segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Wei Wu Wei – AÇÃO ATRAVES DA INAÇÃO

Um dos princípios centrais do Zen – o de que a atividade da mente não deveria estar comandando nosso dia-a-dia – é apresentada aqui, de forma objetiva e simples, pelo mestre indiano Gurudev (Chaitanya Barthi). Um dos primeiros discípulos de Osho, ele hoje coordena campos de meditação na India. O texto a seguir é resultado de transcrição da resposta dada por Gurudev a um discípulo e foi extraído do livro…And Nothing Has Ever Happened ( E Nada Nunca Aconteceu) traduzido por Darshano.

Amado Gurudev,
Sua sugestão quanto a passividade está fazendo cada vez mais e mais sentido. O meu entendimento tem se aprofundado e as coisas estão tornando-se mais claras. Ao mesmo tempo, mais perguntas sobre os tipos de pensamentos, desejos e impulsos surgem. Por exemplo, em uma ocasião pode haver o desejo de fazer sexo; em outra, o desejo de te encontrar e estar com você. Minha pergunta é: como distinguir os diferentes desejos? Diante de quais eu devo ser passivo e quais devo ceder? Por favor, ajude-me a clarear essa confusão.
 
Veja os truques da mente …como ela nos prega peças: “Como distinguir os diferentes desejos?”.
Quem está perguntando isto?… A mente! A mente que você quer manter passiva está tentando se tornar ativa de novo. E veja como espertamente ela se torna ativa – porque ela gosta de atividade. Sem atividade oque é a mente? Ela precisa de atividade o tempo todo…de alguma coisa ou de outra. Ela precisa de desculpas.
Quando você está num sono profundo, como distingue diferentes desejos? E onde está a mente no sono profundo? Durante o sono profundo, você não faz perguntas porque está totalmente passivo. Se há atividade no sono, então você começa a sonhar. Nos sonhos, desejos não-realizados, de várias e muitas formas, vão criando um novo mundo, um mundo ilusório.

A Linguagem do Fazer

Só permaneça passivo, Manish! Por que você está perguntando isso? Quer você tenha um pensamento sexual ou o desejo de me encontrar, só permaneça passivo. Só observe e você verá que as coisas estão acontecendo, e você não é o agente.
Essa questão foi levantada porque você só conhece a linguagem do fazer. Na passividade, a ação irá acontecer. Todas as atividades irão continuar porque você nçao as está bloqueando, você não as está contendo, você não as esta parando; você só está se tornando passivo.
Passividade significa não fazer…e quanto mais enraizado você estiver na sua passividade, mais adequada será a ação. Se houver o desejo de me ver…permaneça passivo e o desejo será preenchido; você estará sentado diante de mim e conversaremos. Mas permaneça passivo..por que distinguir isso daquilo?
Mas é um truque da mente, ela quer atividade. Ela dirá: !Tudo bem, faça uma pergunta ao Gurudev”. Assim é como a mente nos prega peças; por ser nada mais que atividade, do que fazer.
Se a passividade estiver fazendo cada vez mais sentido, permaneça passivo, não faça perguntas. Só permaneça passivo e você verá que quando for necessário você estará lá, fazendo seu trabalho. O trabalho acontecerá. Você é passivo, você não o está fazendo, ele está  acontecendo. E quando ele estiver acontecendo, simplismente siginificará que você está passivo, que você está deixando as coisas acontecerem.

Só o Indispensável

Mestres Zen chamam isto de Wei Wu Wei…ação através da inação. Na realidade, todas as ações estão acontecendo. É uma presunçao, imaginação, crença, achar que você está fazendo algo. Na verdade, você não está fazendo nada.
Assim, se isso faz algum sentido pra você, então não há necessidade de distinguir os diferentes desejos. Deixe-os sozinhos, eles tomarão conta de si mesmos, não você. Quando você estiver com fome, descobrirá que está na cozinha. Quando você precisar de dinheiro, descobrirá que está com Joshua, seu sócio nosnegócios…na América. Não pense que você está fazendo ou tem que fazer – acontecerá. O indispensável continuará acontecendo por si só. Você não se tornará o fazedor, tirando algum tipo de vantagem: “Eu fiz isso ou eu tenho que fazer aquilo. E se você puder ficar nesse estado, se você estiver enraizado se você puder se estabilizar…você serpa um Buda, isso é tudo.
Você acha que um Buda fica o tempo todo sentado silenciosamente? Que ele não anda durante todo o ano? Que não conversa? Que não come? Não. Enquanto está andando, ele não é caminhante; enquanto está comendo, não é um comedor. Na verdade ele nunca faz coisa alguma. E é por não reivindicar a autoria dos seus atos que não faz acusações nem se sente culpado.

Além da Manipulação

O problema é que você reivindica tudo. Primeiro, assume a responsabilidade para si, e então a reivindica…depois você acusa. Ou você elogia ou você condena; ou você se arrepende ou fica orgulhoso…mas as coisas são simples, só deixe-as de lado, não assuma a responsabilidade. Desta forma os desjos tomarão conta de si próprios, da mesma forma que o sexo.
Por que você está preocupado? Será que o sexo não acontecerá se você estiver passivo? Passividade não siginfica que alguém deva manipular ou controlar. Eu não estou te impedindo de nada. Deixe o sexo acontecer; deixe que ele seja um acontecimento. E se o sexo acontecer na passividade, somente então este será realmente sexo. Se você estiver nele como executor, talvez ele seja mais como um estupro. Mas nós somos fazedores e por não conhecermos a arte de permanecer passivos no sexo, ele nunca nos satisfaz.
A arte é: permaneça passivo. Por ser um pouco difícil de permanecer passivo durante o sexo, não tente esta arte imediatamente…(Gurudev ri). Primeiro tente a passividade nas pequenas coisas: somente sente-se silenciosamente e esteja passivo. Mas talvez você pronto Manish!… (Gurudev cai na gargalhada). Se você tiver entendido como permanecer passivo, se você tiver pego o jeito, então este estado de passividade irá automaticamente seguir em outras direções, e em direção, também ao sexo. Assim a passividade começará a se espalhar por toda sua vida.

Um Ser Silencioso

Você vê quanto trabalho eu estou fazendo e fiz no passado? Eu pareço ativo porque permito a atividade acontecer, mas no fundo, eu permaneço passivo. E Rajan me pegou tão maravilhosamente. Assim, permaneça passivo no centro. Mesmo se você tiver que matar milhares de pessoas, mate. Isso é o que o soberano Krishnna está ensinando a Arjuna: “Não tire vaantagem, não se responsabilize, não diga sou eu que faço. A guerra quer acontecer. Eu sei que ela já aconteceu. Com tempo você também verá em algum lugar, num plano mais sutil, que essas pessoas, já estão mortas. Então pegue seu arco e flecha e prossiga – faça seu trabalho.”
Logo, permaneça passivo, Manish!…e você é um ser passivo, você é um ser muito siliencioso…Tente compreender todo jogo da mente. A mente cria perguntas bonitas; ela acha que são perguntas muito significativas. Mas elas não são importantes, são somente um truque da mente. Mas isso não siginfica que você não possa perguntar…Faça quantas perguntas você quiser.

Recebido hoje através de Shakyamuni

domingo, 12 de fevereiro de 2012

JURA?

.. o mundo precisa é de produzir mais alimento ?

1 imagem.. + q 1000 palavras. Procurei na internet algumas imagens para expressar o que sinto...



















... O MUNDO É UM 
e NÓS SOMOS O MUNDO.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

ROMÁRIO. No mínimo, lúcido e sincero.

Esta foto foi a primeira postagem que encontrei hoje no meu facebook, a partir do Tavinho Paes ROMÁRIO (acreditem: o menos faltoso entre os novos deputados Federais) e uma entrevista INTERESSANTÍSSIMA.
Parte de entrevista do ROMÁRIO ao jornalista Cosme Rimoli - TV Record .



- Você foi recebido com preconceito em Brasília?
Olha, vou ser claro para quem ler entender como as coisas são. Há o burro,
aquele que não entende o que acontece ao redor. E há o ignorante, que não
teve tempo de aprender. Não houve preconceito comigo porque não sou nem uma
coisa nem outra. Mesmo tendo a rotina de um grande jogador que fui, nunca
deixei de me informar, estudar. Vim de uma família muito humilde. Nasci na
favela. Meu pai, que está no céu, e minha mãe ralaram para me dar além de
comida, educação. Consciência das coisas... Não só joguei futebol.
Frequentei dois anos de faculdade de Educação Física. E dois de moda. Sim,
moda. Sempre gostei de roupa, de me vestir bem. Queria entender como as
roupas eram feitas. Mas isso é o de menos. O que importa é que esta sede de
conhecimento me deu preparo para ser uma pessoa consciente... Preparada para
a vida. E insisto em uma tese em Brasília, com os outros deputados. O Brasil
só vai deixar de ser um país tão atrasado quando a educação for valorizada.
O professor é uma das classes que menos ganha e é a mais importante. O
Brasil cria gerações de pessoas ignorantes porque não valoriza a Educação. E
seus professores. Não há interesse de que a população brasileira deixe de
ser ignorante. Há quem se beneficie disso. As pessoas que comandam o País
precisam passar a enxergar isso. A Saúde é importante? Lógico que é. Mas a
Educação de um povo é muito mais.

- Essa ignorância ajuda a corrupção? Por exemplo, que legado deixou o Pan do
Rio?
Você não tenha dúvidas que a ignorância é parceira da corrupção. Os gastos
previstos para o Pan do Rio eram de, no máximo, R$ 400 milhões. Foram gastos
R$ 3,5 bilhões. Vou dar um testemunho que nunca dei. Comprei alguns
apartamentos na Vila Panamericana do Rio como investimento. A melhor coisa
que fiz foi vender esses apartamentos rapidamente. Sabe por quê? A Vila do
Pan foi construída em cima de um pântano. Está afundando. O Velódromo
caríssimo está abandonado. Assim como o Complexo Aquático Maria Lenk... É um
escândalo! Uma vergonha! Todos fingem não enxergar. Alguém ganhou muito
dinheiro com o Panamericano do Rio. A ignorância da população é que deixa
essa gente safada sossegada. Sabe que ninguém vai cobrar nada das
autoridades. A população não sabe da força que tem. Por isso que defendo os
professores. Não temos base cultural nem para entender o que acontece ao
nosso lado. E muito menos para perceber a força que temos. Para que gente
poderosa vai querer a população consciente? O Pan do Rio custou quatro vezes
mais do que este do México. Não deixou legado algum e ninguém abre a boca
para reclamar.

- Se o Pan foi assim, a Copa do Mundo no Brasil será uma festa para os
corruptos...
Vou te dar um dado assustador. A presidente Dilma havia afirmado quando
assumiu que a Copa custaria R$ 42 bilhões. Já está em R$ 72 bilhões. E
ninguém sabe onde os gastos vão parar. Ningúem. Com exceção de São Paulo,
Rio, Minas, Rio Grande do Sul e olhe lá...Pernambuco... Todas as outras sete
arenas não terão o uso constante. E não havia nem a necessidade de serem
construídas. Eu vi onze das doze... Estive em onze sedes da Copa e posso
afirmar sem medo. Tem muita coisa errada. E de propósito para beneficiar
poucas pessoas. Por que o Brasil teve de fazer 12 sedes e não oito como
sempre acontecia nos outros países? Basta pensar. Quem se beneficia com
tantas arenas construídas que servirão apenas para três jogos da Copa? É
revoltante. Não há a mínima coerência na organização da Copa no Brasil.

- São Paulo acaba de ser confirmado como a sede da abertura da Copa. Você
concorda?
Como posso concordar? Colocaram lá três tijolinhos em Itaquera e pronto... E
a sede da abertura é lá. Quem pode garantir que o estádio ficará pronto a
tempo? Não é por ser São Paulo, mas eu não concordaria com essa situação em
lugar nenhum do País. Quando as pessoas poderosas querem é assim que
funcionam as coisas no Brasil. No Maracanã também vão gastar uma fortuna,
mais de um bilhão. E ninguém tem certeza dos gastos. Nem terá. Prometem,
falam, garantem mas não há transparência. Minha luta é para que as obras não
fiquem atrasadas de propósito. E depois aceleradas com gastos que ninguém
controla.

- O que você acha de um estádio de mais de R$ 1 bilhão construído com
recursos públicos. E entregue para um clube particular.
Você está falando do estádio do Corinthians, não é? Não vou concordar nunca.
Os incentivos públicos para um estádio particular são imorais. Seja de que
clube for. De que cidade for. Não há meio de uma população consciente
aceitar. Não deveria haver conversa de politico que convencesse a todos a
aceitar. Por isso repito que falta compreensão à população do que está
acontecendo no Brasil para a Copa.

- A Fifa vai fazer o que quer com o Brasil?
Infelizmente, tudo indica que sim. Vai lucrar de R$ 3 a R$ 4 bilhões e não
vai colocar um tostão no Brasil. É revoltante. Deveria dar apenas 10% para
ajudar na Educação. Iria fazer um bem absurdo ao Brasil. Mas cadê coragem de
cobrar alguma coisa da Fifa. Ela vai colocar o preço mais baixo dos
ingressos da Copa a R$ 240,00. Só porque estamos brigando pela manutenção da
meia entrada. É uma palhaçada! As classes C, D e E não vão ver a Copa no
estádio.
O Mundial é para a elite. Não é para o brasileiro comum assistir.

- Ricardo Teixeira tem condições de comandar o processo do Mundial de 2014?
Não tem de saúde. Eu falei há mais de quatro meses que ele não suportaria a
pressão. Ser presidente da CBF e do Comitê Organizador Local é demais para
qualquer um. Ainda mais com a idade que ele tem. Não deu outra. Caiu no
hospital. E ainda diz que vai levar esse processo até o final. Eu acho um
absurdo.

- Muito além da saúde de Ricardo Teixeira. Você acha que pelas várias
denúncias, investigações da Polícia Federal... Ele tem condições morais de
comandar a organização Copa no Brasil?
Não. O Ricardo Teixeira não tem condições morais de organizar a Copa. Não
até provar que é inocente. Que não tem cabimento nenhuma das denúncias. Até
lá, não tem condições morais de estar no comando de todo o processo. Muito
menos do futebol brasileiro...
A África apresentou há alguns meses atrás o resultado final da Copa do
Mundo: deu prejuízo e grande. Agora é a vez do Brasil. Fifa, CBF, políticos
e os empreiteiros vão ganhar muito dinheiro.
Quem teve a idéia de promover, o evento em nosso país, alguém sabe?

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

A BORBOLETA AZUL




O título sugere a lenda. Muitos devem conhecer a historinha que circula pela internet entre os amigos, entitulada “a borboleta azul”. A lenda conta que uma menina curiosa, decide colocar à prova o velho sábio, por duvidar de que fosse realmente um sábio. Tomou nas mãos uma borboleta azul, escondeu-as mãos com a borboleta para trás, foi até o sábio e disse: tenho nas mãos uma borboleta azul, ela está viva ou morta. Antes que o sábio respondesse tinha preparado o seguinte ardil: se ele disser que está viva, eu a esmago e ela estará morta; ele não é um sábio. Se ele disser que ela está morta , eu a deixo voar; ele não é um sábio.

Mas o sábio, como podíamos esperar de um sábio, foi muito sábio em sua resposta, ele disse:
Ela está em suas mãos, depende de você.

Esta lenda nos propõe questões muito profundas. Podemos começar por refletir o significado da borboleta. A borboleta é o resultado de um processo de metamorfose. Primeiro é larva, torna-se crisálida e depois, finalmente, borboleta. Também é um dos símbolos mais significativos da Psique. Em algumas imagens a “menina psique” tem asas de borboleta, quando aparece em quadros ao lado do belo “menino eros” que tem asas de pássaro.
Na Grécia antiga, quando a borboleta emergia do casulo (da crisálida) dizia-se que este momento era idêntico a profunda liberação, equivalente ao atingir da imortalidade. Simbolicamente, cada um de nós trás em si a possibilidade desta metamorfose, o que significa pois, cada um destes estágios?

Há pessoas que não conseguem deixar o casulo, para elas a vida é pesada, velha, monótona, inútil, sem sentido. Partes de si mesma, ficam aprisionadas no passado, o qual a pessoa reluta em deixar, ou porque não sabe como fazê-lo, ou porque não tem coragem de fazê-lo, ou porque teme demasiadamente o futuro. Aquele que consegue libertar-se do casulo, é aquele que consegue aceitar o paradoxo de vida e morte, que se repete continuamente a cada novo padrão de crescimento. O medo de deixar os velhos padrões impede o voo. No centro dos velhos padrões e do medo de deixá-los está a insegurança. O medo da mudança está aqui, porque a criança que delega a responsabilidade sobre si mesma a outrem, continua predominado na vida de indivíduos adultos. Voar é responsabilizar-se, pelo bem e pelo mal, ou, pelo além do bem e do mal.
Viver é fluir com a mutação, em termos da alquimia oriental, isto significa “seguir o Tao”. Fluir implica uma grande capacidade de suportar a solidão. Dizemos suportar, porque quando começamos a tomar consciência de nossa solidão o que queremos é fugir dela. Parece algo abominável, terrível. Nada nem ninguém a quem possamos nos “agarrar”; nada nem ninguém para quem correr. É um tempo muito ameaçador.

Não sabemos ainda, neste tempo inicial, que ou se, podemos contar conosco mesmos. Mas para aqueles que se propõe a suportar  a sua solidão, está reservado o nascimento do herói dentro de si. É o herói que poderá criar dentro de nós um núcleo de segurança, uma confiança e uma certeza inabaláveis.
A agonia do tempo necessário à preparação da metamorfose de crisálida à borboleta, é suportada por poucos. Amigos e familiares estranham aquele que de repente está introvertido, silencioso, reflexivo. Estranham mais ainda, os primeiros voos confusos da borboleta que acaba de nascer e ainda não está adaptada ao seu novo padrão de leveza.



JUNG escreve que o sacrifício necessário para se chegar a ser quem se é, é o sacrifício do “homem natural”, da inconsciência, da ignorância, da ingenuidade. A meta de todo o processo de individuação junguiano, é a consciência do Si-mesmo, ou seja, o centro regulador da psique. O Si-mesmo, começa a manifestar-se através do conflito. A cada novo aumento de consciência, temos conflito. Podemos ficar aprisionados andando em círculo, ou podemos fluir andando em espiral. Há uma mudança sutil cada vez que atingimos um novo nível da consciência em espiral. Para tal, requerem-se muitas condições; requer-se um trabalho lento e gradativo, difícil e em certas épocas lancinantemente doloroso. Devido a tais insuportáveis dificuldades, grupos se reúnem formando comunidades religiosas, para criar com isto, um contenedor, um suporte para o indivíduo poder baixar às suas próprias profundezas, às suas próprias sombras. Sem um contenedor, pode o processo tornar-se insuportável. Neste sentido, o consultório do analista é um contenedor por excelência. Para que a crisálida seja mantida viva, é preciso que esteja acontecendo a retirada das projeções.

Em seu livro “Puoi volare, Farfalla”, Marion Woodman, nos deixa algumas vozes da crisálida:
É difícil para mim, crer na vida...
O que estou fazendo com o meu tempo? Jogando- o fora? Não sei... não sei... esta solidão é terrível...
Estou sempre tentando ser o que não sou...
Estive tão ocupado fazendo que parece que perdi algo de muito precioso para mim...
Estou combatendo o meu destino... o que ele quer de mim?


São muitas vozes, muitos sons. Muitas vozes também convidam-nos a voar, uma delas é de W. Goethe:
“Há uma única Verdade elementar, cuja ignorância mata
inumeráveis idéias e explêndidos planos:
no momento em que, empenhamo-nos a fundo, também a Providência
então se move. Infinitas coisas ocorrem para ajudár-nos,
coisas que de outro modo, não poderiam nunca acontecer...
Qualquer coisa que possas fazer,
Ou imaginar poder fazer,
Começa-a .
A audácia tem em si gênio, poder, magia.
Começa agora”.
W.Goehte.
Sonia Regina Lyra crp – 08/0745.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Pastores pentecostais tocam fogo em templos indígenas no Brasil. “Urucum é bosta do diabo”

5 fev

Ras Adauto da ppaberlim, nos alertou sobre a grave situação em que vivem os Guaranis no Mato-Grosso do Sul: “A luta dos índios guaranis no Mato Grosso do Sul para preservarem suas tradições religiosas  necesssita de intervenção do governo federal,  suas práticas religiosas estão sendo acintosamente satanizadas pelas seitas pentecostais.”
O 25 mil índios que ainda restam na região em que eles foram donos, estão sendo vítimas no momento de um massacre e genocídio cultural. 36 igrejas pentecostais  concorrem entre si pelas almas indígenas, somente em uma reserva com 12 mil indios em Dourados.
Os indígenas já não podem nem mais usar urucum, pois segundo os pastores das igrejas, a tinta  usada pelos indígenas para cobrir seus corpos, é “bosta” do diabo.
Reportagem de Fábio Pannunzio para a Rede Bandeirantes de Televisão.

‘É o fim da economia como a conhecemos’, diz Paul Gilding

Para ambientalista, países emergentes podem criar um modelo de desenvolvimento sem sacrificar o planeta





Paul Gilding, autor do livro “A Grande Ruptura
Foto: Agência O Globo / Divulgação



Paul Gilding, autor do livro “A Grande Ruptura Agência O Globo / Divulgação 
 
 

domingo, 5 de fevereiro de 2012

O Ato Nacional de Solidariedade ao Pinheirinho


Por Marco Antonio L.
Do Vermelho
Pinheirinho: a luta de um povo que é a luta de todo um país
Vanessa Silva, da redação do Vermelho
Moradora do Pinheirinho há oito anos — desde o começo da ocupação — Rita de Cássia, de 32 anos, vivia com 7 filhos, 2 netos e o marido em uma casa de 6 cômodos que construiu com o seu trabalho de vendedora ambulante de balas e doces e com o do marido, que trabalha na Frente de Trabalho. Com a desocupação do Pinheirinho ela perdeu tudo: o esforço, o trabalho, os sonhos. Agora tem esperança e diz que vai seguir lutando por uma casa, um pedaço de chão.
Comovidas com histórias como esta, mais de cinco mil pessoas se reuniram, nesta quinta-feira (2), em São José dos Campos, no interior de São Paulo, para prestar solidariedade e exigir Justiça para os moradores da área — que já foi a maior ocupação urbana da América Latina. Partidos políticos, representações sindicais, organizações trabalhistas e de estudantes e movimentos sociais, sob diversas bandeiras da esquerda, uniram forças para somar à luta travada pelos moradores desalojados de suas casas no último dia 22.
O Ato Nacional de Solidariedade ao Pinheirinho foi chamado pela Assembleia dos Povos no Fórum Social Temático com o objetivo de denunciar a falta de política de moradias no país, além de mostrar a situação precária das famílias abrigadas em alojamentos da prefeitura. A concentração inicial foi realizada na Praça Afonso Pena, na região central da cidade e terminou em frente à prefeitura, em um percurso que durou a manhã toda e parte da tarde.
Emocionados, moradores davam entrevistas para TVs, portais de notícias, jornalistas independentes e contavam suas histórias para os militantes e pessoas interessadas em conhecer uma outra versão dos fatos. Mas eles têm medo. Rita concordou em conversar com a reportagem do Vermelho, mas pediu para não ter seu sobrenome divulgado: “a gente tem medo de eles seguirem a gente”.

As reclamações dos moradores eram diversas, mas em uma coisa eles eram unânimes: foram retirados de suas casas e agora estão em situações precárias, sofrendo constrangimentos e humilhações: “as pessoas estavam cada um na sua casinha, trabalhando. Simplesmente a polícia entrou no acampamento, tirou o pessoal só com a roupa do corpo e depois passou os tratores e derrubou tudo” , como detalhou Valdir Martins, o Marrom, líder da comunidade.

A luta pela moradia tem apoio massivo do MST. O líder regional Sem Terra, Rogério Eduardo, enfatizou que, “a partir do momento que aconteceu este massacre”, o MST, que luta por uma transformação social, “não só pelo movimento da terra, mas pela moradia” também, resolveu se unir aos moradores do Pinheirinho “para acabar com este governo capitalista, que vem acabando com os trabalhadores do campo e com os trabalhadores da cidade, na questão da moradia”.

Os moradores receberam também o apoio da Confederação Nacional das Associações de Moradores (Conan). A entidade manifestou solidariedade às famílias "que de forma covarde e sem qualquer respeito por parte dos policiais a serviço do Governo do Estado e do prefeito Eduardo Cury foram arrancadas de seus lares. (...) Repudiamos esse governo que destrói laços, desconstrói sonhos e tira a liberdade das pessoas".



Justiça

As denúncias de violação dos direitos humanos são fartas. Na audiência realizada na quinta-feira (1º/2), na Assembleia Legislativa de São Paulo, o Defensor Público, Jairo Salvador pontuou uma série de irregularidades e violações da Justiça no caso: “o Pinheirinho é só mais um capítulo de extermínio da pobreza de uma cidade que quer se vender como perfeita, sem problemas sociais, em que mata a pobreza, extermina a pobreza”.

Ele menciona a decisão da Justiça Estadual, do juiz Sílvio Pinheiro, da 1ª Vara da Fazenda Pública, proibindo a demolição das casas. “A prefeitura entrou com uma ação demolitória, com base nas normas urbanas de ocupação do solo. A ação, no entanto, foi considerada improcedente, mas mesmo assim as casas foram demolidas às pressas”, ressaltou Salvador.

Um dos poucos deputados presente no evento, Ivan Valente (PSOL-SP), ressaltou que a questão tem que ser analisada pelo Conselho Nacional de Justiça. “Isso não é justiça para o povo brasileiro. É injustiça para o povo. E justiça para Naji Nahas, o megaespeculador corrupto”. Na terça-feira (7), o caso será levado para a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. A intenção, segundo o deputado, é ampliar a repercussão do episódio.

Esse caso “é emblemático, é simbólico. (...) O governo de São Paulo, fez do Pinheirinho um grande laboratório da repressão, da criminalização dos movimentos sociais e da intimidação de futuros movimentos e isso precisa ser denunciado claramente para a sociedade brasileira”, enfatizou o deputado.

Segundo Marrom, os moradores também estão entrando com “representação na ONU e no Ministério Público Federal, com vários deputados, vários senadores. Estamos fazendo de tudo — principalmente junto com as forças dos movimentos sociais, sindicais, da Igreja — para dizer que basta: hoje é o Pinheirinho, amanhã pode ser qualquer lugar do Brasil”.

Acesse aqui a galeria de imagens


"hoje é o Pinheirinho, amanhã pode ser qualquer lugar do Brasil"
Amanhã, não. Aqui e agora.


01.02.2012 - 17h03
Luiz Lima

PF faz reintegração de posse em área ocupada por indígenas na Bahia
Uma equipe da Polícia Federal realizou na manhã desta quarta-feira (1º) uma reintegração de posse da comunidade Tucumã, localizada no município de Una (456 km de Salvador), litoral sul da Bahia. Cerca de 20 famílias moravam no local.
A ação ocorreu por volta de 6h, e não houve resistência dos indígenas, segundo a delegada da PF em Ilhéus, Denise Cavalcanti. A PF tentou fazer a reintegração na última sexta-feira (27), mas desistiu da ação porque não havia infraestrutura para retirar as famílias do local. Na ocasião, o cacique Val Tupinambá se recusou a assinar o termo de desocupação da área.
Hoje, a empresa Mineração Ventura, proprietária do local, disponibilizou vans para transportar as famílias. Segundo a delegada, a maioria buscou abrigo na casa de amigos e parentes. As moradias construídas pelos índios foram destruídas a mando do proprietário.
Entenda o caso
A área ocupada pela comunidade Tucumã está dentro da terra indígena Tupinambá de Olivença, que começa no litoral e vai até a Serra do Padeiro, abrangendo os municípios de Ilhéus, Buerarema e Una. Os indígenas ocupavam originalmente a área, mas perderam suas terras para fazendeiros e produtores de cacau.

A partir da década de 1970, os tupinambás se organizaram e começaram a reocupar as áreas. Há cerca de 4.500 índios na região, distribuídos em várias comunidades.

Os limites da terra indígena já foram delimitados pela Funai (Fundação Nacional do Índio), mas, para que os índios se tornem donos definitivos da terra, é necessário que a Funai conclua o processo de demarcação da área.

Na fase atual do processo, a Funai está analisando contestações de empresas, proprietários, órgãos e entidades contrários à demarcação. Os passos seguintes para a criação da terra indígena são a aprovação do Ministério da Justiça, da Presidência e a regularização em cartório.

Os índios estavam há três anos na área. A PF afirmou que cumpriu uma ação de reintegração que tramita na Justiça desde novembro do ano passado.
MPF pede indenização aos índios
Segundo o Ministério Público Federal (MPF), os índios esperam há 23 anos pela demarcação das terras, e o prazo para que o governo determinasse os limites acabou há 18 anos. O MPF ingressou com uma ação na Justiça pedindo uma indenização de R$ 1 milhão por danos morais aos índios pela demora na demarcação.

Sem o território definido legalmente, o MPF alega que os índios vivem em condições precárias de moradia e saúde, sem área suficiente para o cultivo de alimentos de subsistência. “[A demora conduziu] os indígenas a situação de extrema aflição, na medida em que não lhes é assegurado o direito a ocupar porções de terra que são tradicionalmente suas”, afirmou o procurador Eduardo El Hage, que assina a ação.

Por conta da falta de demarcação das terras, os índios estariam em constante disputa com fazendeiros da região, sofrendo com ações judiciais. Segundo a ação, do último dia 16, a lei estipulou um prazo de cinco anos, a partir da promulgação da Constituição Federal, em 1988.

O inquérito do MPF apontou que a Funai tem conhecimento da terra Tupinambá de Olivença pelo menos desde 1996. “Em 2000, o órgão assinalou a intenção de realizar os estudos necessários para a demarcação do território indígena. Embora tenha iniciado as visitas à área em 2001, a Funai informou sobre a formação do grupo de trabalho composto para a atividade apenas em 2003”, informou o MPF.

Na ação, o procurador alegou que a Funai (Fundação Nacional do Índio) iniciou os trabalhos apenas em 2003. Apesar do início do processo de demarcação, o MPF alegou que apenas em 2008 a Funai constituiu um grupo para dar andamento ao Relatório Circunstanciado de Identificação e Delimitação da terra Indígena Tupinambá, necessário para a demarcação.
Funai rebate críticas
A Funai afirma que a reivindicação dos Tupinambás foi oficializada à fundação apenas em 1999. Em nota oficial, o órgão diz que o MPF tem “total desconhecimento do procedimento administrativo de terras indígenas” e afirma que o relatório para reconhecimento da identificação e delimitação das terras foi publicado no Diário Oficial da União dia 20 de abril de 2009.

Porém, após publicação do relatório na sede da Prefeitura de Ilhéus, foram apresentadas cinco contestações por prefeituras, um fazendeiro, uma comissão de pequenos produtores rurais e uma empresa de turismo. “Estas encontram-se, ainda, em fase de análise pelo departamento responsável desta fundação”, disse o órgão em nota, citando ainda que existem “etapas a serem cumpridas no âmbito administrativo, demandando tempo específico para seu cumprimento.”
Batalhas judiciais
Segundo a Funai, os recursos judiciais se configuram um problema. “Porém, em paralelo [às demarcações] normalmente são impostas ações judiciais, por outros, que na maioria das vezes suspende ou derruba o procedimento, sendo necessário que a Funai entre na batalha judicial, saindo completamente da esfera administrativa, perdemos a governabilidade da conclusão do processo”, alegou.

A Funai sustentou que a situação dos indígenas é de “extrema insegurança jurídica” já que existem liminares concedidas pela Justiça para a retirada deles de áreas ocupadas. As ações são uma ameaçada “tanto para a sobrevivência física como cultural do grupo”. “As ocupações indígenas e a judicialização das ocupações é verdadeira fonte de acirramento de conflitos entre indígenas e não-indígenas enquanto não se conclui a demarcação da terra indígena”, afirmou a Funai.

Segundo a Funai, em 2008 a Justiça federal na Bahia havia suspendido o processo administrativo da demarcação das terras dos Tupinambás, enquanto perdurasse a permanência dos índios na área em litígio com fazendeiros.

Diante de oito ações de reintegração de posse de fazendeiros da região contra os índios, em dezembro de 2011 o presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça), Ari Pargendler, a pedido da Funai, sustou os efeitos dessas decisões de reintegração de áreas no sul da Bahia. O ministro alegou que as decisões da Justiça baiana causavam "grave lesão à ordem pública porque interferem em atividade própria da administração."

Em abril de 2011, a Associação Brasileira de Antropologia lançou nota alertando as “autoridades competentes para a arbitrariedade e inadequação com que a Polícia Federal no sul da Bahia vem executando suas ações”. Segundo a entidade, os cumprimentos das ordens de desocupação estavam sendo cumpridos de forma truculenta.

“A criminalização e o encarceramento de lideranças indígenas, a campanha de intimidação das comunidades e o cumprimento violento de eventuais mandados de reintegração de posse não conduzirão de maneira alguma à pacificação da região e ao reconhecimento de direitos constitucionais”, disse a entidade. (Com reportagem de Carlos Madeiro, em Maceió)
"A anarquia econômica da sociedade capitalista como existe atualmente é, na minha opinião, a verdadeira origem do mal" (Albert Einstein)

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Faço de TUDO para não me arrepender de NADA...

do que deixei de fazer.

Os cinco maiores arrependimentos dos pacientes terminais

 
Recentemente foi publicado nos Estados Unidos um livro que tem tudo para se transformar em um best seller daqueles que ajudam muita gente a mudar sua forma de enxergar a vida. The top five regrets of the dying (algo como “Os cinco principais arrependimentos de pacientes terminais”) foi escrito por Bonnie Ware, uma enfermeira especializada em cuidar de pessoas próximas da morte.
Para analisar a publicação, convidamos a Dra. Ana Cláudia Arantes – geriatra e especialista em cuidados paliativos do Einstein – que comentou, de acordo com a sua experiência no hospital, cada um dos arrependimentos levantados pela enfermeira americana. Confira abaixo.

1. Eu gostaria de ter tido coragem de viver uma vida fiel a mim mesmo, e não a vida que os outros esperavam de mim

“À medida que a pessoa se dá conta das limitações e da progressão da doença, esse sentimento provoca uma necessidade de rever os caminhos escolhidos para a sua vida, agora reavaliados com o filtro da consciência da morte mais próxima”, explica Dra. Ana Cláudia.
“É um sentimento muito frequente nessa fase. É como se, agora, pudessem entender que fizeram escolhas pelas outras pessoas e não por si mesmas. Na verdade, é uma atitude comum durante a vida. No geral, acabamos fazendo isso porque queremos ser amados e aceitos. O problema é quando deixamos de fazer as nossas próprias escolhas”, explica a médica.
“Muitas pessoas reclamam de que trabalharam a vida toda e que não viveram tudo o que gostariam de ter vivido, adiando para quando tiverem mais tempo depois de se aposentarem. Depois, quando envelhecem, reclamam que é quando chegam também as doenças e as dificuldades”, conta.

2. Eu gostaria de não ter trabalhado tanto

“Não é uma sensação que acontece somente com os doentes. É um dilema da vida moderna. Todo mundo reclama disso”, diz a geriatra.
“Mas o mais grave é quando se trabalha em algo que não se gosta. Quando a pessoa ganha dinheiro, mas é infeliz no dia a dia, sacrifica o que não volta mais: o tempo”, afirma.
“Este sentimento fica mais grave no fim da vida porque as pessoas sentem que não têm mais esse tempo, por exemplo, pra pedir demissão e recomeçar”.

3. Eu gostaria de ter tido coragem de expressar meus sentimentos

“Quando estão próximas da morte, as pessoas tendem a ficar mais verdadeiras. Caem as máscaras de medo e de vergonha e a vontade de agradar. O que importa, nesta fase, é a sinceridade”, conta.
“À medida que uma doença vai avançando, não é raro escutar que a pessoa fica mais carinhosa, mais doce. A doença tira a sombra da defesa, da proteção de si mesmo, da vingança. No fim, as pessoas percebem que essas coisas nem sempre foram necessárias”.
“A maior parte das pessoas não quer ser esquecida, quer ser lembrada por coisas boas. Nesses momentos finais querem dizer que amam, que gostam, querem pedir desculpas e, principalmente, querem sentir-se amadas. Quando se dão conta da falta de tempo, querem dizer coisas boas para as pessoas”, explica a médica.

4. Eu gostaria de ter mantido contato com meus amigos

“Nem sempre se tem histórias felizes com a própria família, mas com os amigos, sim. Os amigos são a família escolhida”, acredita a médica. “Ao lado dos amigos nós até vivemos fases difíceis, mas geralmente em uma relação de apoio”, explica.
“Não há nada de errado em ter uma família que não é legal. Quase todo mundo tem algum problema na família. Muitas vezes existe muita culpa nessa relação. Por isso, quando se tem pouco tempo de vida, muitas vezes o paciente quer preencher a cabeça e o tempo com coisas significativas e especiais, como os momentos com os amigos”.
“Dependendo da doença, existe grande mudança da aparência corporal. Muitos não querem receber visitas e demonstrar fraquezas e fragilidades. Nesse momento, precisam sentir que não vão ser julgados e essa sensação remete aos amigos”, afirma.

5. Eu gostaria de ter me deixado ser mais feliz

“Esse arrependimento é uma conseqüência das outras escolhas. É um resumo dos outros para alguém que abriu mão da própria felicidade”.
“Não é uma questão de ser egoísta, mas é importante para as pessoas ter um compromisso com a realização do que elas são e do que elas podem ser. Precisam descobrir do que são capazes, o seu papel no mundo e nas relações. A pessoa realizada se faz feliz e faz as pessoas que estão ao seu lado felizes também”, explica.
“A minha experiência mostra que esse arrependimento é muito mais dolorido entre as pessoas que tiveram chance de mudar alguma coisa. As pessoas que não tiveram tantos recursos disponíveis durante a vida e que precisaram lutar muito para viver, com pouca escolha, por exemplo, muitas vezes se desligam achando-se mais completas, mais em paz por terem realmente feito o melhor que podiam fazer. Para quem teve oportunidade de fazer diferente e não fez, geralmente é bem mais sofrido do ponto de vista existencial”, alerta.

Dica da especialista

“O que fica bastante claro quando vejo histórias como essas é que as pessoas devem refletir sobre suas escolhas enquanto têm vida e tempo para fazê-las”.
“Minha dica é a seguinte: se você pensa que, no futuro, pode se arrepender do que está fazendo agora, talvez não deva fazer. Faça o caminho que te entregue paz no fim. Para que no fim da vida, você possa dizer feliz: eu faria tudo de novo, exatamente do mesmo jeito”.
De acordo com Dra. Ana Cláudia, livros como este podem ajudar as pessoas a refletirem melhor sobre suas escolhas e o modo como se relacionam com o mundo e consigo mesmas, se permitindo viver de uma forma melhor. “Ele nos mostra que as coisas importantes para nós devem ser feitas enquanto temos tempo”, conclui a médica.
Publicado em janeiro/2012.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Amazônia perde 207 km² de floresta

A área equivale a 11 vezes o tamanho do arquipélago de Fernando de Noronha e levou apenas 2 meses para ser destruída



 




















Acredite se quiser: a Amazônia voltou a registrar a supressão de sua mata, em área equivalente a 11 vezes e meia o tamanho do arquipélago de Fernando de Noronha (PE). Foram perdidos 207,59 km² da cobertura vegetal nos meses de novembro e dezembro de 2011, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. 
Segundo informações do sistema de detecção do desmatamento em tempo real (o Deter), feito por imagens de satélite, a Amazônia Legal (que compreende 9 Estados) perdeu em novembro 133 km² de floresta e, em dezembro, 74,59 km². Esse número é 54% maior à quantidade registrada no mesmo período de 2010.  
Segundo o Inpe, no ano retrasado, a cobertura de nuvens atrapalhou mais o sensoriamento remoto em ambos os meses, tanto que em dezembro daquele ano apenas 26% da floresta foi analisada. Já em 2011, a cobertura de nuvens foi menos intensa e possibilitou verificar mais regiões. De acordo com o Deter, neste bimestre analisado o Estado que mais desmatou foi o Pará (58,56 km²), seguido do Mato Grosso (53,81 km²). 

Política e Despreparo Policial

Eu não gosto de política. Sobretudo política partidária. Chega a ser engraçado, porque meu pai foi Diretor Geral da Assembléia Legislativa (e, antes disso, Assessor Jurídico) e, portanto, eu cresci entre políticos. Ou talvez, por isso mesmo…
O caso é que discutir política, pra mim, é igualzinho a discutir futebol. Não existe racionalidade na escolha de um partido ou de um time. Nem adianta dizer que “os partidos têm uma ideologia, e refletem os valores de seus afiliados“. Balela! A única ideologia do político brasileiro, infelizmente, é se locupletar das vantagens do cargo e do dinheiro público. Aprendi isso muito cedo, ainda sob a ditadura, quando as pessoas eram ou Arena ou MDB. E eu perguntava a meu pai se só existiam essas opções “a favor” ou “contra” (“situação” e “oposição“, como ele dizia), os bons e os maus, no fim das contas – onde a ordem se alterava de acordo com o ponto de vista. Eu achava aquilo tãaaaaaaaaaao sem sentido! Eu via gente boa e gente sacana nos dois lados… Isso ficou ainda mais claro na hora do pluripartidarismo: foram pouquíssimos os que se mantiveram coerentes… E de política, na juventude, eu só gostava mesmo era dos Showmícios. De preferência os de Fernando Gondim (vereador de Olinda) ou os de Arraes porque tinha Chico Buarque.
Ao contrário do rótulo que tentaram me impingir muitas vezes, não sou alienada. Vejo os descalabros e fico tão indignada quanto qualquer militante. Talvez discorde da maneira de reagir, porque sou absolutamente avessa a violência, e frequentemente esses confrontos terminam em violência. Mas, justamente por não ser militante me abstenho de julgamento.
Acho infantil e cômodo jogar essa cultura política corrupta na herança colonial. Faça-me o favor! Se os terapeutas dizem que depois de adultos não podemos mais culpar nossos pais por nossos fracassos, imagina séculos depois! Até para aqueles que, como eu, acreditam na pluralidade de existências é um argumento vazio: se fomos nós mesmos os degredados corruptos do Brasil Colonial, tivemos 5 séculos pra progredir na escala da  evolução. Nossos políticos são corruptos porque nosso povo impregnou-se da “Lei do Gerson” e no fundo aprova a atitude dos políticos porque eles representam o sonho popular de, também, tirar vantagem… Por falta de educação – de todos os tipos e a todos os níveis – nosso povo sequer entende que o patrimônio público é de todos. Ainda ecoa nos meus ouvidos a frase que todos nós escutamos milhares de vezes: “pode pegar, é publico“.
É claro que existem exceções. Concordo com Nelson Rodrigues quando ele diz que toda unanimidade é burra. E, Graças a Deus as exceções pro lado do bem estão crescendo e muito. Movimentos em prol da ética e dos Direitos Humanos têm se proliferado. E as redes sociais têm contribuído pra isso. Continuo optando pelo não engajamento, o que me permite transitar e divulgar e promover as causas que acho justas. E fico feliz por ver a quantidade de movimentos que me chegam através do Facebook e Twitter. Viva nós!
Voltando ao foco…
Essa visão equivocada do “manda quem pode“, intensificada pelo Coronelismo ou, como dizia Gilberto Freyre, a Escola do Mandonismo, e corroborada pela herança da ditadura gerou uma polícia absolutamente despreparada  para lidar com gente. Como diz o ditado, “se quer saber o caráter de uma pessoa, dê poder a ela“. E a grande maioria de nossos policiais – militares ou civis – visa sobretudo isso ao entrar na corporação: poder.
Sim, eles arriscam a vida todos os dias e deveriam ganhar o suficiente para evitar a tentação da propina. Certo? Não. Pessoas que nem salário têm conseguem ser dignas. Eles deveriam ganhar melhor para estarem menos estressados no trabalho e diminuir um pouco o risco a que se expõem. Ponto. Quem mais aceita propina são os que têm maior salário no país. Além disso, os policiais deveriam ser melhor treinados. Não em termos táticos, que isso eles parecem nascer sabendo. Parece que bebem sangue no café da manhã e trituram cereais a socos. Mas deveriam aprender sobre GENTE, sobre direito, sobre VALORES HUMANOS, sobre dignidade. Até porque, grande parte de nossos policiais vem da mesma camada da população que eles tão desumanamente reprimem: das camadas mais pobres.
O contingente de jovens na idade militar é muito maior que o que pode ser absorvido – Graças a Deus!. Consequentemente, ficam aqueles que querem ficar. E um dos grandes atrativos é soldo. O outro, é o poder. De resto, pouca instrução formal, pouca educação em casa, muito sofrimento e privações em histórias de vida quase iguais às dos bandidos (pobres). E as péssimas condições de trabalho só apontam um caminho: o embrutecimento. De que outra forma suportar um cotidiano miserável, a incerteza de voltar pra casa e traficantes muito mais bem armados que a própria polícia?
Onde essa história nos leva? Ao abuso de autoridade – uma vez que o cidadão é sua única válvula de escape. Alguém pode me esclarecer se existe algum sistema de avaliação psicológica periódica na polícia? Porque terapeuta tem que fazer terapia antes de fazer atendimento clínico. Piloto passa por check-up (inclusive avaliação psiquiátrica) periodicamente. A gente faz teste psicológico pra tirar carteira de motorista. Mas, é policial, é avaliado? Nunca ouvi falar. Se existe esse cuidado, desculpem minha ignorância.
E aí, vemos barbaridades como a repressão na USP e, sobretudo, o Massacre de Pinheirinhos. Até quando vamos admitir esse tipo de abuso? Até quando vamos aceitar que “a polícia é despreparada” como se não houvesse opção? E até quando vamos nos eximir de nossa responsabilidade nesse despreparo, por elegermos políticos anti-éticos e corruptos que fecham os olhos a esses descalabros?
Maravilha! Mas ele já aconteceu. E nada vai devolver a vida ou os pertences dos moradores massacrados. Ou tirar a dor de seus corpos e de seus corações. Para prevenir coisas desse tipo, temos que, também, cuidar das bases: educação, direitos, fazer cumprir as leis, exigir um treinamento humano para aqueles que devem nos proteger. Reformar o Congresso, ter cuidado ao eleger…
É toda uma postura de vida que precisa ser revista. Porque apontar o dedo é fácil. Se eu posso  julgar você é porque não cometo esses erros, logo, sou melhor que você. Difícil é ver os erros, avaliar a parcela de responsabilidade de cada um e procurar soluções efetivas. Aproveitem o vídeo para pensar: ontem USP, hoje Pinheirinhos. E amanhã, onde vai ser?
Aí, sim, esse slogan demagogo pode se tornar realidade e quem sabe a gente vai ter
um Brasil para Todos.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Manifestação em solidariedade às vítimas do massacre do Pinheirinho reúne 5 mil pessoas

Estas imagens você não vê na TV:

Do Blog Sem Lorota. Lara Tapety

Faixa com imagens de atos em outros países. Foto: Lara Tapety

Aproximadamente 5 mil pessoas de todo o Brasil, e algumas de outros países, tomaram conta das ruas do município de São José dos Campos, São Paulo, conforme apontado pela organização do ato nacional em solidariedade ao povo do Pinheirinho.
Milhares de cidadãos de bem dessa comunidade tiveram seus lares e até vidas destruídas brutalmente pela operação de reintegração de posse realizada pela Polícia Militar a mando do prefeito da cidade Eduardo Cury e do Governador Geraldo Alckmin, ambos do PSDB. Estas famílias ocupavam há quase 10 anos o terreno abandonado pertencente a empresa falida Setecta Comércio e Indústria S/A, do criminoso megaespeculador Narj Nahas.
Bebês de colo, crianças, mulheres, homens e idosos foram agredidos física e pscicologicamente sem nenhuma justificativa cabível. Ninguém foi poupado. Sprays de pimenta, bombas de gás, balas de borracha e também balas letais foram disparados pelos policiais contra os moradores da região e quem estivesse por perto. Aconteceu um verdadeiro massacre com derramamento de sangue de inocentes. 

Ontem, 01, houve uma audiência pública em apoio aos moradores do Pinheirinho na Assembléia Legislativa de São Paulo. A Casa ficou lotada. Houve exibição de vídeos e depoimento de vítimas da operação da PM.
"Meu braço inteiro está com manchas rochas", disse uma senhora que foi obrigada pela polícia a sair de sua casa mesmo passando mal.
"Agora eles vêm com uma história de dar mil reais pra a gente pagar aluguel e pagar caminhão de mudança. Que mudança? Se destruíram tudo! Que mudança? Geladeira quebrada, televisão que não funciona...", contou outra mulher.
Parlamentares que acompanhavam o processo denunciaram a falta de transparência na desocupação, já que foram impedidos de entrar na área, assim como a imprensa.

Manifestação sendo encerrada em frente à prefeitura. Foto: Lara Tapety

A manifestação de hoje, iniciada na Praça Afonso Pena, passou pela Câmara Municipal e foi encerrada na Prefeitura do Município. Durante o percurso diversos representantes de entidades fizeram intervenções que chamavam atenção da sociedade para a problemática e manifestavam apoio aos desabrigados do Pinheirinho. O feedback apareceu nas janelas dos prédios da cidade em que a população sinalizava com panos brancos. Uma cena emocionante que tive oportunidade de ver de perto, e só de perto mesmo para compreender a imensidão deste fato.
Mais emocionante ainda foi a atuação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que levou 4 caminhões cheios de alimentos em solidariedade aos desabrigados. Feijão, arroz, mandioca, abóbora, frutas e outros produtos orgânicos oriundos de assentamentos de São Paulo foram doados e distribuídos para as vítimas do massacre. Interessante observar que, se foi preciso um movimento fazer tal doação, significa que o Estado não cumpriu seu papel de organizar todo um aparato para a população. Diversos juristas apontaram que para executar a liminar da desocupação isto deveria ser garantido.
A situação de barbárie e desumanidade continua, apesar do apoio nacional e internacional. Os abrigos da prefeitura não têm estrutura adequada, as pessoas - que perderam quase tudo - estão dormindo no chão, sem condições dignas. Falta leite, principalmente para as crianças, fraldas, roupas, cobertores... Enfim, coisas básicas para o dia a a dia. 
A CSP-Conlutas lançou uma campanha de apoio financeiro aos ex-moradores do Pinheirinho. A entidade vai centralizar as doações por meio de uma conta bancária para as entidades que queiram ajudar financeiramente. Além disso, esta campanha consistirá também na arrecadação de alimentos, roupas, remédios e material de higiene. 
Instituições variadas também estão realizando campanha de arrecadação de materiais. Qualquer ajuda é bem-vinda, já que a comunidade perdeu tudo. Um brinquedo, por exemplo, pode trazer de volta o sorriso de uma criança. 
Ajude as vítimas do massacre do Pinheirinho!

Doações financeiras:
Banco do Brasil
Agência: 4223-4
Conta Corrente: 8908-7
Central Sindical e Popular Conlutas

Lara Tapety







Como as Almas Gêmeas se encontram...

Precisamos compreender que elas podem se unir de três formas: pela atração sexual, revivendo os vínculos karmicos ou seguindo as grandes leis cósmicas. A simples atração pode nos levar a viver de acordo com os principios em que a maioria o vivem, mas, o sucesso dessa união dependerá da harmonia ou discordância que a experiência revelar entre os caracteres de ambos. A união realizada sem a devida reflexão depende para sua felicidade, da pura sorte, e é tão rara quanto um lance feliz de dados. 
Sabemos que existe algo mais que a simples atração e quando somos instados a perceber que a nossa Alma Gêmea pode ter sido destinada pelo Karma e com a qual tenhamos estado unidos em vidas passadas e cuja chegada ficamos esperando, resta aí um perigo quando conhecemos algo mais do ocultismo, pois somos tentados a deixar de lado as forças simples, mas poderosas, recusando uma união que julgamos seja vulgar e comum, a espera de que o destino possa nos aproximar. Assim, afastar o inferior sem alcançar com isso o superior. 
 No Terceiro Plano, o dos ternos afetos, ela deve permitir que o amor flua sem obstáculo para todas as coisas, de maneira que, seja qual for a senda que venha o seu par, encontre sempre o amor em seu caminho e as portas abertas. Logo, ela deve elevar sua conciência até o mais alto plano em que seja capaz de funcionar, meditando nos mais elevados ideais que possa conceber; uma vez que se encontre nesse estado, ela deve meditar sobre as características que precisará ter o par para satisfazer suas necessidades.
Uma vez definidas essas características, até conseguir formar uma imagem muito clara em sua mente, então pode imaginar-se a sí próprio buscando e chamando, até que se faça ouvir pela própria insistência de seu esforço, até que uma alma, cuja natureza a tenha colocado no plano a que ele mesmo se elevou pela meditação, ouça o seu chamado e lhe responda. 
Quando semelhante união é realizada nos planos internos, seus efeitos se tornam visíveis na vida interna muito antes de ocorrer o encontro no plano manifesto. 
DION FORTUNE. 
A partir de Alberto Cabus. Grata!!