quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Eu tive um irmão

"Yo tuve un hermano.No nos vimos nunca pero no importaba.Yo tuve un hermano ..."
Julio Cortázar

Resgatado do Mural da Vila  em 15 de 09 de 2009.

* Josevita Tapety

Há 51 anos, aqui na cidade de Oeiras, nasceu Vicente Filho. Ainda não havia Hospital naquela época, mas
e dai? Percebo que pouca coisa mudou desde então. 

Profundamente chocada e triste com o que vem ocorrendo, e tenho tomado conhecimento desde que decidi mudar para minha cidade querida, resolvi desabafar num artigo sem qualquer pretensão literária. A escrita é, para mim, somente uma tentativa de compartilhar minhas emoções. 

28 de dezembro de 1958, por volta da meia noite, entraram em trabalho de parto, minha mãe e sua prima. Falta de estrutura hospitalar, inexperiência ou inabilidade, não importa! Fato é que apenas uma das crianças vingou. Meu irmão nasceu morto. Meu primo, Bill, que adotei como irmão, substitui o lugar de Vicentinho em meu coração e no da minha mãe. Mas eu tive um irmão! 

10 de dezembro de 2009, às 2 horas da manhã, Mayara, uma jovem de 16 anos entra em trabalho de parto e é levada ao Hospital Regional Deolindo Couto. Às 12 horas a criança é transportada para Picos por que, segundo soube, não chorou. Ficou lá internada, guardada numa caixinha de vidro, a menininha que, se tivesse sobrevivido, seria, certamente, mais uma deficiente. Dois dias depois o pai, jovem de 20 anos de idade, foi informado do óbito e de que teria que ir buscar a filhinha morta. Isso tem acontecido com tanta freqüência, meu Deus! A cada notícia dessas eu, sinceramente, passo dias triste, choro junto com tantos pais e mães que não conheço e nem sabem que existo. Choro por minha gente. 

Foi notícia no portal da Secretaria de Saúde do Estado do Piauí, Domingo, 22 de Março de 2009: 

O Hospital Regional de Oeiras Deolindo Couto, que atende a uma região com população estimada em 120 mil pessoas, acaba de completar 40 anos, comemorando o aumento na resolutividade dos casos de média complexidade, com redução da transferência de pacientes para hospitais de Picos, Floriano e Teresina. O hospital recebeu, no início deste ano, mais de R$ 800 mil em equipamentos e está sendo preparado para a instalação de uma semi UTI. **

Pois é! Ano passado o Hospital Regional Deolindo Couto, em festa, recebeu grandes nomes da Medicina Piauiense. Estiveram presentes as autoridades e expressões Oeirenses da Política Piauiense. Nobres e pobres, toda essa gente forte que sobreviveu ao nascimento, são a força que mantém de pé a tradição desta cidade, berço do Piauí. 


Queridos! É assustadora, alarmante, deprimente, dolorosa, angustiante a situação real dessa Unidade Hospitalar. Perdoem-me os queridos amigos, profissionais dedicados e conscientes que sei, são! 

Não posso aceitar o fato de, a cada semana, 3 ou mais crianças recém nascidas tenham que ser transportadas para uma incubadora a 80 km de distância, e, principalmente que ainda hoje, 51 anos após a morte de meu irmão, tantos sejam os óbitos ocorridos no parto, tantos sejam os casos de crianças com deficiência consequente de simples falta de oxigenação na hora do parto. Triste demais. 

Me falta também a mim o ar quando lembro: eu tive um irmão... 


* Josevita Tapety é Arquiteta




Comentários para esta notícia
  Nome: Ferrer FreitasCidade: TeresinaData: 15/12/2009 às 11:02:44
O comentário-denúncia da querida Josevita, merece uma reflexão profunda. Como pode um hospital, tido como regional, não oferecer condições, as mínimas possíveis, para um transtorno resultante de um parto? Ora, uma viagem de recém-nascido de quase 90 quilômetros, que o percurso para Picos, por si só diminui qualquer possibilidade de salvamento! Josevita faz bem em denunciar mazelas assim. Por essas e outras é que não há FÉ que contorne situações que não podiam mais ocorrer em Oeiras, "terra pra se amar com o grande amor que eu tenho."
  Nome: MARINACY GOMESCidade: OeirasData: 15/12/2009 às 13:26:24
A criança amada a qual se tornou um anjinho de Deus seria minha sobrinha neta (designação para os antigos) neta de meu adorado primo/irmão. A família ficou muito alegre com o nascimento, mas logo após tivemos a triste notícia de seu adeus... Ainda estamos magoados com essa falta de atendimento de nosso Hospital. Sei bem que não só minha família chora essa perda, mas muitas outras choraram, estão chorando e se ainda continuar com essa falta de aparelhos consequentemente muitas irão chorar. Mas pergunto: - E se acontecer com alguém da família de nossos queridos médicos? Não estou aq dizendo que estes são culpados, mas que devem pensar nisso e pedir urgência para que se tenha os meios necessários para salvar vidas. Hospital bem equipado trás respeito e avanço para uma cidade. Médicos competentes nossa cidade tem orgulho, mas estes precisam de bons recursos tecnológicos. Obrigada Josevita por ter feito esse desabafo-notícia. LEMBREM-SE: VIVAM E DEIXEM VIVER E AJUDEM OUTROS A NASCER E A SENTIR O GOSTO PELA VIDA!
  Nome: patriciaCidade: OEIRASData: 16/12/2009 às 10:21:35
PARABENS JOSEVITA NOSSA CIDADE PRECISA DE PESSOAS COMO VOCE SEM TER MEDO DE FALAR A VERDADE.COMO MUITOS TAMBEM JA CHOREI A PERDA DE PARENTE POR FALTA DE APARELHOS, MAS FICAMOS CALDOS GRAÇAS ADEUS VEIO VOCE PARA NOS AJUDAR NESSA BATALHA PARABENS PELO SEU TRABALHO.
  Nome: Adalgisa PavãoCidade: OEIRAS-PIData: 16/12/2009 às 11:59:51
Marinaci, não quera ser injusta. Não são os médicos e enfermeiros que devem providenciar a aquisição e montagem dos aparelhos.
é O DIRETOR DO HOSPITAL E O SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO.
Os médicos não podem obrar milagres. Por isso encaminham para Picos ou Teresina.
Aqui não tem UTI.
Por favor!
  Nome: MARINACY GOMESCidade: OeirasData: 17/12/2009 às 11:00:43
Querida Adalgisa Pavão, se vc ler novamente meu comentário, verá que NÃO ESTOU DIZENDO QUE SÃO OS MÉDICOS CULPADOS , E SIM QUE OS MÉDICOS DE OEIRAS SÃO TODOS COMPETENTES E INTELIGENTES, E QUE ESTES SIM OPERAM MILAGRES, POIS AINDA SALVAM MUITAS VIDAS SEM RECURSOS VIÁVEIS, mas que eles devem exigir/solicitar aparelhos, pois somente estes sabem como é difícil trabalhar sem recursos necessários. Pois realmente quem deve disponibilizar tecnologia favorável são os responsáveis governamentais. Mas não custa nada os funcionários solicitarem (sempre) aparelhos. Quando trabalhamos em algum local, nós sabemos o que está faltando para fazer um bom trabalho, e da maioria das vezes os "responsáveis" argumentam que não são informados que está faltando algo e fica no esquecimento, ou ainda dizem que não receberam nenhuma solicitação. ESCREVI AQ APENAS PARA EXPOR A GRANDE PERDA OCORRIDA. Buenas gracias!
  Nome: Frederico BarrosoCidade: Oeiras-PIData: 02/01/2010 às 22:38:15
Josevita, li teu pretensioso artigo sem pretensões literárias. Às favas as pretensões literárias!!
Retorno à velha Oeiras após quase um ano. Confesso que minha saudade e motivação estão cada dia menores. Novamente não vi quase nada de novo. A cidade aparenta mau zelo. Talvez esteja enganado, ou tenha visto com muito apuro.
Apesar de conhecer profundamente a temática da mortalidade infantil, teu relato me chocou. Também tive um irmão, morto recém-nascido, por uma prematuridade que nos dias atuais, salvar-se-ia com facilidade. Aos 35 anos, fui novamente pai no dia 24 de novembro. Meu segundo filho herda meu nome, nasceu com boa saúde e bem cuidado em terras maranhenses. Compartilho da dor deste jovem pai ao receber o corpo sem vida de sua filha. Indigna-me.
Não sei como ou porque aconteceu este óbito, mas sei que, em dias atuais, é injustificável. Mais um óbito infantil a coroar nossas tristes estatísticas.
O presidente Lula elegeu como política prioritária de seu governo a redução das desigualdades regionais. Um dos indicadores que demonstram a brutal desigualdade entre Norte-Nordeste e Sul-Sudeste é o Coeficiente de Mortalidade Infantil. Nós, no Nordeste brasileiro, possuímos uma mortalidade infantil muito alta, impensável para os padrões de desenvolvimento do país. Parte desta mortalidade é justificável diante da prematuridade extrema, de malformações incompatíveis com a vida, de intercorrências gestacionais graves. Entretanto, a maior parte decorre de casos como o que relataste e que indigna a alma de todos nós. Para evitá-los o caminho é tortuoso, não necessariamente caro, mas possível. Investir em “atenção básica” - planejamento familiar, assistência pré-natal, assistência adequada ao parto e ao recém-nascido, com profissionais qualificados que empreguem práticas cientificamente comprovadas – é o que mudará esta triste realidade.
  Nome: Baltazar D.MonteiroCidade: Teresina-PiauíData: 04/01/2010 às 11:35:16
É Josevita, e pensar que lá deixei enterrados l3 anos, 18 dias e alguma horas no tempo de Badé, sou obrigado a concordar contigo em gênero, númaro e Degraus ao contrário, por que parece-me, o progresso no HRDC está se dando ao contrário. Que apareçam mais desabafos assim. Abraços DC.


terça-feira, 25 de setembro de 2012

Crianças Indigo, Cristais, seres especiais... seres espaciais.

Os 5 Grupos em Evolução no Planeta. Os Star Seed. Crianças Índigo.

 


Os 5 Grupos em Evolução no Planeta.
Os Star Seed. Crianças Índigo.
Há 5 tipos diferentes de seres evoluindo no reino humano. Estas divisões não são rígidas, existem excepções, ou porque se trata de seres extremamente evoluídos ou de seres extremamente atrasados ou porque são seres que, de algum modo, ocupam zonas de transição entre estes 5 níveis.
Esta escala pode-nos ajudar a compreender mais rapidamente porque é que fomos atraídos ou repelidos de um ambiente, ou porque é que determinada pessoa está próxima de nós ou subitamente se afasta.
Este planeta não existe em nenhuma dimensão estável, nós estamos num planeta que entrou nos anos 80 na dimensão três e meio, significa que todas as nossas experiências tendem para a hibridação. Todo o doce traz o seu elemento de amargo, todo o amargo traz o seu elemento de doce, toda a solidão é passível de ser interpretada como um convite a outro tipo de acompanhamento, todo o convívio pode revelar-se francamente estéril na proporção em que tu tens necessidade de te aprofundar.
Nós não estamos numa fase em que não existem experiências absolutas fora de nós, porque o planeta está a esvaziar rapidamente os seus reservatórios de energia que alimentavam o modelo da terceira dimensão e está a ser reabastecido com energia que visa a reformulação do jogo de forças para desmaterializar a Terra e rematerializá-la noutro contínuo. Este salto dimensional é aquilo que neste momento a entidade Terra se está preparando para dar.
Actualmente temos um número de seres que não mais pertence à evolução humana, ele atrasou-se de tal forma que os atractores entre o espírito e os elementos (átomos permanentes) perderam qualidade de constituição humana. Atrasaram-se tanto no caminho cósmico e desfasaram-se tão profundamente da escola terrestre, que não se pode dizer mais que pertencem ao reino humano, eles podem até ter uma forma andróide, mas, energeticamente, não pertencem ao reino humano. Eles estão sobretudo no plano astral e daí controlam pirâmides de condicionamento hipnótico que vão desaguar na mente das massas. Estes seres desfasaram-se de tal forma da evolução humana que não podem sequer reencarnar, nem religar-se à forma e ao corredor ascendente. É um número muito reduzido, serão reconduzidos a evoluções que se encontram no princípio da oscilação matéria/energia. Têm que readquirir, de novo, em níveis abissais em termos de tempo, a capacidade que a mónada tem de se vincular à matéria evolutiva. Então, temos um clube de magos negros com que não nos ocupamos especialmente – 1º grupo.
O 2º grupo de seres, vastíssimo neste planeta, são os inertes. São seres que se encontram dentro do reino humano, respondendo aos limites básicos da condição humana, vibrando minimamente de acordo com as leis essenciais da convivência entre os homens, contudo, há muitas vidas (2000 anos ±) que não respondem ao impulso evolutivo, ou respondem nos mínimos. Significa que um indivíduo que era um mercenário na antiga Roma, hoje continua a ser um mercenário.
Um indivíduo básico há 2000/3000 anos atrás, hoje, continua com o mesmo enquadramento energético, respondendo aos mesmos estímulos e vivendo da mesma forma.
Este 2º grupo é muito vasto e inclui também seres que sendo completamente inertes, só respondem a uma energia superior quando a disciplina da dor aguda tem de ser invocada pelo seu próprio espírito, são seres que só respondem ao magnetismo superior quando a dor atinge níveis muito profundos, muito especialmente na dor física e emocional.
O 3º grupo de seres são os vacilantes. Eles vivem em dois estados de consciência, respondem ao chamado, buscam estar frente tanto quanto possível a esse chamado, têm uma consciência estável de que o Universo não termina nos níveis imediatos da experiência, experimentam um tédio profundo com as soluções da nossa civilização, sentem um chamamento magnético sério, autêntico, para o caminho superior, no entanto, não estão dispostos a passar pela disciplina oculta que os retira da vacilação.
Depende de quem for o “senhor” na sala, de quem for a “força” presente em casa, do meio ambiente. Eles ainda não aprenderam a transmutar as energias do meio ambiente e, portanto, a transformar-se num dínamo de luz. Se o meio ambiente for positivo, expansivo, criador, libertador, são capazes de acolher essa vibração nos seus corpos, amá-la, cultivá-la o mínimo e procurar permanecer dentro dessa vibração, mas se a vibração subitamente se altera, ou se o ambiente é degenerativo, involutivo, tóxico, negativo, eles também facilmente acolhem isso e deixam-se adormecer no embalo das forças involutivas. Os vacilantes é um imenso grupo humano.
Então, nós temos os refractários à luz que têm que recomeçar a evolução a partir do Alfa, novamente. Depois temos os inertes que são seres que não respondem à vibração superior, mas também não ousam atravessar outras portas inferiores, justamente porque são inertes.
Depois os vacilantes que são seres que são como um cata-vento, não têm energia própria, reflectem energia do meio ambiente. A grande qualidade que vem em auxílio do vacilante é a tristeza. Se o vacilante não sente tristeza, angústia, desamparo, estupidificação, rudeza, mediocridade no seu ser ele poderá permanecer vacilante indefinidamente. Então, o motor do vacilante é o mal estar, é através do mal estar que o vacilante aprende a aquiescência, a obediência oculta ao controle exercido pela sua própria alma. Ele devia ter no mal estar o seu maior mestre. O mal estar psicológico, uma sensação de desfasamento entre o que ele vive e o que ele é, a confusão entre o centro e a circunferência, a indefinição de uma afirmação de princípios orientadores superiores, a falta do fogo de Sagitário que é o que define especificamente o vacilante, ele não tem um magnete que o mantém coligado, indefinidamente, ao seu próprio caminho.
O 4º grupo são os despertos, progressivamente firmes, lúcidos e preparando-se para a acção.
O 5º grupo pode ser definido como as sementes de estrela. Este é também um grupo relativamente reduzido, são algumas centenas de milhar no planeta, apenas.
Enquanto que os 4 primeiros grupos são seres da escola da Terra, as sementes estrela não são da Terra. São seres cuja dimensão de amor era suficientemente potente para que eles se apaixonassem especificamente neste período crítico do planeta, e as sementes estrela são completamente diferentes dos que evoluem na escola terrestre, têm dificuldade em sentir o leque de emoções humanas disponível: paixão, fixação; apego, confusão mental; cobrança emocional. O corpo emocional deles não vibra com estas coisas e, invariavelmente, têm respostas emocionais muito profundas a coisas que para a maior parte dos seres humanos são apenas vagamente interessantes, ou seja, têm respostas emocionais muito profundas às grandes árvores, às estrelas às três e meia da manhã no alto da colina, ao comportamento dos golfinhos, à telepatia infantil, às lágrimas de prata que não se confundem com as de sal. A lágrima de prata é o momento em que o peregrino espiritual deu o seu máximo e fica aguardando a mão do Mestre.
Estas sementes de estrela vêm fazer uma enxertia de raças por um processo de osmose de consciência na transição planetária (a consciência tem impacto sobre o ADN).
Actualmente este vaso onde evoluímos está a ser submetido à lei da economia, num nível muitíssimo mais forte do que até hoje. Significa que as relações entre estes 5 grandes grupos humanos estão a ser sintetizadas, de forma que, se te manténs alinhado, correcto, simplificado, lúcido dentro da vibração que te qualifica, vais encontrar seres do grupo que te corresponde.
Os refractários sofreram uma fossilização da consciência e não respondem à evolução.
Os inertes, pela vibração que desenvolveram nos seus corpos, não podem continuar na Terra. A escola terrestre vai subir uma oitava e vai passar a ter como vibração mínima, a vibração do amor fraternal. Presentemente a vibração mínima é a da sobrevivência, é a básica – chacra da raiz – é a fonte de motivação psicológica do comportamento humano. Na nova Terra o ponto de partida é a vibração da fraternidade, e os inertes não podem responder a esta energia. Seria uma violência estes seres serem obrigados a permanecer na nova Terra, porque não têm forma como interagir com este novo universo, seria extremamente doloroso para eles, porque não teriam feito o aprendizado plástico que conduz minimamente à fraternidade. Estes seres já estão desencarnando em grandes quantidades e a ser levados por condutos internos às suas novas moradas, que correspondem à equação de dor/conflito específica para fazê-los sair da concha comportamental na qual se auto encerraram nos últimos milénios.
Então, esta nova morada é um acto de amor para estes seres. Quando observamos que desapareceram 20.000 pessoas em 10 minutos, o mais certo é a maior quantidade desses seres, que abandonaram a dimensão física, terem sido conduzidos para novos pontos no cosmos.
Assim como a mãe Terra está dispensando espécies que não correspondem mais à organização de evolução de consciência que ela busca fazer nos próximos tempos, muitas espécies estão a desaparecer por impacto ecológico, outras estão a desaparecer porque a mãe Terra está a preparar novos veículos, novos vasos biológicos para consciências e para as mesmas essências que se exprimiam através daqueles seres. Diariamente desaparecem 12 a 15 espécies, incluindo insectos.
Da mesma forma que a transformação da biosfera terrestre está a acontecer, também a humanidade está a sofrer uma limpeza e uma selecção. Então, nós temos todos os inertes a serem conduzidos, amorosamente, para outras moradas cósmicas.
O grupo dos vacilantes, finalmente, está prestes a entrar em pânico, porque o vacilante só sai daquele ponto quando entra em pânico, não no sentido da instalação de uma esquizofrenia temporária entre ele e o exterior, não, pânico no sentido em que os instrumentos dele, a leitura que ele faz da realidade e o conforto que ele sente em passar de uma porta para outra, de um Senhor para outro “senhor”, de um mundo para outro, termina, não funciona mais. As portas começam-se a fechar e é cada vez mais difícil para o vacilante retornar ao passado ou retornar ao futuro. Cada vez que um vacilante hesita entre o passado, a cauda, o velho, o superado, o venenoso e a nova condição planetária, neste momento, a porta que antes abria e fechava tranquilamente, começa a ficar rígida, e portanto, a energia, o carma, a impressão de perca de combóio que o vacilante começa a ter é cada vez mais forte e ele começa a sentir tristeza, angústia, desfasamento, alienação e, finalmente, pode atingir, dentro do relógio terrestre, o ponto de crise que o retira da condição de vacilante para a de vigilante (obviamente que não há aqui separações rígidas, isto é uma gradação de consciência).
À medida que os super visionadores da evolução deste planeta terminam as contas e à medida que o balanço é feito, o ciclo cumpre-se e os vacilantes precisam de saltar para a plataforma de resgate.
Resgate, no sentido da ascensão dum planeta, não é uma frota extraterrestre que te vem buscar ao vale, resgatando o teu corpo físico, isso, inclusive, está preparado, mas resgate verdadeiramente é a passagem facilitada pelos vigilantes para as plataformas de luz do ser. Tu és uma realidade multi dimensional, tens dentro de ti as grandes prisões e os grandes espaços siderais.
O vigilante já não está só vigiando por ele, se tu te sentes um vigilante (um ser com um mínimo de vacilação), um ser magnetizado na realidade pura, que chama dentro de ti, qualificado pela tua espiritualidade até às últimas consequências, tu és um vigilante. Tu és o umbral de centenas de seres.
A fortificação do teu ser, arquitectonicamente, no limiar do tempo, é uma condição de resgate para centenas de pessoas.
O vacilante caracteriza-se por um ser completamente idiotizado quando não está em contacto com o seu ser profundo – coisa que não acontece com os outros – e um inspirado quando em contacto com o seu ser profundo.
Enquanto nós estamos num ciclo em que a alma faz a manutenção da nossa personalidade, tu podes ter qualquer comportamento que a alma sustenta, ou seja, mantém a inteligência, o poder de análise, de decisão, de intervenção, o poder de funcionar no mundo. Quando o ciclo termina e quando a personalidade já está esculpida o suficiente, os comportamentos humanos comuns tornam-se esgotantes.
Quando um ser humano tem um dia absolutamente normal, digo, honesto, são, coerente com os seus princípios e chega ao fim do dia exausto, significa que ele não nasceu para ser normal. A alma dele não apoia mais a vida normal, porque vida normal é o estágio da consciência que colocou o planeta no estado sócio económico em que ele se encontra.
Exemplo de normal: 1º – É considerado normal gastar por minuto em armamento o que não se gasta em 3 anos em saúde.
2º – A taxa Toblin foi criada por um economista nos anos 70 que define que: se por cada transacção internacional entre países fosse cobrado 0,005% da transacção pelas Nações Unidas, e se esse dinheiro fosse entregue às N.U., a dívida do 3º mundo desaparecia em três semanas. Ao fim de 1 ano tínhamos hospitais, escolas e universidades por toda a África Central. A taxa Toblin foi considerada irrealista.
Foi a consciência normal que decidiu que esta taxa era inaplicável.
Dias normais não mais podem prover o campo de sustentação que mantém a tua consciência acima da sonolência.
À medida que os vacilantes se firmam nos seus postos, transformam-se em passagens, em vibração condutora para centenas de vacilantes. Quem é que estarás encontrando nos próximos meses? Dezenas e dezenas de vacilantes. Um vacilante que tu podes ajudar é comparável a um ovo com o período de chocagem quase pronto e o vacilante vem ter convosco para vocês se sentarem em cima dele, uns minutos, até sentirem a casca quebrar. Existem milhares e milhares de seres cujo Cristo penetrou a rede de consciência e fala no interior deles mas a passagem da boa vontade para a vontade boa ainda não se fez nestes seres. Então, eles vêm ao teu campo vibratório para ser chocados, para que lhe seja dado, secretamente, pelo teu tom de voz, pelo brilho do teu olhar, pelo magnetismo que irradia de ti, pelo teu silêncio, vêm para receber o último estímulo que lhes dá a coragem, a segurança, o calor, a ternura que propicia eles saírem da casca e assumirem-se como seres em progressão espiritual, e um vigilante hoje é absolutamente precioso porque ele contém, em si, exactamente o que a humanidade como um todo mais necessita, que é afirmação clara de que há um caminho e que há hierarquias que chamam.
O fogo é o elemento em ti que te leva a persistir mesmo que todas as forças tenham sido esgotadas: as energias físicas – terra; as emocionais – água; as mentais – ar. Todas são esgotáveis, mas o fogo em ti – o fogo é a tradução da mónada na estrutura psíquica – é inesgotável, vai estando constantemente impelindo-te para a frente. Os próximos 10 anos são de fogo ou de trevas, não são anos de ideologia ou de troca de manutenção de regimes emocionais velhos, nem de conquistas físicas, eles vão ser anos de fogo ou de obscuridade. Este fogo é o agente em ti que permanece impulsionando, em qualquer estado estás sendo estimulado e à medida que ele evolui, esse estímulo rompe e torna-se plenamente consciente.
O fogo é aquilo em ti que avança destemidamente, que conquista onde a humanidade hesita. Quando tu caminhas com essa chama, nesta altura dos acontecimentos, estás a atrair para ti massas de elementais para serem dissolvidos nessa chama.
Um elemental criado por métodos mágicos faz turismo pelo universo até se resolver. Sempre que pões a tua vontade numa coisa que não é totalmente clara, por exemplo, um mau pensamento a que tu deste força, aquilo começa a girar em torvelinho e se continuas a dar força, o torvelinho aumenta e a partir de um certo grau de poder giratório aquilo ganha esfericidade e vai em busca da vítima.
Os seres humanos “normais” produzem elementais negativos às centenas por dia, desde os mais inofensivos: de tu resmungares com o homem da bomba de gasolina, até aos mais perigosos que é, tu manteres um rancor estruturado, geométrico, energizado, durante anos.
Ser comum é libertar “coisas” inconscientemente, os seres vivem em roldão, as forças puxam para a esquerda e eles vão, depende da maré, e este ser como é um micro criador, constantemente liberta forças de si. A atmosfera urbana está saturada de elementais, de esferas de energias com intenção.
Quando um ser amadurece espiritualmente, começa a perceber que não nasceu para a felicidade, mas para a alegria que é o toque da alma.
Fica lúcido, tu já não és um ser em carência, vamos parar com o drama do “pobrezinho de mim”, ou de “eu tenho um problema, eu sou um problema”, vamos sair do nível psicológico, senão nunca mais te encontras com a tua tarefa.
Enquanto eu me defino como portador de problemas eu estou alienado no que vim aqui fazer. Renuncia ao gozo de estares envolvido em novelos de problemas próprios, renuncia ao plexo solar!
Concentra-te e actua, não te preocupes. Concentração/acção. É pela intensidade do teu amor, pela lucidez da tua consciência, pelo alinhamento da tua vontade que o campo vibratório à tua volta se ritualiza. A invocação mais poderosa de todas é a entrega e o vazio constantes. A entrega como resultado de uma compreensão filosófica, alquímica e oculta de Deus, isto é, o Pai a partir do momento em que tu foste formado como um vigilante, busca a tua entrega para Ele poder descer.
Quem criou o teu problema senão a tua personalidade? Foi o pequeno ser em baixo achando que sabe.
Enquanto eu tenho um ritual, durante o momento do ritual eu comuto dimensionalmente é para isso que servem os rituais. O ritual é um comutador de dimensões, as comportas da minha consciência superior abrem-se, há uma inibição voluntária das vibrações inferiores (social e psicológica) e eu sofro uma transfiguração momentânea durante o ritual.
O grande ser cuja nova energia é a sacralização do campo energético do homem, é aquele a que antigamente se chamava Saint Germain. Este grande ser tem como meta sacralizar os metros em torno do teu ser. Significa que a cidade recua e tu avanças, que os adereços desaparecem.
Estes vigilantes estão a ser aperfeiçoados para o grande abraço, que é dar de si, do divino para o divino do outro.
Neste momento convivem claramente duas dimensões: a 3ª (ou o que resta dela) e a 4ª dimensão e nós vamos observar alternâncias muito intensas de uma para a outra em nós. Significa que na mesma hora podemos ter uma variação emocional e psicológica que antes tínhamos ao longo de um mês ou de uma semana. A consciência individual está-se a treinar no salto para a identificação com o eu superior. A realidade à tua volta, subitamente, torna-se dolorosa. Se tu reagires com a antiga postura vais sentir dor, conflito, empobrecimento energético. Se eu reagir a partir do nível intuitivo do meu ser (a nova postura), eu permaneço tranquilo e tudo pode acontecer.
Estamos a observar em dezenas e dezenas de casos essas comutações súbitas nas pessoas, em cada situação que surge, se eu reajo com o meu ser exterior, subitamente, há toda uma massa de luz que dentro de mim se destaca e não se identifica com a minha reacção, ela permanece esférica cá dentro, e tu vais lá sofrer o que tens a sofrer. Se eu aprendo a reagir a partir dos níveis internos do meu ser, o que quer que aconteça à minha volta é evocado por mim. Em vez da vibração ser alternada e fendida, clarificada, tu alteras os acontecimentos. Significa que o modelo dual da Terra está a ser desactivado, a evolução por conflito está a terminar, e cada vez mais vamos observar evolução por identificação, por reabilitação, por iniciação.
Na evolução por conflito, o Universo dá-te um balde cheio de ouro e areia e tu saltas para dentro do balde e vais tentar separar o ouro da areia, e há um constante conflito entre as duas presenças porque para cada grão de ouro, tu agarras cinco grãos de areia, tu estás misturado com o plano onde a dualidade acontece. Tu estás dentro do balde.
Na evolução por identificação, no momento em que te aparece um balde com ouro e areia misturados, tu identificas-te com o ouro, mas não saltas para dentro do balde, não queres separar o ouro da areia. É só um balde com ouro e areia! E tu ficas do lado de fora. E dizes: “Olha, eu identifico-me com o ouro”. Esta operação de consciência na quietude, na oração, na firmeza, desenvolve magnetismo, e à medida que o teu magnetismo aumenta, os grãos de areia começam a saltar do balde.
Trabalha em níveis ocultos e não te impressiones nada com o que acontece fora de ti, porque tu fundes-te com o teu ser interno, a areia começa a sair da tua vida e o ouro permanece.
Tu és o invocador do habitat vibratório em que te encontras. Nós estamos a entrar na década do retorno ao quarto para orar em silêncio, tal como Jesus disse. Estamos na época em que isto tem que retornar.
A porta está aberta é só entrar. Eu tenho que tornar, na minha consciência, este estado de oração um contínuo e não um momento especial, senão estes 5% de irídio de que o nosso cérebro é feito não despertam. É a oração que activa os metais platinados no cérebro (irídio é um elemento com um potencial de super condutividade altíssimo). o irídio não responde a vibrações abaixo da oração.
À medida que isto vai sendo instalado, a situação à tua volta deixa de ser confusa, mas a coisa precisa de ser conquistada em camadas de realidade muito mais profundas do que na boa vontade. Tem de haver algo de estranho no processo, não no sentido negativo, mas no sentido extraordinário, fora do comum. Este ser precisa passar uma fronteira, senão ele continua no balde a lutar entre grãos de areia e grãos de ouro.
Na evolução por identificação, tu, atraindo o ouro do balde, estás a começar a usar funções desconhecidas dos chacras, funções nos chacras que estão mais para dentro do que as funções normais. Todos os chacras são um espectro, por isso é que é preciso cuidado quando se fala “ciência dos chacras”, é como chegar ao espectro e cortar só a primeira fatia, só que cada chacra tem muito mais. Cada chacra conduz àquilo que vai ser conhecido no futuro como “coração radiante”. O chacra cardíaco UM. Todos os 7 chacras são diferenciações de um mesmo chacra, da mesma forma que as 7 cores são diferenciações da mesma luz.
Esse chacra uno é o centro que os avatares exprimem (os avatares não têm 7 chacras, é uma única ampola de vibração, os chacras estão no corpo etérico. O corpo etérico de um avatar não tem nada a ver com o nosso, primeiro porque não tem chacras, tem uma única circunferência de poder, inteligência e amor-síntese).
À medida que descobres as camadas profundas de cada um dos teus centros, vais-te aproximando da vibração una que está por detrás de todas as sete frequências. Existe energia que tu podes classificar: artisticamente, sexualmente, amorosamente, vitalmente, socialmente, são qualificações de energia, e à medida que um indivíduo se vai aprofundando nesse espectro em cada centro, vai notando que a vibração de cada um deles começa a não ser distinta e com o bombardeamento de feixes de radiação vindos de Sírius, de Orion e com o facto de a Terra estar a entrar numa banda de frequência chamada “o cinturão de fotões” – começou a entrar por volta dos anos 80 – isto altera o steam, as camadas electrónicas e os ângulos de giro dos electrões em torno dos núcleos, produz combinações moleculares completamente exóticas, não fazem parte da história natural.
O Sol entrou numa cintura de fotões que momentaneamente (ainda não está estudado) altera a acção da gravidade sobre as moléculas. Isto permite combinações completamente desconhecidas, altera a química cerebral, o comportamento celular, o comportamento atómico e subatómico e sobretudo, diminui profundamente a actividade electromagnética do Sol e com isto, a potência e o bombardeamento de outras estrelas é muito mais intenso sobre a Terra e a reconfiguração da nossa Mãe é acelerada.
Isto conduz directamente ao assunto do único chacra.
Neste momento Eles estão fundindo o 1º e o 2º chacras, estão a criar aquilo a que se chama um centro criativo raiz, que deverá preparar a futura forma de reprodução. Este centro vai aprender a reprodução por impacto de radiação e não a reprodução por transporte de um crepúsculo super yang (sémen) para dentro de uma célula super yin, ou seja, o prana, o espaço etérico entre os seres vai ser fundamental no acto procreativo.
Da mesma forma o chacra do coração está-se a fundir com o centro da laringe e o plexo solar, gradualmente. Quando nós estávamos numa vida de sobrevivência, as diferenciações nas categorias do ser eram muito intensas, neste momento essas diferenciações estão sendo atenuadas e os chacras estão a sofrer um percurso em funil rumo ao único chacra.
A próxima Raça deverá ter uma distância na vibração dos chacras muito menor do que a nossa. Significa que as pessoas poderão sentir amor numa equação matemática.
As antigas definições entre matemática e paixão, geometria e fusão, análise e síntese vão começar a fundir-se para acomodar a vibração do UM.
Raças são aventuras do espírito da multiplicidade para a unidade. Então, as próximas crianças já trazem tendências que fundem os chacras.
À medida que estes centros se vão fundindo, começam a circular novas energias no teu corpo que suspendem processos químicos muito antigos, certas tendências hormonais, que substituem um tipo de comportamento hormonal por outro. Ex. Duas das glândulas que estão a ser mais estimuladas pela cintura de radiação são a pineal e o timo.
Em níveis profundos, o campo da pineal que corresponde à vontade, e o campo do timo que corresponde à inclusividade, estão-se a fundir também. Isto está gradualmente a gerar um novo tipo de criança.
Os star seed são seres que vêm doutras regiões do Universo ajudar a Terra na transição. Entretanto, entre 78 e 82 nasceram grandes quantidades de novas crianças, a partir de 82 o número estabilizou e calcula-se que actualmente, 80% das crianças que nascem trazem essas novas características.
Estas crianças não inter agem com a sociedade tal como ela ainda permanece e são justamente estas crianças, que por volta de 2011 irão dar à luz aquilo a que chamaríamos os bebés diamante. As crianças diamante são conscientes no plano da mónada.
Os star seed vieram abrir o caminho para as crianças índigo que têm uma cintura azul escuro fortíssimo em torno da aura, e as crianças índigo serão os pais das crianças diamante por volta de 2010.
As crianças diamante são todas equivalentes a seres ressurrectos, isto é, seres que não atravessam o vazio do acto de desencarnar.
Depois de desencarnar o indivíduo entra na região a que se chama Bardo (do Budismo). Essa região contém um tipo de vibração que não alimenta a base da memória. Significa que há uma completa dissipação de memória das vidas anteriores. O que quer que fique das vidas anteriores é retido nos planos akashicos, no mar de cristal, e quando um ser volta a encarnar, os átomos semente não contêm memória mas a síntese vibratória. Síntese vibratória é o resultado qualitativo, memória é a crónica do que aconteceu numa vida anterior.
Ao atravessar o Bardo perde-se completamente a memória da vida anterior. Estas crianças diamante, todas elas não atravessam o Bardo. Significa que, se elas tiveram vidas na Terra lembram-se de todas, se vêm de outros planetas lembram-se de tudo, se trazem determinada tarefa, aos 5, 6 anos falam abertamente nessa tarefa.
O adormecimento do espírito produzido pelo cérebro físico não actua sobre estes seres. Têm curvas de envelhecimento muitíssimo longas. Não se sabe quantos anos vão viver. A oxidação celular é muito baixa e quanto às hélices de ADN é muito provável que elas já tenham as 12 hélices de ADN que neste momento estamos a aprender a reconstituir.
No momento em que o ser está em oração, está a aprender a reconstituir a 3ª hélice de ADN. Quando te unes ao Pai, estás a enviar uma ondulação que facilita a reconstituição da 3ª hélice de AND, assim sucessivamente até à reconstituição das 12 que era o código genético adâmico original, o código genético dos Adões e Evas era de 12 hélices de ADN. Claro que não era um Adão e uma Eva mas essa raça cósmica que veio acelerar a evolução da Terra.
Nós temos 2 hélices de ADN e à medida que aprendemos a orar de uma nova forma estamos a reconstituir a 3ª hélice.
As crianças índigo (80% actualmente) trazem uma nova forma de oração. Na antiga forma eu pedia que algo acontecesse, visualizava um acontecimento, dava um prazo e em muitos casos combinava um preço. Temos um santuário no centro do país todo dedicado à velha forma de oração. Tudo bem! Na nova forma de oração tu visualizas-te completamente no amor, na paz. Tu pedes ao Pai o advento da plenitude em ti. Tu concentras-te no estado em que queres estar e não no instrumento através do qual sentes que vais chegar a esse estado.
Tudo o que os seres humanos buscam é plenitude, equilíbrio, harmonia. Na antiga forma de oração, as pessoas ficavam do lado de cá da desarmonia e iam dizendo ao Pai o que é que achavam que era necessário para ficarem completamente em harmonia. Na nova forma de oração eu antecipo-me e ofereço-me para ficar em harmonia e não conta como é que eu vou ficar em harmonia. Então, eu peço paz, equilíbrio e visualizo-me (isto é essencial) nesse estado. Tu oras ao Pai como se Ele já tivesse respondido à oração. E há uma oração de gratidão, de alegrai e de união com essa paz central.
Acontece que a tua consciência, com essa nova forma de oração sofreu uma mutação, não está mais no: “eu quero receber”, mas, “eu recebi” e, de repente, os contadores cósmicos dizem: “espera aí, há aqui um erro, aquele ali está no estado de quem já recebeu, mas segundo as nossas contas, nós ainda não lhe demos, estamos atrasados”, então, os anjos vêm a correr…
Eu crio uma consciência de quem já se firmou no ter recebido. Eu estabilizo-me, abro-me e agradeço uma coisa que, segundo a antiga estruturação quântica, ainda não recebi e peço paz e harmonia. A oração consiste em ter uma fé tão poderosa nas energias superiores que tu verdadeiramente emites uma onda de quem já recebeu e a tua consciência, em termos quânticos, não está mais em fase com o antigo varrimento. Conclusão: O Universo tem de se actualizar. Tu vais da solução para o problema. Nós temos que assumir a nossa parte de divindade.
No antigo diálogo eu era todo humano e a meta era o todo divino. Nesta nova forma de oração tu necessitas de assumir uma parte da luz interior, então, o divino que dá e o divino que recebe são um só, e assim, o campo vibratório à tua volta altera-se, e a realidade, as forças, os elementais e o carma, inclusive, têm que seguir esse conduto que tu crias-te na fé.
Na fé porque é necessário um grau de loucura e de fé para conseguir entrar nisto, tens que estar à frente do teu tempo. Precisas de orar da 4ª dimensão, onde o templo não é importante, para dentro da 3ª dimensão onde o tempo conta, e se tu oras já na 4ª dimensão, as leis da 3ª dimensão começam a alterar-se.
Não é possível pedir coisas, porque ao criares objectivações, tu cais todo dentro da 3ª dimensão outra vez. É necessário que o ser comece por pedir estados, não coisas, é para pedir um estado total, uno, pleno, sem hiatos e uma vez isto conseguido, começam a aparecer coisas.
Então, estas novas crianças trazem uma escola dentro delas que as ensina a orar de cima para baixo, duma dimensão una para uma dimensão fragmentada e trazem uma certeza profunda do nosso património espiritual e da nossa identidade cósmica, daí para baixo.
Devemos ter consciência que, como vigilante tu és a ombreira da porta de muitos seres. Implica um alinhamento, uma responsabilidade e um trabalho que é como um cirurgião em que um corte 3cm a mais é fatal. Ao mesmo tempo que deixamos esta responsabilidade entrar, é importante que estejamos todos semi deuses e a rirmo-nos disto tudo em simultâneo, porque é preciso montar e desmontar, montar e desmontar, porque se só ficamos a montar essas coisas, podemos ficar a um passo da omnipotência e aí é perigoso.
Então, eu preciso trabalhar isto de forma que o meu veículo vá ficando plástico à luz, sem rigidez, lúcido, mas ao mesmo tempo flexível. Assim, tu estás a trabalhar para dois grandes grupos: as crianças índigo e as crianças diamante.
Chama-se diamante porque a zona que equivale, simbolicamente, ao diamante, a pineal, é muitíssimo forte nesses bebés. Vão ter poderes de cura fortíssimos, sufocam na aura opressiva das grandes cidades, eles não conseguem viver aí ou então invertem, o que é particularmente grave, tornam-se extremamente negativos.
As ilhas de luz são habitats onde as qualidades das crianças índigo e diamante se podem exprimir.
Nós estamos facilitando o advento de uma nova Raça. Muitos destes sintomas vão ser vividos em nós. Isto é a preparação para a 6ª Raça. Nós estamos na 5ª Raça e estamos a passar da 5ª Sub Raça da 5ª Raça para a 6ª Sub Raça da 5ª Raça que contém o gérmen ligado ao Manu que contém a ressonância que conduz à 6ª Raça.
É necessário abrir o campo vibratório para uma paixão serena pelas novas crianças, pelas ilhas de luz e pelo grande abraço que os vigilantes estão a aprender a dar.
Aquilo a que se chama, exotericamente, a cruz mutável, que é onde a humanidade comum está crucificada, caracteriza-se por uma tendência para ter. Os discípulos saíram da cruz mutável e entraram na cruz fixa. A cruz mutável corresponde ao cristo oculto, ele está lá mas não se exprime cá fora. Isto é o estado da humanidade inteira. Nós estamos a aprender a sair da cruz mutável – fogo fricativo, 3º Raio – e chegar à energia de 2º Raio. Estamos a transferir força do plexo solar – ter – para o 2º Raio – coração, amor.
Esta cruz fixa é a cruz do cristo crucificado, corresponde ao momento em que o indivíduo de mil e uma influências encontra a única que o move.
A força motriz do Homem é a paixão, que é o que nos faz passar da cruz mutável (cruz suástica) para a cruz fixa (dos discípulos) e o que nos faz passar da cruz fixa para a cruz cardinal (dos iniciados) é outra vez a paixão. Paixão é a fusão entre consciência e acção (Eros do grego). A cruz fixa é o perfeito equilíbrio entre o vertical e o horizontal. O homem comum está a aprender a sair da suástica e a sonhar com a cruz fixa. O vigilante está a aprender a estabilizar-se na cruz fixa e a começar a vislumbrar a cruz cardinal, mas a transição faz-se sempre por paixão.
Por André Louro de Almeida

Arquiteta! Adoro minha profissão... de fé!


MANUAL BASICO DE COMO UTILIZAR UM ARQUITETO

A partir do Colégio de Arquitetos



1- Arquiteto dorme. Pode parecer mentira, mas Arquiteto precisa dormir como qualquer outra pessoa. Não o acorde sem necessidade! Esqueça que ele tem telefone em casa, ligue para o escritório;
2- Arquiteto come. Inacreditável, não? Mas é verdade. Arquiteto também se alimenta e tem hora para isso;
3- Arquiteto pode ter família. Essa é a mais incrível de todas: mesmo sendo Arquiteto, a pessoa precisa descansar no final de semana e precisa de um tempo com a família e amigos, sem pensar ou falar sobre projetos;
Pergunta: Nas situações acima o Arquiteto atende?
Resposta: Sim. Pode atender, desde que seja pago por isso.
Desnecessário dizer que, nesses casos, o atendimento tem custo adicional. Por favor, não pechinche… Ah, e cara feia na hora de assinar cheque não diminui o que você tem que pagar. Se quiser mais barato, poderia ter procurado
outro arquiteto. O combinado não é caro.
4- Arquiteto precisa de dinheiro. Por essa você não esperava, né? É surpreendente, mas Arquiteto também paga impostos, alimentação, combustível, vestuário, etc. E uma coisa bizarra: os livros, o escritório e as coisas que ele tem não chegam ate ele gratuitamente. Impressionante, não? Entendeu agora o motivo dele cobrar uma consulta? (ou consultoria?)
5- Ler, estudar é trabalho. E trabalho serio. Pode parar de rir. Não é piada.
6- Não é possível examinar projetos pelo telefone. Essa nem vou comentar.
7- De uma vez por todas, para reforçar: Arquiteto não é vidente. Ele precisa examinar o projeto e muitas vezes precisa reexamina-lo. Se quiser milagre, tente uma macumba e deixe o Arquiteto em paz.
8- Em reuniões de amigos ou festas de família, Arquiteto deixa de ser Arquiteto, vira amigo ou parente. Não comece conversas sobre como ajeitar sua sala ou que cor combina com os moveis do seu quarto. Para isso ele precisa refletir, se concentrar, ou seja, precisa trabalhar. No caso do Arquiteto, criar demanda mais do que a maior parte das pessoas acha.
9- Não existe apenas um desenho – desenho é projeto, projeto tem que ser pensado e, por sua vez, cobrado.
Diante desses tópicos inconcebíveis a uma boa parte da população, algumas dicas para tornar a vida do Arquiteto mais suportável:
a) O uso do celular: celular é ferramenta de trabalho. Por favor, ligue apenas quando necessário. Fora do horário de expediente, mesmo que você ainda não tenha acreditado, o Arquiteto pode estar fazendo alguma daquelas coisas que você pensou que ele não fazia, como dormir ou namorar, por exemplo.
b) Antes da consulta: por favor, marque hora. Se não marcar, não fique andando de um lado para o outro na sala de espera e nem pressionando a secretaria. Ela não tem culpa da sua idiotice. Ah! E não espere que o Arquitetová te colocar no horário de quem já marcou. Se tiver fila, você vai ficar por ultimo. Na próxima vez ligue antes. Só venha sem marcar em caso de emergência (que seja realmente emergência), por favor.
c) Repetir a mesma pergunta mais de cinco vezes não vai mudar a resposta. Por favor, repita no maximo três. O Arquiteto não esta sob investigação policial.
d) Quando se diz que o horário de atendimento é ate meio-dia, não significa que você pode chegar 11:55. Se chegar, volte depois do almoço. O mesmo vale na hora do fim do expediente.
e) Emergência? Claro que o Arquiteto atende, mas se estiver fora do horário normal, esta fora do preço normal.
f) Na hora da consulta: bastam alguns membros da família para acompanhar o cliente e responder as perguntas do Arquiteto. Por favor, deixe os amigos do cunhado e seus vizinhos com os respectivos filhos nas casas deles. Não fique bombardeando o Arquiteto com milhares de perguntas durante o atendimento. Isso tira a concentração, alem de torrar a paciência. Evite perguntas que não tenham relação com o projeto.
g) Infelizmente, a cada consulta, o Arquiteto só poderá examinar um projeto. Lamentamos informar, mas seu outro projeto também terá que passar por consulta e você também terá que pagar por ele.
h) O Arquiteto não deixara de cobrar a consulta só porque você já gastou demais na obra. Não foram os Arquitetos que inventaram o ditado “O barato sai caro”.
Recebi este manual pela internet de autor desconhecido, onde considero de utilidade pública, principalmente para quem esta pensando em construir ou reformar e vai contratar um arquiteto.
Paulo Pinhal
Colégio de Arquitetos

Os "Marqueses de Carabás" . . .

Políticos de todo o Brasil são donos de terras na Amazônia e Cerrado


Dados do livro “Partido da Terra – como os políticos conquistam o território brasileiro”, obtidos a partir de declarações de bens à Justiça Eleitoral, mostram que políticos de todas as regiões do país possuem terras na Amazônia e no Cerrado.



O jornalista Alceu Luís Castilho, autor do livro, lançamento recente da Editora Contexto, analisou quase 13 mil declarações de políticos eleitos em 2008 e 2010. No município de São Félix do Xingu (PA), o segundo maior do país, com o maior rebanho bovino, os políticos possuem mais de 12 mil hectares.

O Pará é um dos principais destinos dos políticos – inclusive nos municípios do Arco do Desmatamento, no Pará e em Mato Grosso.
O livro expõe a tese de um “sistema político ruralista”, do qual emerge um fenômeno mais conhecido, a famosa bancada ruralista.

De acordo com o livro, entre os deputados estaduais e federais, senadores e governadores, eleitos em 2010 e 2006, de 548 mil hectares, 88 mil ficam em outros estados que não aqueles onde eles têm domicílio eleitoral.

Das áreas rurais declaradas pelos prefeitos, 22,56% também estão em outros estados. São 262 mil mil hectares, de um total de 1,16 milhão de hectares informados por eles ao TSE.
Dos 22 prefeitos do Acre eleitos em 2008, 10 são proprietários de terras rurais. Somando os vice-prefeitos, 13 municípios do Acre (59,09%) possuem políticos proprietários de terra à frente de prefeituras. A porcentagem entre os prefeitos é de 45,45%.
O estado que mais possui “prefeitos e vice-prefeitos com terra” é o Mato Grosso (com 62,41% entre prefeitos, 78,72% incluindo vice-prefeitos). Em seguida vêm Paraná, Bahia e Espírito Santo, contando os vice-prefeitos. Em todos estes estados mais de 70% dos municípios têm o prefeito ou o vice “com terra”.
Contando só os prefeitos a ordem muda: depois do Mato Grosso vêm Bahia (53,62%), Tocantins (53,24%), Rondônia (52,73%), Goiás (52,05%), Espírito Santo (51,95%) e Piauí (51,12%). Em todos estes casos mais da metade dos prefeitos é proprietária de terras rurais.

A lista dos 31 políticos com mais hectares, conforme as declarações entregues por eles mesmos à Justiça Eleitoral, possui um prefeito do Acre: Hilário Melo (PT), de Jordão. Ele declarou a posse de 17.842 hectares, em 2008, por R$ 42.942,87.
Uma das terras de Melo, de 17.731 hectares, foi declarada por R$ 642,87. A relação R$/hectare dessas terras é uma das mais baixas das 13 mil declarações analisadas: R$ 2,41 – equivalente ao preço de uma lata de cerveja.

Entre os latifúndios (pelo menos 2 mil hectares), essa proporção só é maior que a de uma fazenda do senador mato-grossense Jayme Campos, com relação R$/há de R$ 0,017.
A obra também enumera crimes ambientais em terras de políticos. Um dos casos é o do ex-prefeito eleito de Feijó, Juarez Leitão, do PT, afastado pela Justiça Eleitoral, que já teve obra embargada pelo Ibama, por desmatamento. Leitão era seringueiro, companheiro do sindicalista Chico Mendes e chegou a presidir o Conselho Nacional dos Seringueiros.

“Partido da Terra” traz também uma lista inédita de políticos madeireiros: são mais de 60 nomes. Quatro são do Pará, um do Amapá, um de Rondônia. Vários já foram acusados – alguns, até presos – de crimes ambientais.
Um dos capítulos sobre ambiente conta o caso de Luiz Augusto Ribeiro do Valle. Ele já foi diretor-presidente do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre. Teve uma área embargada pelo Ibama, em 2007, por destruição ou danificação de florestas.

Outro nome que aparece (sempre no 17º capítulo do livro, Arco do Desmatamento) é o de Darly Alves da Silva Filho, por desmatamento em Xapuri.
O livro trata também de crimes contra camponeses, indígenas e trabalhadores, a mando de políticos.
Por: Altino Machado
Fonte: Terra Magazine / Blog da Amazônia

domingo, 16 de setembro de 2012

O Poder monárquico-absolutista dos Papas



Como se formou ...

16/09/2012
Escrevíamos anteriormente neste espaço que a crise da Igreja-instituicão-hierarquia se radica na absoluta concentração de poder na pessoa do Papa, poder exercido de forma absolutista e distanciado de qualquer participação dos cristãos, criando obstáculos praticamente intransponíveis para o diálogo ecumênico com as outras  Igrejas.
Não foi assim no começo. A Igreja era uma comunidade fraternal. Não havia ainda a figura do Papa. Quem comandava na Igreja era o Imperador pois ele  era o Sumo Pontífice (Pontifex Maximus) e não o bispo de Roma ou de Constantinopla, as duas capitais do Império. Assim o imperador Constantino convocou o primeiro concílio ecumênico de Nicéia (325) para decidir a questão da divindade de Cristo. Ainda no século VI o imperador Justiniano que refez a união das duas partes do Império, a do Ocidente e a do Oriente, reclamou para si o primado de direito e não o do bispo de Roma. No entanto, pelo fato de em Roma estarem as sepulturas de Pedro e de Paulo, a  Igreja romana gozava de especial prestígio, bem como o seu bispo que diante dos outros tinha a “presidência no amor” e o “exercia o serviço de Pedro” o de “confirmar na fé” e não a supremacia de Pedro no mando.
Tudo mudou com o Papa Leão I (440-461), grande jurista e homem de Estado. Ele copiou a forma romana de poder que é o absolutismo e o autoritarismo do Imperador. Começou a interpretar em termos estritamente jurídicos os três textos do Novo Testamento atinentes a Pedro: Pedro como  pedra sobre a qual se construiria a Igreja (Mt 16,18), Pedro, o confirmador da fé (Lc 22,32) e Pedro como Pastor que deve tomar conta das ovelhas (Jo 21,15).
O sentido bíblico e jesuânico vai numa linha totalmente contrária: do amor, do serviço e da renúncia a todo domínio. Mas prevaleceu até hoje a leitura do direito romano absolutista. Consequentemente Leão I assumiu o título de Sumo Pontífice e de Papa em sentido próprio. Logo após, os demais Papas começaram a usar as insígnias e a indumentária imperial (a púrpura), a mitra, o trono, o báculo dourado, as estolas, o pálio, a cobertura de ombros (mozeta), a formação dos palácios com sua corte e a introdução de hábitos palacianos que perduram até os dias de hoje nos cardeais e nos bispos, coisa que escandaliza não poucos cristãos que leem nos Evangelhos que Jesus era um operário pobre e sem aparato. Então começou a ficar claro que os hierarcas estão mais próximos do palácio de Herodes do que da gruta de Belém.
Mas há um fenômeno para nós de difícil compreensão: no afã de legitimar esta transformação e de garantir o poder absoluto do Papa, forjou-se uma série de documentos falsos. Primeiro, uma pretensa carta do Papa Clemente (+96), sucessor de Pedro em Roma, dirigida a Tiago, irmão do Senhor, o grande pastor de Jerusalém. Nela se dizia que Pedro, antes de morrer, determinara que ele, Clemente, seria o único e legítimo sucessor. E evidentemente os demais que viriam depois dele.
Falsificação maior foi ainda a famosa Doação de Constantino, um documento forjado na época de Leão I segundo o qual Constantino teria dado ao Papa de Roma como doação todo Império Romano. Mais tarde, nas disputas com os reis francos, se criou outra grande falsificação asPseudodecretais de Isidoro que reuniam falsos documentos e cartas como se viessem dos primeiros séculos que reforçavam o primado jurídico do Papa de Roma. E tudo culminou com o Código de Graciano no século XIII tido como base do direito canônico, mas que se embasava em falsificações de leis e normas que reforçavam o poder central de Roma, não obstante, cânones verdadeiros que circulavam pelas igrejas.
Logicamente, tudo isso foi desmascarado mais tarde sem qualquer modificação no absolutismo dos Papas. Mas é lamentável e um cristão adulto deve conhecer os ardis usados e forjados para gestar um poder que está na contra-mão dos ideais de Jesus e que obscurece o fascínio pela mensagem cristã, portadora de um novo tipo de exercício do poder,  serviçal e participativo.
Verificou-se posteriormente um crescendo no poder dos Papas: Gregório VII (+1085) em seuDictatus Papae (“a ditadura do Papa”)  se autoproclamou senhor absoluto da Igreja e do mundo; Inocêncio III (+1216) se anunciou como vigário-representante de Cristo e por fim, Inocêncio IV(+1254) se arvorou em  representante de Deus. Como tal, sob Pio IX em 1870, o Papa foi proclamado infalível em campo de doutrina e moral pelo Concílio Vaticano I.
Curiosamente, todos estes excessos nunca foram retratados e corrigidos pela Igreja hierárquica. Eles continuam valendo para escândalo dos que ainda creem no Nazareno pobre, humilde artesão e camponês mediterrâneo, perseguido, executado na cruz e ressuscitado para se insurgir também contra toda busca de poder e mais poder mesmo dentro da Igreja. Essa compreensão comete um esquecimento imperdoável: os verdadeiros vigários-representantes de Cristo, segundo o Evangelho (Mt 25,45) são os pobres, os sedentos e os famintos. No momento culminante da história serão eles nossos juizes.
*Leonardo Boff

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Goiânia. 25 anos do desastre




25 anos do desastre radioativo de Goiânia

Heitor Scalambrini Costa
Professor da Universidade Federal de Pernambuco

Odesson Alves Ferreira
Associação das Vitimas do Césio 137/AVCésio

O fenômeno da radioatividade descoberto pelo físico francês Henri Becquerel em 1896, mostrou que o núcleo de um átomo muito energético tende a se estabilizar, emitindo o excesso de energia na forma de partículas e ondas. As radiações emitidas por esses núcleos chamadas de partículas, alfa e beta (pouco penetrantes) possuem massa, carga elétrica e velocidade. Os raios gama são os mais perigosos por serem mais penetrantes (energéticos), e de efeitos extremamente nocivos para a vida, são emitidos na forma de ondas eletromagnéticas, não não possuem massa, e se propagam com a velocidade de 300.000 km/s.

Portanto, quando temos a presença indesejável de um material radioativo em local onde não deveria estar, existe assim a contaminação radioativa que gera irradiações. Para descontaminar um local, retira-se o material contaminante. Sem o contaminante o lugar não apresentará irradiação, nem ficará radioativo, irradiação não contamina, mas contaminação irradia.

Feito este preâmbulo, relembremos o ocorrido há 25 anos, naquele 13 de setembro de 1987, no município de Goiânia (GO), considerado o maior acidente radiológico do mundo. Um aparelho de radioterapia contendo o material radioativo césio-137 (produzido em reatores nucleares) encontrava-se abandonado no prédio do Instituto Goiano de Radioterapia (IGR), instituto privado, no centro de Goiânia, desativado há cerca de 2 anos (isto mesmo, havia 2 anos que o equipamento estava abandonado no local). Dois homens, Roberto e Wagner, à procura de sucata, entraram no prédio do Instituto sem nenhuma dificuldade, pois o mesmo se encontrava em escombros, sem portas e nem janelas, e levaram o aparelho até Devair, dono de um ferro-velho. Durante a desmontagem do aparelho, foram expostos ao ambiente 19 g de cloreto de césio-137 (CsCl), pó semelhante ao sal de cozinha. O encontrado não era exatamente na forma de pó, mais parecia como uma pasta, de cor acinzentada, e virava pó quando friccionado. Mas o que chamava muita atenção é que no escuro, brilhava intensamente com uma coloração azulada. Encantado com o brilho do material, Devair, passou a mostrá-lo e até distribuí-lo a amigos e familiares, inclusive para os irmãos Odesson e Ivo, que levou um pouco de césio para sua filha, Leide.

Expostas ao material radioativo, às pessoas começaram a desenvolver sintomas da contaminação (tonturas, náuseas, vômitos e diarréia), algumas após horas de exposição e outras após alguns dias, levando-as a procurarem farmácias e hospitais. Foram medicadas como portadoras de uma doença contagiosa. Os sintomas só foram caracterizados como contaminação radioativa em 29 de setembro, depois que esposa do dono do ferro-velho Maria Gabriela, levou parte do aparelho desmontado até a sede da Vigilância Sanitária. No dia 23 de outubro daquele ano morria Maria Gabriela, esposa de Devair e sua sobrinha Leide. Devair, juntamente com outras 15 pessoas, foram encaminhadas para tratamento de descontaminação no Hospital Naval Marcílio Dias no Rio de Janeiro, vindo a falecer em 1994. Nestes 25 anos 6 pessoas da mesma família Alves Ferreira vieram a óbito.

Para a verdade dos fatos, é necessário deixar registrado que o governo na época não sabia ainda o que estava acontecendo. Até que no dia 29 de setembro, um dia após Maria Gabriela e Geraldo (catador de recicláveis que morava no ferro-velho) terem levado a peça que continha o césio a Vigilância Sanitária. O físico Walter Mendes, de férias na cidade, solicitou um contador Geiger do escritório da Nuclebrás de Goiânia, emprestando-o a Vigilância Sanitária. E ai sim, foi constatado a radioatividade.

A propagação do césio-137 para as casas próximas onde o aparelho foi desmontado se deu por diversas formas. Merece destaque o fato do CsCl ser higroscópico, isto é, absorver água da atmosfera. Isso faz com que ele fique úmido e, assim, passe a aderir com facilidade na pele, nas roupas e nos calçados. Levar as mãos ou alimentos contaminados à boca resulta em contaminação interna do organismo, o que aconteceu com Leide de 6 anos de idade. Oficialmente, segundo a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), quatro pessoas morreram, e além delas, das 112.800 pessoas que foram monitoradas, em 6.500 foram encontradas contaminação discreta, mas apenas 250 apresentaram contaminação corporal interna e externa que mereceram maior atenção e acompanhamento. Destas, 49 foram internadas e 21 exigiram tratamento médico intensivo.

Os trabalhos de descontaminação dos locais afetados produziram 6.500 toneladas (somente recentemente reconhecida pela CNEN ) de lixo contaminado com apenas 19 g de césio-137. O lixo armazenado em caixas, tambores, containeres eram constituídos de roupas, utensílios domésticos, plantas, solo, animais de estimação, veículos, materiais de construção (algumas casas foram implodidas, sem que pudesse tirar nada de dentro, nem brinquedos, fotografias). Todo este lixo radioativo foi armazenado em um depósito construído na cidade de Abadia de Goiás, vizinha a Goiânia, onde deverá ficar, pelo menos 180 anos.

Quatorze anos depois, o governo de Goiás incluiu mais 600 pessoas na lista de vítimas. O Ministério Público Estadual (MPE) chegou à conclusão que, policiais e funcionários que trabalharam durante o período da tragédia foram contaminados e alguns morreram em conseqüência de doenças provocadas pelo césio. E estas mortes nunca entraram nas estatísticas oficiais.

Por outro lado, o Centro de Assistência aos Radioacidentados Leide das Neves Ferreira, criado pelo governo do estado para acompanhar as vítimas, não admitia relacionar ao acidente com o césio, as mortes e as doenças denunciadas pelo MPE. Foi então assinado um acordo entre o Estado e o MPE para que as novas vítimas, seus filhos e netos recebessem assistência médica e indenização.

Após vinte e cinco anos do desastre radioativo, as várias pessoas contaminadas pela radioatividade não recebem os medicamentos, que, segundo leis instituídas, deveriam ser distribuídos pelo governo. E muitas pessoas envolvidas diretamente com o ocorrido, ainda vivem nas redondezas da região do acidente, entre as Ruas 57, Avenida Paranaíba, Rua 74, Rua 80, Rua 70 e Avenida Goiás, sem oferecer nenhum risco de contaminação.

Este desastre deixou marcas profundas nas pessoas mais diretamente afetadas e que sobreviveram, e em todo município. O que caracterizou este episódio, e deixou evidente a sociedade, foi o despreparo, a inoperância, o improviso e o desinteresse demonstrado pelo poder público com a saúde das pessoas, principalmente manipulando informações.

A Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) ficou desnudada diante do grave desastre de Goiânia. Mas não é somente a CNEN, mas todas as atividades nucleares no Brasil continuam surpreendendo negativamente, pois transcorrido 25 anos as atitudes e a postura de hoje são semelhantes a do passado. Pouca coisa mudou, em relação à transparência e a prepotência. E o descrédito a esta autarquia é cada vez mais percebido pela população, quando ela se informa e toma conhecimento das atividades desenvolvidas na área nuclear, onde sobressai a visão miliciana de soberania e defesa nacional, em que tudo é sigiloso, tudo é secreto.

O exemplo mais recente que acontece, ou podemos dizer a tragédia anunciada, é o que atinge as populações vizinhas da mina de urânio de Caetité na Bahia. Mas esta é outra estória que devemos estar atentos e evitar que nosso povo morra pela (ir)responsabilidade dos governantes.


Energia nuclear: riscos – e vantagens – das usinas atômicas

A energia nuclear é responsável por 16% da eletricidade consumida no mundo — e também por alguns dos piores pesadelos da humanidade. A concretização de um deles, o acidente na usina de Chernobyl, na Ucrânia, colocou o mundo em choque em 1986. Agora, o planeta novamente assiste com apreensão aos vazamentos nucleares no Japão, que tiveram início após o devastador terremoto que atingiu o país na última sexta-feira. As usinas nucleares são consideradas uma fonte de energia limpa porque emitem pouco carbono e, por isso, não contribuem para o aquecimento global – mas é impossível ignorar os riscos que elas representam aos países que as abrigam.
O acidente de Chernobyl, que se tornaria o maior desastre nuclear da história, ocorreu na madrugada do dia 26 de abril de 1986, durante um teste de rotina do reator número 4 da usina. Por um erro dos técnicos, o processo de reação nuclear em cadeia se descontrolou, aquecendo a água que deveria resfriar o reator. Seguiram-se uma explosão e um incêndio que durou dez dias, espalhando toneladas de material radioativo por uma área de 150.000 quilômetros quadrados.
O debate sobre a energia atômica é tão antigo quanto sua utilização. Em 1971, reportagem de VEJA relatava o debate sobre o tema nos Estados Unidos, país que recebeu sua primeira usina nuclear em 1957. O uso da tecnologia atômica em território americano ficava a cargo da Comissão de Energia Atômica (AEC), abolida em 1974. “Para os mais acesos de seus críticos, a AEC, que hoje planta instalações para gerar a energia, amanhã colherá crianças geneticamente doentes, cânceres e terra envenenada”, dizia o texto de VEJA. “Mas os defensores da energia nuclear veem os átomos por um lado diferente. ‘A chave para uma civilização avançada é um avançado padrão de vida’, diz Glenn F. Seaborg, presidente da AEC. ‘E a chave para isso é a energia’.”
As usinas nucleares chegaram ao Brasil na década de 70. A usina de Angra 1 fora comprada praticamente pronta, em 1969, da americana Westinghouse. O objetivo era que iniciasse o fornecimento comercial de energia elétrica em 1977, com um custo total de construção de 300 milhões de dólares. Porém, Angra 1 só entrou em funcionamento seis anos mais tarde, após ter consumido 1,8 bilhão de dólares. Em 2000, foi inaugurada a Angra 2, que levou mais de 20 anos para ser construída. Já a construção da usina nuclear Angra 3 sofre, há mais de trinta anos, de paralisia crônica. O Brasil perdeu muito dinheiro em Angra dos Reis. Com o capital gasto no projeto nuclear até aqui, seria possível construir cinco usinas nucleares, não apenas três.
A história recente do país evidencia o grau de amadorismo e fragilidade com que o Brasil trata um assunto tão delicado. Em 2004, uma fábrica de urânio em Resende, interior do Rio, vazou, atingiu quatro operadores – e tudo ficou na surdina. Mas o pior acidente nuclear em território brasileiro ocorreu em 1987, em Goiânia. Uma unidade de radioterapia abandonada nas ruínas do Instituto de Radioterapia, contendo uma cápsula de Césio, um poderoso elemento radioativo, foi destruída por catadores de papel. Quatro pessoas morreram vítimas da contaminação. E as autoridades brasileiras tentaram encobrir por todos os meios suas responsabilidades pela tragédia.
Como se nota na reação da comunidade internacional em relação à crise nuclear japonesa, acidentes em usinas fazem os países repensar o uso de energia atômica. Nos anos que se seguiram à tragédia de Chernobyl, a maior parte dos países desistiu ou abandonou seus projetos nucleares, principalmente em razão dos custos cada vez mais altos de construção ou da pressão dos ecologistas. Os Estados Unidos já haviam interrompido a construção de novos reatores desde 1979, quando ocorreu um superaquecimento do reator de Three Mile Island.
A tragédia no Japão ocorre justamente num momento de retomada dos investimentos em energia nuclear. Reportagem de VEJA de 2008 já mostrava como uma tecnologia vista até bem pouco tempo como sinistra passou a ser encarado, em muitos países, como uma esperança de energia limpa e barata. O renascimento da energia nuclear é explicado por uma conjunção de fatores. O primeiro é econômico. A disparada do preço do petróleo e do gás natural, que juntos respondem por 25% da eletricidade produzida no planeta, torna cada vez mais cara a energia obtida desses combustíveis fósseis. O segundo fator que impulsiona o renascimento da energia nuclear é o combate ao aquecimento global, uma causa que mobiliza governos e opinião pública.
A rigor, o único problema das usinas nucleares é o que fazer com o lixo atômico que produzem. Até agora não se tem uma solução prática para os rejeitos radioativos que não seja o armazenamento, o que ainda deixa boa parte da opinião pública desconfiada com a nova escalada na construção de reatores. Há esperança de que, no futuro, se descubra uma forma mais eficiente de descartar esse material ou reutilizá-lo. Novamente, porém, o futuro dos investimentos em energia nuclear volta a ficar incerto em boa parte do planeta.