Allan Sales – Cordelista e poeta popular
(http://allancordelista.blogspot.com/)
I
O Brasil que possui alternativa
De criar por aqui muita energia
Tem ciência demais que muito cria
E escola com cabeça criativa
Energia pra nós a iniciativa
Sem cair por aqui em triste ardil
Fukushima e também em Chernobyl
O passado tem muito pra mostrar
Não queremos usina nuclear
Pernambuco, Nordeste e no Brasil
II
Temos ventos demais nos litorais
Biomassa também para servir
E pra que tais usinas construir
E criar por aqui coisas letais
Os desastres que tem são bestiais
Nuclear para mim coisa senil
Einstein nos mostrou e foi gentil
Que energia existe a transformar
Não queremos usina nuclear
Pernambuco, Nordeste e no Brasil
III
O Brasil hidrelétrico produz
Pra suprir por demais nossa demanda
Essa forma nuclear coisa nefanda
Ao perigo demais que nos conduz
Temos sol que energiza em toda luz
E nos dá toda força mais febril
Pro Brasil produzir força fabril
O Brasil que tem tanta luz solar
Não queremos usina nuclear
Pernambuco, Nordeste e no Brasil
IV
Estudar como faz conservação
E gerar produzir sem ter perigo
Luz solar é uma boa meu amigo
Energia do vento em boa ação
Estas sim são a boa solução
De quem não tem na mente rivotril
Nuclear nesta terra varonil
Nosso povo não deve concordar
Não queremos usina nuclear
Pernambuco, Nordeste e no Brasil
V
Chernobyl Fukushima os acidentes
O pavor que causaram pelo mundo
A dizer que o fosso é bem fundo
Energia demandas bem urgentes
Vamos nós a falar pra os dirigentes
E dizer para tal poder civil
Que perigos que tem pra mais de mil
Se a usina atômica instalar
Não queremos usina nuclear
Pernambuco, Nordeste e no Brasil
VI
Angra I e Angra II vão funcionando
Deveriam as duas ser fechadas
Angra III por aqui sendo instalada
Angra IV governo é planejando
Muito pouca energia vão nos dando
E não vamos calar e ser servil
Permitir um projeto incivil
Nesta terra da gente de firmar
Não queremos usina nuclear
Pernambuco, Nordeste e no Brasil
VII
Energia que tem essas usinas
Perigosas demais no ambiente
Já mataram aí foi muita gente
Se pipocam, se tornam assassinas
Eu atino demais se tu atinas
Perceber que perigo é bem sutil
Nosso povo não é tolo e imbecil
Pra conversa furada engabelar
Não queremos usina nuclear
Pernambuco, Nordeste e no Brasil
VIII
Opções temos nós pra geração
É somente fazer a boa escolha
Energia do átomo é como bolha
Que explode provoca a confusão
Contamina com tal radiação
Mais letal do que bala de fuzil
Ninguém vai se meter neste funil
Pra depois não ter mais como deixar
Não queremos usina nuclear
Pernambuco, Nordeste e no Brasil
IX
Energia é demanda do progresso
Nós sabemos demais deste tal fato
Mas pra nós tem um jeito mais barato
Mais seguro que pode ser sucesso
Nuclear pra gerar é um processo
Ilusão só quem tem é o juvenil
Vamos nós com coragem mais viril
Outra forma gerando pra se usar
Não queremos usina nuclear
Pernambuco, Nordeste e no Brasil
X
Energia solar e a biomassa
A eólica que vem nos completando
Com os rios daqui também gerando
Nuclear já gerou muita desgraça
O Brasil boa escolha que assim faça
Energia que tenha outro perfil
Bem além do pensar mais mercantil
E assim nós podemos prosperar
Não queremos usina nuclear
Pernambuco, Nordeste e no Brasil
Colaboração de Heitor Scalambrini Costa para o EcoDebate, 11/05/2011
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E pra que tais usinas construir
E criar por aqui coisas letais
Os desastres que tem são bestiais
Nuclear para mim coisa senil
Einstein nos mostrou e foi gentil
Que energia existe a transformar
Não queremos usina nuclear
Pernambuco, Nordeste e no Brasil
"Há aqueles que lutam um dia e por isso são bons; Há aqueles que lutam muitos dias e por isso são muito bons; Há aqueles que lutam anos e são melhores ainda; Porém há aqueles que lutam toda a vida, esses são os imprescindíveis." Bertolt Brecht
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terça-feira, 21 de junho de 2011
quarta-feira, 9 de março de 2011
Os Presidentes Lula e Dilma, entrarão para história como COVEIROS DOS POVOS INDÍGENAS.
Eu chorei quando vi foto do Cacique Raoni chorando após as obras de Belo Monte terem sido iniciadas. O apelo dos indígenas na carta dirigida " A nova "mãe" , a PresidentA Dilma, para que parasse Belo Monte, foi em vão. A foto ilustra muito bem o descaso e total falta de respeito aos Direitos indígenas. A lista com mais de 600 mil assinaturas de brasileiros contra as obras de Belo Monte, foi também totalmente ignorada. A sucessora segue cegamente a cartilha do seu antecessor LULA PT, de um governo servil aos dos interesses financeiros das grandes corporações de investidores, que, é claro, financiaram sua campanha.
O Artigo abaixo, de 2010, merece uma profunda reflexão sobre a responsabilidade de cada cidadão que reelegeu COM O SEU VOTO este modelo de governo, e da incoerência dos intelectuais que deveriam estar ao lado dos oprimidos. O mesmo Leonardo Boff que escreveu "Lula entrará na história como o grande depredador da Amazônia e o coveiro dos povos indígenas e ribeirinhos do Xingu" 25/fev/2010 , foi o mesmo que se armou em cartas e argumentos em defesa da candidarura de Dilma, retirando o seu poético apoio à candidatura de Marina Silva, as vésperas da eleição presidencial em setembro de 2010
Se não houver mudança no comportamento da atual presidente do Brasil, "PresidentA Dilma", a sucessora do governo Lula, herdará também o título de COVEIRA DOS POVOS INDÍGENAS.
BASTA, VAMOS EXIGIR MUDANÇAS!!!
XINGU VIVO PARA SEMPRE!!!!!!!!!!
BELO MONTE, NÃO!!!!
Cristina Terra
Jornalista ambiental QUE NÃO VOTOU NO PT nem no PSDB!
"Coveiro de povos indígenas?
Egon Dionísio Heck *
(artigo publicado no portal da Adital)
"Ainda há tempo de frear a construção desta monstruosidade(hidrelétrica de Belo Monte), porque há alternativas melhores. Não queremos que se realizem as palavras do bispo Dom Erwin Kräutler, defensor dos indígenas e contra Belo Monte: "Lula entrará na história como o grande depredador da Amazônia e o coveiro dos povos indígenas e ribeirinhos do Xingu".
(Leonardo Boff, Adital, 25/02/10).
Na década de 70, quando as grandes estradas e megalômanos projetos de hidrelétricas e outras obras devastadoras do meio ambiente e mortíferas para povos indígenas, isolados e refugiados nas matas amazônicas, se dizia que a função da Funai era ser coveira de povos indígenas. Houve até uma reação indignada de alguns funcionários do órgão, que pediram demissão dizendo claramente que se negavam a continuar sendo "coveiros de índios".
Passados mais de quatro décadas o aspecto de voltar ou continuar sendo coveiros de índios, ronda novamente a realidade brasileira. As grandes obras estão não só de volta, mas com redobrado ímpeto e voracidade comandados pelas grandes empreiteiras, as maiores beneficiárias desse tipo de desenvolvimento predatório. O Programa de Aceleração do Crescimento segundo já está anunciado. Palanques estão sendo criados à custa da vida, de populações e povos, do meio ambiente e da bio e sociodiversidade. Uma espécie de ditadura do "progresso a qualquer custo" se impõe, mesmo com as evidências de sua violência e perversidade. E mais uma vez as grandes vítimas são os povos indígenas, os pobres os excluídos.
Dinheiro não falta
"Podem comprar um milhão de hectares de terra, mas nós não vamos deixar de lutar pela nossa terra tradicional". Essa foi a afirmação da liderança Terena Lindomar, num encontro de indígenas e seus aliados em Campo Grande. (25/02/10)
O presidente Lula esteve recentemente no Mato Grosso do Sul para inauguração de grande indústria de celulose. Nesta ocasião novamente voltou à tona a gravíssima situação dos povos indígenas do Estado, especialmente os Kaiowá Guarani e Terena, destituídos de suas terras tradicionais e submetidos aos "campos de concentração" em que se transformaram os confinamentos em que se encontram. O presidente da República sabe dessa situação e muitas vezes tem sido alertado, em várias partes do Brasil e do mundo, sobre a necessidade de medidas urgentes para estancar esse processo genocida em que se transformou a realidade Guarani. Tanto assim é que novamente solicitou o empenho de setores políticos e econômicos locais para resolver esse incômodo problema. Comprem terra e dêem aos índios. Dinheiro não falta. Essas teriam sido as afirmações do presidente, veiculados na mídia. (Campo Grande News, 18/02/10).
O pedido soou como uma ordem, ou melhor, serviu como luva, para o setor do agro negócio que maquiavelicamente vem tramando contra qualquer reconhecimento das terras tradicionais dos povos indígenas da região. Arregaçaram as mangas e iniciaram um processo de busca de terras para serem compradas e dadas aos índios. Existem dúvidas quanto às cifras e extensão. Conforme a imprensa a proposta de Lula estaria na compre de 10 a 20 mil hectares. Prometem entregar pessoalmente ao presidente da República por ocasião de sua possível vinda para abertura da Expogrande, dia 18 de março.
Campanha Povo Guarani Grande Povo - Campo Grande, 25/02/10
* Assessor do Conselho Indigenista Missionário (CIMI) Mato Grosso do Sul' ""
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