segunda-feira, 25 de abril de 2011

Que eu não me torne indiferente !

Sathya Sai Baba


 
Sathya Dharma Prema  
Sathya Dharma Prema Nithyamai Yundina  
Pudami Thalli Yantho Pulakarincchu  
Viswa Santhinicchu  
Vividha Saukhyamu 
Hecchu  Vinudu Bharathiya Vira Suthuda  
Mother earth would be glad if truth, 
righteousness and love were to be permanent.  
The various avenues for the universal peace would abound.  
Listen!  
O valient son of Bharat (India).

Fiapos de Abril

 ( por Ledusha Spinardi )

Já revirei o mundo com olhos e língua em riste. Agora sobra o delicado gesto. Resto de linho que de tão gasto esqueceu qualquer aspereza. 

Na gaveta também repousam as cenas que fazem da minha memória uma preciosidade. 
Para o mar, as naves. 
Para os véus, as chaves. 
Para o céu, as aves. 
Pairam nos fiapos desse abril sem planos só algumas frases. Vaza uma voz entre os lilases: “Por onde piso vão crescendo as palavras. É o sonho do poeta.” Não me lembro onde li ou mesmo se li - o que importa? – isso que se parece com tudo que confesso e me estende. 
Desnuda, sem asas previdentes, estremeço gozando o viço do vôo para o vácuo irresistível, de onde nunca poderei saber se volto.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Belo Monte e o último ritual indígena

O Brasil corre o sério risco de se tornar réu na Corte Interamericana de Direitos Humanos, da qual foi um dos mentores. Tudo por causa do desrespeito aos direitos dos povos indígenas do Xingu que serão impactados de forma drástica se a Usina de Belo Monte for construída 
(por Felício Pontes Junior*).
Publicado em 19 de abril de 2011
Por Xingu Vivo

Arte: Menote Cordeiro


Nos últimos anos o governo tem tido um comportamento dúbio. Em um momento alega que os povos indígenas foram ouvidos. Em outro, alega que a usina não afetará povos indígenas. Ambos os argumentos são falsos. Explico.
A Funai, ao se defender da medida cautelar que Comissão Interamericana de Diretos Humanos impôs aos Brasil no mês passado, disse que nas audiências públicas do licenciamento ambiental encontravam-se mais de 200 indígenas.

A Funai tenta confundir os brancos. As audiências de licenciamento ambiental nada têm a ver com o instituto da oitiva das comunidades indígenas afetadas. Aquelas decorrem de qualquer processo de licenciamento ambiental de obras potencialmente poluidoras. Esta decorre do aproveitamento de recursos hídricos em terras indígenas. Aquelas são realizadas pelo órgão ambiental nos municípios afetados por uma obra. Esta, a oitiva, somente pelo Congresso Nacional (art. 231, §3º, da Constituição).
Até hoje o Congresso Nacional jamais promoveu a oitiva das comunidades indígenas do Xingu. O processo legislativo para esse fim tramitou em 2005. Sua duração foi de menos de 15 dias na Câmara e no Senado. Um dos projetos mais rápidos de nossa recente história republicana. No dia de sua aprovação final, uns senadores, em sessão, o qualificaram de “projeto-bala” e “the flash”. E nenhum indígena foi sequer ouvido.
Ou seja, o Congresso simplesmente ignorou a legislação nacional e internacional e inventou um processo sem ouvir os indígenas. Daí a devida preocupação da Organização dos Estados Americanos com o caso Belo Monte.
Se no século XVI a comunidade internacional via como “façanha” o extermínio de etnias por um governante, cinco séculos depois a opinião internacional é diametralmente oposta. A evolução da humanidade não mais aceita o desrespeito aos direitos indígenas.

Tão grave quanto a falta da oitiva dos indígenas pelo Congresso é o argumento do governo exposto ao contestar uma das ações promovidas pelo Ministério Público Federal. Diz que não é necessária a oitiva porque nenhuma terra indígena será inundada. É verdade. Na Volta Grande do Xingu não haverá inundação. Haverá quase seca, já que a maior parte do rio vai ser desviado, levando ao desaparecimento de 273 espécies de peixes nos 100 quilômetros que passam em frente às Terras Indígenas Paquiçamba e Arara do Maia.

Adoum Arara, em carta enviada à Eletronorte, pelo conhecimento da ciência do concreto, como dizia Lévi-Strauss, declarou: “Vai desaparecer o peixe, morrer muita caça, e a gente vai passar fome, não vamos ter todas as coisas que tem no rio e na mata”. E Mobu-Odo Arara arremata: “[V]ocês pensam que índio não é gente e que não tem valor? Mas nós somos gente e iguais a vocês brancos, temos o mesmo valor que vocês. Vocês podem governar na cidade de vocês, mas no rio, na nossa aldeia, não é vocês que governam. Tente respeitar o nosso direito e o que é nosso. Não queremos barragem. Não queremos Belo Monte.”

O momento é crítico para os povos indígenas do Xingu. Se a obra acontecer, este dia do índio marcará o último ritual para os povos da Volta Grande. Eles celebram hoje, em São Félix do Xingu, com seus parentes de outras etnias, a festa da vida.

Felicio Pontes Junior é procurador da República no Pará e mestre em Teoria do Estado e Direto Constitucional pela PUC-Rio.

domingo, 17 de abril de 2011

O Inteiro entre o eterno e o efêmero; o infinito e o ilusório, entre o diamante mais puro, luminoso e a lama espessa, escura. Luz e sombra.

Percepção. Tudo que acontece em si desconhecido. Dos Céus desce um Anjo que onçaria presença (sic) fosse possível sequer em raio do Anônimo de que se inventa falar. De um lado a certeza que apelida a filha do Infernal Pensamento. Psicoelástica erige arquiteturas sagradas que apontam, tangem e prometem céu. Do outro sua irmã duvida. Ps...icobélica trança imprecisos contornos de uma dança livre e encantadora eis que salta graciosa, a leveza do céu de onde sempre retorna. Ao centro uma Luz mais ausente ainda que o próprio Anjo ilumina-o, suposto, metafórico, poético, um estender de mão, canhestro esboço, ao resgate de um Diamante de Vento, em meio às brasas que sequer com qual a mais fantástica das pegas o engasta e assim crepitam coletividades ao Céu, pitorescos, pirotécnicos que lembram e ocultam e O que se revela é relva. Onde pasta-se.
Percepcionismo. Organizar conceitos concretizados em posse da Atitude Criativa. Nome. Medalha de fome. O Homem do Homem.

Sais de banho. Há uma espécie de banho que a Percepção dá no entendimento, quando a mente é lavada e leve, levada ao encontro com o Novo, na justa dimensão da Atenção, ao que se seguem os processos de apropriação cognitiva, o Pensamento, tais quais os que se é, tem ou faz diante das coisas e acontecimentos desconhecidos e surpreendentes.

Archaeopteryx. Esta surpresa, este estado de descoberta e a invenção - o objeto constituído mais ou menos puro, imantado pelo gozo da novidade - então, como em um nascimento, pertence às existências no ânimo de danças e vozes que constituem o Tempo, nomeado por Vida, até que o Pensamento, que o é, exceda-se numa inflorescência de corporificações cristalinas. Dinossáuricas formas que se concretizam sólidas como rochas diamantinas, em livros, museus, múmias e ninfas que desfalecem onde se esfacelam sem a Liberdade Plástica Viva. Devolve-se através da Morte - solitária para os dias e morna no conforto do Sonho que a impregna de amor em suas noites sombrias – o que antecede ao Tempo em que duram.

Rosnado. A revolta e o embotamento das mentes emotivas e racionais projetam o findar precoce em tudo que tocam. Então o Artista adentra-se ao obscuro para nos salvar do muro, da lápide, do túmulo que o olhar identificador, sensível e assassino, constrói. Corre atrás. Quer receber e dar, ser o lar, do murro do Azul mais profundo. Necessita acabar com tudo, antes do fim do mundo. O último amar em próprio impróprio desesperado culto. Vultuoso vulto. Dissolve-se na floresta de sombras e lágrimas em dilúvio. Contudo.

Cristalino. A tentativa da maleabilidade, ponderação, flexibilidade, consenso avesso ao despotismo, disfarçam de sensatez a descabida ambição de liberdade. Ao contrário, no máximo do enrijecimento é que se pode quebrar a cara. A perspectiva cianótica, o sangue pisado do olhar inocente, caiçara temporariamente os socos de um incomensurável Azul Cinzento. A graça em momento. Significa este ficar morrível, assim Vivo, no encontro inconcebível entre Percepção e Pensamento. Uno e duro qual o vento.

Arte. Todo Objeto Artístico é temporário e não está no Olhar ou Nele, mas na relação em que vivem desconhecidos de algum desfecho ou conteúdo. Mais ou menos dúctil ou friável se nem mesmo nos Quase eternos ou longevos, rejuvenescedores e intangíveis, Sólidos ou jeitos, que ainda úmidos do âmnio da Percepção sejam imanentes e atávicos. O Gérmen do Átimo no Cálice do Silêncio.

Oru

terça-feira, 12 de abril de 2011

AVAAZ.org Mundo em Ação

PARE BELO MONTE



A OEA pediu ao Brasil para interromper a construção de Belo Monte – a hidrelétrica imensa no meio da Amazônia. A Presidente Dilma tem quatro dias para responder. Com essa pressão internacional sem precedentes, nós temos a chance de finalmente parar Belo Monte.

A nota veio em resposta a um apelo direto das comunidades amazônicas afetadas, em forma de um pedido oficial para o governo brasileiro interromper a construção de Belo Monte, alertando que o Brasil pode estar violando tratados inter-americanos se prosseguir com a construção.

O prazo final para o Brasil responder a OEA é esta sexta feira. Nós temos apenas alguns dias para dizer à Presidente Dilma, ao Ministério das Relações Exteriores e à Secretaria de Direitos Humanos que nós estamos do lado da OEA e dos povos amazônicos. Envie uma mensagem para eles agora.

As comunidades amazônicas foram forçados a recorrer à OEA depois que a Presidente Dilma ignorou seus apelos, colocando grandes interesses financeiros de empreiteiras acima da preservação ambiental. Belo Monte vai custar 30 bilhões de reais e a maioria desse dinheiro vai para grandes empreiteiros que foram os maiores doadores da campanha presidencial da Dilma. Mas se nós investirmos uma fração do que será gasto em Belo Monte em energia renovável, poderemos suprir as demandas do Brasil por energia, apoiando o desenvolvimento sustentável sem comprometer centenas de hectares da floresta mais preciosa do mundo.

Este ano, mais de 600.000 brasileiros pediram para a Presidente Dilma parar Belo Monte. A petição contra Belo Monte foi entregue pessoalmente aos seus principais assessores em Brasília, em uma marcha emocionante de povos indígenas que chamou a atenção da mídia no Brasil e no mundo. Mas mesmo assim, o governo ignorou o nosso chamado.

Agora países de todas as Américas estão se juntando à luta. Vamos agir neste momento crucial e mostrar que os brasileiros apóiam a solicitação da OEA. Envie uma mensagem para Presidente Dilma, Ministério das Relações Exteriores e a Secretaria de Direitos Humanos dizendo que os brasileiros estão junto com a OEA e as comunidades amazônicas para pedir um fim a Belo Monte:

http://www.avaaz.org/po/belo_monte/?vl
 

Belo Monte não é o que queremos para o futuro do Brasil. 


Enquanto nos preparamos para a Rio+20, a maior conferência ambiental do planeta, essa é a chance de o Brasil ser uma liderança mundial como um exemplo de desenvolvimento aliado à sustentabilidade.

A declaração da OEA oferece uma nova oportunidade de mudança, trazendo aliados internacionais para a luta contra Belo Monte. Vamos aumenta a pressão sobre o governo, agindo e divulgando esta campanha.

Com esperança,

Emma, Graziela, Ben, Alice, Luis e toda a equipe Avaaz.

Leia mais:

Comissão da OEA pede que Brasil suspenda construção da represa de Belo Monte: http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5ghObml-y57D7oM6HTkI6fbmnNbpg?docId=CNG.b784413f83000616dda24915663acf14.4e1

Belo Monte: OEA solicita suspensão do processo de licenciamento e construção http://www.ecoagencia.com.br/index.php?open=noticias&id=VZlSXRlVONlYHZFSjZkVhN2aKVVVB1TP

Patriota: posição da OEA atrapalha investimentos ambientais: http://exame.abril.com.br/economia/meio-ambiente-e-energia/noticias/patriota-posicao-da-oea-atrapalha-investimentos-ambientais

Pedido de OEA sobre Belo Monte irrita diplomacia brasileira:
http://www.correiodoestado.com.br/noticias/pedido-de-oea-sobre-belo-monte-irrita-diplomacia-brasileira_105969/



ASSINE O ABAIXO ASSINADO CONTRA BELO MONTE  NO SITE DA AVAAZ.

Para Presidente Dilma, Ministro Antonio Patriota e Ministra Maria do Rosário Nunes,

Como um cidadão brasileiro consciente, eu apoio a OEA no seu pedido para interromper a construção de Belo Monte. O Brasil precisa investir em energia verdadeiramente renovável, que não destrói o meio ambiente ou atinge populações vulneráveis.

Ouça a OEA e pare Belo Monte!

PARA MEUS AMIGOS DA VOLTA GRANDE DO XINGU



 

Texto inédito(Patrícia Mich)

Minha pele é vermelha, meu sangue também. Igual ao seu.
Minha pele também é branca e também é preta, e também é parda.
Sou filho da floresta.Você também.
Somos filhos da terra, dos ventos e do sol.
Somos filhos da chuva que cai, da chuva grossa e boa, mas também da chuva fina, que
só respinga o chão,porque as duas são necessárias.
Meus pés tocam a terra quente da tarde, e amanhã vão querer tocar a terra fria da
manhã.
Minhas costas curvadas de cansaço querem abrigar-se na sombra da árvore.
Meu nariz quer respirar o cheiro molhado do mato.
Meus ouvidos repousam nos cantos dos pássaros, dos pássaros grandes e também dos
pequenos, porque ambos são importantes.
A raiz que vem do solo, alimenta meu corpo e segura meus pés no chão.
Esse chão abençoado pelo Criador e que herdei de meus ancestrais.
Meu suor está na terra e está na água que corre nos rios; eles são as veias e as artérias do
meu território.A terra da minha família e da minha história.Onde eu planto sementes e
colho a vida.Eu sou o agricultor do meu amanhã.
Olho pro rio e vejo meu povo mergulhado nas lágrimas, nadando nas lágrimas do que
um dia foi peixe, foi pedra, foi luz.Eu sou o pescador do meu amanhã.
O meu céu coroado de estrelas é o meu teto, o meu abrigo.
O solo bondoso me cobre, me acolhe, me aquece.Eu sou o elo divino entre o céu e a
terra.
Meu coração ferido repousa, decidido, na última curva de meus passos.
Surgirão para sempre notícias minhas pelas águias, pelas águas, pelos ventos, pelo sol e
pela lua.
Minha alma flutua por entre as folhas e os cipós, feito bicho acuado.
Mas será eternamente livre, pois meu coração está plantado,vingando fruto bom,dando
de comer e de beber aos bichos e plantas e homens.
Porque se o braço do meu irmão dói, meu braço também dói.
Se os olhos de meu irmão queimam, então meus olhos também não podem mais chorar.
Se a terra de meu irmão é roubada, meus pés também não tem mais onde pisar.
E, ainda que minha alma liberta voe os vôos mais altos que puder alcançar, que finquem
meus pés na raiz da raiz, para que eu nunca me esqueça de onde eu vim.
Porque meu coração, eu o faço semente.Para sempre e inevitavelmente, meu coração
será .Meu coração vermelho como o seu, estará.
Parte a alma, aventureira, mas permanece o coração cativo.
Eternamente cativado, repousa no leito que escolheu como eternidade.
O leito do rio, na curva do rio, na Volta Grande do Rio Xingu.

Patricia Mich-Brasilia (10/04/2011)

segunda-feira, 11 de abril de 2011

100 dias de SPA

O Greenpeace fez uma avaliação de como as questões ambientais foram tratadas no período e só uma conclusão sai: 
cadê o verde que deveria estar aqui?

A Sra. Presidenta é medíocre?  Bobagem! 
Está desempenhando com excelência o papel que lhe foi confiado.
Não há mediocridade se todos os propósitos e determinações do grupo governista estão se cumprindo e metas atingidas conforme planejaram.
Eles já deixaram tudo NEGOCIADO dos anos anteriores,ano passado e antes da eleição. Era exatamente este o desespero que levou a investimento tão imenso em mídia e controle da massa apar manterem o mesmo time no poder.

D. Dilma teve que virar candidata e presidente por que não tinha outra pessoa de confiança (do grupo do poder e de Lula) com imagem possível de ser construída pela mídia nacional o suficiente para manter os acordos que foram feitos no governo LULA. Essa mídia Global etc. e tal depende 70% de verba governamental para manter sua receita e
financiamentos ( afinal os grandes lobbies passam pelos BANCOS, COMBUSTÌVEIS-TRANSPORTE, ENERGIA,COMUNICAÇÂO que estão sob controle público.
O serviço da Presidenta agora é se fazer de boa mãe, boa moça, transformar-se na nova Namoradinha do Brasil ( que Regina Duarte se cuide! ... ), boba, medíocre, joão-bobo ( aliás. Joana – boba) para que os acordos se cumpram. Já está tudo dividido, direcionado e acordado. Agora é passear de avião presidencial para fazer os contatos pós - venda e receber os "louros" .
Tudo o que podia ser negociado foi pré-acordado no governo anterior. Agora é posar de presidenta, fazer spa e viajar. Engana-se quem pensa que votou numa presidenta para o Brasil. Energia foi a fonte dos lobbies da última fase de espoliação do Lula e sua turma.

O Brasil foi vendido, “tão barato que eu nem acredito”...E os garotos
revolucionários agora freqüentam as festas do grand monde.

Eles foram guerrilheiros, um dia.Tornaram-se bando de mercenários.

Os ideais se perderam.
Venderam-se ao capital e aos algozes do povo Brasileiro.
Deve ser nosso karma. Herança do degredados na Colônia, atrocidades sobre os negros e índios exterminados por causa da nobreza de caráter que não pode ser escravizada.
Praga jogada pelo período Militar sobre os que caçoavam e reclamavam da ditadura de direita.
A Ditadura de esquerda( ou talvez laranjas ) está-se mostrando pior ou tão corrupta quanto a anterior. Miséria da condição humana!

Povo guerreiro? Caras pintadas?

Nem isso houve.
Apenas jovens idealistas que, de novo, se deixaram levar pela mídia .
A Globo faz uma matéria sensacionalista e o pais se comove. O medo de ladrão, da morte, de doença, de baratas cai na mídia e o povo se comove e esquece de fiscalizar e tomar as rédeas de seu destino.
Os caras pintadas fizeram carnaval e o carnaval caçou Collor que - na verdade - não fez nada pior do que já haviam feito e continuam fazendo. Os lobbies compram os políticos e pagam os fantoches deles para se elegerem. Compram os votos seja com mentiras ou com esmolas. É só isso!! Os seres pensantes se perdem na maconha, no rivotril, diazepan, lexotan ou na honestidade que não nos permite transgredir descaradamente para chegar ao poder pelo poder.
Fazemos arte e cultura.
Ele s fazem lobbies e roubam. Ficam ricos e compram tudo e a todos.

Os caras pintadas dos anos 60 e 70 do século passado e distante estão todos - hoje - no poder.

São esses os que se perderam e estão lá no planalto ou ao pé das mesas, a desfrutar das vantagens e migalhas distribuídas pelos chefes da gang que se organizou para TOMAR o poder e se apoderar do que consideravam ilegítimo. Mas estão fazendo isso de maneira desonesta por que se utilizam das mesmas armas que os antigos ladrões usavam. Usam os mesmos lobbies e fazem outros acordos no mesmo padrão. Aceitaram se corromper para poder atingir os postos de comando. É assim que a política institui as situações e os mesmos se manteem com as vantagens, riquezas e o controle do destino de todos nós.

Os seres conscientes que restam estão em São Tomé, a espera do fim do mundo em 2012, em busca de expansão da consciência e a vinda da Era de Aquários.

Gente doente por poder não se droga, nem dorme. Passa as noites pensando como vai corromper, comprar, extorquir algo mais de alguém no dia seguinte. Droga os outros que são mais íntegros, mas mais fracos. Esses se deprimem e não tem coragem de empunhar o fuzil para defender seus ideais. Tentam mostrar a verdade através da arte, da cultura e da consciência.
Os que estão no poder usam o egocentrismo e a condição de miséria para MANIPULAR. Não tem interesse em que as pessoas acordem. Isso tornaria apenas mais difícil e mais caro espoliar tão cinicamente como fazem desde que o Brasil é Brasil.

E viva à República!

domingo, 10 de abril de 2011

Os 100 dias de Dilma Rousseff

Notícia - 10 - abr - 2011
 
O Greenpeace fez uma avaliação de como as questões ambientais foram tratadas no período e só uma conclusão sai: 
cadê o verde que deveria estar aqui? 

 
Dilma como presidente: onde foi parar o verde? 

©Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

Aos novos governantes têm sido concedidos cem dias para construção de uma identidade, uma tradição inspirada na última jornada de Napoleão Bonaparte em 1815 e iniciada no governo do presidente norte-americano Franklin Roosevelt em 1930.

Na prática, a teoria é outra 

Passados três meses, a presidente Dilma não mostrou ao que veio. Apesar de um artigo seu publicado na "Folha de S.Paulo” indicar preocupação com o tema ambiental, ela ainda não se posicionou na disputa entre ambientalistas e ruralistas pelo Código Florestal, ainda não deu início à construção de um marco legal para impulsionar as energias renováveis no país, não respondeu de maneira firme aos desmandos e à soberba da burocracia nuclear brasileira e ainda não foi capaz de explicar como ficam as emissões brasileiras, como previsto no Plano Nacional de Mudanças Climáticas, com o advento da exploração do pré-sal.
É certo que a fragmentação partidária não ajuda muito a presidente na missão de transformar o Brasil em um gigante da economia verde. São nada menos que dez partidos de peso político na base governista na Câmara dos Deputados, disputando cada um seu espaço: PT (88), PMDB (79), PP (41), PR (41), PSB (34), PDT (28), PTB (21), PSC (17), PCdoB (15) e PRB (8).
Muitos deles, como PMDB e PP, estão recheados de ruralistas com interesses contrários aos da agenda verde. Muitos deles trabalham para enfraquecer a proteção ambiental por meio da desfiguração do Código Florestal e do Sistema Nacional de Unidades de Conservação, e ainda trabalhando pela manutenção (e até crescimento) de fontes poluidoras na matriz energética brasileira. Além, é claro, do forte lobby nuclear que há décadas habita os corredores do Congresso e aprisiona o país em uma perigosa aventura atômica.

Dormindo com o inimigo

Durante a campanha eleitoral, a presidente Dilma respondeu a um questionário do movimento ambientalista. Nele, afirmou que vetaria mudanças no Código Florestal que levasse a anistia a desmatadores e diminuísse reserva legal e áreas de proteção permanente (APPs).
Ela sempre tão ciosa da sua autoridade e do entrosamento das diferentes áreas do seu governo, precisa esclarecer quem apita nessa discussão.
Atualmente, o líder do governo na Câmara dos Deputados, Candido Vacarezza, e o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, estimulam a votação do projeto do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), que pretende enfraquecer a proteção das florestas brasileiras, anistiando quem desmatou ilegalmente e ampliando os limites do que pode ser cortado nas áreas de preservação permanente, situadas nas margens dos rios.
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse que “o MMA vem debatendo a questão em cima de três eixos: manutenção das APPs e da reserva legal sem desmatamento; resolução da questão dos passivos ambientais, oferecendo saída para cada uma delas; e as oportunidades que o código venha a oferecer permitindo compensações dentro do mesmo bioma e da mesma bacia hidrográfica, estimulando a silvicultura com, por exemplo, o Pagamento por Serviços Ambientais”. Do outro lado o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, afirmou por diversas vezes que o relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) sobre o novo Código Florestal merece "nota dez": "Não é preciso discutir melhor. Quem discute melhor é o Congresso Nacional”, diz ele.
A presidente precisa entrar em cena e deixar claro qual é a proposta do governo para o Código Florestal.

Descaso em relação às renováveis

Apesar da mensagem com pinceladas verdes ao Congresso na abertura do ano legislativo, o governo ainda não trabalhou para impulsionar a votação do projeto de lei das energias renováveis, parado na Mesa Diretora da Câmara dos Deputados desde 2009.
O projeto é vital para o florescimento de um mercado para as energias limpas, renováveis e seguras no país, como eólica e solar. Em março de 2010, o Greenpeace, esteve com a presidente Dilma, então chefe da Casa Civil, pedindo o empenho pela aprovação da lei e ouviu que o tema seria tratado pelo governo.
Enquanto prosseguimos sem um marco legal para renováveis, o governo desperdiça R$ 12 bilhões com a construção de Angra 3, abandona em nossos canaviais um potencial de geração de 28 mil megawatts, o equivalente a duas usinas hidrelétricas de Itaipu, e não consegue construir as linhas de transmissão para os 20 parques eólicos do Rio Grande do Norte, onde serão investidos R$ 8,3 bilhões até 2013.

Limpando a barra

A equipe de Dilma previa sua ida à inauguração da usina térmica de Candiota 3 (RS), no início desse ano, mas a presidente mudou de ideia em cima da hora. O projeto faz parte de um acordo internacional firmado entre China e Brasil e está localizado no município de mesmo nome, que ficou 150 dias sem chuva no último verão.
O investimento em térmicas é totalmente contrário às iniciativas tomadas para reduzir a emissão de gases-estufa, que levam ao aquecimento global. A recusa de Dilma em ir ao evento demonstra que ela pelo menos sabe que ligar sua imagem a uma fonte altamente poluente é negativo. Mas nem por isso repensou o projeto, nem o crescimento da geração térmica na matriz energética brasileira, em detrimento ao investimento em fontes renováveis.

Abrolhos com petróleo

Logo no início de seu mandato, Dilma foi informada de que a sentença judicial que impedia a exploração de petróleo e gás no entorno do principal parque nacional marinho brasileiro, Abrolhos, tinha sido derrubada.
O ato deixou o local de reprodução de baleias jubarte, maior área de recife de coral do Atlântico Sul, vulnerável a acidentes semelhantes ao ocorrido no Golfo do México no ano passado. Já se passaram três meses e nenhuma providência foi tomada para impedir que a região dos Abrolhos se torne uma zona livre de exploração de petróleo.

Soberba atômica

Como desdobramento da recente tragédia no Japão, governos do mundo inteiro, a exemplo da Alemanha, anunciaram a suspensão da construção de novas usinas nucleares e a desativação das antigas, tranquilizando seus cidadãos.
No Brasil, entretanto, o desastre foi classificado de mero “incidente” pelo ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, que também afirmou que as usinas de Angra 1 e 2 são seguras e não representam riscos para o país.
Isso não é verdade. Angra 2 funciona sem licença ambiental permanente, um laboratório com material radioativo foi soterrado por um deslizamento de terra onde as usinas estão instaladas e o plano de evacuação em caso de acidente é pífio, pois sequer existem rotas seguras para garantir a retirada da população que mora em Angra dos Reis (RJ). Se um acidente nuclear, como o que ocorreu no Japão, acontecesse no Brasil, a evacuação deveria englobar até 1,5 milhão de pessoas, em 27 municípios do Rio de Janeiro e São Paulo.
Como não consegue comprovar que tem um plano de segurança para suas atividades nucleares, o governo recebeu recentemente do Ministério da Economia da Alemanha o aviso da suspensão do financiamento de € 1,3 bilhão para a construção de Angra 3.

Reação ruim às catástrofes

Seguindo a infame tradição brasileira de correr atrás do prejuízo, após a tragédia no Rio de Janeiro no início deste ano, o governo anunciou o estabelecimento de um sistema nacional de prevenção e alerta de desastres naturais, que deve ser concluído em quatro anos – ou seja, há o risco de não ser um marco deste governo.
Parece inacreditável, mas ainda carecemos no país de um levantamento das áreas de risco. Números iniciais – e aparentemente subestimados – apontam aproximadamente 500 áreas de risco, com cerca de 5 milhões de pessoas.
Além disso, qualquer ação para minimizar os danos de eventos extremos, que tendem a se intensificar com o aquecimento global, só será bem sucedida se houver uma ampla reformulação da Defesa Civil brasileira. Hoje ela é completamente sucateada, desaparelhada e despreparada, e o desembolso de recursos para municípios atingidos por catástrofes é freado por burocracias intermináveis. A ex-secretaria nacional de Defesa Civil, Ivone Valente, reconheceu publicamente que os auxílios destinados a comunidades afetadas por catástrofes acabam não se convertendo em melhorias ou prevenção a novos eventos.
O Fundo Nacional de Mudanças Climáticas destinou R$ 10 milhões para o desenvolvimento do sistema nacional de alerta. O fundo, entretanto, nem começou a sair do papel.

Dito e meio feito

Na sua mensagem ao Congresso Nacional, a presidente se comprometeu a implementar a Política Nacional de Mudanças Climáticas. Foi aprovada a proposta de aplicação de recursos para 2011: R$ 200 milhões em financiamento e R$ 29 milhões em doação de recursos.
Ao mesmo tempo, descobriu-se que o Programa de Agricultura de Baixo Carbono (ABC), que poderia dar um grande incentivo ao controle das emissões de gases-estufa produzidos por atividades agrícolas, até hoje não gastou um só centavo dos R$ 2 bilhões destinados. Lançado em junho de 2010, ele visa a recuperar 15 milhões de hectares de pastagens degradadas, entre outras atividades, o que ajudaria o país a cumprir seu compromisso internacional de redução em 36,8% a 38,9% de suas emissões até 2020.

Corte no orçamento

Dilma ordenou um corte de R$ 50 bilhões no orçamento de 2011. O Ministério do Meio Ambiente, que já tem o menor orçamento entre todos os ministérios, recebeu uma tesourada de 40%: foi de R$ 1.078.490 para R$ 680.335, um dos cinco enxugamentos mais drásticos entre seus pares.
Esse corte vai dificultar as operações de combate ao desmatamento e medidas positivas como o programa Mais Ambiente. Isso também vai dificultar o cumprimento das metas brasileiras de redução de emissões de CO² - metas essas que foram reafirmadas por Dilma na sua mensagem ao Congresso na abertura dos trabalhos legislativos em 1º de fevereiro.

Licenças 'fantasmas'

Para tentar adiantar a obra da usina de Belo Monte, foi emitida uma licença de instalação de canteiro de obra para o consórcio vencedor do leilão. Esse tipo de licença não existe no Sistema de Licenciamento Federal.

Expedientes estranhos como esse provocaram um grande constrangimento internacional ao Brasil, com o pedido da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), da Organização dos Estados Americanos (OEA), pela suspensão imediata da obra.

Artistas contra Belo Monte


Escrito por Rodolfo Salm   
09-Abr-2011
 
Estava tudo certo para ser tranqüilo o doutoramento "honoris causa" do ex-presidente Lula pela Universidade de Coimbra. Mas um grupo de estudantes portugueses e brasileiros conseguiu causar-lhe algum constrangimento ao recebê-lo com faixas de protesto contra a construção da hidrelétrica de Belo Monte no Xingu: "Em defesa da Amazônia - Dilma pare a barragem de Belo Monte" era o que se lia numa faixa que colocaram à porta da universidade, segundo divulgou a Agência Lusa, em uma nota que falava que ele e Dilma foram recebidos sob gritos de que "água e energia não são mercadoria" (um dos motes preferidos das manifestações aqui em Altamira).
 
Os manifestantes conseguiram entregar-lhes um folheto com questionamentos sobre a barragem. Pode-se dizer que era uma manifestação nanica, ignorada pela imprensa brasileira, mas aqueles estudantes se colocaram muito apropriadamente como examinadores da "obra" do nosso ex-presidente, que lhe permitiu sentar entre os "sábios" da academia portuguesa. De tudo o que ele fez nesses oito anos, o que lhes pareceu mais relevante (e digno de protesto) foi plantar a semente desta obra desastrosa no coração da floresta amazônica. As obras da barragem mal começaram e a campanha pela sua paralisação vem ganhando cada vez mais adeptos, com mais e mais visibilidade.
 
Esteve de passagem por Altamira no ultimo dia 23 de março o astro de Hollywood e ex-governador da Califórnia Arnold Schwarzenegger, que a convite do cineasta James Cameron e do líder Kayapó Raoni sobrevoou o Rio Xingu e conversou com índios preocupados com a construção de Belo Monte. Os dois participavam do Fórum Mundial de Sustentabilidade, que ocorria em Manaus, onde o ex-presidente norte-americano Bill Clinton também manifestou sua preocupação com relação à hidrelétrica.
 
No ano passado, a atriz Sigourney Weaver também veio à cidade e eu fiz questão de ir à beira do rio enquanto ela saía em uma expedição para se encontrar com os índios, para agradecer sua participação na luta contra a barragem. James Cameron, que disse que vai filmar um documentário sobre Belo Monte, recentemente tornou-se o principal interlocutor internacional dos movimentos de resistência à barragem, ocupando mais ou menos o mesmo papel que o roqueiro britânico Sting desempenhou no fim dos anos 1990, quando este velho projeto da ditadura militar ressurgiu.
 
A participação dos artistas estrangeiros na campanha contra Belo Monte é muito bem-vinda, principalmente devido à extrema dificuldade dos críticos deste projeto para falar em larga escala sobre os vários aspectos da tragédia que significaria e efetivação da obra, devido à dificuldade de acesso à grande imprensa nacional. Mas é evidente que a ajuda dos estrangeiros vem despertando as mais iradas reações xenófobas e falsamente nacionalistas.
 
No artigo "Qual o mistério por trás do Belo Monte?", publicado no Monitor Mercantil de 25 de fevereiro de 2011, por exemplo, Osvaldo Nobre se queixa da campanha das celebridades internacionais contra a barragem. E de "outros, menos badalados (...) e com raras exceções, sem nenhum vínculo com a nacionalidade brasileira ou com a nossa soberania". Realmente, é vergonhosa a complacência da maior parte da nossa intelectualidade e classe artística diante da tragédia que neste momento se arma na Região Amazônica.
 
Mas há cada vez mais "exceções". Como, por exemplo, a brasileiríssima (e paraense!) atriz Dira Paes, que narrou a versão em português do filme "
 
Defendendo os Rios da Amazônia", cuja versão em inglês fora narrada por Sigourney Weaver (Defending the Rivers of the Amazon).
 
Também merecem destaque as manifestações de Marcos Palmeira ("Sou contra a usina de Belo Monte pelo impacto que vai causar na região, além de não ser a solução para a nossa energia. Tínhamos o Xingu como marco da preservação no Brasil e agora o ‘progresso’ chegou de vez para poluir a região e aumentar o desequilíbrio ambiental, causando mais pobreza e desigualdade!"); Letícia Spiller ("Não se pode usar como álibi o progresso, quando milhares de pessoas estão morrendo por negligenciarem o desmatamento e a mudança do curso de rios"); Christiane Torloni ("Fico preocupada com Belo Monte. Será que é uma obra de que o mundo precisa?"); e Victor Fasano ("Sou contra Belo Monte, pois sou contra a destruição de qualquer floresta, destruição de qualquer população indígena e sua cultura, contra a ignorância de alguns governantes que afirmam de peito estufado que temos o direito de destruir nosso meio ambiente porque ele é nosso, nos pertence"). Osvaldo Nobre há de admitir que temos um elenco e tanto (clique
 
aqui para ver todos os depoimentos na íntegra).
 
A polêmica acerca da construção da barragem de Belo Monte segue esquentando. Ainda mais agora que a Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos solicitou oficialmente a suspensão da obra pela falta de "prévia, livre, informada, de boa-fé e culturalmente adequada" consulta dos povos indígenas. Que é legalmente uma violação de direitos humanos. Mas a situação já se tornou explosiva nas obras das hidrelétricas do Rio Madeira, onde operários amotinados recentemente tacaram fogo em dezenas de ônibus em seus alojamentos, reivindicando melhorias nas suas condições de trabalho. A mesma situação caótica está se armando em Altamira.
 
Enquanto, no imaginário popular, o rio Madeira é uma fronteira distante a ser colonizada, como observou Marcos Palmeira, o Xingu é um "marco da preservação no Brasil". "Qual o mistério por trás do Belo Monte?", pergunta o artigo xenófobo do Monitor Mercantil. A resposta está justamente nas cachoeiras da Volta Grande, que historicamente impediram a navegação rio-acima dos colonizadores, permitindo a preservação de uma quantidade imensa e única de povos indígenas e de florestas em todo o mundo.
 
Cachoeiras que pretendem destruir com Belo Monte em nome da produção de energia barata para empresas multinacionais. Assim, chegam a ser ridículos os defensores da barragem falando pela "nacionalidade brasileira" e "soberania". Como os estudantes da Universidade de Coimbra (muito mais conscientes que os seus professores) deixaram bem claro, a luta pela vida ou a morte do Xingu é o grande drama do nosso tempo. A montagem do grande elenco já começou.
 
Rodolfo Salm, PhD em Ciências Ambientais pela Universidade de East Anglia, é professor da UFPA (Universidade Federal do Pará) em Altamira, e faz parte do Painel de Especialistas para a Avaliação Independente dos Estudos de Impacto Ambiental de Belo Monte.

RAIZES DO MEDO


Shakyamuni 

O medo é, sem dúvida alguma, o maior entrave para que levemos uma vida plena e feliz. Nós o assimilamos muito cedo, ainda na infância, pois, infelizmente, muitos pais utilizam o medo como arma educacional. Ameaçam as crianças com todo tipo de punição para obter obediência.
Portanto, não é à toa que nos condicionamos a temer, inicialmente o castigo, depois a rejeição daqueles de quem dependemos para sobreviver.

Não podemos culpá-los por isso, pois eles também foram educados no medo. Mesmo aqueles que tiveram uma educação mais liberal, sem tanto rigor, acabam contaminados pelo medo que predomina ao seu redor.

A sociedade em que vivemos se baseia no medo para obter o controle sobre as pessoas. Atualmente, a mídia é a principal responsável pela disseminação da energia do medo. Catástrofes e fatalidades recebem um destaque absurdamente exagerado e, quanto maior o grau de inconsciência daqueles que recebem estas informações, mais elevado será o medo.

Todos sabemos que a violência tem se ampliado nos últimos anos; ela é resultado da doença coletiva, do estado de adormecimento em que vive a maior parte da humanidade.
Aqueles que já adquiriram um grau razoável de consciência, precisam atuar como contraponto a esta energia e tentar levar um pouco de luz àqueles com os quais convivem. Mas, sem esquecer de que nem sempre será possível obter uma resposta favorável.

O despertar da consciência só acontece aos que estão prontos. Para muitos, a verdade continuará a passar despercebida, pois eles não serão capazes de enxergá-la. E não há nada que possamos fazer quanto a isto.

Mas devemos continuar tentando ampliar a corrente dos despertos, sempre e a cada dia, com a esperança renovada de que, aos poucos, mais e mais gotas se juntarão a este oceano.

Elizabeth Cavalcante: é taróloga, astróloga, consultora de I Ching e terapeuta floral. Atende em São Paulo.

O Governo Brasileiro tem que distribuir Cultura e não apenas renda. Essa é a grande revolução.

 



A intelectualidade brasileira, exilada nos centros culturais do exterior, se pronuncia contra todo o processo de aculturação que a TV Comercial institucionaliza. Antonio Veronese, artista plástico radicado em Paris, escolheu viver no exílio, tal como os artistas que foram obrigados a viver fora do país durante a ditadura militar.
antiga perseguição ostensiva, hoje foi substituida pela institucionalização da bobagem como agente alienador. , O reflexo diante da realidade nacional é o mesmo, mas aquele momento estimulou as mentes e um processo criativo fomentou imensa produção intelectual. Chico Buarque, a geração Bossa Nova , a Tropicália ...
Em entrevista à TV estatal Chinesa, em 2004, afirmava em  sua entrevista que produzir arte braeileira na França  é muito mais produtivo. A Bossa Nova - maior expressão da criatividade musical brasileira é ignorada em nosso país  enquanto é tocada em todos o mundo como expressão de excelencia musical enquanto no Brasil o povo só escuta a massificação de textos e falas bobas e sem sentido. Aculturação instituída.  Qual a finalidade proposital de se manter o povo brasileiro tão alienado?
Ameaçado de morte, por causa de seu trabalho junto aos jovens e á cultura, passou a viver permanentemente na França, onde mantém um centro cult ural em Barbizon e reune artistas  e gente que se interessa pela cult ura brasileira para ouvir Bossa Nova. Vale a pena conferir a entrevista.

Votos adquiridos, leiloam - se a quem paga mais.

 Marcha na Esplanada. Miriam Prochnow

Ambientalistas e movimentos sociais em defesa do Código Florestal


Em Brasília, o Dia Mundial da Saúde, 07 de abril, foi marcado pela marcha dos  movimentos sociais e organizações ambientalistas para lançar a Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida e protestar contra o projeto do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) de alteração do Código Florestal, que é apoiado pelos ruralistas.

A Apremavi participou da manifestação que reuniu entidades como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (Fetraf), Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Movimento de Pequenos Agricultores (MPA), Instituto Socioambiental (ISA), Greenpeace, SOS Mata Atlântica, Articulação Nacional de Agroecologia (Ana), entre outros. Também participaram estudantes da UnB e da Esalq.
A marcha saiu do pavilhão de exposições do Parque da Cidade, às 7h e se concentrou em frente ao Congresso Nacional, onde foi realizado um ato público. Após o ato público que contou com a participação de vários deputados federais, alguns representantes se dirigiram à Camara Federal para distribuir de gabinente em gabinente, o documento elaborado pelo conjunto das organizações que apoiaram a marcha. Uma comissão também foi recebida pelo Presidente da Câmara, Marco Maia e pelo Presidente do Senado José Sarney.

A mobilização tornou pública a posição de trabalhadores e trabalhadoras rurais, agricultores e agricultoras familiares contra as propostas ruralistas de alteração do Código Florestal. Marcou ainda a formação de um grande arco de alianças entre movimentos sociais do campo e da cidade e organizações ambientalistas em favor de uma agricultura que conviva de forma responsável com o meio ambiente. O texto divulgado durante a marcha encontra-se em anexo e também reproduzido abaixo.
Segundo Miriam Prochnow, representante da Apremavi no evento, o documento divulgado hoje, que traz as propostas da agricultura familiar, e o documento produzido no âmbito do Diálogo Florestal, que traz as propostas de parte do setor produtivo (divulgado na semana passada), mostra que é possível se chegar a uma proposta séria e que a comunidade não quer que o Código Florestal seja fragilizado.

A marcha desta quinta-feira contrapõe-se à manifestação promovida pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), na terça feira passada em Brasília, em defesa do projeto de Aldo Rebelo. A entidade, que é a principal representante dos ruralistas, vem insistindo que o conjunto da agricultura familiar apoiaria o projeto, o que não é verdade.

A campanha contra os agrotóxicos

A Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida reúne movimentos sociais, entidades estudantis e sindicatos e pretende abrir o debate sobre a falta de fiscalização, uso, consumo e venda de agrotóxicos, a contaminação dos solos e das águas e denunciar os impactos dessas substâncias na saúde das comunidades rurais e urbanas. A campanha prevê a realização de atividades em todo o país.

O Brasil é o maior consumidor mundial dessas substâncias: cerca de 1 bilhão de litros foram utilizados no País em 2009 – uma média de 5 litros por pessoa. "Queremos mostrar para a sociedade que é possível avançar na construção de outro modelo de agricultura, baseado na agricultura familiar, dos povos e comunidades tradicionais, assentamentos de reforma agrária, e que este modelo sim pode produzir alimentos com fartura, em toda sua diversidade, com qualidade e sem uso de agrotóxicos", afirma Denis Monteiro, da Ana.

Todos os anos multiplicam-se casos de contaminação no campo por agrotóxicos. Pesquisas vêm apontando as graves consequências dessa contaminação para o meio ambiente e a saúde humana. Ela pode causar problemas como câncer, distúrbios hormonais e neurológicos, má formação do feto, depressão, doenças de pele, diarréia, vômitos, desmaio, dor de cabeça, contaminação do leite materno, entre outros.
Abaixo documento divulgado durante a marcha

POR UMA LEI FLORESTAL JUSTA E EFETIVA:

NÃO À APROVAÇÃO DO RELATÓRIO ALDO REBELO

Está para ser votado na Câmara dos Deputados um dos maiores crimes contra o nosso país e sua imensa biodiversidade: a destruição do Código Florestal. A nossa lei que protege as margens de rios e as encostas da erosão e dos deslizamentos, que mantém parte de nossas
florestas, cerrados e caatingas preservados, e que estimula o manejo sustentável de nossas riquezas naturais está na mira da bancada ruralista!

Alegando que a lei atrapalha o agronegócio brasileiro, os ruralistas encomendaram ao deputado Aldo Rebelo (PC do B/SP) uma proposta de alteração que está prestes a ser votada e que, dentre outras coisas, pretende:

a) anistiar os desmatamentos ilegais realizados em APPs até 2008: não será mais necessário recuperar os desmatamentos ilegais realizados em encostas, beiras de rio e áreas úmidas, beneficiando quem desrespeitou a lei, mas prejudicando a sociedade, que terá que
conviver para sempre com rios assoreados, deslizamentos de encostas, águas envenenadas,casas e plantações levadas por enchentes, dentre outros

b) diminuir a proteção aos rios e topos de morro: prevê que os rios menores, justamente os mais abundantes e frágeis, terão uma proteção menor, que pode chegar a ¼ da atual. Da mesma forma, retira toda e qualquer proteção aos topos de morro, áreas frágeis e sujeitas a deslizamentos e erosão em caso de uso inadequado. Somada à anistia, significará uma perda muito significativa de proteção a essas áreas.

c) diminuir a reserva legal em todo o país: isenta os imóveis de até 4 módulos fiscais de recuperar a reserva legal, e para todos os demais diminui a base de cálculo, o que significa diminuir ainda mais uma área que já é considerada por todos como pequena para proteger a biodiversidade. Isso sem contar a possibilidade de fraude, com fazendas maiores se dividindo artificialmente para não ter que recuperar as áreas desmatadas.

d) permitir a compensação da reserva legal em áreas remotas, sem nenhum critério ambiental, levando em consideração apenas o valor da terra, e não a importância ambiental ou a necessidade de recuperação ambiental da região onde ela deveria estar, muitas vezes já. Essa proposta terá repercussões na estrutura agrária em todo o país, expulsando agricultores familiares e camponeses, povos indígineas e quilombolas

e) possibilitar que municípios possam autorizar desmatamento , o que significa criar o total descontrole na gestão florestal no país, já que são muitos os casos de prefeitos que têm interesse pessoal no assunto, configurando um inadmissível conflito de interesses Para quem defende essa proposta o que interessa é manter monoculturas envenenadas com agrotóxicos, movidas a trabalho escravo e uma destruição ambiental constante. Não é isso que interessa ao país.

Nós, organizações ambientalistas, movimentos sociais do campo e sindicalistas de todo o Brasil, defendemos valores e práticas bem diferentes. Por isso defendemos uma proposta diferente para o Código Florestal, que deve prever, dentre outros:

· Tratamento diferenciado para a agricultura familiar , que tem no equilíbrio ambiental um dos pilares da sua sobrevivência na terra, com apoio técnico público para recuperar suas áreas e gratuidade de registros;

· Desmatamento Zero em todos os biomas brasileiros , com exceção dos casos de interesse social e utilidade pública, consolidando a atual tendência na Amazônia e bloqueando a destruição que avança a passos largos no Cerrado e na Caatinga;

· Manutenção dos atuais índices de Reserva Legal e Áreas de Preservação Permanente,mas permitindo e apoiando o uso agroflorestal dessas áreas pelo agricultor familiar;

· Obrigação da recuperação de todo o passivo ambiental presente nas Áreas de Preservação Permanente e Reserva Legal, não aceitando a anistia aos desmatadores,mas apoiando economicamente aqueles que adquiriram áreas com passivos para que recuperem essas áreas;

· A criação de políticas públicas consistentes que garantam a recuperação produtiva das áreas protegidas pelo Código Florestal, com a garantia de assistência técnica qualificada, fomento e crédito para implantação de sistemas agroflorestais, garantia de preços para produtos florestais e pagamentos de serviços ambientais

A sociedade brasileira exige do Congresso Nacional e da Presidenta eleita que este relatório nefasto não seja aprovado, e que em seu lugar seja colocado um texto que interesse a todos os brasileiros, ou seja, que não diminua a proteção de áreas ambientalmente importantes,mas que crie condições para que elas sejam efetivamente protegidas.

Por isso milhares de pessoas estão organizadas hoje para gritar:

NÃO AO RELATÓRIO DA BANCADA RURALISTA!
POR UM CÓDIGO FLORESTAL QUE DE FATO GARANTA A PRODUÇÃO E PROTEJA AS FLORESTAS!

Associação Brasileira dos Estudantes de Engenharia Florestal – ABEEF
Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida – APREMAVI
Associação dos Servidores da Reforma Agrária em Brasília - ASSERA
Associação dos Servidores da Carreira de Especialista em Meio Ambiente e do Ibama - ASIBAMA
Comissão Pastoral da Terra – CPT
Confederação Nacional dos Servidores do Incra - CNASI
Conselho Indigenista Missionário – CIMI
Conselho Pastoral de Pescadores
Conservação Internacional – Brasil
Crescente Fértil
Federação dos Estudantes de Engenharia Agronômica do Brasil – FEAB
Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar – FETRAF
Fundação SOS Mata Atlântica
Greenpeace
Grupo Ambientalista da Bahia – GAMBA
Grupo de Trabalho Amazônico – GTA
Instituto Centro de Vida - ICV
Instituto de Estudos Socioeconomicos - INESC
Instituto Socioambiental – ISA
Mira Serra
Movimento das Mulheres Camponesas – MMC
Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB
Movimento dos Pequenos Agricultores – MPA
Movimento dos Pescadores e Pescadoras Artesanais – MPP
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST
Pastoral da Juventude Rural – PJR
Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário - SINPAF
Sociedade Chauá
Via Campesina
Vitae Civilis