoas, familiares desses novos integrantes do bloco, além de visitantes da cidade que poderão participar e usufruir das aulas e oficinas ministradas semanalmente na sede do Bloco; a população do Bairro Rosário – o bairro dos negros, aproximadamente 6000 pessoas; a população de Oeiras, mais de 37.000 pessoas, que se beneficiarão dos projetos e inclusão social, aulas de artes e eventos promovidos pelo grupo.

             O projeto Foliões no Samba pretende envolver, diretamente, a população residente no Bairro Rosário e circunvizinhança, ou seja, aproximadamente 6.000 pessoas.

             A ligação de Oeiras com os municípios vizinhos é muito forte. Os últimos municípios emancipados a partir de 1992 mantêm a ligação histórica, cultural e familiar com a antiga sede. A formação social e bases culturais desses municípios será constitúída a partir do Foliões, como resgate das ricas  tradições culturais e,  de forma contundente,  diminuir a influência da produção dos carnavais de massa de influência axé.

              O projeto se expandirá de forma radial, aos 17 municípios da microrregião de Oeiras. De maneira indireta, pretende-se envolver no projeto e beneficiar com os elementos de divulgação a população de Oeiras e cidades vizinhas, nos grandes eventos de carnaval e de interesse direto na divulgação destes eventos: Tanque do Piauí, São João da Varjota, Santa Rosa do Piauí, Colônia o Piauí, São Francisco do Piauí, Santo Inácio do Piauí e outras localidades vizinhas, que mantêm ligação afetiva e / ou familiar com os integrantes do bloco e residentes do bairro.

 PLANO DE AÇÃO

1. Implantação da sede do bloco no Bairro do Rosário;

Reforma da Sede do Bloco, existente já há mais de 30 anos, através da aquisição de terreno próprio, projeto e reconstrução de galpão rústico de carnaúba e palha, com releitura em material permanente – local multi-uso, onde se ministrarão aulas, realizarão workshops e festas.  Construção de 6 barracas de  palha para confraternização e realização de Kizombas. Construção de 5 salas de aula( sala de pesquisa e  biblioteca, salas de artes, sala de música) e reforma da casa  sede do bloco;

2. Reforma da Bateria da Escola;

Limpeza e substituição dos couros danificados dos instrumentos de percussão e aquisição de novos instrumentos;

3. Confecção de figurino para a bateria e integrantes da escola;

Elaboração e confecção de figurino específico para o desfile do carnaval 2011 e 2012, em tecido e aviamentos simples.

4. Confecção de Estandarte do Bloco

Novo estandarte alusivo ao relançamento do Bloco

5. Impressão de cartazes e folders promocionais e institucionais;

Distribuição dos folhetos em nível local, microrregional, estadual e nacional. Material ilustrativo sobre Oeiras para divulgação da marca e do Bloco.

6. Confecção de camisetas promocionais do bloco e oficinas de arte e cultura
2000 camisetas do bloco serão empregadas como mídia viva e ingressos de Kizombas

7. Instituição de oficina permanente de percussão para crianças e jovens;

Oficinas semanais de percussão para formação de novos percussionistas e ocupar o tempo livre das crianças do bairro. Esta turma objetiva envolver principalmente os meninos. Oficinas semanais de dança afro para formação de novas alas nos desfiles e apresentações do bloco, atividades que irão ocupar o tempo livre das crianças do bairro. Esta turma objetiva envolver principalmente as meninas.

8. Instituição de biblioteca afro brasileira e sala de pesquisa com tele centro;

Salão com estantes e livros para leitura na sede e empréstimo, 2 terminais de computador e conexão rapida à internet. Os mesmos computadores serão utilizados na adminsitração do Bloco.

9. Realizaçao de Oficinas de capacitação em Arte Popular e Artesanato;

Oficinas quinzenais, aos finais de semana, para capacitação em cerâmica utilitária e decorativa, artefatos em seralheria, artefatos e utilitários em madeira, peças decorativas e utilitárias em fuxico, croche, renda, bordado e silk screen.

10. Promoção de eventos mensais;

Kizomba. Festa de resgate a tradição africana, baseada em percussão, dança afro e batuques. Os eventos servirão para agrupar a comunidade em em prol da causa resgate cultural, inclusão social e cidadania, ao tempo que serão apresentados os produtos do bairro para venda. Esses eventos serão promovidos através de carro de som alegórico a fim de convidar pessoas de outros bairros a visitar e participar da festa.

11. Promoção de desfile anual no sábado e terça-feira de caranval;

Organização, ensaios e realização do desfile de carnaval com a participação de toda a comunidade envolvida no projeto durante o período de atividades aqui propostas.

12. Confecção de carro alegórico e de som.

Aquisição de automóvel, e adaptação para montagem de carro alegórico equipado com som volante, microfones sem fio.

POR QUANTO TEMPO? 

Uma vez iniciado, a comunidade terá a oportunidade de se desenvolver. Este projeto será executado com nossa supervisão durante 24 meses de trabalho, a contar das primeiras reuniões e mesas redondas, elboração de documentação, registros fotográficos, implantação do galpão e re-estruturação física da sede em regime de mutirão pelos  componentes do Bloco e  Comunidade organizada.
As oficinas de música e dança terão inicio imediatamente após a reconstrução do galpão e acontecerão durante os 24 meses do projeto, esperando-se que até o final desse prazo se tenha congregarão desde os 600 integrantes do bloco a visitantes de grupos parceiros conforme listado neste plano de ação.


ítem
Instituições beneficiadas
Qtde.
1
Grupo consciência negra
60
2
Congos do Rosário
26
3
Associação Levante Cultural Maos de Oeiras
66

Grupos beneficiados

1
Artesãos do Oiteiro
16
2
Grupo Reisado Comunidade  do Cajueiro
60
3
Grupo comunidade do Buringa
50
4
Grupo Reisado da Barriguda
25
5
Grupo Berimbau Arte
25
6
Grupo de Capoeira Raízes do Brasil
25
7
Grupo Abada Capoeira
 30
8
Grupo de Hip Hop.New Street Crew
22
9
Grupo AfroBrasil Dança
12
10
Casa dos Músicos de Oeiras
155
11
Artesãs do Curral Velho
9
12
Artesãs da Salinas
15
13
Artesãs de Cajazeiras
12
14
Artesãs de Santa Rosa
13
15
Artesãs do Tanque
9
16
Artesãs do Rosário
22
17
Grupo Comunidade Jovem da Várzea
25
18
Grupo Jovem da Jureminha
35
19
Grupo Jovem da Oeiras Nova
30
20
Grupo Jovem N. Sra. da Vitória
22
21
Grupo Jovens Ambientalistas Oeirenses
236
TOTAL

1000

NOVOS PLANOS:

No Carnaval de 2012, com seu apoio, acontecerá o re - lançamento do bloco e culminará com o desfile no carnaval de 2012 em diante. Até lá, espera-se que todo o projeto já esteja estruturado e com a maior parte do publico já engajado. 

O entusiasmo para tal já existe.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

REVITALIZAÇÃO DA CASA DA PÓLVORA


 Apreasentação do Projeto para Revitalização da Casa da Pólvora e criação de pólo turistico no entorno  - encaminhado à FUNDAC em setembro de 2007, maio de 2008,  julho de 2009
Josevita Tapety

O projeto de revitalização da casa da Pólvora em Oeiras no Piauí propõe a criação de um museu e mostra permanente de material informativo e institucional a respeito da história da cidade e sua participação no movimento de emancipação do Piauí quando da Independência do Brasil.
A Casa da Pólvora é uma construção de uma única sala, de pedras toscas e ajuntadas com argamassa de barro e representa o grande momento militar do Piauí. Construção datada do início do século XIX para abrigar a fábrica de pólvora, edificada sobre uma único lajedo, às margens do riacho Pouca Vergonha é o marco da emancipação do Piauí, durante as lutas pela  independência.” Foi na festa de Sana Luzia, 13 de dezembro de 1822, ao meio dia.Um grupo de patriotas mascarados assaltou de chibatas a guarda da casa, bastião militar do governo legal. O assalto serviu para mostrar à junta de governo a debilidade defensiva da capital, sem a presença do comandante das armas de então, Fidié, que se encontrava em Parnaíba para sufocar manifestações emancipacionistas e inscrever nas páginas de nossa história como  “Episódio das Chibatadas”.(Dagoberto de Carvalho Jr. em Passeio a Oeiras)
Em 1978, por iniciativa do Instituto Histórico de Oeiras, a Casa da Pólvora serviu do incipiente “Museu da Independência”, com um acervo de peças pertencentes a particulares. O referido memorial foi em pouco tempo extinto por falta de estruturação.
O entorno, hoje em dia em boa parte ocupado por casas de moradia, engloba dois outros importantes pontos de visitação que deverão ser anexados ao projeto paisagístico pela proximidade e possibilidade de engajamento da população para o desenvolvimento sustentável do projeto. O Pé-de-Deus e Pé-do-cão, além da casa da pólvora, povoam o imaginário coletivo da cidade, despertando ao longo do tempo, lendas, traduções literárias em prosa e em versos, a exemplo do primeiro capítulo do clássico da literatura brasileira “Ulisses entre o amor e a morte” de O.G. Rego de Carvalho.
A participação da comunidade no projeto e a sustentabilidade deste empreendimento compreenderão a viabilização de pequenos pontos de comércio voltados ao turismo: lembranças, pontos de vendas de refrigerantes e comidas típicas, cartões postais e outros produtos que poderão ser comercializados pela população carente do entorno. A exposição permanente a ser criada no interior da casa da pólvora irá disponibilizar para a população elementos da história local e do Piauí e ocupará o espaço atualmente em deterioração por total falta de uso e manutenção. O tema da exposição será voltado para um relato suscinto sobre a história da cidade e, em particular, o engajamento do Piauí nas lutas pela independência do Brasil. Serão painéis, banners, peças de artilharia e depoimentos de artífices que protagonizaram referido movimento cívico e de pesquisadores que pautaram este tema ainda desconhecido pela historiografia brasileira em grande escala.

Além da exposição, também serão feitas publicações explicativas e também será desenvolvido um projeto educativo junto aos estudantes do ensino fundamental e médio.


PERDAS EMOCIONAIS E O INCONSCIENTE COLETIVO EM OEIRAS


Josevita Tapety
Arquiteta e Urbanista

Século e meio após a transferência da capital de Oeiras para Teresina (1852 - Conselheiro Saraiva) nos parece até aceitável o estado de conformismo e depressão social da Velha Capital, onde o sentimento do “já teve e já foi” impera sobre todas as potencialidades humanas, históricas, culturais, físicas e geográficas da cidade. Afinal, foram tantas as perdas emocionais que se apresentaram uma após outra, que ficou realmente difícil voltar a crer num futuro promissor e enxergar todo seu potencial criativo.
Agir! Reagir! Realizar!
Transformar nosso espaço, abrir espaço ao novo, redefinir conceitos e adequar os antigos à realidade do presente. tudo isso vem naturalmente, para fazer da cidade um local de convívio harmônico, na medida em que o velho e o novo se unem através de elos contínuos e contíguos.
Gente pode tudo! Levantar e realizar, ou permitir-se parar e deixar-se conter no marasmo. Há tantos valores guardados, escondidos em cada recanto dessa velha-nova cidade... O potencial humano, criativo, capaz de construir desenvolvimento social e econômico tem sido castrado ao longo da história no Piauí e, em Oeiras, de forma ainda mais contundente. Passamos nós mesmos a crer que somos menos, menores. Empobrecidos, certamente. Menos capazes,  de forma alguma! Pelo tanto já perdido ou deixado levar, pelo muito esquecido no fundo dos baús empoeirados, é hora de retomar nas mãos o tesouro que a todos nós pertence. Não há mais tempo a perder!
Percebe-se, em cada esquina de Oeiras, enorme efervescência cultural, emocional. No entanto, contida! Talvez pelos mais de três séculos de competição entre faces do poder (e o poder emana do povo...) Toda força dessa gente tem-se contido, como em caldeirão no fogo - o vale entre as “doces colinas”- , igreja ao centro, a praça...vazia.
Sintomático o poder controlador da igreja, no centro de tanta energia produtiva adormecida: por um lado a manter fervorosas tradições, por outro, a conter a força de tantos vivos e idos. Nesse torpor deixa-se de ser todo o seu     potencial      para     se      permitir fechar e cozer entre as minguantes águas  doMocha e do Canindé.
Sintomático é permitir sabotar a força vital, tal qual o sucumbir das águas do Mocha, concretadas as nascentes  criminosamente  sob  toneladas de cimento; assassinar o verde e o frescor da malva, a cor da jitirana.
Tanto a fazer, realizar...
Até que ponto é inconsciente esse permitir-se sabotar pelo ego de uns contra tantos eus?
Toda herança e memórias de nossas vidas constituem o inconsciente coletivo que alimenta a força motriz e o potencial criativo da cidade. Este potencial, uma vez liberto e estimulado, promove as mudanças (de comportamento, visão, direção), gera riquezas e constitui novos valores, gera consciência crítica, independente de tempo e espaço.
“Apesar de termos feito tudo, tudo o que fizemos, ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais...” Válido!  quando a tradição é de honra, orgulho e glória. Muito pouco, entretanto, se o resultado é pura estagnação.
Dividir, para somar depois!
Multiplicar, para ter o que dividir!
Somos muitos. Sabemos voar. Podemos!
A altivez da postura cristã na vida do oeirense é forte, fervilhante, e acompanha seus filhos por onde eles vão. Como um chamado dos que são memória, pelo muito que fizeram, doando de si no exemplo, transformando suas terras em ruas e avenidas para permitir acolhida aos novos filhos, aos que “beberam da água do Mocha”, permanecendo aqui, chegando ou retornando ao “berço sagrado” na Velha Capital, por ver nela o futuro: Invicta! Coberta de louros... Sempre!

publicado por oeiras_brasil às 18:06

REVITALIZAÇÃO DA CASA DA PÓLVORA


 Apreasentação do Projeto para Revitalização da Casa da Pólvora e criação de pólo turistico no entorno  - encaminhado à FUNDAC em setembro de 2007, maio de 2008,  julho de 2009
Josevita Tapety.
Setembro de 2007

O projeto de revitalização da casa da Pólvora em Oeiras no Piauí propõe a criação de um museu e mostra permanente de material informativo e institucional a respeito da história da cidade e sua participação no movimento de emancipação do Piauí quando da Independência do Brasil.

A Casa da Pólvora é uma construção de uma única sala, de pedras toscas e ajuntadas com argamassa de barro e representa o grande momento militar do Piauí. Construção datada do início do século XIX para abrigar a fábrica de pólvora, edificada sobre uma único lajedo, às margens do riacho Pouca Vergonha é o marco da emancipação do Piauí, durante as lutas pela  independência.” Foi na festa de Sana Luzia, 13 de dezembro de 1822, ao meio dia.Um grupo de patriotas mascarados assaltou de chibatas a guarda da casa, bastião militar do governo legal. O assalto serviu para mostrar à junta de governo a debilidade defensiva da capital, sem a presença do comandante das armas de então, Fidié, que se encontrava em Parnaíba para sufocar manifestações emancipacionistas e inscrever nas páginas de nossa história como  “Episódio das Chibatadas”.(Dagoberto de Carvalho Jr. em Passeio a Oeiras)

Em 1978, por iniciativa do Instituto Histórico de Oeiras, a Casa da Pólvora serviu do incipiente “Museu da Independência”, com um acervo de peças pertencentes a particulares. O referido memorial foi em pouco tempo extinto por falta de estruturação.

O entorno, hoje em dia em boa parte ocupado por casas de moradia, engloba dois outros importantes pontos de visitação que deverão ser anexados ao projeto paisagístico pela proximidade e possibilidade de engajamento da população para o desenvolvimento sustentável do projeto. O Pé-de-Deus e Pé-do-cão, além da casa da pólvora, povoam o imaginário coletivo da cidade, despertando ao longo do tempo, lendas, traduções literárias em prosa e em versos, a exemplo do primeiro capítulo do clássico da literatura brasileira “Ulisses entre o amor e a morte” de O.G. Rego de Carvalho.

A participação da comunidade no projeto e a sustentabilidade deste empreendimento compreenderão a viabilização de pequenos pontos de comércio voltados ao turismo: lembranças, pontos de vendas de refrigerantes e comidas típicas, cartões postais e outros produtos que poderão ser comercializados pela população carente do entorno. A exposição permanente a ser criada no interior da casa da pólvora irá disponibilizar para a população elementos da história local e do Piauí e ocupará o espaço atualmente em deterioração por total falta de uso e manutenção. O tema da exposição será voltado para um relato suscinto sobre a história da cidade e, em particular, o engajamento do Piauí nas lutas pela independência do Brasil. Serão painéis, banners, peças de artilharia e depoimentos de artífices que protagonizaram referido movimento cívico e de pesquisadores que pautaram este tema ainda desconhecido pela historiografia brasileira em grande escala.

Além da exposição, também serão feitas publicações explicativas e também será desenvolvido um projeto educativo junto aos estudantes do ensino fundamental e médio.

MANIFESTO DE OEIRAS

Terça-feira, 10 de Julho de 2007
http://associacaoculturaldeoeiras.blogs.sapo.pt/
MANIFESTO PELA REVITALIZAÇÃO DO PATRIMÔNIO ARQUITETÔNICO, AMBIENTAL E ETNOLÓGICO DE OEIRAS
Somos:
. a primeira capital
. centro do  Estado do Piauí,               
. só em Oeiras, quase 36.000 pessoas capazes de construir, fazer, acontecer, fazer acontecer.

Temos:
.três monumentos nacionais tombados pelo IPHAN: a primeira catedral do Piauí, a Ponte Zacarias de Góis( Ponte Grande), o Palácio João Nepomuceno( Museu de Arte Sacra);
.belíssimo conjunto arquitetônico tombado pelo IPHAN em nível estadual, como os casarões, os passos , o belíssimo largo das Vitórias e a casa da pólvora;
.tradição religiosa que congrega mais de 60.000 fieis a cada Semana Santa, festejo do Espírito Santo, N.S. da Vitória, N.S. da Conceição;
.manifestações religiosas herdadas da cultura afro-descendente;            
.manifestações tradicionais da cultura popular, ricas nos traços da cultura afro-descendente, miscigenada aos costumes indígenas e da colonização portuguesa;
.potencial para desenvolver importante pólo turístico no centro-sul do Piauí;
.cidades vizinhas ricas em potencial oferta para o eco-turismo, turismo rural;
.gente que faz excelente artesanato em crochê, palha, cerâmica, madeira, ferro, bordados e muitos outros trabalhos manuais;
.grandes músicos e poetas;
.contos, histórias e lendas que povoam o imaginário de nossa gente;
e:
. rios e riachos a revitalizar;
. casas, palácios, monumentos a restaurar, revitalizar, preservar;
. verde a plantar e replantar;       
. espaços de lazer e contemplação a reivindicar, construir, cuidar;
. cultura e tradições  a resgatar...

NÃO HÁ MAIS TEMPO A PERDER!
JUNTOS :
.    PELA REVITALIZAÇÃO DOS RIACHOS MOCHA E DA POUCA VERGONHA E DO RIO CANINDÉ,
.  PELA RESTAURAÇÃO E REVITALIZAÇÃO DO PATRIMÔNIO ARQUITETÔNICO E CULTURAL,
.    PELA PRESERVAÇÃO  E  PROTEÇÃO  DO  NOSSO MEIO AMBIENTE

OEIRAS JÁ!

Não importa!!! Já está decidido...

Índios entregam à Presidência abaixo-assinado contra Belo Monte

Cerca de 300 manifestantes fizeram ato em frente ao Congresso.
Encontro na UnB discutiu realização de obra da usina hidrelétrica.

Do G1, em Brasília
 
Dez representantes de um grupo formado por cerca de 300 índios e ribeirinhos da região do Rio Xingu, do Pará e Mato Grosso, além de estudantes, ambientalistas e artistas, entregaram à Presidência da República um abaixo-assinado contra a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte.
Segundo os manifestantes, o documento tem cerca de 500 mil assinaturas, e foi entregue ao secretário-executivo da Presidência,  Rogério Sottili, e ao secretário de Articulação Social, Paulo Maldos.
Ministro-chefe em exercício (Gilberto Carvalho participa do Fórum Social Mundial, no Senegal), Sottili se comprometeu a levar o relato do encontro e o documento à presidente Dilma Rousseff, segundo informe divulgado pela assessoria do ministério.
Segundo ele, o governo manterá o diálogo com os movimentos sociais. "Quero que vocês vejam o governo como um parceiro. Podemos não chegar a um consenso, mas vamos construir as políticas por meio do diálogo", disse.
Os manifestantes se reuniram na manhã desta terça (8) em frente ao espelho d’água, no Congresso Nacional, para exigir também que o governo federal avalie uma carta assinada por aproximadamente 30 especialistas de universidades brasileiras, como Federal do Rio, Federal do Pará e Universidade de São Paulo, com argumentos científicos que desaconselham a obra.
“O barramento do Xingu seria a morte do ecossistema e da agricultura familiar de todo povo tradicional de lá. Assim, além de perdermos nossa cultura, estaríamos levando nossos filhos para serem bandidos e assassinos, já que é isso que a periferia de Altamira representa”, afirmou a ribeirinha e representante do movimento "Xingu vivo para sempre", Ana Alice Plens.
As pretensões do governo são de investir cerca de R$ 19 bilhões  no empreendimento, que terá dois reservatórios de água de 516 quilômetros quadrados cada um.
Se construída, Belo Monte terá a primeira unidade geradora entrando em operação comercial a partir de fevereiro de 2015 comuma capacidade instalada de 11,2 mil megawatts, o que a tornaria a terceira maior hidrelétrica do mundo, atrás apenas de Itaipu (na fronteira entre Brasil e Paraguai) e Três Gargantas (China).
Índios do Xingu protestam contra a construção de Belo Monte (Foto: G1)Índios, ribeirinhos, estudantes, ambientalistas e artistas protestam contra a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, em frente ao Congresso Nacional, em Brasília (Foto: G1)
A questão voltou a ser debatida após o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) conceder, no fim de janeiro, licença que autoriza a instalação dos canteiros de obra, acampamentos de operários e até a implementação de estradas necessárias para dar início às obras.
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Cacique Raoini durante protesto em Brasília contra a construção da usina de Belo Monte (Foto: AP) 

Índio durante protesto em Brasília contra a
construção da usina de Belo Monte (Foto: AP)

Líderes indígenas da etnia Kayapó, que participaram da manisfetação, estiveram nesta segunda-feira (7) em um seminário organizado pela Universidade de Brasília (UnB), que propunha o debate sobre os impactos da hidrelétrica na vida dos moradores da região e aproveitaram a oportunidade para pressionar o governo a cancelar a realização da obra.
"Nós fomos enganados. Sou contra a usina e vou defender nossas florestas e nosso povo até o fim", disse o líder Kayapó Raoni Metyktire.
Também líder dos Kayapós, Yabuti Metyktire, enfatizou que não pretende "ceder" e abrir mão do que chamou de "nossa terra". "Eles defendem aquele PAC, mas nem que encham esse auditório de dinheiro vou abrir mão de nossas terras", completou, se referindo ao auditório do Memorial Darcy Ribeiro, na UnB, onde o evento aconteceu.
O seminário ouviu opiniões de indígenas, representantes de movimentos sociais e especialistas sobre os danos que a usina poderia causar à região e aos seus habitantes caso seja construída e debateu eventuais alternativas para o projeto, como a utilização de energia eólica (produzida através de hélices que giram quando em contato com o vento) e a solar.
A carta
Veja abaixo trechos da carta encaminhada à presidente Dilma Rousseff, assinada por líderes Kayapó das aldeias indígenas Gorotire, Kokraimoro, Metyktire, Kriny, Moikarako, Käkamkube, Las Casas, Apeinhti, Piaraçu, Kawatire, Pykararankre, Kromare, Turedjam, Kapôt e Pykatamkwyr.
"(...) A Funai, apesar de ser o órgão indigenista, deveria estar defendendo as comunidades indígenas e o papel que está fazendo é o contrário. As lideranças tradicionais não estão sendo ouvidas nem respeitadas suas decisões. A Funai toma decisões como se fossem as lideranças do povo. Por que o presidente da Funai não recebe as lideranças quando estas vem resolver seus problemas? Se ele não quiser trabalhar para nós, ele explique para nós o porquê."
"(...) Para a preservação de várias espécies de animais e plantas que usamos para o nosso tratamento tradicional, é por isso que não queremos a barragem. Por nós sermos os brasileiros legítimos, o governo deveria respeitar, sobretudo os nossos direitos."
"(...) Sabemos que isso é uma política falsa, pelo que aconteceu e pelo que está acontecendo com a gente hoje. No passado prometeram melhorar a qualidade de vida, a saúde das nossas comunidades. Na verdade não aconteceu. Muitos povos se enfraqueceram com essa política e foram extintos e não queremos isso. Queremos que sejamos respeitados, cumprindo as leis que estão na Constituição Federal."

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

A verdade por trás da " verdade"




Apesar de tudo
as transformações virão
no profundo processo de mudanças no universo.
A existência continua a trabalhar a grande mudança.
Apesar de todos
de qualquer um
o novo virá.
Os  limites das instituições capitalistas, estreitos, mesquinhos, pequenos, tolhem o verdadeiro debate. O foco fica fixo nos temas definidos pelos donos do poder e sua rede, ruína social, estrutura rota.

Enquanto alguns experimentam consciência,
as guerrilhas abrem brechas nas disputas eleitorais para acessar a consciência dos trabalhadores, erguem barricadas de resistência contra o ataque permanente e incisivo do capital.
A  Terra padece.
O mundo empobrece.
A massa insiste
a  crer
que ”o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel,do sapato e do remédio
não dependem das decisões políticas,
de analfabetos , trôpegos, e dementes.

A massa permanece
inebriada,
anestesiada
no carnaval,
na festa,
na cachaça e no vinho,
no pão e no circo.

Palhaços...fantoches, bonecos, mamulengos...
Gente.
Miséria da condição humana
Somos detidos, dominados, castrados.

No mesmo circo – mundo – cidade,  atuamos nossas vidas mesquinhas, mediocres, pobres.

O filho do poderoso , do demente, do alienado pelo consumo e a mídia vendida e controlada, será, cedo ou tarde, morto pela vida do gueto.

No mesmo lixo em que são jogados os excluídos, a prostituta, o gay,o menor abandonado, ou velho largado num canto, num leito, jaziremos todos, um dia.
 ... Cegos e imundos, a imaginar e crer nas imagens projetadas no espelho da novela, no mundo das alturas em que os poderosos brincam, brindam e se divertem em seus voos  confortáveis e fartos.
A verdade
por tras da ver.da.de é que 
no alto do seu condomínio, a observar a vida, como se a sua estivesse noutro plano, jaz  o pior vigarista, pilantra, corrupto e lacaio da ordem mundial.

Sobre Elfos e Heróis ou sua antítese.




  Árvores sem vento 
gritam
por dentro 
sem poder ao menos mexer os braços sedentos.

Há heróis 
que nunca surpreendem 
enquanto os anti-heróis 
se defendem como podem.

Ela dança páginas trágicas 
de um mundo sem máscaras 
no lúmem das cascas. 

Assistindo 
a vida viver 
em torno das folhas 
que se jogam ao chão, 
nascem flores 
que vem do pulmão. 

Árvores ao vento 
dão frutos
suculentos 
ela dança metáforas acri-doces 
de um mundo sem poses, 
enquanto a vida 
assiste a criação exótica de sabores. 

Ela, 
ainda pinta asas de borboletas 
para enfeitar 
o horizonte misterioso do amante, 
onde
todas as noites 
o céu se deita 
sobre seu colo, 
quase 
antes.

Shala Andirá

domingo, 6 de fevereiro de 2011

fundo de mar ...

Fotos de Sylvia Abaurre

"No mar o tempo não morre.
As anêmonas estão sempre em flor 
e a espuma é sempre branca. ..." 
"No fundo do mar



















há brancos pavores,



















Onde as plantas são animais


















E os animais são flores." 
( Sophia )

sábado, 5 de fevereiro de 2011

A NUVEM QUE JÀ SE ADENSA NAS ALTURAS...



COMO ERA PREVISTO ...

os i.responsáveis passam a justificar o novo crime ambiental como forma de evitar o colapso energético.

Os especialistas e defendem formas sustentáveis de produção de energia.limpa.

Os predadores continuam investindo em lobbies ,ilionários e corrupção ativa no nosso país e no terceiro mundo.

A  mídia colabora com o sistema de corrupção ativa e se vende baratinho. A conversa bonita de que tem compromisso com a informação manipula os dados.

Informações técnicas fidedígnas são apresentadas  e anunciadas apenas em programas de menor audiência. Informações sensacionalistas e midáticas de apoio às imposições governamentais e lobistas são colocadas em grande ênfase no Jornal ( dito) Nacional.

A Hora do Brasil continua um programa chato e escondido do público. Quer saber das tramóias? Ouça a voz do Brasil e assista aos debates de baixaria do Senado e da Câmara Federal. Nas entrelinhas é possivel perceber as falcatruas e conchavos.

Para bons entendedores.. não é necessário a mídia global para perceber
A NUVEM QUE JÀ SE ADENSA NAS ALTURAS...


A título de ilustração:

BRASÍLIA - O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, garantiu que o sistema brasileiro de energia é o mais moderno do mundo, chamou o apagão que ocorreu durante a noite de quinta-feira e a madrugada de sexta-feira no Nordeste de 'interrupção' e negou que isso possa se repetir na Copa do Mundo de 2014. Ele explicou que foi criada uma comissão para trabalhar em todas as regiões e cidades onde o evento vai acontecer.
- Não houve um apagão, houve uma interrupção temporária de energia.
Leia também: Dilma cobra providências sobre apagão

  Segundo ele, a comissão vai trabalhar permanentemente durante este período, a partir de agora até a conclusão da Copa do Mundo, com absoluta atenção nos estados e cidades onde a Copa se dará.
- Não temos esta preocupação de que possa haver um acidente. Então para que essa comissão? É uma precaução a mais, estamos tomando todas as providências, não queremos ser surpreendidos - completou Lobão.
'Sistema robusto'O ministro afirmou que não houve sobrecarga de energia e que o sistema brasileiro é o que existe de mais moderno no mundo. Segundo ele, o que ocorreu no Nordeste e mesmo nos outros blecautes "no passado ora recentes ora distantes é o que acontece em todos os países do mundo". Ele entende que no Brasil não está sendo diferente para pior:
- Ao contrário, é diferente para melhor, o nosso sistema funciona muito bem. O sistema é robusto, é bom e é moderno. Não há no mundo nada mais moderno que o sistema brasileiro. Tem falhas? Tem falhas, isso acontece em todos os países do mundo.
Lobão reforçou que a causa provável do apagão é que um dos dois circuitos da subestação da usina hidrelétrica de Luiz Gonzaga (Itaparica), no município de Jatobá, interior de Pernambuco, falhou. Na tentativa de reativá-lo, então, por autoproteção, houve o desligamento dos dois circuitos, o que gerou contaminação do sistema.
- Todas as providências necessárias nesse setor (de energia elétrica) foram ou estão sendo tomadas - completou.
Lobão também garantiu que as linhas de transmissão que vão atender à futura usina hidrelétrica de Belo Monte vão funcionar dentro do padrão de modernidade do país.
Relatório completoLobão espera ter na próxima segunda-feira um quadro completo sobre os motivos do apagão no Nordeste. Segundo o ministro, haverá uma reunião na segunda-feira no Rio de Janeiro com representantes de Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf), Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e distribuidoras de energia.
Os estados de Bahia, Sergipe, Alagoas, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Paraíba, Piauí e Ceará ficaram sem energia no final da noite de quinta-feira. O abastecimento começou a ser retomado no início da madrugada. Apenas o Maranhão não foi afetado.
Saiba mais: Especialistas apontam térmicas a gás como solução contra apagão
blecaute

Lobão chama apagão de 'interrupção' e descarta problema na Copa de 2014

Publicada em 04/02/2011 às 12h30m
Mônica Tavares

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Ele..quem é ele? ...esse tal de rock enrow.



APAGÃO...Momento coveniente, horario conveniente... uma bomba do colo dos eleitores da Fome Zero, do Bolsa Familia e Luz para todos.

Nuvens negras já se adensam nas alturas.


Infográfico com projeto de barragem e reservatório da usina, na região conhecida por Volta Grande, no rio Xingu. Imagem publicada no blog de Alexandre Porto, com fonte original no Jornal O Liberal de 03/02/2010.

Qualquer agressão ao equilibrio ambiental ,de tamanha proporção, no meu perceber,    significa desastre na certa. 

Certamente  as demais formas de energia alternativa. Eólica, Solar.. outras menos lucrativas de imediato mas, COM TODA CONVICÇÃO, menos desastrosas. 

Por  que os governos SEMPRE optam pelo mais rapido, mais fácil, gerador de maiores obrass e licitações trilhardárias?

Meu sexto sentido,
minha intuição, 

...
minha raiz com a mãe terra clama
por cuidado e precaução!!!



Apagão...
???

Apagão no Nordeste: apenas o Maranhão não registrou corte no fornecimento

Plantão | Publicada em 04/02/2011 às 06h54m
pe360graus
( Este Texto só pode ser usado para fins não comerciais nem profissionais...)

RECIFE - O blecaute da noite desta quinta-feira atingiu praticamente todo o Nordeste. Na Região Metropolitana do Recife, o apagão começou por volta das 23h30m e a energia só retornou poucos minutos depois das 2h. O problema afetou oito estados. Apenas o Maranhão não registrou corte no fornecimento de energia.
De acordo com o presidente da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), Dilton da Conti, ainda é precipitado apontar o que teria provocado o blecaute. Para ele, o que se pode afirmar é que um problema, que ainda não se sabe qual, provocou o desligamento do sistema.
Dilton da Conti revelou que a causa mais provável é que tenha ocorrido um problema numa linha de transmissão, que teria provocado o desligamento de, pelo menos, três usinas: Paulo Afonso, Xingo e Itaparica. A suspeita é que o problema pode ter ocorrido numa linha de transmissão da Chesf entre as cidades de Petrolândia, em Pernambuco, e Sobradinho, na Bahia.
Entretanto, ele reforça que ainda não se sabe exatamente o que teria provocado esse desligamento. O presidente da Chesf explicou que o desligamento das usinas é um procedimento automático e de proteção do sistema.
Quando há o corte, o próprio sistema tenta o religamento, segundo Dilton da Conti. Quando o sistema não autoriza, significa que o problema persiste. Mas como a energia foi restabelecida, ele acredita que o defeito já tenha sido solucionado.
Ainda de acordo com ele, a demora em relação ao retorno do fornecimento em relação a algumas localidades se deve ao tempo que cada uma das concessionárias, empresa responsável pela distribuição da energia, também normalizarem seus sistemas.
Ele explicou que a Chesf não envia energia diretamente ao consumidor, mas sim para estas companhias, como a Celpe em Pernambuco. E, a partir daí, elas fazem a distribuição para os consumidores....

Quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010 - 20h28      

Apagão atinge Nordeste por 30 minutos

 
Foto: Evelson de Freitas/AE Zoom Em novembro, um apagão semelhante deixou 18 estados brasileiros sem luz 
Em novembro, um apagão semelhante deixou 18 estados brasileiros sem luz

Da Agência Brasil

cidades@eband.com.br

Um problema nas linhas de transmissão de energia elétrica que interligam as regiões Sudeste e Norte deixou todo o Nordeste sem luz por até 30 minutos.

De acordo com o superintendente de Operações da Chesf (Companhia Hidro Elétrica do São Francisco), João Henrique Franklin, ainda não é possível apontar nem as causas do problema, nem o local exato onde ele se originou, mas o ONS (Operador Nacional do Sistema) irá apurar o episódio.

Franklin disse que, embora o defeito não tenha surgido no Nordeste, os nove estados da região (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe) foram afetados, devido ao fato de o sistema brasileiro ser todo interligado.

“Um desequilíbrio entre a produção e o consumo na região exigiu que o sistema de desligamento de cargas fosse acionado. As linhas de transmissão logo foram restabelecidas e, no máximo, em 30 minutos o problema estava solucionado em todas as localidades”, afirmou Franklin.

Quando questionado se o problema de hoje foi semelhante ao ocorrido em novembro de 2009, quando uma falha em três linhas de transmissão acabou provocando um blecaute que atingiu quase todo o país, Franklin disse que, por enquanto, só se pode afirmar que em ambos os casos houve o desligamento das linhas de transmissão. “Só que ainda não sabemos o que provocou o desligamento de hoje”, concluiu o superintendente.

 

SINTOMÁTICO, meu caro Watson!!

Repercussões da usina de Belo Monte

( http://pt.globalvoicesonline.org/2011/01/21/brasil-hidreletrica-de-belo-monte-retorna-ao-foco-das-atencoes/print/  )

Ressaltando exatamente o impacto da obra nas populações indígenas e ribeirinhas que vivem às margens do rio Xingu, Elisa Thiago escreveu [11] em outubro de 2010 sobre a usina de Belo Monte para o Global Voices em Português. Elisa ressalta que a resistência dessas populações não é de agora:
Por trás desse discurso oficial de “normalidade” criado pelo governo, pessoas organizadas em movimentos sociais e ambientais vêm construindo, desde a década de 1970, sua própria história de resistência à construção de Belo Monte. São elas índios e ribeirinhos, cujos modos de vida e meios de sobrevivência atuais sofrerão um impacto desastroso com a construção da usina.
Ao longo de 2010, Belo Monte recebeu atenção repetidamente. Em 20 de abril de 2010, o Greenpeace Brasil realizou um incisivo ato [12] de oposição ao projeto, quando ativistas despejaram 3 toneladas de esterco na entrada da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), em Brasília, com a mensagem “Belo Monte de… problemas [13]“.
Em setembro de 2010, o Movimento Xingu Vivo Para Sempre (MXVPS) lançou [14] um abaixo-assinado contrário à usina, que até o momento tem mais de 5,000 assinaturas. Lançou, também, um vídeo [15], que desde então tem circulado na blogosfera. O vídeo mostra a simulação de como a barragem e o reservatório de água no rio Xingu afetariam a dinâmica natural da região.
Telma Monteiro, em seu blog TelmadMonteiro, divulgou [16], no fim de dezembro de 2010, o resultado de uma pesquisa [17] da qual participou para as organizações Amigos da Terra - Amazônia Brasileira e International Rivers. A pesquisa analisou os riscos para investidores, e o resultado que apontam se pode apreender pelo título do relatório:
O relatório “Mega-projeto, Mega-riscos” vem em bom momento, como um alerta inequívoco de que Belo Monte é ainda um mega-projeto que pode se transformar em mega-obra com mega-riscos para a sociedade.
O relatório aponta dados que atestam o prejuízo de bilhões de reais da construção usina, mesmo com a venda da energia num período de dez anos. Também aponta para a taxa reduzida de produção de energia, pois a previsão de 4,420 MW corresponde a 39% da capacidade instalada de 11,233 MW. Para se ter uma dimensão do projeto, a Belo Monte, se for construída, será a 3ª maior usina hidrelétrica do mundo em capacidade instalada, atrás de Três Gargantas [18], na China, e da Itaipu Binacional [19], compartilhada por Brasil e Paraguai.
Vale recordar que Abelardo Bayma não é o primeiro a sair em meio a pressões pela usina. O impasse sobre a viabilidade sócio-ambiental de Belo Monte é tido como o motivo da saída da ex-ministra do Meio Ambiente (e adversária de Dilma nas eleições presidenciais de 2010), Marina Silva [20], em 2008, e de Roberto Messias [21], ex-presidente do Ibama, em abril de 2010. Assim como Bayma, Messias também havia atrelado a concessão da licença de construção ao cumprimento de exigências sobre a viabilidade ambiental.
Cogitado desde 1975, o projeto da hidrelétrica foi retomado durante o governo do ex-presidente Lula [22] e é apoiado pela presidente Dilma desde quando fazia parte da gestão anterior. Enquanto o governo se preocupa com autonomia energética, brasileiros em blogs e no Twitter atentam para os impactos sócio-ambientais da fonte de energia escolhida - Belo Monte tem se mostrado uma poderosa queda-de-braço.


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