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quinta-feira, 8 de novembro de 2018

A Ignomínia, a Hipocrisia, a Maldade - Instrumentos do Ego, da mente doente que mente.


Precisei de alguns dias para digerir a última ação dos moradores do Loteamento onde moro e encontrar adjetivo que represente este compartilhar.




Alugam a praça pública, vendem água a preços exorbitantes, constrangem, transformam os vizinhos em inimigos, promovem discórdia, tristeza, isolamento e depressão. Não bastasse o fato de, nos últimos 12 anos, inventarem que são os donos da rua e da praça, e da mata, e da natureza que nos cerca, convencem aos novos moradores e à toda a vizinhança de que se trata de área privada, fecham os acessos, suprimem correspondência quando convém a seus propósitos sórdidos e a Prefeitura é conivente com a usurpação do solo urbano.

O cúmulo ocorreu há alguns dias quando uma linda cantora, promoveu festa em sua residência para gravação de seu dvd. Fizeram de tudo para impedir a realização da festa na própria casa. Constrangeram e causaram extremo desconforto emocional a toda a família a ponto de fazer com que a querida amiga praticamente perdesse a voz em momento tão importante para sua  carreira tamanho o stress causado pelo grupo de auto intitulados “proprietários do Chácaras da Lagoa”.

Ora, amigos!! Esse povo se considera dono das praças, das ruas, dos equipamentos urbanos que foram construídos para a prefeitura há mais de 40 anos como compensação pelo direito de transformar uma reserva ambiental num Loteamento. Agora também se acham no direito de mandar na propriedade privada, casa de vizinho? O que é isso??

Que fique claro:  cidadãos comuns não tem o direito de se apoderar do patrimônio público em benefício próprio ou do grupo que represente. Se se propõe a efetuar melhorias no bem público do qual usufruem, tem que ter em mente e consciência de que o fazem para a sociedade em geral por que estão investindo em patrimônio público e nada nem ninguém pode reverter esse processo legal e justo.

Segurança pública é função do Estado. Segurança privada e armada em  via pública é Milícia e se equipara às milícias das comunidades dos morros e favelas: gueto de rico/gueto de pobre.

Ninguém pode impedir que qualquer cidadão realize uma festa em sua própria residência e, em especial, quando se o faz de forma ordenada e dentro das normas que regem as relações de vizinhança.

O Falso Condomínio atua como empresa de eventos, empresa de segurança, concessionária de fornecimento de água, aluga a praça pública para casamento, batizado de boneca, aluga a quadra da praça para jogos e treinos, desmata e realiza acordos muito estranhos com a Prefeitura a troco não se sabe bem do que. 

Como é que se aceita que vizinhos causem tamanho constrangimento aos outros e isso seja aceito como natural? Com que direito?


terça-feira, 14 de abril de 2015

EGO, O FALSO CENTRO


      "O primeiro ponto a ser compreendido é o ego.
      Uma criança nasce sem qualquer conhecimento, sem qualquer consciência de seu próprio eu. E quando uma criança nasce, a primeira coisa da qual ela se torna consciente não é ela mesma; a primeira coisa da qual ela se torna consciente é o outro. Isso é natural, porque os olhos se abrem para fora, as mãos tocam os outros, os ouvidos escutam os outros, a língua saboreia a comida e o nariz cheira o exterior. Todos esses sentidos abrem-se para fora. O nascimento é isso.
     Nascimento significa vir a esse mundo: o mundo exterior. Assim, quando uma criança nasce, ela nasce nesse mundo. Ela abre os olhos e vê os outros. O outro significa o tu.
      Ela primeiro se torna consciente da mãe. Então, pouco a pouco, ela se torna consciente de seu próprio corpo. Esse também é o 'outro', também pertence ao mundo. Ela está com fome e passa a sentir o corpo; quando sua necessidade é satisfeita, ela esquece o corpo. É dessa maneira que a criança cresce.
      Primeiro ela se torna consciente do você, do tu, do outro, e então, pouco a pouco, contrastando com você, com tu, ela se torna consciente de si mesma.
      Essa consciência é uma consciência refletida. Ela não está consciente de quem ela é. Ela está simplesmente consciente da mãe e do que ela pensa a seu respeito. Se a mãe sorri, se a mãe aprecia a criança, se diz 'você é bonita', se ela a abraça e a beija, a criança sente-se bem a respeito de si mesma. Assim, um ego começa a nascer.
      Através da apreciação, do amor, do cuidado, ela sente que é ela boa, ela sente que tem valor, ela sente que tem importância. Um centro está nascendo. Mas esse centro é um centro refletido. Ele não é o ser verdadeiro. A criança não sabe quem ela é; ela simplesmente sabe o que os outros pensa a seu respeito.
      E esse é o ego: o reflexo, aquilo que os outros pensam. Se ninguém pensa que ela tem alguma utilidade, se ninguém a aprecia, se ninguém lhe sorri, então, também, um ego nasce - um ego doente, triste, rejeitado, como uma ferida, sentindo-se inferior, sem valor. Isso também é ego. Isso também é um reflexo.
      Primeiro a mãe. A mãe, no início, significa o mundo. Depois os outros se juntarão à mãe, e o mundo irá crescendo. E quanto mais o mundo cresce, mais complexo o ego se torna, porque muitas opiniões dos outros são refletidas.
      O ego é um fenômeno cumulativo, um subproduto do viver com os outros. Se uma criança vive totalmente sozinha, ela nunca chegará a desenvolver um ego. Mas isso não vai ajudar. Ela permanecerá como um animal. Isso não significa que ela virá a conhecer o seu verdadeiro eu, não.
      O verdadeiro só pode ser conhecido através do falso, portanto, o ego é uma necessidade. Temos que passar por ele. Ele é uma disciplina. O verdadeiro só pode ser conhecido através da ilusão. Você não pode conhecer a verdade diretamente. Primeiro você tem que conhecer aquilo que não é verdadeiro. Primeiro você tem que encontrar o falso. Através desse encontro, você se torna capaz de conhecer a verdade. Se você conhece o falso como falso, a verdade nascerá em você.
      O ego é uma necessidade; é uma necessidade social, é um subproduto social. A sociedade significa tudo o que está ao seu redor, não você, mas tudo aquilo que o rodeia. Tudo, menos você, é a sociedade. E todos refletem. Você irá à escola e o professor refletirá quem você é. Você fará amizade com as outras crianças e elas refletirão quem você é. Pouco a pouco, todos estarão adicionando algo ao seu ego, e todos estarão tentando modificá-lo, de modo que você não se torne um problema para a sociedade.
      Eles não estão interessados em você. Eles estão interessados na sociedade. A sociedade está interessada nela mesma, e é assim que deveria ser. Eles não estão interessados no fato de que você deveria se tornar um conhecedor de si mesmo. Interessa-lhes que você se torne uma peça eficiente no mecanismo da sociedade. Você deveria ajustar-se ao padrão.
      Assim, estão interessados em dar-lhe um ego que se ajuste à sociedade. Ensinam-lhe a moralidade. Moralidade significa dar-lhe um ego que se ajuste à sociedade. Se você for imoral, você será sempre um desajustado em um lugar ou outro...
      Moralidade significa simplesmente que você deve se ajustar à sociedade. Se a sociedade estiver em guerra, a moralidade muda. Se a sociedade estiver em paz, existe uma moralidade diferente. A moralidade é uma política social. É diplomacia. E toda criança deve ser educada de tal forma que ela se ajuste à sociedade; e isso é tudo, porque a sociedade está interessada em membros eficientes. A sociedade não está interessada no fato de que você deveria chegar ao auto-conhecimento.
      A sociedade cria um ego porque o ego pode ser controlado e manipulado. O eu nunca pode ser controlado e manipulado. Nunca se ouviu dizer que a sociedade estivesse controlando o eu - não é possível.
      E a criança necessita de um centro; a criança está absolutamente inconsciente de seu próprio centro. A sociedade lhe dá um centro e a criança pouco a pouco fica convencida de que esse é o seu centro, o ego dado pela sociedade.
      Uma criança volta para casa. Se ela foi o primeiro lugar de sua sala, a família inteira fica feliz. Você a abraça e beija; você a coloca sobre os ombros e começa a dançar e diz 'que linda criança! você é um motivo de orgulho para nós.' Você está dando um ego para ela, um ego sutil. E se a criança chega em casa abatida, fracassada, foi um fiasco na sala - ela não passou de ano ou tirou o último lugar, então ninguém a aprecia e a criança se sente rejeitada. Ela tentará com mais afinco na próxima vez, porque o centro se sente abalado.
      O ego está sempre abalado, sempre à procura de alimento, de alguém que o aprecie. E é por isso que você está continuamente pedindo atenção.
      Você obtém dos outros a idéia de quem você é.  Não é uma experiência direta.
      É dos outros que você obtém a idéia de quem você é. Eles modelam o seu centro. Mas esse centro é falso, enquanto que o centro verdadeiro está dentro de você. O centro verdadeiro não é da conta de ninguém. Ninguém o modela. Você vem com ele. Você nasce com ele.
      Assim, você tem dois centros. Um centro com o qual você vem, que lhe é dado pela própria existência. Esse é o eu. E o outro centro, que é criado pela sociedade - o ego. Esse é algo falso -  é um grande truque. Através do ego a sociedade está controlando você. Você tem que se comportar de uma certa maneira, porque somente assim a sociedade irá apreciá-lo. Você tem que caminhar de uma certa maneira; você tem que rir de uma certa maneira; você tem que seguir determinadas condutas, uma moralidade, um código. Somente assim a sociedade o apreciará, e se ela não o fizer, o seu ego ficará abalado. E quando o ego fica abalado, você já não sabe onde está, você já não sabe quem você é.
      Os outros deram-lhe a idéia. E essa idéia é o ego. Tente entendê-lo o mais profundamente possível, porque ele tem que ser jogado fora. E a não ser que você o jogue fora, nunca será capaz de alcançar o eu. Por estar viciado no falso centro, você não pode se mover, e você não pode olhar para o eu. E lembre-se: vai haver um período intermediário, um intervalo, quando o ego estará se despedaçando, quando você não saberá quem você é, quando você não saberá para onde está indo; quando todos os limites se dissolverão. Você estará simplesmente confuso, um caos.
      Devido a esse caos, você tem medo de perder o ego. Mas tem que ser assim. Temos que passar através do caos antes de atingir o centro verdadeiro. E se você for ousado, o período será curto. Se você for medroso e novamente cair no ego, e novamente começar a ajeitá-lo, então, o período pode ser muito, muito longo; muitas vidas podem ser desperdiçadas...
      Até mesmo o fato de ser infeliz lhe dá a sensação de "eu sou". Afastando-se do que é conhecido, o medo toma conta; você começa sentir medo da escuridão e do caos - porque a sociedade conseguiu clarear uma pequena parte de seu ser... É o mesmo que penetrar numa floresta. Você faz uma pequena clareira, você limpa um pedaço de terra, você faz um cercado, você faz uma pequena cabana; você faz um pequeno jardim, um gramado, e você sente-se bem. Além de sua cerca - a floresta, a selva. Mas aqui dentro tudo está bem: você planejou tudo.
      Foi assim que aconteceu. A sociedade abriu uma pequena clareira em sua consciência. Ela limpou apenas uma pequena parte completamente, e cercou-a. Tudo está bem ali. Todas as suas universidades estão fazendo isso. Toda a cultura e todo o condicionamento visam apenas limpar uma parte, para que ali você possa se sentir em casa.
      E então você passa a sentir medo. Além da cerca existe perigo.
      Além da cerca você é, tal como você é dentro da cerca -  e sua mente consciente é apenas uma parte, um décimo de todo o seu ser. Nove décimos estão aguardando no escuro. E dentro desses nove décimos, em algum lugar, o seu centro verdadeiro está oculto.
      Precisamos ser ousados, corajosos. Precisamos dar um passo para o desconhecido.
      Por um certo tempo, todos os limite ficarão perdidos. Por um certo tempo, você vai se sentir atordoado. Por um certo tempo, você vai se sentir muito amedrontado e abalado, como se tivesse havido um terremoto.
      Mas se você for corajoso e não voltar para trás, se você não voltar a cair no ego, mas for sempre em frente, existe um centro oculto dentro de você, um centro que você tem carregado por muitas vidas. Esse centro é a sua alma, o eu.
      Uma vez que você se aproxime dele, tudo muda, tudo volta a se assentar novamente. Mas agora esse assentamento não é feito pela sociedade. Agora, tudo se torna um cosmos e não um caos, nasce uma nova ordem. Mas essa não é a ordem da sociedade - essa é a própria ordem da existência.
      É o que Buda chama de Dhamma, Lao Tzu chama de Tao, Heráclito chama de Logos. Não é feita pelo homem. É a própria ordem da existência. Então, de repente tudo volta a ficar belo, e pela primeira vez, realmente belo, porque as coisas feitas pelo homem não podem ser belas. No máximo você pode esconder a feiúra delas, isso é tudo. Você pode enfeitá-las, mas elas nunca podem ser belas...
      O ego tem uma certa qualidade: a de que ele está morto. Ele é de plástico. E é muito fácil obtê-lo, porque os outros o dão a você. Você não precisa procurar por ele; a busca não é necessária. Por isso, a menos que você se torne um buscador à procura do desconhecido, você ainda não terá se tornado um indivíduo. Você é simplesmente mais um na multidão. Você é apenas uma turba. Se você não tem um centro autêntico, como pode ser um indivíduo?
      O ego não é individual. O ego é um fenômeno social - ele é a sociedade, não é você. Mas ele lhe dá um papel na sociedade, uma posição na sociedade. E se você ficar satisfeito com ele, você perderá toda a oportunidade de encontrar o eu. E por isso você é tão infeliz. Como você pode ser feliz com uma vida de plástico? Como você pode estar em êxtase ser bem-aventurado com uma vida falsa?  E esse ego cria muitos tormentos. O ego é o inferno. Sempre que você estiver sofrendo, tente simplesmente observar e analisar, e você descobrirá que, em algum lugar, o ego é a causa do sofrimento. E o ego segue encontrando motivos para sofrer...
      E assim as pessoas se tornam dependentes, umas das outras. É uma profunda escravidão. O ego tem que ser um escravo. Ele depende dos outros. E somente uma pessoa que não tenha ego é, pela primeira vez, um mestre; ele deixa de ser um escravo.
      Tente entender isso. E comece a procurar o ego - não nos outros, isso não é da sua conta, mas em você. Toda vez que se sentir infeliz, imediatamente feche os olhos e tente descobrir de onde a infelicidade está vindo, e você sempre descobrirá que o falso centro entrou em choque com alguém.
      Você esperava algo e isso não aconteceu. Você espera algo e justamente o contrário aconteceu - seu ego fica estremecido, você fica infeliz. Simplesmente olhe, sempre que estiver infeliz, tente descobrir a razão.
      As causas não estão fora de você.
      A causa básica está dentro de você - mas você sempre olha para fora, você sempre pergunta: 'Quem está me tornando infeliz?' 'Quem está causando a minha raiva?' 'Quem está causando a minha angústia?'
      Se você olhar para fora, você não perceberá. Simplesmente feche os olhos e sempre olhe para dentro. A origem de toda a infelicidade, da raiva e da angústia, está oculta dentro de você, é o seu ego.
      E se você encontrar a origem, será fácil ir além dela. Se você puder ver que é o seu próprio ego que lhe causa problemas, você vai preferir abandoná-lo - porque ninguém é capaz de carregar a origem da infelicidade, uma vez que a tenha entendido.
      Mas lembre-se, não há necessidade de abandonar o ego. Você não o pode abandonar. E se você tentar abandoná-lo, simplesmente estará conseguindo um outro ego mais sutil, que diz: 'tornei-me humilde'...
      Todo o caminho em direção ao divino, ao supremo, tem que passar através desse território do ego. O falso tem que ser entendido como falso. A origem da miséria tem que ser entendida como a origem da miséria - então ela simplesmente desaparece. Quando você sabe que ele é o veneno, ele desaparece. Quando você sabe que ele é o fogo, ele desaparece. Quando você sabe que esse é o inferno, ele desaparece.
      E então você nunca diz: 'eu abandonei o ego'. Você simplesmente irá rir de toda essa história, dessa piada, pois você era o criador de toda essa infelicidade...
      É difícil ver o próprio ego. É muito fácil ver o ego nos outros. Mas esse não é o ponto, você não os pode ajudar.
      Tente ver o seu próprio ego. Simplesmente o observe.
      Não tenha pressa em abandoná-lo, simplesmente o observe. Quanto mais você observa, mais capaz você se torna. De repente, um dia, você simplesmente percebe que ele desapareceu. E quando ele desaparece por si mesmo, somente então ele realmente desaparece. Porque não existe outra maneira. Você não pode abandoná-lo antes do tempo. Ele cai exatamente como uma folha seca.
      Quando você tiver amadurecido através da compreensão, da consciência, e tiver sentido com totalidade que o ego é a causa de toda a sua infelicidade, um dia você simplesmente vê a folha seca caindo... e então o verdadeiro centro surge.
      E esse centro verdadeiro é a alma, o eu, o deus, a verdade, ou como quiser chamá-lo. Você pode lhe dar qualquer nome, aquele que preferir."
                                                                                  OSHO, Além das Fronteiras da Mente.
Copyright © 2006 OSHO INTERNATIONAL FOUNDATION, Suiça.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Somos seres multidimensionais numa experiência tridimensional.


Ovni na aurora em Natal-RN-BR
09.06.2014    5:40h 
FOTO Josevita Tapety

Medo?

Ocorre que a humanidade continua prisioneira dos sentidos físicos. Não há do que ter medo. Todos os medos são ilusão.

Medo do desconhecido?
-  Não desconhecemos nada. Apenas, de volta ao mundo físico da terceira dimensão nós, espíritos multidimensionais, tornamo-nos aprisionados pelo véu da visão limitada do corpo físico, controlada por impulsos nervosos ainda primitivos do mecanismo cerebral deste corpo físico, base para aprimoramento espiritual na volta ao ser divinal que somos.

Medo da morte? 
- Outro engano. A morte é um outro engano imposto pela vida tridimensional. Somos espíritos presenteados com um corpo físico, portanto aprisionados num campo energético de baixa vibração, resultado dos tantos equívocos cometidos existência após existência, reflexo do ego, do egocentrismo, do egoísmo, do orgulho e desse mesmo medo que nos aprisiona num ciclo vicioso do qual nos libertamos quando nos permitimos sentir amor.

Amor acontece resultado da perda do medo.

Talvez seja esse o sentido do infinito, do 8, o símbolo da alquimia e da pedra filosofal: não há também o eterno nem o duradouro neste mundo da terceira dimensão. Esta é apenas uma escola, um jogo mental para aprimoramento espiritual. Tudo o que permeia os sentimentos coordenados pelo corpo físico desta dimensão é ilusório. E é a essa situação proposta como provisória que nos permitimos aprisionar.

Abandonemos os valores tridimensionais para que nos tornemos capazes de vislumbrar as dimensões superiores, onde nos tornaremos capazes de ver além dos olhos, ouvir além dos ouvidos, sentir além da pele, da boca, das mãos. Essas partes do corpo chamado pela ciência ainda vigente de corpo físico, são apenas conexões, janelas para a percepção superior.

À humanidade já foi permitido – por mérito conquistado – acessar as dimensões superiores desde os primórdios desta era. Muitos espíritos alcançaram o sentimento verdadeiro e único, o amor cósmico universal, fonte de todas as matérias, conectado ao fluido cósmico universal e partícula do Deus Supremo. A muitos é permitido permanecer neste planeta, a compartilhar o sentimento do verdadeiro amor – compaixão. São espíritos que já conseguem perceber os demais sentidos multidimensionais e, por isso, também conseguem lembrar de tudo o que lhes foi permitido realizar em diversos níveis do mundo espiritual. Esse sim, a vida.

Não sois únicos! Simplesmente nem sequer sois proprietários do corpo tridimensional do qual vos utilizais para aprimoramento e estudo. Esse corpo físico pode ser compreendido como um desses livros que seus ministérios de educação distribuem para estudo naquele ano para ser devolvido à escola no final do aprendizado para que possa ser aproveitado por outro aluno no ano subsequente. A matéria tridimensional utilizada na confecção volta ao cerne e, a partir da fonte inesgotável de Luz proporcionada por Deus, mantém o planeta em constante reciclagem. Mesmo o que se perde no mundo tridimensional, volta ao mundo em outras dimensões. Não nos é permitido destruir. Podemos apenas reciclar e para isso existe todo o mundo espiritual a trabalhar incessante e incansavelmente na manutenção do Universo Divino.

Apenas nossos egos cegos é que nos fazem sentir tamanha importância e poder.

Ah!! O poder?

-Esse também é ilusão. Outra ilusão permitida para que possamos superar o apego e, apenas a partir desse momento, nos tornarmos capazes de perceber o amor. Foi disso que Jesus, o Cristo, veio falar. Os vossos egos, os vossos apegos e imenso turvamento espiritual vos impediu e ainda impede de perceber além dos cinco sentidos tridimensionais.

Somos muitos e em muitas dimensões: na Terra e em todo o Universo.


Está aproximo o momento em que todos poderão ver.

sábado, 3 de novembro de 2012

A HUMILHAÇÃO DO EGO. porta para a consciência.

A expansão da consciência ou do ideal de bondade humana passa, necessariamente, pela eliminação do Ego. Enquanto a sociedade insiste na exaltação da personalidade através da afirmação do poder, a consciência permanece envolvida num véu ego
cêntrico e impede a visão do mundo como um todo que interage entre seus elementos e a espiritualidade – presente em todo lugar e em tudo.
Então Yehuda diz:” Momentos de constrangimento são apenas momentos de mudança acelerada” e que “Uma das ferramentas do combate ao EGO é abrir-se a ser humilhado. Dessa forma, o ego se torna uma caminhada e a Luz da nossa alma, que geralmente é coberta pelo ego começa a brilhar”.

 Foto: A expansão da consciência ou do ideal de bondade humana passa, necessariamente, pela eliminação do Ego.  Enquanto a sociedade insiste na exaltação da personalidade através da afirmação do poder, a consciência permanece envolvida num véu egocêntrico e impede a visão do mundo como um todo que interage entre seus elementos e a espiritualidade – presente em todo lugar e em tudo.
Então Yehuda diz:” Momentos de constrangimento são apenas momentos de mudança acelerada” e que “Uma das ferramentas do combate ao EGO é abrir-se a ser humilhado.Dessa forma, o ego se torna uma caminhada e a Luz da nossa alma, que geralmente é coberta pelo ego começa a brilhar”.
Bom dia!



Somos espíritos viajantes na nave mãe Terra em busca do ideal da suprema beleza. TODOS destinados à vida digna, farta, feliz, inteira. Cabe à humanidade prover essa condição de maneira equanime a todos os espíritos (encarnados ou em vida espiritual), para que a transformação planetária aconteça de forma harmoniosa e em paz.

domingo, 25 de março de 2012

Nosso Ego a serviço do nosso Eu Superior.

Por que a vida é assim?

por Mauro Kwitko - maurokwitko@yahoo.com.br




A sociedade humana ainda está em um estágio inferior de desenvolvimento, sob a hegemonia dos nossos 3 chakras inferiores (visão terrena, sexualidade e Ego), e vive no mundo de Maya, a Ilusão, no qual praticamente todos nós mergulhamos, só percebendo a Verdade após o nosso desencarne, ao retornarmos para Casa, no Mundo Espiritual. Lá, vão desativando-se os nossos chakras inferiores e ativando-se os chakras superiores, e vamos, então, percebendo o nosso erro, o nosso engano, o nosso egoísmo, ficando a tentativa de correção para a próxima encarnação.

Aqui na Terra revelamos as nossas inferioridades e, no Plano Astral, as nossas superioridades. Nós reencarnamos, entre outras metas, para encontrarmos as nossas inferioridades, e a nossa Missão é aprendermos a revelar aqui as nossas superioridades, aproveitarmos melhor a nossa inteligência, o nosso tempo, a nossa disposição, não em prol de nós mesmos e dos nossos e, sim, visando o bem comum, a melhoria da sociedade humana, colaborando para que um dia o Reino dos Céus instale-se definitivamente aqui na Terra.

Precisamos aprender a colocar o nosso Ego a serviço do nosso Eu Superior, mas para isso é necessário não dedicarmos o nosso tempo demais conosco mesmos, não desperdiçarmos os nossos dias e noites com atividades egocêntricas, em buscas infantis de auto-satisfação, de leviandade, de irresponsabilidade, numa atitude de desrespeito com o nosso Espírito.

A informação dos Seres Espirituais é de que, depois da morte do nosso corpo físico, a imensa maioria de nós retorna ao Plano Astral profundamente frustrados, arrependidos e envergonhados conosco mesmos, quanto ao real aproveitamento dessa atual passagem, uma parte sendo resgatados do Umbral e outra parte conseguindo lá chegar sem passar por essa zona, mas necessitando de atendimento em hospitais do Astral.
As frases mais ouvidas nos nossos retornos, são as ditas por nós: "Ah, se eu soubesse..." e "Ah, se eu lembrasse..." e a que escutamos: "Não te preocupes, tu terás uma nova oportunidade". Devemos recordar que já estamos na nova oportunidade... Podemos aprender a nos libertar do comando do nosso Ego, elevarmos a nossa freqüência vibratória e ultrapassarmos o estágio ainda infantil ou adolescente da maioria da humanidade, rumo a um estágio adulto, como alcançaram os Mestres.

Podemos perceber o nosso grau de egoísmo, o quanto somos comandados pelo nosso Ego, contabilizando quantas vezes falamos, pensamos e agimos em prol de nós mesmos, dos nossos desejos, as nossas satisfações, o nosso prazer, o nosso lazer. Podemos perceber isso com mais clareza pelo número de vezes que pensamos e falamos iniciando por "eu". Mas isso não significa apenas vaidade e orgulho, mas também o autocentramento da tristeza, da mágoa, do sentimento de rejeição, etc. O nosso Ego está no comando quando nos sentimos mais do que os outros, mas também quando nos sentimos menos, quando nos enaltecemos ou quando nos depreciamos, quando queremos brilhar ou quando queremos nos esconder, quando queremos vencer ou quando queremos perder, quando exaltamos os nossos feitos ou quando nos fixamos em nossas próprias dores e fracassos.
Existem três tipos de pessoas:

1. As que acreditam ser mais do que os demais, no sentido da sensação de superioridade ou no equívoco do sofrimento por si mesmos.
2. As que sentem que são iguais aos demais e, embora ainda bastante autocentradas, já vivem comunitariamente, pensando muito em si, mas também nos demais.
3. As que descobriram que os outros são mais importantes do que elas. Essas são Mestres na arte de viver.

Podemos perceber claramente em que tipo nos classificamos pela preocupação que norteia os nossos dias, pelo stress que sentimos na vida, pela sensação de tensão que nos aflige, pelas buscas de satisfação e alegria que nos chamam a atenção e pelo grau de sofrimento que sentimos. Sairmos do "eu" e vivermos para o "nós" é a grande lição que os Mestres nos ensinam. Poucos estão dispostos a aprendê-la e, menos ainda, a praticá-la em sua vida diária. Como sairmos do "eu" na prática? Uma das maneiras é percebermos como nosso Ego nos ilude, seduz e domina, por exemplo, nas polaridades:

1. "Eu" sou muito bom nisso ou "eu" sou um fracasso...
2. "Eu" quero alcançar o sucesso ou "eu" não consigo...
3. "Eu" vivo para ajudar os outros ou Como "eu" sofro...
4. "Eu" tenho um espírito de liderança ou "eu" preciso que me ajudem...
5. "Eu" sinto muita pena das pessoas ou "eu" tenho pena de mim...
6. A "minha" vida é ótima ou a "minha" vida é tão triste...
7. "Eu" adoro me divertir ou "eu" sou muito depressivo(a)...
8. "Eu" não tenho nada a ver com isso ou como "eu" fico indignado com as coisas...
9. Nada "me" afeta ou Como "eu" me magôo...
10. "Na vida é cada um por "si" ou Como "eu" me sinto rejeitado...

A ilusão da separatividade que o nosso corpo físico nos traz é a causa e a origem do "eu". Os discípulos e os futuros discípulos ainda acreditam ser uma individualidade e vivem para "si", os Mestres já se libertaram dessa ilusão. Cuidemos quantas vezes pensamos ou falamos a palavra "eu" e saberemos em que grau estamos.